12/06/2026
FALTA DE MATERIAL HOSPITALAR E SUPOSTA NEGLIGÊNCIA MÉDICA RESULTAM NA MORTE DE PARTURIENTE EM CHIMOIO
Texto: Aníbal dos Santos Martinho
Uma mulher de 36 anos, identificada como Fátima Joaquim Chuva, perdeu a vida na madrugada de segunda-feira (8), após complicações durante o parto no Centro de Saúde 7 de Abril, na cidade de Chimoio, província de Manica.
Segundo relatos do esposo da vítima, as profissionais de saúde que se encontravam de serviço alegaram não dispor de material necessário para prestar assistência imediata à parturiente, tendo solicitado aos familiares a aquisição de luvas e o pagamento de valores monetários para garantir o atendimento.
O marido afirma ter desembolsado 300 meticais para a compra de luvas e outros 500 de suborno a pedido da parteira. Após o pagamento, a assistência médica terá sido iniciada, mas, segundo a família, já de forma tardia, quando o bebê se encontrava praticamente fora do ventre materno e a parturiente inconsciente.
Após o parto complicado e sem assistência médica, apesar da parturiente estar dentro da maternidade onde há funcionárias que juraram salvar vidas humanas, a vítima teve hemorragia grave, tendo sido transferida já pelas 4 horas da manhã de segunda-feira para o Hospital Provincial de Chimoio, onde acabou por perder a vida momentos depois da chegada.
O esposo, disse ainda que a parteira por ver a situação crítica do estado de saúde da vítima, preferiu devolver o valor de 200, ficando nas suas mãos com 600 meticais dos 800 que haviam sido exigido.
Abalado pela tragédia, o esposo questiona a alegada falta de material na unidade sanitária, afirmando que, poucos minutos após o pagamento, as luvas passaram a estar disponíveis, apesar de, segundo ele, não haver farmácias abertas nas proximidades naquele horário.
A Rádio Comunitária GESOM foi, esta quinta-feira, 11 de Junho, ao Centro de Saúde 7 de Abril para ouvir a reação da diretora daquela unidade sanitária, esta por sua vez, disse não estar disponível para pre