03/31/2026
6 + 6 = 18 reúne artistas de diferentes origens e tradições. O que os une não é uma mesma linguagem estética, mas um compromisso compartilhado com o diálogo, a admiração e a celebração cultural. Tendo como ponto de partida as tradições da religião judaica, esta exposição e’ um encontro de perspectivas — orgulho de dentro e admiração de fora — gerando uma energia criativa maior do que a soma de suas partes.
O título é intencionalmente simbólico. Matematicamente, seis mais seis é igual a doze; no entanto, dentro da tradição judaica, o número 18 carrega um signif**ado profundo: na numerologia hebraica, o número corresponde à palavra “chai”, que signif**a vida. A exposição propõe uma equação poética em que a colaboração, a positividade e a admiração expandem o resultado para além da lógica aritmética.
Para os artistas de origem judaica, as obras emergem de um lugar de orgulho: orgulho da herança, da memória, do ritual, da resiliência e da continuidade da identidade judaica através das gerações. Suas obras refletem narrativas pessoais e coletivas — inspiradas na tradição, na espiritualidade, nas histórias familiares e no signif**ado em constante evolução de ser judeu no mundo contemporâneo.
Os artistas que emergem de outras tradições abordam a exposição a partir de uma perspectiva diferente, porém igualmente signif**ativa. Suas obras são gestos de admiração pela cultura, filosofia e tradição religiosa judaica.
Por meio de pesquisa, conversa e reflexão, eles se envolvem com o judaísmo não como observadores externos, mas como participantes de uma troca cultural fundamentada no respeito e na curiosidade. Quando as comunidades se encontram com abertura, quando os artistas
criam com orgulho e respeito, e quando as identidades culturais são compartilhadas, o resultado se torna algo maior. Torna-se vida, diálogo e enriquecimento mútuo.
6 + 6 = 18 não é apenas uma exposição de obras recém elaboradas; é uma celebração do encontro cultural, uma declaração de solidariedade e uma reflexão artística sobre como o respeito e a positividade podem transformar equações simples em relações vivas.
Adriana Lerner.