VBNM é um espaço reabilitado pela Pausa Possível, na Rua Srª da Boa Morte, 18 — centro h. de Viseu —, e que foi adequadamente preparado para criar, produzir e apresentar obras de artistas visuais no que diz respeito à criação contemporânea Portuguesa
VNBM é um programa de 4 exposições anuais, assumindo a clara intenção de enquadrar o distrito de Viseu enquanto território de perscrutação e de pro
dução contemporânea no que diz respeito às Artes Visuais e na sua relação com a região. VNMB pretende, durante cinco anos, convidar artistas portugueses com um percurso nacional e internacional sólido e longo, cujo trabalho e formas de se relacionarem com o território sejam absolutamente diferentes entre si, com suportes e concepções, eventual e diametralmente opostas. Pretende-se a produção de um discurso estético e social, a partir das criações a serem pensadas, produzidas e expostas em Viseu.
É ainda intenção da VNBM que, em 2027, no final de 5 anos de residências, com 20 artistas e 20 exposições, se concretize a edição de um livro que suportará uma exposição com todos os trabalhos criados desde 2022, em vários museus da cidade de Viseu. Durante o ano 2022, a VNBM receberá 4 artistas plásticos para residência, exposição e masterclass, designadamente: André Cepeda, Dayana Lucas, Gabriela Albergaria e João Queiroz. Os resultados das residências/exposições ocorrerão em julho, setembro, novembro e dezembro de 2022, respectivamente. A VNBM estabeleceu protocolos com o Plano Nacional das Artes, com a Associação Portuguesa de Professores de Artes Visuais e com o IPV — Escola Superior de Educação de Viseu, para que professores e alunos de ensino superior e ensino secundário possam ter visitas guiadas, especif**amente direcionadas para cada grupo. Poderão ainda usufruir de 2 masterclasses — uma preparada para professores e outra para alunos — e acompanharem o processo criativo e de produção da exposição, com base no material das residências. A proposta VNBM pretende, assim, inscrever a região de Viseu como território de reflexão, a partir da criação de obras de arte contemporânea; sendo o único projecto profissional e independente na região com uma proposta nesta área; propondo um conjunto de artistas de qualidade indiscutível; afirmando-se como um projecto original que pretende contribuir para a diversidade e descentralização da criação artística nesta área específ**a, em Portugal. A direcção artística e a equipa nuclear da Pausa Possível tem uma carreira na programação e produção nas artes visuais de mais de 20 anos.
𝐕𝐍𝐁𝐌 𝐞́ 𝐮𝐦 𝐩𝐫𝐨𝐠𝐫𝐚𝐦𝐚 𝐜𝐨𝐜𝐫𝐢𝐚𝐝𝐨 𝐝𝐚 𝐏𝐚𝐮𝐬𝐚 𝐏𝐨𝐬𝐬𝐢́𝐯𝐞𝐥 – 𝐀𝐬𝐬𝐨𝐜𝐢𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐂𝐮𝐥𝐭𝐮𝐫𝐚𝐥 𝐞 𝐝𝐞 𝐃𝐞𝐬𝐞𝐧𝐯𝐨𝐥𝐯𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐞 𝐩𝐞𝐥𝐚 𝐏𝐫𝐨𝐝𝐮𝐭𝐨𝐫𝐚 𝐂𝐮𝐥 𝐝𝐞 𝐒𝐚𝐜, 𝐋𝐝𝐚., 𝐞 𝐞́ 𝐟𝐢𝐧𝐚𝐧𝐜𝐢𝐚𝐝𝐨 𝐩𝐞𝐥𝐚 𝐃𝐆𝐀𝐫𝐭𝐞𝐬 𝐞 𝐩𝐞𝐥𝐨 𝐌𝐮𝐧𝐢𝐜𝐢́𝐩𝐢𝐨 𝐝𝐞 𝐕𝐢𝐬𝐞𝐮 – 𝐄𝐢𝐱𝐨 𝟓 – 𝐏𝐫𝐨𝐠𝐫𝐚𝐦𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨
HISTÓRIA DO LUGAR (Rua da Senhora da Boa Morte)
Numa travessa da antiga rua Nova (actual rua Augusto Hilário) f**a o espaço que já foi dividido entre judeus e cristãos, quando aí se fixava a Judiaria Velha e perto se situava a casa da sinagoga. Depois foi a conversão a que se forçam minorias. A partir de finais do século XV, partem uns e chegam mais. Dos que vêm de Castela e todos se chamam agora de cristãos-novos, os marranos. Nesta rua, espaço a par da Torre dos Sinos da Sé, se vai instalar a Boa Morte. Primeiro seria o Senhor da Boa Morte mas muda de s**o esta rua durante o século passado. Agora se chamará de Senhora da Boa Morte(1). Teresa Cordeiro
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(1). A Senhora da Boa Morte é um dos mais antigos cultos marianos e chega ao ocidente pela tradição cristã oriental. Senhora da Boa Morte refere-se à dormição de Maria, estado em que esta estaria até à ressurreição final. Desde as pestes medievais que o culto é usado como forma de aceitação resignada da morte a que não se escapa. Mas Boa Morte tem origens noutros cultos, com raízes nos nativos mexicanos e cuja representação se traduz num esqueleto humano.