Teia de Palavras

Teia de Palavras O meu recanto de poesia, onde as palavras e o sentir se formam como uma
Leiam, sintam-me... 🖤
Ainda tenho tanto para

Não me digas mais nada, se cada palavra for distanciaSe cada silaba for recuoPrefiro a honestidade do silencioDo que eco...
23/07/2025

Não me digas mais nada,
se cada palavra for distancia
Se cada silaba for recuo
Prefiro a honestidade do silencio
Do que ecos que se esgotam com o vento

Amar não é prender sonhos
Nem é espera, nem distancia
Mesmo que por vezes seja dor,
Também deveria ser força e crença!
E se forem gritos calados
Que deles venha luz e cor!

E se assim não for…
não digas mais nada.

Apenas f**a,
se fores inteiro.
Ou parte
se fores metade.

— Ainda me amas?— Amo.— Ainda me desejas?— Como sempre desejei…Tudo parece tão distante,e, no entanto, foi ontemque os n...
03/07/2025

— Ainda me amas?
— Amo.
— Ainda me desejas?
— Como sempre desejei…
Tudo parece tão distante,
e, no entanto, foi ontem
que os nossos beijos selaram promessas,
que os olhares sonharam viagens,
e os abraços calaram o tempo —
um tempo que nunca quisemos parar.
Mas o que somos nós,
se sem o beijo f**amos ocos,
se na ausência do abraço
nos despimos da alma,
e no silêncio nos perdemos,
como quem vagueia
num caminho sem rumo?
Este amor, que cambaleia,
vive agora entre a saudade,
a ausência
e a dúvida.
Mas mesmo incerto,
este amor resiste —
em silêncio,
à espera de um gesto,
de um reencontro,
de um recomeço.
Ou será apenas
memória que dói,
promessa calada
num tempo sem espaço para voltar?

Foi no alto da serraque os encontrei —dois seres enrolados num abraço,a ver o sol tombar com doçura.Não disseram nada.O ...
01/07/2025

Foi no alto da serra
que os encontrei —
dois seres enrolados num abraço,
a ver o sol tombar com doçura.
Não disseram nada.
O céu trazia o silêncio
tingido de laranja.

Uma bolha os envolvia.
Como quem constrói abrigo,
como quem constrói casa
em cada gesto que denuncia
o desejo de querer f**ar,
a vontade de ali querer adormecer.

Fiquei a observar de longe,
como quem tropeça numa paz
sem saber que nome lhe dar.
Havia qualquer coisa ali —
um tempo que corria sem pressa,
onde as mãos cravaram o momento
numa imagem que fez o sonho calar.
Não ousei aproximar-me,
nem do lugar,
nem do que me faltava para estar ali.

Segui caminho
com o peito cheio em silêncio,
com a minha alma turva e em desalinho.
Não por os ter deixado ali,
mas sim porque não era eu,
não fomos nós.

E, naquele instante suspenso,
soube,
senti!
E devolvi ao sol que partiu
o que nunca foi meu,
o que nunca foi nosso.

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