Célia Segura Livros:
- "Tu que me fizeste escrever poesia"
- " Pequei por poetizar tão tarde" e ainda -:"O Melhor de Mim" e ainda - " O Príncipe Rafael vai à escola "

Menino de Cristal RaroQuando te abraço lembro-me do que sou.não apenas professora,mas aprendiz da vida,sentada na primei...
29/07/2026

Menino de Cristal Raro

Quando te abraço lembro-me do que sou.
não apenas professora,
mas aprendiz da vida,
sentada na primeira fila
da tua silenciosa sabedoria,

A minha profissão ficou mais rica,
no dia em que chegaste,
entraste na na minha vida como quem traz,
um universo inteiro nas mãos
e sem dares por isso,
transformaste o meu olhar.

Descobrir o que sabias,
era abrir todos os dias,
um livro que ninguém tinha escrito.
enquanto eu pensava ensinar-te,
eras tu quem me ensinava,
as mais belas lições da existência,

Ao teu lado,
eu tornava-me aluna
numa escola de elite,
onde as disciplinas eram o afeto,
a coragem,
a verdade
e o amor sem condições,

Deixar-te
foi perder um idílio,
uma parte da minha própria história,
como quem fecha uma porta,
sabendo que do outro lado,
f**a um pedaço do coração,

Menino de cristal raro,
de sorriso feito de luz,
tão delicado quanto a manhã,
tão forte quanto as árvores,
que enfrentam o vento
sem nunca deixarem de florescer.

Há pessoas que passam pela nossa vida,
tu permaneces,
porque há alunos que aprendem connosco
e há outros
que nos reinventam por dentro,

Tu foste esse milagre discreto
e sempre que a saudade me visita,
basta recordar o teu abraço,
para me lembrar,
da professora que fui,
da mulher que me tornei
e da imensa riqueza,
que deixaste para sempre,
na minha alma.

Menino de cristal raro,
o teu nome mora no lugar.
onde vivem as memórias eternas,
porque há corações tão puros,
que jamais deixam a escola,
de quem um dia os amou.

Célia Segura

Para o meu Príncipe Rafael

28 de julho de 2026

O melhor da vida são as ressurreições que ela nos dáMorremos um pouco em tantos dias,quando a esperança nos fecha as por...
26/07/2026

O melhor da vida são as ressurreições que ela nos dá

Morremos um pouco em tantos dias,
quando a esperança nos fecha as portas,
quando o silêncio pesa mais que as palavras
e a alma se cobre de folhas mortas,

Morremos nas promessas desfeitas,
nos abraços que o tempo levou,
nas desilusões que chegam sem aviso,
em tudo aquilo que o coração sonhou,

Morremos nas palavras que ferem,
ditas sem pensar, sem compaixão,
capazes de apagar o brilho dos olhos
e de escurecer toda a emoção,

Morremos quando perdemos o rumo,
quando a bússola deixa de apontar,
quando a noite parece infinita
e já nem sabemos como caminhar,

Morremos nas perdas inevitáveis,
na saudade que insiste em f**ar,
na ausência de quem tanto amámos
e nunca deixaremos de amar,

Mas a vida...
Ah, a vida conhece o segredo,
de transformar cinzas em flor,
de fazer nascer um novo amanhecer,
mesmo depois da maior dor,

Ressuscitamos na coragem,
quando decidimos recomeçar,
ressuscitamos no sorriso tímido,
que um dia volta a despertar,

Ressuscitamos quando perdoamos,
quando voltamos a acreditar,
quando descobrimos que as cicatrizes,
também nos ensinam a amar,

Cada queda é uma semente,
cada lágrima rega o chão
e das profundezas da tristeza
renasce um novo coração,

O melhor da vida não é nunca cair,
é descobrir vezes sem conta,
que Deus, o tempo e a esperança,
erguem quem a dor desmonta,

Porque viver não é nunca morrer,
é morrer muitas vezes por dentro
e contra todas as probabilidades,
renascer mais forte a cada momento

E talvez seja esse o maior milagre,
não o de nunca sofrer,
mas o de transformar cada fim,
numa nova forma de viver,

O melhor da vida são as ressurreições que ela nos dá,
elas lembram-nos que por maior que seja a tempestade,
há sempre uma primavera escondida,
à espera de voltar a florescer.

Célia Segura

julho de 2026

Perguntaram-me Porque Comecei a DançarPerguntaram-me porque comecei a dançar?baixei os olhos e deixei o silêncio falar,n...
26/07/2026

Perguntaram-me Porque Comecei a Dançar

Perguntaram-me porque comecei a dançar?
baixei os olhos e deixei o silêncio falar,
nem todas as dores cabem na voz,
há feridas que só o corpo consegue contar,

Comecei a dançar quando a morte chegou
e levou quem mais eu amava,
sem aviso nem perdão,

Nesse dia o mundo perdeu as cores
e eu perdi o rumo do meu coração,
caminhava sem mapa e sem direção,
como quem já desistiu de procurar,

Até que alguém me perguntou, com ternura:
— O que fazias com o teu pai para sonhar?
Sorri entre lágrimas e respondi:
— Dançávamos... até o tempo esquecer,

Nos pés dele cabiam os meus, pequeninos
e eu aprendia, sem medo, a viver,
procurei a primeira Academia de Salsa,
sem imaginar onde iria chegar,

Pensava que aprendia apenas passos,
mas era a minha alma que voltava a dançar,
cada música era um abraço dele,
cada compasso, uma recordação,

Fechava os olhos por breves instantes
e voltava a sentir a sua mão,
foi então que compreendi, finalmente,
que ninguém parte por inteiro de nós,

Há pessoas que f**am eternamente,
a dançar dentro da nossa voz,
perguntaram-me o que ganhei na dança?
ganhei o equilíbrio que a dor destruiu,
a coragem de voltar a sorrir,

Ganhei um motivo para acordar
e uma nova razão para existir,
ganhei amigos que hoje são família,
abraços sinceros sem nada pedir,

Pessoas que me respeitam como sou
e que quero para sempre junto de mim,
na dança curei lágrimas antigas,
transformei saudades em canção,

Descobri que mesmo partido,
um coração aprende outra vez a bater com paixão,
perguntaram-me qual era o meu maior medo?
pensei que fosse falhar um passo,
ou perder o ritmo da canção,

Mas a verdade mora bem mais fundo,
escondida no fundo do coração,
o meu maior medo não é cair,
nem esquecer uma coreografia qualquer,

O meu maior medo,
é um dia a música começar a tocar
e eu não ter com quem dançar,
porque dançar nunca foi apenas mover o corpo,

Foi encontrar o meu pai em cada melodia.
foi transformar a ausência em presença,
a saudade em companhia,
se hoje me vês a sorrir enquanto danço,
não penses que a dor desapareceu,

Eu apenas aprendi que o amor verdadeiro,
nunca morre,
muda apenas de parceiro
e sempre que a música começa,
os meus pés ainda procuram os dele,

Porque foi com o meu pai que aprendi o primeiro passo...
E será com essa memória que dançarei até ao fim dos meus.

Célia Segura

julho de 2026

A Dança é a Bengala da AmizadeHá encontros que o destino desenha,sem mapas sem hora marcada,basta um compasso, uma melod...
25/07/2026

A Dança é a Bengala da Amizade

Há encontros que o destino desenha,
sem mapas sem hora marcada,
basta um compasso, uma melodia
e nasce uma amizade inesperada,

A dança é a bengala da amizade,
sustenta quem já quase desistiu,
ergue sorrisos do chão da saudade
e devolve a luz a quem a vida feriu,

De mãos dadas vencem-se os medos,
ao ritmo de um passo de cada vez,
os abraços falam sem segredos,
com a linguagem da delicadeza e da sensatez,

Na salsa aprende-se a confiar,
na bachata aprende-se a sentir,
na kizomba aprende-se a cuidar
sem dar conta, volta-se a sorrir,

Não importa a idade ou a condição,
nem as cicatrizes que alguém traz,
quando dois corações dançam em união,
amizade floresce e encontra a paz,

Há quem procure respostas no mundo inteiro,
sem perceber o tesouro que tem à frente,
porque um amigo verdadeiro,
é o melhor passo dado pela gente,

Se a vida tropeçar no caminho
e o peso parecer maior que o chão,
a dança oferece sempre um carinho,

Que fortalece o corpo e o coração,
por isso enquanto houver música no ar,
nunca deixemos a esperança partir,
pois a dança ensina a caminhar,
e a amizade dá-nos razões para seguir.

Célia Segura

julho de 2026

25/07/2026

A Minha Terapia Acontece na Dança
e não no consultório do psiquiatra

Dizem que a cura mora no consultório,
onde se escuta a dor em tom discreto,
a minha escreve um diferente relatório,
faz da música o mais belo projeto,

Quando a melodia começa a tocar,
o meu coração aprende a respirar.,
cada passo é um abraço à esperança,
cada compasso renova a confiança.

O Burnout quis roubar-me a identidade,
o sono, a força, a paz e a alegria,
mas a dança devolveu-me a liberdade,
transformando a tristeza em poesia,

Não danço por aplausos ou vaidade,
nem para provar o meu valor,
danço porque encontrei a verdade,
há movimentos que curam a dor,

Enquanto o corpo acompanha a canção,
a alma despe o peso do sofrer
e aquilo que não cabe na razão,
a dança consegue compreender,

Há remédios que aliviam a ferida,
há palavras que confortam o coração,
mas foi a dança que salvou a minha vida,
dando-me novamente uma direção,

Se um dia me vires a dançar,
não penses que vivo sem cicatriz,
e que aprendi que para recomeçar,
também se pode chorar. e ser feliz,

A minha terapia pode até ter consultório,
mas é na pista que encontro o meu lugar.,
porque Deus escreveu no meu percurso,
que há almas que nasceram para dançar,

Célia Segura

julho de 2026

Dedico aqueles que me têm ensinado o signif**ado de cada passo.
Os meus professores de dança Guida Montes, Luno Nunes, Marcos Figueirinha e Denise.

Homenagear em VidaHá uma estranha doença na sociedade,enquanto uma pessoa respira, parece invisível,mas basta fechar os ...
23/07/2026

Homenagear em Vida

Há uma estranha doença na sociedade,
enquanto uma pessoa respira,
parece invisível,
mas basta fechar os olhos para sempre
e transforma-se num génio,
num herói,
num ser humano extraordinário,
Que ironia,

Esperamos pelo funeral para descobrir virtudes, esperamos por uma lápide para escrever elogios, esperamos por uma coroa de flores,
para oferecer o respeito que nunca tivemos coragem de demonstrar,
chamam-lhe homenagem,

Eu chamo-lhe, muitas vezes, hipocrisia,
não me digam que já não há ninguém para homenagear,
há,
há o Dr. João, que da etnia cigana fez da coragem o seu diploma e hoje honra a Medicina,
há o Elias Gato um talento da minha terra,
que merece aplausos enquanto os pode ouvir,
há o Dr. Diamantino Sousa que saiu da pequena vila de Altura e se tornou um dos melhores médicos de Gastrenterologia,
A professora São Pires que nos fez amar poesia e literatura.

O orgulho de uma terra não pode nascer apenas depois da morte
e quantos cantores sobem aos palcos sem nunca ouvirem um verdadeiro obrigado?
quantos pintores, poetas, professores, bombeiros, voluntários, músicos, desportistas
e tantas pessoas anónimas passam uma vida inteira a dar tudo de si sem receberem uma única palavra de reconhecimento?

Depois... fazem-lhes uma rua, um monumento, uma medalha,
demasiado tarde,
o nosso corpo não merece esperar por uma caixa de madeira para finalmente ter valor,
homenageiem agora,

Cantem com os cantores.,
aprendam com os mestres como eu aprendo com o meu,
abracem os pais,
agradeçam aos professores,
reconheçam quem trabalha em silêncio,
digam às pessoas o lugar que ocupam no vosso coração,

Não tenham vergonha de dizer:
"Gosto muito de ti."
nem tenham medo de dizer:
"Obrigado por existires."

Essas palavras não custam dinheiro,
mas valem uma vida inteira,
porque o maior prémio não é uma medalha entregue à família,
é o sorriso recebido enquanto o coração ainda bate,
as homenagens não pertencem aos cemitérios,
pertencem à vida

E quem só sabe reconhecer o valor quando a morte chega,
talvez nunca tenha aprendido o verdadeiro signif**ado da gratidão,
espero que este poema desperte consciências e recorde que o reconhecimento mais valioso é aquele que chega a tempo.

Célia Segura

julho de 2026

Recebi uma Carta do CéuPai, recebi a tua carta,que bom voltar a ler palavras,que já não consigo escutar,cada linha troux...
22/07/2026

Recebi uma Carta do Céu

Pai, recebi a tua carta,
que bom voltar a ler palavras,
que já não consigo escutar,
cada linha trouxe a tua voz
e por instantes o silêncio,
deixou de ser tão pesado,

Disseste-me para não desistir,
como sempre fizeste em vida,
a tua resiliência continua intacta,
mesmo desse lado do infinito,
lembrando-me que as tempestades,
também aprendem a descansar,

Lembraste-me que sempre escondemos a dor,
era o nosso jeito de amar,
chorar por dentro,
sorrir por fora,
porque havia batalhas,
que nunca quisemos entregar ao mundo,

Falaste-me da tua cirurgia,
da pressa que tinhas em fazê-la,
eu também carrego essa urgência,
o meu corpo já conhece os limites
e a dor cresce em silêncio,
como uma maré que insiste em subir,

Obrigada por me descreveres o céu,
nunca o imaginei tão bonito,
disseste que há campos infinitos de tulipas,
pintados com todas as cores da esperança,

Prometeste-me que quando um dia aí chegar,
iremos colhê-las juntos,
como quem volta finalmente a casa,
obrigada por entrares nos meus sonhos,

É aí que a saudade adormece um pouco,
é aí que o vazio perde força
e a solidão se esquece de bater à porta,
também me falaste das estrelas,

Disseste que cada uma delas,
acende um pedaço do meu caminho,
mesmo quando eu não reparo,
agora, sempre que levanto os olhos ao céu,
procuro a luz que sei que me envias,

Confesso-te, Pai...
tenho medo,
sinto-me só.
há dias em que o peso da vida
parece maior do que os meus braços conseguem suportar,

Mas tu escreveste,
"nunca estás sozinha,
caminho ao teu lado,
mesmo quando não me vês.,

Essas palavras abraçaram-me,
também me disseste,
que o meu sono está protegido,
que velas por mim durante a noite,
para que eu não tenha medo de adormecer,
nem de acordar num mundo,
que tantas vezes parece pesado demais,

A minha paciência chega ao limite,
perante ignorâncias que tu próprio detestavas,
então lembro-me do teu olhar sereno,
e volto a respirar devagar,
porque sei que era isso,,
que me ensinarias a fazer.

Pai, guardarei esta carta
no lugar mais bonito do meu coração.
Vou relê-la sempre que a saudade apertar,
sempre que as lágrimas falarem mais alto,
sempre que a coragem me faltar,

Mas, se pudesse pedir apenas uma coisa ao céu,
não seria riqueza,
nem tempo
nem respostas,

Pediria apenas mais um instante,
só para voltar a sentir,
o calor do teu abraço.,
porque há abraços
que nem a eternidade consegue substituir.

Célia Segura

Para o meu pai

julho de 2026

21/07/2026

Onde Há Música e Dança Há Cura

Entrei num Burnout profundo,
num poço sem chão, sem claridade,
deixei de querer ouvir,
deixei de querer falar,
deixei de querer sentir…

Como se a vida de repente,
tivesse perdido a vontade de mim.
o meu corpo implorava pelo sono,
mas o sono nunca chegava,

Foram três meses de noites vazias,
de olhos cansados,
de lágrimas silenciosas
e de uma alma sem descanso,

Foi então que sem dar por isso,
a música bateu à minha porta,
entrou devagarinho,
sem pedir licença
e começou a arrumar
os pedaços que eu já julgava perdidos,

A guitarra do André Ramos ensinou-me novamente,
que o coração ainda sabia vibrar,
o piano acariciou as minhas feridas,
com dedos de esperança,

A bateria lembrou-me,
que ainda havia um ritmo
a pulsar dentro do meu peito,
depois chegou a salsa

E quando o corpo começou a dançar,
a alma levantou-se do chão,
cada passo apagava um medo,
cada volta devolvia-me um sorriso.
Cada compasso dizia-me, baixinho,
"Tu ainda estás viva."

Até posso ser criticada,
mas quem nunca atravessou,
a noite escura da mente,
não sabe que às vezes,
um acorde vale mais do que mil palavras
e uma dança consegue fazer,
o que nenhuma lágrima conseguiu.

A música e a dança,
são o tudo do nada.
são a mão invisível,
que nos segura quando caímos,

São o abraço que não pergunta,
o remédio que não vem em comprimidos,
mas entra pelos ouvidos
e cura por dentro,

E quando a voz do Mestre António Manuel Ribeiro ecoa,
há qualquer coisa dentro de mim,
que desperta outra vez,
como se cada verso dissesse:
"Não desistas. Ainda há estrada."

Hoje sei que a cura,
nem sempre veste uma bata branca.
às vezes veste sapatilhas de dança,
traz uma guitarra ao ombro,
um piano cheio de memórias,
uma bateria que marca o recomeço,
e uma melodia capaz
de devolver cor aos dias cinzentos,

Porque onde há música,
há esperança,
onde há dança,
há liberdade
e onde a música encontra a dança,
há sempre um coração
a aprender, outra vez,
a viver.

Célia Segura

julho de 2026

Estar solteira não é escolha, é critérioNão foi o acaso que traçou o meu roteiro,foi a vida que me tornou mais certeiro,...
21/07/2026

Estar solteira não é escolha, é critério

Não foi o acaso que traçou o meu roteiro,
foi a vida que me tornou mais certeiro,
depois de tanto chorar em vão,
aprendi a escutar o coração,

Já não confundo silêncio com solidão,
nem ausência de alguém com desilusão,
a dor que um dia me quis vencer,
ensinou-me primeiro a renascer,

Estar solteira não é escolha, é critério,
é não aceitar qualquer adultério,
à paz da alma e ao amor-próprio conquistado,
por um afeto vazio e mal disfarçado,

Vou onde quero sem pedir licença,
a liberdade é hoje a minha sentença.
chego à hora que o vento mandar,
sem relógios a me vigiar,

Não devo horários nem explicações,
nem justifico caminhos ou decisões,
a porta abre quando quero entrar
e fecha quando preciso descansar,

Não sou infeliz por caminhar sozinha,
a minha companhia também é rainha,
descobri que o amor mais verdadeiro,
é aquele que começa por dentro primeiro,

Se um dia alguém decidir chegar,
não será para me completar,
será para somar, nunca diminuir,
para caminhar ao meu lado e construir,

Porque quem conhece o preço da paz,
já não aceita o que a desfaz,
prefiro a serenidade do meu abrigo
a viver presa num falso amor antigo,

Estar solteira não é escolha, é critério,
é selecionar o que é sério,
é saber que a liberdade tem valor
e que a paz também é uma forma de amor,

Célia Segura

julho de 2026

A morte não é o fim, é a próxima curva da estradaA morte não é o fim, é apenas a próxima curva da estrada,é o lugar onde...
19/07/2026

A morte não é o fim, é a próxima curva da estrada

A morte não é o fim,
é apenas a próxima curva da estrada,
é o lugar onde os nossos olhos deixam de ver,
mas onde o amor continua a caminhar,

Quem parte não desaparece do mundo,
transforma-se em brisa que nos acaricia,
em estrela que vigia as noites,
em silêncio que fala ao coração,

Há estradas que não foram feitas para serem percorridas lado a lado para sempre,
há despedidas que apenas nos ensinam uma nova forma de amar,
sem mãos para tocar mas com a alma inteira para sentir,

Choramos, porque a saudade pesa
porque o abraço ficou suspenso no tempo,
porque a voz deixou de ecoar nos corredores da casa, mas nenhum adeus consegue apagar a história que o amor escreveu,

A morte não vence a vida,
apenas muda o horizonte,
e quem parte primeiro vai abrindo caminho na curva seguinte,
como quem espera pacientemente que um dia também lá cheguemos

Até lá vivamos por aqueles que já partiram,
sorríamos por eles,
cantemos as canções que amavam,
Abracemos quem ainda caminha ao nosso lado,

Porque a verdadeira eternidade não mora nos cemitérios,
mas na memória de quem continua a amar,
amorte não é o fim,
é apenas a próxima curva da estrada,
onde o amor segue viagem
e onde um reencontro,
um dia, deixará de ser esperança para voltar a ser abraço.

Célia Segura

julho de 2026

Endereço

Rua General Humberto Delgado
Vila Real De Santo António
8900-308

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