Memórias de um Natal

Memórias de um Natal Viaje até aos primeiros dias do mês de Dezembro que a sua memória permite, durante a sua viagem e

Lenda do Bolo Rei.Reza a lenda que, quando os Reis Magos viram a estrela que anunciava o nascimento de Jesus, disputaram...
07/12/2020

Lenda do Bolo Rei.

Reza a lenda que, quando os Reis Magos viram a estrela que anunciava o nascimento de Jesus, disputaram entre si qual dos três teria a honra de ser o primeiro a brindar o Menino. Com vista a acabar com aquela discussão, um padeiro confecionou um bolo escondendo no seu interior uma fava. O Rei Mago a quem calhasse a fatia de bolo contendo a fava seria o primeiro a entregar o presente. O dilema ficou solucionado, embora não se saiba se foi Gaspar, Baltazar ou Belchior o feliz contemplado.

Historicamente falando, a versão é bem diferente. Os romanos usavam as favas para a prática inserida nos banquetes das Saturnais, durante os quais se procedia à eleição do Rei da Festa, também designado Rei da Fava. Este costume terá tido origem num jogo de crianças muito frequente durante aquelas celebrações e que consistia em escolher entre si um rei, tirando-o à sorte com as favas.

A Origem do Pinheiro de Natal em Portugal.Foi D. Fernando II, marido da rainha D. Maria II, que, no séc. XIX, introduziu...
05/12/2020

A Origem do Pinheiro de Natal em Portugal.

Foi D. Fernando II, marido da rainha D. Maria II, que, no séc. XIX, introduziu, em Portugal, a tradição da Árvore de Natal e das coroas do advento.

Até meados do século XIX, a tradição do Natal, em Portugal, tinha como centro a figura do Presépio.

Em 1836, a Rainha D. Maria II casou-se com D. Fernando II, o Rei-Artista. D. Fernando, além de se dedicar à pintura e à música, foi mecenas restaurando de vários monumentos, alguns em mau estado, como o Mosteiro da Batalha, o Convento de Mafra, o Convento da Ordem de Cristo, em Tomar, o Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa e patrocinou os estudos de vários portugueses em outros países, assim como falava e escrevia muito bem em português, algo difícil para a maioria dos alemães.

Do seu casamento com D. Maria II nasceram onze filhos, dois dos quais foram mais tarde reis, D. Pedro V e D. Luís I. Quatro morreram recém-nascidos e três (entre eles o rei D. Pedro V) morreram jovens, devido à febre tifóide.

D. Maria II morreu no Palácio das Necessidades, a 15 de Novembro de 1853, em consequência de parto.

D. Fernando tinha passado a infância comemorando o Natal segundo a velha tradição germânica de decorar um pinheiro com velas, bolas e frutos. Por isso, quando começaram a nascer os seus filhos com D. Maria II D. Fernando decidiu animar o palácio com um Natal de tradições germânicas.

Segundo registos e gravuras do próprio rei, D. Fernando II, na Noite de Natal, vestia-se de S. Nicolau e distribuía presentes aos seus filhos numa festa genuinamente familiar.

Mas a grande divulgação da Árvore de Natal deu-se no século XX, na década de 60, devido à revolução nos meios de informação e comunicação, como a televisão, altura em que, também, a figura do “Pai Natal” começou a “ganhar terreno” ao Menino Jesus – única verdadeira razão pela qual se celebra o Natal, pois Natal significa nascimento; neste caso, é a celebração do nascimento de Jesus Cristo.

Notícia sobre festa de Natal no Palácio de Cristal em 1907, In jornal “A Voz Pública”
02/12/2020

Notícia sobre festa de Natal no Palácio de Cristal em 1907, In jornal “A Voz Pública”

Crónica publicada no “Jornal de Notícias” sobre os preços dos víveres nos mercados do Bolhão e Anjo para o jantar da con...
02/12/2020

Crónica publicada no “Jornal de Notícias” sobre os preços dos víveres nos mercados do Bolhão e Anjo para o jantar da consoada de 1927, com ilustrações de Cruz Caldas – Fonte: AHMP

Há 100 anos, a ceia de Natal existia essencialmente no Norte de Portugal.“Hoje em dia, a ceia da véspera de Natal tem ta...
01/12/2020

Há 100 anos, a ceia de Natal existia essencialmente no Norte de Portugal.

“Hoje em dia, a ceia da véspera de Natal tem tanta importância como o almoço de dia 25. Mas, há 100 anos, era coisa que existia essencialmente no Norte do País, acima do Porto. Aí, sim, havia uma tradição de jantar em família, com bacalhau – cozido ou em pastéis –, polvo guisado, arroz de polvo ou outros pratos sem carne. Na véspera de Natal, a família reunia-se à mesa para celebrar a festa em conjunto. E Missa do Galo não existia na região.
No Norte, ninguém rezava pelo Menino Jesus à meia-noite. A essa hora toda a gente estava sentada à mesa, à volta de um polvo ou de um bacalhau. Só as famílias da nobreza nortenha fugiam à tradição. Numa investigação sobre "os alimentos nos rituais familiares portugueses", Maria Antónia Lopes, do Centro de História da Sociedade e da Cultura, da Universidade de Coimbra, publicou um menu de uma ceia de Natal de uma família nobre do Norte, em 1891: puré de jardineira, arroz de fantasia caseira, costeletas nacionais e "ervilhas idem" e couve-flor composta. Para sobremesa, bolo experimental, pudim incógnito e broas de Natal, entre outros.

Presépio Barroco de Natal em Portugal.O presépio barroco de Natal, em Portugal, desenvolveu-se no reinado de D. João V (...
01/12/2020

Presépio Barroco de Natal em Portugal.

O presépio barroco de Natal, em Portugal, desenvolveu-se no reinado de D. João V (1689 - 1750), recebendo influência dos presépios congéneres de Nápoles, do mesmo período. Os mais famosos presépios portugueses de Natal, barrocos, foram atribuídos ao escultor Joaquim Machado de Castro (1731 - 1822).
“Joaquim Machado de Castro (Sé, Coimbra, 19 de Junho de 1731 - Mártires, Lisboa, 17 de Novembro de 1822) foi um dos maiores e mais renomados escultores portugueses. Machado de Castro foi um dos escultores de maior influência na Europa do século XVIII e princípio do século XIX.
(…) Em 1746 foi para Lisboa, onde trabalhou na oficina do santeiro (comerciante que vende estampas e imagens de santos) Nicolau Pinto, passando depois pelo atelier de José de Almeida, que frequentara a Academia de Portugal em Roma. Em 1756, ingressou na chamada Escola de Escultura de Mafra (criada em 1754 por D. José I), tornando-se assistente de Giusti. No ano de 1771, era incumbido de esculpir a Estátua Equestre de D. José I, destinada ao Terreiro do Paço, projectada por Eugénio dos Santos. A estátua foi inaugurada em 1775 e, posteriormente, foi chamado a coordenar o programa escultórico da Basílica da Estrela (…).”

Surgimento do Presépio.“Natal é a festividade cristã que enaltece o nascimento de Jesus. A origem do Natal é algo contro...
01/12/2020

Surgimento do Presépio.

“Natal é a festividade cristã que enaltece o nascimento de Jesus. A origem do Natal é algo controverso e discutível por muitos entendidos e estudiosos da matéria, no entanto, e segundo a tradição da religião católica, é comemorado anualmente em 25 de dezembro pela Igreja Católica Apostólica Romana. Já nos países eslavos e ortodoxos, cujos calendários eram baseados no calendário Juliano, o Natal é comemorado no dia 7 de janeiro. O Natal é, de resto, encarado mundialmente por pessoas de diferentes credos, como o dia consagrado à família, à paz, à fraternidade e à solidariedade entre os homens. Um dos grandes símbolos religiosos, que retrata esse evento do Natal e o nascimento de Jesus é o presépio. De acordo com Rafael Bluteau e Cândido de Figueiredo, a palavra "presépio" provem do latim praesepium, que genericamente significa curral, estábulo, lugar onde se recolhe gado e que, numa outra óptica designa qualquer representação do nascimento de Cristo, de acordo com os Evangelhos. O presépio de Natal é uma tradição que remonta ao século XIII e que ainda hoje se cumpre na maior parte dos lares cristãos. Quanto à origem dos presépios, alguns pesquisadores reportam-se aos primeiros séculos da era cristã, considerando como elementos precursores do presépio de Natal, as representações da natividade em frescos das catacumbas de Santa Priscila, em Roma, bem como na ornamentação dos sarcófagos nelas recolhidos. Dessas antigas representações da arte cristã primitiva preservou-se uma cena esculpida sobre um sarcófago datado do século IV d.C.. Esta comemoração começou em Roma, enquanto no cristianismo oriental o nascimento de Jesus já era celebrado em conexão com a Epifania (revelação ou a primeira aparição de Jesus aos Reis Magos), em 6 de janeiro. Ainda que os presépios já fossem uma tradição pelo menos do século II a. C., a verdade é que para os pagãos os deuses solares também nasceram em grutas: Zeus, Dionysius e Agni”.

O Surgimento das Tradições de Natal.“Com o tempo surgiram as tradições natalícias que foram suplantando o valor religios...
01/12/2020

O Surgimento das Tradições de Natal.

“Com o tempo surgiram as tradições natalícias que foram suplantando o valor religioso do Natal e abriram a festa a manifestações mais profanas, ainda que outras tenham surgido como forma de homenagem e louvor ao Cristo Menino. Neste último caso, assume importância especial o Presépio, "inventado" por São Francisco de Assis em 1224, em Greccio, numa representação ao vivo e plena de fé e recordação vivencial da Natividade de Cristo.
Muitos conventos franciscanos começaram a repetir a iniciativa do Santo de Assis e depois outras casas monásticas e da Igreja, por vezes da nobreza. Mas só no século XIX é que conheceu uma popularização exponencial, chegando desta feita ao povo.
O peru faz parte das tradições profanas, trazido pelos espanhóis no século XVI e que gradualmente substituiu na mesa dos nobres as aves mais caras e de difícil obtenção, como o faisão ou o cisne. Americanizado novamente, reconquistou a Europa e chegou a Portugal na segunda metade do século XX, mais como imitação do que como tradição.
Outros elementos, como o Pai Natal, o pinheiro (difundido no século XIX) e sua iluminação (o fogo e as luzes simbolizam uma longa vida e a alegria) ou as prendas assumem também um carácter mais profano em relação ao sentido cristão do Natal, ainda que relativamente ao "velhinho de barbas" haja uma reminiscência de S. Nicolau de Bari, um santo italiano que distribuía prendas entre as crianças pobres (em alemão, o diminutivo carinhoso era Klaus, de Niklaus, daí o nome por que o santo é conhecido no mundo germano-anglo-saxónico), sendo depois conotado com o Polo Norte (1885 e 1927) e mais tarde, imortalizado na publicidade de inverno da Coca-Cola, que lhe deu o “formato comercial” característico.
É verdade que a marca de refrigerantes começou a usar a imagem do Pai Natal nos seus anúncios natalícios a partir de 1931 e que ajudou a mediatizar a sua imagem. Contudo, as imagens do Pai Natal vestido de vermelho começaram a surgir logo no fim do século XIX, como se pode apreciar a seguir”.

O Natal dos Cristãos.“Apesar de todas estas festividades pagãs em torno do solstício de inverno, os cristãos dos primeir...
01/12/2020

O Natal dos Cristãos.

“Apesar de todas estas festividades pagãs em torno do solstício de inverno, os cristãos dos primeiros séculos não festejavam ou sequer conheciam o Natal, pois davam maior importância à Páscoa da Ressurreição de Cristo, numa reminiscência do Judaísmo de onde derivava o Cristianismo. A Páscoa representava um momento capital na tradição judaico-cristã e dos textos bíblicos, com uma carga simbólica de sacrifício que tocava mais aos cristãos do que o nascimento de Cristo, envolto em dúvidas e imprecisões, tanto que o culto a Maria só quatro séculos d. C. se começou a praticar e o de São José ainda mais tempo demorou a aparecer. Em 245, Orígenes, por exemplo, recusava a ideia de festejar o nascimento de Cristo, " como se fosse Ele um faraó ".
Orígenes foi um prolífico escritor cristão, de grande erudição, ligado à Escola Catequética de Alexandria, foi um teólogo, filósofo e é um dos Padres gregos.
Assim, em pleno século IV, já depois da viragem de Constantino (313), em que o Cristianismo deixou de ser perseguido e se impôs como religião maioritária no Império, os cristãos, sem o temor da intolerância ou da morte na arena, começaram a cristianizar as festas pagãs no Ocidente, entre os quais as de dezembro. Num almanaque romano de 336, há já uma alusão a um festejo do nascimento de Cristo por alturas do solstício de inverno.
Em 354, o papa Libério (17 de maio de 352 - 24 de setembro de 366) instituiu a Natividade a 25 de dezembro e assim o Natal e a sua celebração oficial foi decretada de forma a assimilar as festas pagãs e a cristianizá-las. Esta data apareceu primeiro nas igrejas do Império Oriental (de tradição grega), que também marcaram o dia 6 como o dia da Epifania ("manifestação"), que no Ocidente corresponde à visita dos Reis Magos. A verdadeira data de nascimento de Cristo era uma incógnita total. Apesar da sua cristianização, as festas pagãs nunca desapareceram completamente do imaginário e do quotidiano das populações. Ainda que a celebração da Natividade a 25 de dezembro fosse o momento mais importante, não se abandonaram as tradições antigas, que passaram a ter um carácter de fé. As prendas das Sigilárias foram substituídas pelas oferendas dos reis Magos, em termos simbólicos, a luz do Sol era a nova "Luz do Mundo" trazida pelo nascimento do Redentor. Na Bíblia existiam também alusões ao simbolismo de Cristo como "sol de justiça e "luz do mundo o que tornou mais fácil a cristianização das festas pagãs, para além de que foi na colina do Vaticano que se fizeram as primeiras festas do Natal: era nesse local também que tinham lugar os rituais e oferendas às divindades orientais (Mitra, outros cultos solares...). Cristo era também oriental, visto ter nascido na Palestina, o que facilitava a assimilação ordenada por Constantino”.

Origem do Natal.“Foi o papa Júlio I quem, no séc. IV, estabeleceu a data do nascimento de Jesus (Natal) a 25 de Dezembro...
01/12/2020

Origem do Natal.

“Foi o papa Júlio I quem, no séc. IV, estabeleceu a data do nascimento de Jesus (Natal) a 25 de Dezembro. Até essa data o anúncio do nascimento era feito a 6 de Janeiro, na Epifania.
O Natal é a cristianização das festividades pagãs dos Romanos por ocasião do Solstício de Inverno. Eram várias as festas e rituais que nessa altura do ano os Romanos faziam.
Destacam-se as Saturnais, ou "Saturnália" entre 17 e 24 de Dezembro, tipicamente romanas (com trocas de prendas e festas alegres), e também as de Mitra, deus persa e "Sol da Virtude" ("nascido" a 25 de Dezembro), estas festas são uma importação dos cultos solares do Médio Oriente, que se difundiram no Império à custa das legiões, que desenvolviam sincretismos religiosos com grande facilidade.
No final do mês, ocorriam ainda as festas das Sigilárias - de Sigillaria, as festas das imagens, em que se ofereciam estatuetas como presente e se decoravam as casas com verdes, para além de se darem prendas às crianças e aos pobres. Correspondiam ao fim do ano romano.
Todas estas festividades eram envoltas de um ambiente diferente, pois, por exemplo, nas Saturnais (Saturno, deus dos cereais e da agricultura, da prosperidade, enfim, o Cronos dos gregos) os escravos eram alforriados por um dia, transformando-se em senhores e sendo servidos por aqueles que os possuíam. Também se faziam as Consoadas durante as quais se sorteava o rei por um dia, que era eleito por meio de um sorteio com uma fava, tradição que deu origem ao bolo – rei e à fava da nossa tradição natalícia.
O culto oriental de Mitra, solar, que se expandiu no Mediterrâneo Oriental principalmente nos séculos III e IV a. C. atraiu imenso os romanos devido aos sacrifícios rituais de animais (um touro, simbolizando a energia e força do Sol), assumindo semelhanças com o futuro Natal cristão pois acreditava-se que um pequeno sol nascia sobre a forma de uma criança recém-nascida. Também os povos germânicos e os celtas influenciaram o Natal cristão, introduzindo elementos novos na futura festividade de Natal, que se tornou uma realidade mais frequente a partir, aproximadamente, dos últimos tempos do Império Romano do Ocidente, apesar de institucionalizado na segunda metade do século IV, embora sem prática generalizada”.

Natal 1908!
01/12/2020

Natal 1908!

Segundo  a história foi em 1865 que pela primeira vez, se ergueu uma Árvore de Natal no país. Aconteceu na cidade do Por...
01/12/2020

Segundo a história foi em 1865 que pela primeira vez, se ergueu uma Árvore de Natal no país. Aconteceu na cidade do Porto no antigo Palácio de Cristal.

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