14/06/2026
O nosso cartaz - 2026
O cenário central é o recuperado Lavadouro de Fornelos, um local de importância histórica e cultural para a Meadela.
Recordando que a festa nasce do povo e da labuta diária, o lavadouro de Fornelos e as lavadeiras são protagonista.Assim, entre as águas que correm e as pedras que guardam memórias, nasce o cartaz das nossas festas! Neste Lavadouro, unimos o símbolo da nossa terra, e a frescura da sua água. Prestando uma homenagem ao que fomos, celebrando o que somos.
O cartaz das Festas da Meadela de 2026, da autoria da designer meadelense Marta Felgueiras, retrata o lavadouro onde a água corre há décadas, tal como a tradição que se mantem viva.
A identidade visual é composta por tons vivos, que remetem para a ruralidade minhota. O Azul -água e Branco evidenciam a frescura das águas límpidas do lavadouro. Tons Terra e Madeira, presentes na arquitetura tradicional envolvente, cores vivas (vermelhos e amarelos), destacadas nos lenços, aventais e saias do traje tradicional das lavadeiras, criando um contraste alegre e festivo.
De referir que a fonte que alimenta o tanque nasce no próprio local do lavadouro, e a estrutura foi desenhada de forma funcional para a agricultura, a água utilizada nas lavagens sai por um orifício no muro para regar os campos vizinhos, desaguando no ribeiro de S. Vicente (ou ribeira de Fornelos)
Este Lavadouro e Fonte de Fornelos foram sempre de uso público, no entanto, conforme se acha registado em inventário da Igreja "Tombo Novo da Igreja de 1743”, é referido pelos louvados e testemunhas, que ao lavadouro da roupa da Igreja, que f**a junto à fonte, do lado Nascente, “que é uma pedra quadrada”, havia uma regra social estrita onde qualquer pessoa deveria ceder o lugar caso as criadas do Abade chegassem para lavar ainda que no dito lavadouro estivesse a lavar alguma pessoa.
Pela Comissão de Festas- Zélia Costa
Trajo da Erva
Conhecido por Trajo da Erva é o exemplar mais simples do indumento feminino do Alto-Minho. No entanto, bastante gracioso e resultante de uma combinação harmoniosa em que as riscas e as listas imperam no ornamento geral do mesmo.
Podemos encontrá-lo numa versão mais escura com predominância dos tons terra, adornado com listas brancas e castanhas no avental e saia negra com motivos claros – riscas finas ou mais largas, conforme o gosto da executante.
O Trajo da Erva presente no cartaz deste ano, em tons de vermelho, que não dispensa o chapéu de palha de aba larga, era utilizado para os trabalhos duros do campo, da mesma forma que se aplicava nas lides caseiras.
Meia algibeira, tão simples como o colete de ilhós, desponta por baixo do avental, marcando presença, apesar de modesta.
Lenço e meio de algodão dão o apontamento por concluído, colocando-se o meio lenço no peito e o inteiro na cabeça, apanhado com um nó sobre o cabelo preso.
Para concluir, os socos de meia peça, prontos para tudo, fazem-se notar no seu tom escuro que contrasta com o carmim alegre de todo o conjunto.
Este traje de cotio, em uso até aos finais dos anos 70 pelas mulheres que trabalhavam os campos e as veigas, foi o primeiro a aparecer e o último a deixar esta prática do quotidiano.
Defende-se, assim, que nascia aqui o traje à vianesa que fala por nós enquanto povo obreiro, que com engenho e arte, construiu verdadeiras relíquias.
Dra Laurinda Filgueiras - Ronda Típica da Meadela
Sejam todos bem vindos às Festas da Meadela 2026