27/06/2026
Há encontros que duram mais do que o tempo de um espetáculo.
Durante meses, fomos tecendo uma teia invisível entre pessoas de idades, histórias, corpos, nacionalidades e vivências diferentes. Chegámos carregados de inseguranças, medos, cansaços, sonhos e perguntas. E, pouco a pouco, fomos aprendendo a dançar juntos.
Ao palco trouxemos a terra, os rituais e a memória. Descobrimos que três fios de teia de ar**ha podem esticar horizontes. Que a fragilidade merece ser vivida. E que olhar para o lado e encontrar o abraço de quem caminha connosco pode transformar tudo.
Entre ensaios depois de dias de trabalho, conversas sem fim, devaneios, gargalhadas e silêncios, construímos pertença. Criámos laços. Sararam-se feridas. Cruzaram-se gerações. Inventaram-se novas formas de estar e de sonhar. O teatro tem este poder de transformar pessoas em comunidade.
A cada um que fez parte desta criação coletiva, obrigada. Por terem partilhado a vossa vulnerabilidade, a vossa coragem, o vosso talento e o vosso coração. Por fazerem desta teia um lugar onde todos cabem.