Irmandade da Lapa

Irmandade da Lapa


Dos meados de oitocentos aos princípios do séc.

A Verenável Irmandade de Nossa Senhora da Lapa foi instituída no século XVIII, datando os seus primeiros estatutos do ano de 1757. Nasceu como instituição religiosa mas, cedo, o seu campo de intervenção estendeu-se para lá das funções de culto. XX, assistiu-se à concretização dos principais sonhos do seu fundador, o brasileiro Padre Ângelo Sequeira, que no seu livro 'Botica Preciosa, e Thesouro Pr

ecioso da Lapa' confessava querer «achar todos os remédios para o corpo, para a alma e para a vida». Esta baliza cronológica compreende, assim, a afirmação do extinto Seminário-Colégio da Lapa, a construção do Cemitério da Irmandade, a conclusão das obras da Igreja e, mais tarde, a edificação do Hospital. Conheça mais sobre a sua história em: www.irmandadedalapa.pt

𝐈𝐗 𝐂𝐢𝐜𝐥𝐨 𝐝𝐞 𝐕𝐢𝐬𝐢𝐭𝐚𝐬 𝐚𝐨 𝐂𝐞𝐦𝐢𝐭𝐞́𝐫𝐢𝐨 𝐝𝐚 𝐋𝐚𝐩𝐚𝐀 𝐋𝐚𝐩𝐚 𝐞 𝐚𝐬 𝐦𝐞𝐦𝐨́𝐫𝐢𝐚𝐬 𝐝𝐞 𝐮𝐦 𝐭𝐞𝐦𝐩𝐨 𝐝𝐞 𝐦𝐮𝐝𝐚𝐧𝐜̧𝐚 𝐐𝐮𝐞 𝐡𝐢𝐬𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐚𝐬 𝐠𝐮𝐚𝐫𝐝𝐚𝐦 𝐨𝐬 𝐭𝐮́𝐦𝐮𝐥𝐨...
30/08/2026

𝐈𝐗 𝐂𝐢𝐜𝐥𝐨 𝐝𝐞 𝐕𝐢𝐬𝐢𝐭𝐚𝐬 𝐚𝐨 𝐂𝐞𝐦𝐢𝐭𝐞́𝐫𝐢𝐨 𝐝𝐚 𝐋𝐚𝐩𝐚
𝐀 𝐋𝐚𝐩𝐚 𝐞 𝐚𝐬 𝐦𝐞𝐦𝐨́𝐫𝐢𝐚𝐬 𝐝𝐞 𝐮𝐦 𝐭𝐞𝐦𝐩𝐨 𝐝𝐞 𝐦𝐮𝐝𝐚𝐧𝐜̧𝐚

𝐐𝐮𝐞 𝐡𝐢𝐬𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐚𝐬 𝐠𝐮𝐚𝐫𝐝𝐚𝐦 𝐨𝐬 𝐭𝐮́𝐦𝐮𝐥𝐨𝐬 𝐝𝐚𝐪𝐮𝐞𝐥𝐞𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐚𝐣𝐮𝐝𝐚𝐫𝐚𝐦 𝐚 𝐭𝐫𝐚𝐧𝐬𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚𝐫 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐚𝐥?

No próximo sábado, 5 de setembro, às 10h00, convidamo-lo a percorrer os caminhos do Cemitério da Lapa numa visita dedicada às personalidades que viveram um dos períodos mais marcantes da nossa história: as Lutas Liberais, o Cerco do Porto e a consolidação do liberalismo em Portugal.

Pela voz de José António Ferreira e Silva, iremos conhecer os percursos de homens que fizeram parte deste momento decisivo, entre eles José Ferreira Borges, Frei Manuel de Santa Inês, Joaquim Pinto Leite, Arnaldo Gama, Coronel Pacheco, João de Freitas Fortuna, entre outras figuras cujo legado permanece ligado à história do Porto e do país.

Cada sepultura será ponto de partida para uma viagem pelo século XIX, revelando episódios de coragem, convicção e transformação política que marcaram uma época.

𝐒𝐨𝐛𝐫𝐞 𝐨 𝐨𝐫𝐚𝐝𝐨𝐫
José António Ferreira e Silva é doutorado em Estudos do Património – História da Arte pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, especialista em História da Arquitetura e Coordenador do Gabinete de Estudos e Investigação do MMIPO – Museu e Igreja da Misericórdia do Porto. Colabora com a Irmandade da Lapa em projetos de investigação e valorização do património.

Inscrições: [email protected]

𝐄́ 𝐇𝐢𝐬𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐞𝐱𝐭𝐫𝐚𝐩𝐨𝐥𝐚 𝐚𝐬 𝐩𝐚́𝐠𝐢𝐧𝐚𝐬 𝐝𝐨𝐬 𝐥𝐢𝐯𝐫𝐨𝐬, 𝐫𝐞𝐩𝐨𝐮𝐬𝐚 𝐧𝐨𝐬 𝐥𝐮𝐠𝐚𝐫𝐞𝐬 𝐨𝐧𝐝𝐞 𝐭𝐚𝐧𝐭𝐚𝐬 𝐯𝐢𝐝𝐚𝐬 𝐝𝐞𝐢𝐱𝐚𝐫𝐚𝐦 𝐚 𝐬𝐮𝐚 𝐦𝐚𝐫𝐜𝐚. 𝐕𝐞𝐧𝐡𝐚 𝐝𝐞𝐬𝐜𝐨𝐛𝐫𝐢-𝐥𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐧𝐨𝐬𝐜𝐨!

28/08/2026

𝐀𝐔𝐃𝐈𝐂̧𝐎̃𝐄𝐒 𝐏𝐀𝐑𝐀 𝐍𝐎𝐕𝐎𝐒 𝐂𝐎𝐑𝐀𝐋𝐈𝐒𝐓𝐀𝐒

O Coro Polifónico da Lapa abre audições para novos coralistas até 31 de agosto de 2026.

No âmbito da parceria artística que mantemos com a Orquestra Filarmónica Portuguesa, o Maestro Osvaldo Ferreira partilha, neste testemunho, a importância do trabalho conjunto desenvolvido ao longo dos últimos anos, um percurso marcado pela exigência, pela seriedade musical e pela construção de projetos de grande dimensão.

Integrar o Coro Polifónico da Lapa significa participar num ambiente de rigor, responsabilidade e compromisso artístico, preparado para abordar repertórios de referência absoluta.

Inscrições disponíveis em:
www.coropolifonicodalapa.pt/inscricao-coralistas.php

𝐀 𝐝𝐞𝐬𝐜𝐨𝐛𝐫𝐢𝐫 𝐧𝐚 𝐋𝐚𝐩𝐚…𝐆𝐚𝐥𝐞𝐫𝐢𝐚 𝐝𝐨𝐬 𝐑𝐞𝐭𝐫𝐚𝐭𝐨𝐬 𝐞́ 𝐮𝐦𝐚 𝐝𝐚𝐬 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐛𝐞𝐥𝐚𝐬 𝐣𝐨𝐢𝐚𝐬 𝐝𝐨 𝐩𝐚𝐭𝐫𝐢𝐦𝐨́𝐧𝐢𝐨 𝐝𝐚 𝐈𝐫𝐦𝐚𝐧𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐝𝐚 𝐋𝐚𝐩𝐚.Quem atravessa ...
24/08/2026

𝐀 𝐝𝐞𝐬𝐜𝐨𝐛𝐫𝐢𝐫 𝐧𝐚 𝐋𝐚𝐩𝐚…
𝐆𝐚𝐥𝐞𝐫𝐢𝐚 𝐝𝐨𝐬 𝐑𝐞𝐭𝐫𝐚𝐭𝐨𝐬 𝐞́ 𝐮𝐦𝐚 𝐝𝐚𝐬 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐛𝐞𝐥𝐚𝐬 𝐣𝐨𝐢𝐚𝐬 𝐝𝐨 𝐩𝐚𝐭𝐫𝐢𝐦𝐨́𝐧𝐢𝐨 𝐝𝐚 𝐈𝐫𝐦𝐚𝐧𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐝𝐚 𝐋𝐚𝐩𝐚.

Quem atravessa a Galeria dos Retratos da Irmandade da Lapa entra num espaço onde o tempo se suspende pelos segundos de um fôlego.

Nas paredes, os rostos daqueles que marcaram a história da Irmandade contam silenciosamente uma narrativa feita de fé, dedicação e generosidade. Cada retrato é uma porta de entrada para uma vida, uma época e um legado que permanece.

Projetada pelo arquiteto José Marques da Silva e inaugurada em 1915, esta magnífica galeria é um dos mais notáveis exemplares da Arte Nova no Porto, revelando-se nos seus elegantes elementos decorativos e na singular cobertura em ferro fundido, onde a arquitetura assume também uma dimensão artística.

Entre os testemunhos que este espaço preserva encontra-se o retrato de D. Mariana Paiva de Araújo, benfeitora que ofereceu a coroa de ouro de Nossa Senhora da Lapa, bem como o antigo relógio da torre da Igreja, instalado em 1866, peça que acompanhou o ritmo da vida da comunidade ao longo de gerações.

Hoje, a Galeria dos Retratos continua a ser um lugar de encontro entre passado e presente. Os concertos de câmara aqui acolhidos, acrescentam novas memórias a um espaço onde património, cultura e história dialogam em perfeita harmonia.

𝐀𝐠𝐨𝐫𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐜𝐨𝐧𝐡𝐞𝐜𝐞 𝐚𝐥𝐠𝐮𝐧𝐬 𝐝𝐨𝐬 𝐬𝐞𝐠𝐫𝐞𝐝𝐨𝐬 𝐞 𝐦𝐞𝐦𝐨́𝐫𝐢𝐚𝐬 𝐠𝐮𝐚𝐫𝐝𝐚𝐝𝐨𝐬 𝐧𝐞𝐬𝐭𝐞 𝐞𝐬𝐩𝐚𝐜̧𝐨, 𝐚 𝐬𝐮𝐚 𝐩𝐫𝐨́𝐱𝐢𝐦𝐚 𝐯𝐢𝐬𝐢𝐭𝐚 𝐚̀ 𝐆𝐚𝐥𝐞𝐫𝐢𝐚 𝐝𝐨𝐬 𝐑𝐞𝐭𝐫𝐚𝐭𝐨𝐬 𝐬𝐞𝐫𝐚́ 𝐜𝐞𝐫𝐭𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐝𝐢𝐟𝐞𝐫𝐞𝐧𝐭𝐞. 𝐀𝐜𝐞𝐢𝐭𝐚 𝐨 𝐜𝐨𝐧𝐯𝐢𝐭𝐞 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐚 𝐝𝐞𝐬𝐜𝐨𝐛𝐫𝐢𝐫 𝐝𝐞 𝐮𝐦𝐚 𝐧𝐨𝐯𝐚 𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚? 𝐐𝐮𝐚𝐥 𝐬𝐞𝐫𝐚́ 𝐨 𝐩𝐨𝐫𝐦𝐞𝐧𝐨𝐫 𝐪𝐮𝐞 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐨 𝐯𝐚𝐢 𝐢𝐦𝐩𝐫𝐞𝐬𝐬𝐢𝐨𝐧𝐚𝐫?

𝐀 𝐝𝐞𝐬𝐜𝐨𝐛𝐫𝐢𝐫 𝐧𝐚 𝐋𝐚𝐩𝐚…𝐍𝐞𝐦 𝐬𝐨́ 𝐝𝐞 𝐩𝐞𝐝𝐫𝐚 𝐬𝐞 𝐟𝐚𝐳 𝐞𝐫𝐠𝐮𝐞𝐫 𝐮𝐦 𝐞𝐝𝐢𝐟𝐢́𝐜𝐢𝐨 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐨 𝐇𝐨𝐬𝐩𝐢𝐭𝐚𝐥 𝐝𝐚 𝐋𝐚𝐩𝐚. 𝐄𝐫𝐠𝐮𝐞-𝐬𝐞 𝐬𝐨𝐛𝐫𝐞𝐭𝐮𝐝𝐨 𝐠𝐫𝐚𝐜̧𝐚𝐬 𝐚̀ 𝐠...
21/08/2026

𝐀 𝐝𝐞𝐬𝐜𝐨𝐛𝐫𝐢𝐫 𝐧𝐚 𝐋𝐚𝐩𝐚…
𝐍𝐞𝐦 𝐬𝐨́ 𝐝𝐞 𝐩𝐞𝐝𝐫𝐚 𝐬𝐞 𝐟𝐚𝐳 𝐞𝐫𝐠𝐮𝐞𝐫 𝐮𝐦 𝐞𝐝𝐢𝐟𝐢́𝐜𝐢𝐨 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐨 𝐇𝐨𝐬𝐩𝐢𝐭𝐚𝐥 𝐝𝐚 𝐋𝐚𝐩𝐚. 𝐄𝐫𝐠𝐮𝐞-𝐬𝐞 𝐬𝐨𝐛𝐫𝐞𝐭𝐮𝐝𝐨 𝐠𝐫𝐚𝐜̧𝐚𝐬 𝐚̀ 𝐠𝐫𝐚𝐭𝐢𝐝𝐚̃𝐨, 𝐚̀ 𝐦𝐞𝐦𝐨́𝐫𝐢𝐚 𝐞 𝐚̀ 𝐠𝐞𝐧𝐞𝐫𝐨𝐬𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐝𝐞 𝐪𝐮𝐞𝐦 𝐚𝐜𝐫𝐞𝐝𝐢𝐭𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐨 𝐛𝐞𝐦 𝐩𝐨𝐝𝐞 𝐩𝐞𝐫𝐝𝐮𝐫𝐚𝐫 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐚𝐥𝐞́𝐦 𝐝𝐚 𝐩𝐫𝐨́𝐩𝐫𝐢𝐚 𝐯𝐢𝐝𝐚.

Entre 1902 e 1904, a Venerável Irmandade de Nossa Senhora da Lapa concretizou um dos seus maiores desígnios: a construção de um hospital destinado ao cuidado dos mais necessitados. A obra tornou-se possível graças ao notável legado de D. Luzia Joaquina Bruce, que quis perpetuar a memória do seu companheiro, João António de Lima, cuja estátua continua, ainda hoje, a acolher todos os que passam pela fachada principal do edifício.

Décadas mais tarde, em 1948, um novo gesto de benemerência permitiria escrever outro capítulo desta história. O apoio da Condessa de São Tiago de Lobão tornou possível a construção da ala sul, concebida por Marques da Silva, ampliando a capacidade e a missão do Hospital.

Passaram mais de 122 anos. Mudaram os tempos, evoluiu a medicina, transformou-se a cidade. Mas permanece intacto o espírito que deu origem a esta obra: servir, cuidar e honrar o compromisso de quem fez da solidariedade um legado.

As heranças medem-se pelo bem que continuam a fazer, geração após geração.

𝐐𝐮𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐩𝐚𝐬𝐬𝐚 𝐞𝐦 𝐟𝐫𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐚𝐨 𝐇𝐨𝐬𝐩𝐢𝐭𝐚𝐥 𝐝𝐚 𝐋𝐚𝐩𝐚, 𝐢𝐦𝐚𝐠𝐢𝐧𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐜𝐚𝐝𝐚 𝐩𝐞𝐝𝐫𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐚 𝐮𝐦𝐚 𝐡𝐢𝐬𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐚 𝐝𝐞 𝐠𝐞𝐧𝐞𝐫𝐨𝐬𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞? 𝐐𝐮𝐚𝐥 𝐨 𝐟𝐚𝐜𝐭𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐨 𝐬𝐮𝐫𝐩𝐫𝐞𝐞𝐧𝐝𝐞𝐮? 𝐀𝐠𝐮𝐚𝐫𝐝𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐚 𝐬𝐮𝐚 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐢𝐥𝐡𝐚.

𝐀 𝐝𝐞𝐬𝐜𝐨𝐛𝐫𝐢𝐫 𝐧𝐚 𝐋𝐚𝐩𝐚…𝐉𝐨𝐚̃𝐨 𝐀𝐧𝐭𝐨́𝐧𝐢𝐨 𝐝𝐞 𝐋𝐢𝐦𝐚: 𝐮𝐦 𝐥𝐞𝐠𝐚𝐝𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐩𝐞𝐫𝐦𝐚𝐧𝐞𝐜𝐞. E se lhe dissermos que um homem deu nome a um dos l...
18/08/2026

𝐀 𝐝𝐞𝐬𝐜𝐨𝐛𝐫𝐢𝐫 𝐧𝐚 𝐋𝐚𝐩𝐚…
𝐉𝐨𝐚̃𝐨 𝐀𝐧𝐭𝐨́𝐧𝐢𝐨 𝐝𝐞 𝐋𝐢𝐦𝐚: 𝐮𝐦 𝐥𝐞𝐠𝐚𝐝𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐩𝐞𝐫𝐦𝐚𝐧𝐞𝐜𝐞.

E se lhe dissermos que um homem deu nome a um dos lugares mais conhecidos do Porto, inspirou a construção de um hospital e repousa numa das mais notáveis capelas-jazigo do país?

A história é a de João António de Lima.

Industrial de grande relevo e proprietário da Fábrica de Tabaco A Lealdade, na Rua de Costa Cabral, foi uma figura marcante do Porto oitocentista. As suas propriedades moldaram o crescimento da cidade e deram nome ao antigo Campo do Lima, local onde, décadas mais tarde, seria construído o emblemático Estádio do Lima.

Mas o seu legado não termina aí.

Após a sua morte, a 18 de agosto de 1891, a sua companheira, D. Luzia Joaquina Bruce, deixou parte da sua herança para a construção do Hospital da Lapa, um gesto de extraordinária generosidade que continua a marcar a história da Irmandade. Ainda hoje, a fachada do hospital é coroada por uma estátua que perpetua a memória deste ilustre benfeitor.

No Cemitério da Lapa encontra-se o seu local de repouso: uma das mais sumptuosas capelas-jazigo de Portugal. Concebida como monumento de casal, guarda dois sarcófagos sob a proteção de São João Batista e de Santa Luzia, os seus santos patronos.

Recentemente restaurado pela Irmandade da Lapa, este monumento recuperou toda a sua imponência, preservando o seu valor artístico, histórico e simbólico para as gerações futuras.

Na Lapa, cada monumento é muito mais do que pedra. É um testemunho vivo das pessoas que ajudaram a construir a história do Porto.

𝐂𝐨𝐧𝐡𝐞𝐜𝐢𝐚 𝐚 𝐡𝐢𝐬𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐚 𝐝𝐞 𝐉𝐨𝐚̃𝐨 𝐀𝐧𝐭𝐨́𝐧𝐢𝐨 𝐝𝐞 𝐋𝐢𝐦𝐚 𝐞 𝐚 𝐥𝐢𝐠𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐚 𝐬𝐮𝐚 𝐟𝐚𝐦𝐢́𝐥𝐢𝐚 𝐚𝐨 𝐇𝐨𝐬𝐩𝐢𝐭𝐚𝐥 𝐝𝐚 𝐋𝐚𝐩𝐚? 𝐂𝐨𝐧𝐭𝐞-𝐧𝐨𝐬 𝐧𝐨𝐬 𝐜𝐨𝐦𝐞𝐧𝐭𝐚́𝐫𝐢𝐨𝐬.

𝐓𝐚𝐥𝐯𝐞𝐳 𝐚 𝐩𝐫𝐨́𝐱𝐢𝐦𝐚 𝐠𝐫𝐚𝐧𝐝𝐞 𝐝𝐞𝐬𝐜𝐨𝐛𝐞𝐫𝐭𝐚 𝐞𝐬𝐭𝐞𝐣𝐚 𝐚̀ 𝐬𝐮𝐚 𝐞𝐬𝐩𝐞𝐫𝐚. 𝐄𝐦𝐛𝐚𝐫𝐪𝐮𝐞 𝐜𝐨𝐧𝐧𝐨𝐬𝐜𝐨 𝐧𝐚 𝐩𝐫𝐨́𝐱𝐢𝐦𝐚 𝐯𝐢𝐬𝐢𝐭𝐚 𝐝𝐨 𝐈𝐗 𝐂𝐢𝐜𝐥𝐨 𝐝𝐞 𝐕𝐢𝐬𝐢𝐭𝐚𝐬 𝐚𝐨 𝐂𝐞𝐦𝐢𝐭𝐞́𝐫𝐢𝐨 𝐝𝐚 𝐋𝐚𝐩𝐚.

𝐀 𝐝𝐞𝐬𝐜𝐨𝐛𝐫𝐢𝐫 𝐧𝐚 𝐋𝐚𝐩𝐚…𝐉𝐮́𝐥𝐢𝐨 𝐆𝐨𝐧𝐳𝐚𝐠𝐚 𝐑𝐚𝐦𝐨𝐬: 𝐨 𝐚𝐫𝐭𝐢𝐬𝐭𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐢𝐧𝐮𝐚 𝐚 𝐢𝐧𝐬𝐩𝐢𝐫𝐚𝐫 𝐧𝐚 𝐋𝐚𝐩𝐚.Quantos grandes artistas estarão esc...
16/08/2026

𝐀 𝐝𝐞𝐬𝐜𝐨𝐛𝐫𝐢𝐫 𝐧𝐚 𝐋𝐚𝐩𝐚…
𝐉𝐮́𝐥𝐢𝐨 𝐆𝐨𝐧𝐳𝐚𝐠𝐚 𝐑𝐚𝐦𝐨𝐬: 𝐨 𝐚𝐫𝐭𝐢𝐬𝐭𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐢𝐧𝐮𝐚 𝐚 𝐢𝐧𝐬𝐩𝐢𝐫𝐚𝐫 𝐧𝐚 𝐋𝐚𝐩𝐚.

Quantos grandes artistas estarão escondidos na história da Lapa?
Entre os nomes que marcaram a cultura portuguesa encontra-se Júlio Gonzaga Ramos, um dos mais prestigiados pintores portuenses do final do século XIX e das primeiras décadas do século XX, que repousa no Cemitério da Lapa.

Nascido no Porto, a 21 de julho de 1868, formou-se na Academia Portuense de Belas Artes, onde foi discípulo de mestres como João Correia, Marques de Oliveira e Soares dos Reis. O talento levou-o até Paris, como bolseiro, e as suas obras conquistaram reconhecimento dentro e fora de Portugal, sendo distinguidas em cidades como Lisboa, Paris e Rio de Janeiro.

Mas a sua criatividade não se limitou à pintura. Foi também professor, cenógrafo, guitarrista e colaborador de importantes publicações, entre elas O Primeiro de Janeiro, Comércio do Porto Ilustrado, Serões e A Águia.

Hoje, as suas obras integram coleções e museus de referência, como o Museu Nacional de Soares dos Reis. Na Lapa, porém, permanece uma outra forma de eternidade: a memória de um homem que dedicou a vida à arte e à cultura.

Na Lapa, as sepulturas são testemunhos vivos da história do Porto.

𝐐𝐮𝐚𝐥 𝐚 𝐨𝐛𝐫𝐚 𝐝𝐞 𝐉𝐮́𝐥𝐢𝐨 𝐆𝐨𝐧𝐳𝐚𝐠𝐚 𝐑𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐭𝐞𝐦 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐬𝐢𝐠𝐧𝐢𝐟𝐢𝐜𝐚𝐝𝐨 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐬𝐢?
𝐏𝐚𝐫𝐭𝐢𝐥𝐡𝐞 𝐜𝐨𝐧𝐧𝐨𝐬𝐜𝐨.

𝐀 𝐝𝐞𝐬𝐜𝐨𝐛𝐫𝐢𝐫 𝐧𝐚 𝐋𝐚𝐩𝐚…𝐅𝐫𝐞𝐢 𝐌𝐚𝐧𝐮𝐞𝐥 𝐝𝐞 𝐒𝐚𝐧𝐭𝐚 𝐈𝐧𝐞̂𝐬. Sabia que um dos homens que ajudou a escrever a história do Porto repous...
12/08/2026

𝐀 𝐝𝐞𝐬𝐜𝐨𝐛𝐫𝐢𝐫 𝐧𝐚 𝐋𝐚𝐩𝐚…
𝐅𝐫𝐞𝐢 𝐌𝐚𝐧𝐮𝐞𝐥 𝐝𝐞 𝐒𝐚𝐧𝐭𝐚 𝐈𝐧𝐞̂𝐬.

Sabia que um dos homens que ajudou a escrever a história do Porto repousa no Cemitério da Lapa?

Frei Manuel de Santa Inês foi um destacado defensor da causa liberal e desempenhou um papel relevante durante a Guerra Civil, acolhendo soldados nos mosteiros que administrava. Mais tarde, já como Bispo do Porto, ficaria também ligado à criação do primeiro cemitério público da cidade: o Cemitério do Prado do Repouso.

Faleceu em 1840, aos 78 anos, e encontra-se sepultado no Cemitério da Lapa. Na Casa da Irmandade, o seu retrato integra a magnífica Galeria dos Retratos, preservando a memória de uma figura que marcou profundamente a história da cidade.

E esta é apenas uma das muitas histórias que o Cemitério da Lapa tem para contar.

𝗤𝘂𝗲 𝗼𝘂𝘁𝗿𝗮𝘀 𝘃𝗶𝗱𝗮𝘀, 𝘀𝗲𝗴𝗿𝗲𝗱𝗼𝘀 𝗲 𝗲𝗽𝗶𝘀𝗼́𝗱𝗶𝗼𝘀 𝗱𝗮 𝗵𝗶𝘀𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗮 𝗱𝗼 𝗣𝗼𝗿𝘁𝗼 𝗲𝘀𝘁𝗮𝗿𝗮̃𝗼 𝗮̀ 𝗲𝘀𝗽𝗲𝗿𝗮 𝗱𝗲 𝘀𝗲𝗿 𝗱𝗲𝘀𝗰𝗼𝗯𝗲𝗿𝘁𝗼𝘀? 𝗦𝗲 𝘀𝗮𝗯𝗲 𝗽𝗮𝗿𝘁𝗶𝗹𝗵𝗲 𝗰𝗼𝗻𝗻𝗼𝘀𝗰𝗼 𝗼𝘂 𝗲𝗻𝘁𝗮̃𝗼 𝘃𝗲𝗻𝗵𝗮 𝗰𝗼𝗻𝗵𝗲𝗰𝗲̂-𝗹𝗼𝘀 𝗻𝗼 𝗜𝗫 𝗖𝗶𝗰𝗹𝗼 𝗱𝗲 𝗩𝗶𝘀𝗶𝘁𝗮𝘀 𝗱𝗼 𝗖𝗲𝗺𝗶𝘁𝗲́𝗿𝗶𝗼 𝗱𝗮 𝗟𝗮𝗽𝗮.

𝐀 𝐂𝐮𝐥𝐭𝐮𝐫𝐚 𝐧𝐚 𝐋𝐚𝐩𝐚, 𝐞𝐦 𝐧𝐮́𝐦𝐞𝐫𝐨𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐚𝐦. Os números contam muito mais do que estatísticas. Contam encontros, emoções, ...
08/08/2026

𝐀 𝐂𝐮𝐥𝐭𝐮𝐫𝐚 𝐧𝐚 𝐋𝐚𝐩𝐚, 𝐞𝐦 𝐧𝐮́𝐦𝐞𝐫𝐨𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐚𝐦.

Os números contam muito mais do que estatísticas. Contam encontros, emoções, descoberta e património vividos.

Nos primeiros sete meses de 2026, a atividade cultural da Irmandade da Lapa voltou a afirmar este espaço como um dos mais relevantes centros de cultura, música e património da cidade do Porto.

- 14 concertos
- Mais de 3 000 espectadores
- 3 lançamentos de livros
- Mais de 500 visitantes na exposição Camilo e a Lapa
- Mais de 300 participantes nas visitas orientadas
- Mais de 100 participantes no Ciclo de Visitas ao Cemitério da Lapa

Cada número representa pessoas que escolheram entrar na Lapa para escutar, descobrir, aprender e partilhar. Representa o património que se preserva, mas também o património que ganha vida quando é vivido e transmitido.

É este o propósito que nos inspira diariamente: fazer da Lapa um lugar onde a história, a música e a cultura continuam a encontrar novos públicos.

A todos os músicos, investigadores, parceiros, voluntários e visitantes, o nosso mais profundo agradecimento. Estes números também são vossos.

𝗤𝘂𝗲 𝗽𝗮𝗹𝗮𝘃𝗿𝗮 𝗿𝗲𝘀𝘂𝗺𝗲 𝗮 𝘀𝘂𝗮 𝗲𝘅𝗽𝗲𝗿𝗶𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗻𝗮 𝗟𝗮𝗽𝗮 𝗲𝘀𝘁𝗲 𝗮𝗻𝗼?

05/08/2026

Missão.
É este o carácter que assume o trabalho do Prof. Dr. Francisco Ribeiro da Silva , nas palavras da Provedora Dra. Manuela Rebelo . Inserido neste novo contexto, onde conhecemos intimamente Camilo, poderemos ter toda uma nova perspetiva da sua obra?

Pode o homem dissociar-se por completo do autor e dos seus personagens?

São novas luzes que incidem sobre tão rica parte da história da literatura portuguesa.

Recorde o lançamento de “ Cartas de Camilo Castelo Branco e Ana Plácido a João António de Freitas Fortuna” e os testemunhos de um momento que celebra não apenas um livro, mas o compromisso contínuo da Irmandade da Lapa em dar vida à memória e ao património.

31/07/2026

Da memória nasce o conhecimento. Do conhecimento nasce o património vivo.

“As instituições existem para preservar património. Mas existem também para lhe dar vida. Um documento guardado num arquivo é memória; quando é estudado, publicado, interpretado e partilhado transforma-se em conhecimento, em cultura e em património vivo.”
— Dra. Manuela Rebelo, Provedora da Venerável Irmandade de Nossa Senhora da Lapa

Na segunda parte da reportagem da RTP1 dedicada ao lançamento da obra Camilo e a Lapa, descubra como um precioso espólio documental se transforma em património vivo, colocando o conhecimento ao serviço da memória e da cultura e revisite as muitas iniciativas que a Irmandade da Lapa tem vindo a desenvolver, no âmbito das comemorações do bicentenário do nascimento de Camilo Castelo Branco.

Assista ao vídeo.

Endereço

Largo Da Lapa 1
Porto
4050-069

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