21/06/2026
Hoje, a partir das 17h00, um último encontro na ªSede, Corujeira, Campanhã.
Desde a abertura, em 2016, até ao próximo dia 21 de junho, este foi um espaço feliz. Um espaço amigo da comunidade, íntimo e especial. Um lugar que nunca sofreu de grandezas, que nunca quis parecer mais do que era, e talvez por isso tenha sido sempre tão raro: honesto, justo, próximo, disponível.
Ao longo destes anos, passaram por aqui artistas, curadores, colectivos, escritores, músicos, leitores, vizinhos, amigos e curiosos. Passaram exposições, conversas, livros, performances, festas pequenas, ideias grandes e muitas formas de estarmos juntos.
Ficam na memória as exposições de José Cardoso; Erradia - Desenho Aberto, de Paulo Ansiães Monteiro; Invisível Flutuante, de Ricardo Nicolau de Almeida; Precipício, de Miguel Oliveira; Este Corpo Não é Meu, de Jorge Abade, com curadoria de Cláudia Melo; Metamorfoses, de Luísa Soeiro, com comissariado de Pedro Nóbrega; Anuário 20, com comissariado de Guilherme Blanc e João Ribas e curadoria de Ana Resende, Andreia Garcia, Melissa Rodrigues, Pedro Augusto e Pedro Magalhães; In the Eyes of Queens and Kings, de Cláudia Rocha; Deixar o Caminho à Alegria do Acaso, de Avelino Sá, com curadoria de Sónia Moura; aDrogaria, com Débora Silva, Henrique Palmeirim, Max Siedentoft, Rebeca Romero e Teresa Dantas; A Pedra Dourada do Jogo da Macaca, de Rui Algarvio; Barlavento, de Manuel Fonseca, Sebastião Borges e Vicente Mateus; Mais Vale Tarde, de Mariana Gomes e Nuno Gil; , de Helena Guerreiro; Arritmias e Errâncias, do LAC-Laboratório de Actividades Criativas; Pedra Papel Tesoura, de Fernando Roussado e Joana Pereira; A Festa, com Beatriz Chagas, Francisco Correia, Inês Neto dos Santos e Nuno Pires; A Grande Sucessão, de Sara Rodrigues e Rodrigo B. Camacho; Aliar uma Solidão a Outra, de André Silva, Joana BC e Patrícia Geraldes, com curadoria de Joana Mendonça; Is This Home? Searching for Intimacy, de Carolina Fangueiro; Para ti, de Prudência Coimbra, com curadoria de Cláudia Melo; Inefáveis Céus, de Rúben Fernandes / o_Bastidor; Intervenção Cirúrgica Anti-Amorosa, com Inês Vieira, Isabel Rosas, José Pereira, Mário Castro e Rita Vieira; Feira do Livro de Campanhã, com o Visões Úteis; Uniões de Facto, do LAC; Estórias, de Rafaela Moreira; e O Duplo Vê, de Rui Mota. É isto, de Xai (António Fernndo Silva) com curadoria de Cláudia Melo.
Ficam também as passagens de Adriana João, Vicente Mateus, Margarida Vale de Gato, João-Paulo Esteves da Silva, Nuno Moura, Pedro Eiras, Rosa Azevedo, Duarte Pereira, Regina Guimarães, Daniel Jonas, Constança Carvalho Homem, João Sousa Cardoso, Jorge Louraço Figueira, Pedro Sobrado, Miguel Ramalhete Gomes, Marinela de Freitas, Diana V. Almeida, Nuno Pinto, a editora Flop, Krõõt Juurak, Alex Bailey, Eleanor Bauer e tantos outros que fizeram da ªSede um lugar atravessado por muitas vozes.
A ªSede nunca foi só uma sala. Foi uma casa possível. Um sítio onde se chegava sem cerimónia, onde a arte não precisava de se pôr em bicos de pés, onde a vizinhança importava, onde cada encontro podia ser pequeno e, ainda assim, ficar.
Por isso, isto não é bem um adeus.
É um muito obrigado e um até já.
Apareçam, para um último abraço, uma última conversa no jardim, uma última volta pelo espaço e, claro, uma última mini.