Nós Somos Bolhão

Nós Somos Bolhão Bem-vindo à página da Associação do Comércio Tradicional Bolha de Água! Seguimos outros exemplos bem-sucedidos da nossa Cidade! E bem. perguntamos.

Nós Somos Bolhão é o lema actual da associação de comerciantes que nasceu para defender o comércio tradicional, a partir do Mercado do Bolhão e do seu quarteirão. DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS
NÓS SOMOS BOLHÃO

Nós, os comerciantes do Bolhão e os nossos parceiros, reafirmamos, tal como há 15 anos, a defesa do Mercado do Bolhão como um mercado público/municipal, tradicional e de frescos, classificado pa

trimonialmente. Nós, que Somos Bolhão, defendemos que o Bolhão pertence ao Porto e à sua região e nele se deve falar e afirmar a Voz do Porto. Nós, que Somos Bolhão, defendemos que o Mercado do Bolhão deve ter uma gestão pública capaz e competente em que os comerciantes são os seus naturais parceiros com voz activa. Tanto o Teatro Rivoli como o Cinema Batalha que, são também equipamentos municipais muito especializados, têm gestão pública. Uma gestão agregadora de vontades e saberes. Porque é que o Bolhão há-de ser excepção e não há-de ter também uma eficiente gestão pública? Sem falar já no Coliseu que depois duma deriva “privatizadora” regressou ao espaço público. Como está agora. E como a Cidade do Porto deseja. Defendemos que se unam esforços para, a curto prazo, cativar e empoderar para a governação do Mercado do Bolhão uma equipa de profissionais, com perfil e competências técnicas comprovadas com sucesso na gestão de mercados tradicionais, que assuma um programa que devolva o Mercado do Bolhão aos Cidadãos do Porto e à região portuense, que o defenda da descaracterização e desvirtuação do seu uso, através de um salutar e consequente diálogo com os comerciantes e as forças vivas da cidade. Defendemos que um mercado de frescos deve ter, essencialmente, alimentos e produtos frescos. Em qualidade, em quantidade, em permanência e em estreita ligação com os produtores locais e da região e provenientes das melhores práticas de sustentabilidade e saúde humana. Tendo como epicentro esse mercado de frescos dever-se-á estruturar um quarteirão alimentar de excelência. Nós, que Somos Bolhão, lembramos que o Mercado do Bolhão é a última oportunidade para na Cidade do Porto existir um mercado de frescos e tradicional. Praças de alimentação e hipermercados há muitos, a perda do último mercado de frescos e tradicional da cidade terá danos irreversíveis na identidade da Invicta. O que o diferencia e lhe confere atractividade e competitividade em relação a qualquer outro espaço comercial é o mercado de frescos e tradicional, o mesmo que vemos em perda acelerada servindo de expositor e chamariz para alimentar um processo de turistificação sem norte, cujo brilho é efémero. O Bolhão e a sua comunidade são irrepetíveis! Defendemos que o Mercado do Bolhão deve ser um pólo de dinamização sócio cultural do quarteirão que integra, projectando-se como centralidade na cidade, da região, um dos corações que bate, como outrora. Nós, que Somos Bolhão, defendemos um mercado tradicional, que sem querer ser um museu deve ser um repositório vivo de história e cultura de um povo e de uma região em que o comércio tradicional, com a actividade dos pequenos comerciantes, sempre foi o motor de vida do centro da Cidade do Porto, que a distinguiu de todas as outras, tornando-a única e que está em perda galopante e sem freio. Persistem no Bolhão, saberes e modos tradicionais, construídos e aprendidos ao longo de décadas que são cultura e identidade portuguesa e necessitam de preservação, de protecção, que assentes no passado devem ser aprendizagem para o futuro. Defendemos que entregar um sector tão fundamental como é um mercado tradicional dos tempos de hoje e a função do fornecimento alimentar, em exclusivo, a uma qualquer entidade de distribuição, sem identidade diferenciadora, que tudo fará para o rentabilizar económica e financeiramente apenas e exclusivamente a seu critério e favor é, embora de outro modo, voltar a destruir o Bolhão depois de o termos salvo e depois de o termos visto restaurado e modernizado. Defendemos que um mercado público não é uma figura jurídica ou um conceito meramente administrativo e, muito menos, uma figura ou expressão retórica! Tem de respeitar o interesse público e não o interesse de quem julga que tem legitimidade para interpretar a seu modo o conceito de “interesse público”. Não é, apenas, uma questão de direito, mas, antes, de honestidade intelectual. Em casos como o Bolhão, o consenso entre as partes é obrigatório assim como um direito básico que é, numa verdadeira democracia, a participação dos cidadãos. De todos os cidadãos. Nós Somos Bolhão e Somos conscientes que nada disto é simples, mas também é muito claro que é obrigatório reflectir e actuar, norteados pelos princípios basilares apresentados. Tanto do ponto de vista social ou intelectual como, sem dúvida, do ponto de vista cultural, não fora o Bolhão classificado pelo Ministério da Cultura enquanto valor patrimonial a respeitar. Valor esse que abarca tanto o imóvel, o objecto magistralmente construído há mais de cem anos e, agora, sabiamente com a sua beleza restaurada, como a funcionalidade primordial, a venda de produtos alimentares e de comércio tradicional. Não somos imunes à mudança e à necessidade de adaptação e o nosso programa de acção o irá reflectir mas somos resistentes à homogeneização compulsiva motivada por modas financeiras circunstanciais de curto prazo que irão e já estão a destruir a alma do Mercado do Bolhão. Acreditamos que a Cidade do Porto e os seus cidadãos junto com os vizinhos da Área Metropolitana do Porto anseiam por continuar a identificar-se com o Mercado do Bolhão e a senti-lo como seu! Acreditamos que querem voltar ao Mercado do Bolhão, sejamos nós capazes de o tornar atractivo, competitivo e nele se sintam acolhidos, em vez de hostilizados. Os turistas serão sempre bem-vindos numa casa que, indubitavelmente, tem de pertencer aos portuenses. Acreditamos que somos capazes, haja a sensibilidade e a sapiência de quem decide a Cidade nos abrir a porta e sermos ouvidos para trabalhar em conjunto.

𝗔 𝗠𝗢𝗡𝗧𝗔𝗡𝗛𝗔 𝗣𝗔𝗥𝗜𝗨 𝗨𝗠 𝗥𝗔𝗧𝗢Mesmo partindo de expectativas reduzidas, num primeiro momento, f**amos sem reacção às recomenda...
09/09/2026

𝗔 𝗠𝗢𝗡𝗧𝗔𝗡𝗛𝗔 𝗣𝗔𝗥𝗜𝗨 𝗨𝗠 𝗥𝗔𝗧𝗢

Mesmo partindo de expectativas reduzidas, num primeiro momento, f**amos sem reacção às recomendações do grupo de trabalho, dito “independente” criado pela Câmara do Porto para repensar o modelo de gestão do centro histórico da cidade.
Foram apresentadas ontem ao executivo.

O resumo é, a longo prazo, defendem os especialistas, é preciso criar um Plano de Pormenor de Salvaguarda para o território classif**ado.

Cinco especialistas, durante dois meses debatem e chegam à conclusão que é preciso um plano que já devia ter sido criado há décadas.
Verdade La Palisse. Estamos siderados.

E, sobre os problemas que já não podem esperar, o resultado é zero.

Não há uma única proposta/ideia/recomendação para travar a destruição acelerada do comércio tradicional pela especulação imobiliária e um turismo predador.

Não há uma única proposta para os residentes, que continuam a ser espoliados da sua própria cidade — mais uma vez — pela mesma especulação.

E não há uma única proposta que trave a destruição crescente do património, que descaracteriza, de forma irremediável, a cidade que dizem querer proteger.

Por exemplo, umas recomendações para a ORU do Bonfim em consulta pública. Temos mais umas sugestões. Se fossemos ouvidos. Mas, não. Independentes verdadeiramente independentes não interessa ouvir.

𝟭. 𝗢 𝗿𝗲𝗺𝗲́𝗱𝗶𝗼 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝟮𝟬𝟮𝟵 (𝘁𝗮𝗿𝗱𝗲 𝗱𝗲𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗮 𝗿𝗲𝗮𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲)

A única medida que tocaria mesmo nestes três problemas — o Plano de Pormenor de Salvaguarda, com regras claras sobre o uso de cada imóvel classif**ado — f**a remetida para "a longo prazo", com horizonte em 2029. Três anos de espera enquanto o comércio fecha portas, os residentes saem e o património se perde. É o equivalente a receitar um curativo para daqui a uma década a quem está a sangrar hoje.

𝟮. 𝗠𝗮𝗶𝘀 𝗰𝗼𝗺𝗶𝘀𝘀𝗼̃𝗲𝘀, 𝗺𝗮𝗻𝘂𝗮𝗶𝘀 𝗲 𝗴𝗿𝘂𝗽𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝘁𝗿𝗮𝗯𝗮𝗹𝗵𝗼 (𝗮 𝗯𝘂𝗿𝗼𝗰𝗿𝗮𝗰𝗶𝗮 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝘀𝗼𝗹𝘂𝗰̧𝗮̃𝗼)

Em vez de medidas claras que ataquem o problema da perda galopante da cidade, o relatório esgota-se em recomendações genéricas, de cariz académico e administrativo: um "grupo permanente de acompanhamento" com reuniões semanais; uma "Comissão Consultiva de Acompanhamento"; manuais de boas práticas e plataformas digitais de apoio; a recomendação de que a Câmara "dê o exemplo" nos concursos públicos.
Mais uma camada de comissões, gabinetes e manuais. E nem isso vem com garantias: as próprias propostas carecem de um plano operacional e não há qualquer compromisso com calendários.

𝟯. 𝗢 𝗮́𝗹𝗶𝗯𝗶 𝗽𝗲𝗿𝗳𝗲𝗶𝘁𝗼 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗼 𝗲𝘅𝗲𝗰𝘂𝘁𝗶𝘃𝗼 𝗱𝗲 𝗣𝗲𝗱𝗿𝗼 𝗗𝘂𝗮𝗿𝘁𝗲

Na realidade, concluímos nós, sem expectativas mas sempre esperançosos que algo aconteça, a única razão da existência deste grupo: criar uma almofada para o Pedro Duarte!
É aqui que este tipo de grupo se revela verdadeiramente útil ao poder político. Perante a destruição de património, demolições ilegais (como a da Confeitaria Serrana) ou atropelos aos regulamentos e ao Património Mudial, o presidente da Câmara, sem ideias para a cidade, pode esticar os braços, chamar ao relatório "𝘂𝗺𝗮 𝗳𝗲𝗿𝗿𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗮 𝗳𝗮𝗻𝘁𝗮́𝘀𝘁𝗶𝗰𝗮" e sacudir a água do capote: "já está a trabalhar no assunto", com base nas recomendações dos peritos. Simula-se acção e diálogo — e f**a tudo na mesma, empurrando as decisões difíceis para um futuro longínquo, enquanto comércio, residentes e património continuam a pagar a factura.

𝐂𝐡𝐚𝐦𝐞𝐦𝐨𝐬 𝐨𝐬 𝐛𝐨𝐢𝐬 𝐩𝐞𝐥𝐨 𝐧𝐨𝐦𝐞: 𝐞𝐬𝐭𝐞 𝐫𝐞𝐥𝐚𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐨 𝐧𝐚̃𝐨 𝐭𝐫𝐚𝐳 𝐮𝐦𝐚 𝐮́𝐧𝐢𝐜𝐚 𝐢𝐝𝐞𝐢𝐚 𝐞𝐱𝐞𝐪𝐮𝐢́𝐯𝐞𝐥 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐭𝐫𝐚𝐯𝐚𝐫 𝐚 𝐜𝐫𝐢𝐬𝐞 𝐚𝐜𝐭𝐮𝐚𝐥. 𝐄́ 𝐚 𝐦𝐚𝐧𝐨𝐛𝐫𝐚 𝐝𝐞 𝐫𝐞𝐥𝐚𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬 𝐩𝐮́𝐛𝐥𝐢𝐜𝐚𝐬 𝐝𝐚 𝐚𝐮𝐭𝐚𝐫𝐪𝐮𝐢𝐚, 𝐝𝐞𝐬𝐦𝐚𝐬𝐜𝐚𝐫𝐚𝐝𝐚.

A cidade não precisa de mais comissões de estudo para 2029. Precisa de acção já hoje — antes que não reste comércio, nem residentes, nem património para salvaguardar.
Assim, não vamos lá. Resta-nos o humor porque aqui não somos de lacrimejar.

É com enorme pesar que recebemos a notícia do falecimento de Nuno Cardoso, antigo Presidente da Câmara Municipal do Port...
07/09/2026

É com enorme pesar que recebemos a notícia do falecimento de Nuno Cardoso, antigo Presidente da Câmara Municipal do Porto.

Recordamos nele um entusiasta apoiante, profundamente comprometido com a causa do Mercado do Bolhão. Nem a doença o deteve e, nos últimos meses, manteve-se activamente em contacto com a associação, numa derradeira tentativa de conciliação com a actual governação local.

Como reconhecimento pela dedicação incansável que continuou a demonstrar, estas foram algumas das últimas palavras que a nossa Presidente lhe dirigiu, em Agosto, realçando a imensa importância do seu gesto:

"𝑬𝒔𝒕𝒆 𝒕𝒆𝒖 𝒈𝒆𝒔𝒕𝒐 𝒕𝒆𝒎 𝒎𝒖𝒊𝒕𝒐 𝒔𝒊𝒈𝒏𝒊𝒇𝒊𝒄𝒂𝒅𝒐. 𝑬𝒔𝒕𝒂 𝒍𝒖𝒕𝒂 𝒆́ 𝒅𝒊𝒇𝒊́𝒄𝒊𝒍. 𝑬 𝒆𝒙𝒊𝒔𝒕𝒊𝒓𝒆𝒎 𝒑𝒆𝒔𝒔𝒐𝒂𝒔 𝒄𝒐𝒎𝒐 𝒕𝒖 𝒂 𝒐𝒇𝒆𝒓𝒆𝒄𝒆𝒓 𝒂𝒍𝒕𝒆𝒓𝒏𝒂𝒕𝒊𝒗𝒂𝒔 𝒆 𝒂𝒋𝒖𝒅𝒂 𝒆́ 𝒖𝒎 𝒐𝒂́𝒔𝒊𝒔."

Obrigada, Nuno!

Aqui bem perto, em Barcelos, e após seis anos de obras de renovação, foi inaugurado o Mercado Municipal de Barcelos com ...
07/09/2026

Aqui bem perto, em Barcelos, e após seis anos de obras de renovação, foi inaugurado o Mercado Municipal de Barcelos com 144 lugares de venda.

A partir do Porto, endereçamos os nossos Parabéns!

𝗛𝗮́ 𝘂𝗺 𝗻𝘂́𝗺𝗲𝗿𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗿𝗲𝘁𝗲𝗺𝗼𝘀, 𝟭𝟯 𝗣𝗘𝗜𝗫𝗔𝗥𝗜𝗔𝗦!

E f**amos a pensar: quantas peixarias restam no Mercado do Bolhão?

𝗣𝗼𝗱𝗲 𝘂𝗺 𝗺𝗲𝗿𝗰𝗮𝗱𝗼 𝗱𝗲 𝗳𝗿𝗲𝘀𝗰𝗼𝘀 𝘀𝗲𝗿 𝗺𝗲𝗿𝗰𝗮𝗱𝗼 𝗱𝗲 𝗳𝗿𝗲𝘀𝗰𝗼𝘀 𝘀𝗲𝗺 𝘂𝗺𝗮 𝗮𝗺𝗽𝗹𝗮 𝗼𝗳𝗲𝗿𝘁𝗮 𝗱𝗲 𝗽𝗲𝘀𝗰𝗮𝗱𝗼?

Também reparamos no preço da fruta!

𝗣𝗼𝗱𝗲 𝘂𝗺 𝗺𝗲𝗿𝗰𝗮𝗱𝗼 𝗱𝗲 𝗳𝗿𝗲𝘀𝗰𝗼𝘀 𝘀𝗲𝗿 𝗺𝗲𝗿𝗰𝗮𝗱𝗼 𝗱𝗲 𝗳𝗿𝗲𝘀𝗰𝗼𝘀 𝘀𝗲𝗺 𝗳𝗿𝘂𝘁𝗮 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝘁𝗼𝗱𝗼𝘀 𝗼𝘀 𝗯𝗼𝗹𝘀𝗼𝘀?

O renovado Mercado Municipal de Barcelos dispõe de 144 lugares de venda, distribuídos por diferentes áreas de actividade. A oferta inclui três talhos, seis espaços de hortofrutícolas, nove lojas mais três lugares de terrado de malhas e calçado, 13 peixarias, 80 lugares de terrado destinados à venda de frutas e legumes. O equipamento integra ainda uma loja de artesanato, uma florista e um estabelecimento de comida take-away, reforçando a diversidade da oferta comercial.

A requalif**ação do Mercado Municipal teve um custo total de 4 803 536,32 euros, contando com um apoio da União Europeia no valor 3 235 469,22 euros.

Nota: O concelho de Barcelos tem cerca de 117 mil habitantes e a freguesia de Barcelos 4 660.

📷 CM Barcelos

UMA LIÇÃO DE DIREITO PENAL A PARTIR DO MERCADO DO BOLHÃOO que acontece no Mercado do Bolhão já ultrapassa a esfera dos c...
02/09/2026

UMA LIÇÃO DE DIREITO PENAL A PARTIR DO MERCADO DO BOLHÃO

O que acontece no Mercado do Bolhão já ultrapassa a esfera dos comerciantes e reconhecemos que é difícil lidar com esta situação ambígua, dúbia e desconcertante.

Para compreender o que está em causa, importa olhar para a lei sem rodeios:

𝗣𝗿𝗲𝘃𝗮𝗿𝗶𝗰𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼: Ocorre quando quem detém poderes públicos ou decisórios, no âmbito de procedimentos ou actos formais, actua ou decide conscientemente contra o direito, com a intenção deliberada de beneficiar ou prejudicar alguém. Não se trata de mero erro técnico — é a violação consciente da norma legal.

𝗔𝗯𝘂𝘀𝗼 𝗱𝗲 𝗣𝗼𝗱𝗲𝗿: Acontece quando um titular de funções públicas usa as competências que a lei lhe confiou para fins alheios ao interesse público, violando os deveres do seu cargo para obter uma vantagem ilegítima ou causar prejuízo a terceiros.

A partir dos factos, das decisões tomadas e das omissões que todos testemunhamos diariamente no Mercado do Bolhão:

Que indícios identif**am na gestão do mercado que tenha potencial de enquadramento nas definições legais de prevaricação e abuso de poder?

Partilhem connosco as vossas leituras, factos e descobertas nos comentários ou por mensagem privada. Defender o Bolhão é defender a transparência e o Estado de Direito na cidade do Porto.

A revolta que sentimos no Mercado do Bolhão precisa ser domada para não nos colocarmos em perigo maior.Vice-presidente: ...
31/08/2026

A revolta que sentimos no Mercado do Bolhão precisa ser domada para não nos colocarmos em perigo maior.

Vice-presidente: 𝙀𝒍𝙚𝒔 𝒒𝙪𝒆𝙧𝒆𝙢 𝙨𝒊𝙡𝒆𝙣𝒄𝙞𝒂𝙧- 𝒎𝙚. 𝑷𝙚𝒏𝙨𝒂𝙢 𝙦𝒖𝙚 𝙢𝒆𝙩𝒆𝙢 𝙢𝒆𝙙𝒐
Presidente: 𝑺𝙞𝒎
Vice-presidente: 𝑵𝙖̃𝒐 𝒕𝙚 𝙥𝒓𝙚𝒐𝙘𝒖𝙥𝒆𝙨... 𝙀𝒖 𝒏𝙖̃𝒐 𝒕𝙚𝒏𝙝𝒐 𝒎𝙚𝒅𝙤 𝙣𝒆𝙣𝒉𝙪𝒎

Partilhamos a conversa deste fim de semana entre uma das Vice-presidentes e a Presidente da Bolha de Água, enquanto lhe comunicava o requerimento da ocorrência que terá sido enviado para Divisão Municipal de Execuções Fiscais e Contraordenações da Câmara Municipal do Porto.

- 𝙍𝙚𝙪𝙣𝙞 𝙘𝙤𝙢 𝙖 𝙎𝙪𝙨𝙖𝙣𝙖 𝘽𝙚𝙩𝙩𝙚𝙣𝙘𝙤𝙪𝙧𝙩 𝙙𝙖 𝘼𝙙𝙢𝙞𝙣𝙞𝙨𝙩𝙧𝙖𝙘̧𝙖̃𝙤 𝙚 𝙛𝙞𝙦𝙪𝙚𝙞 𝙘𝙤𝙢 𝙖 𝙞𝙙𝙚𝙞𝙖 𝙦𝙪𝙚 𝙝𝙖𝙫𝙞𝙖 𝙘𝙤𝙢𝙥𝙧𝙚𝙚𝙣𝙨𝙖̃𝙤. 𝘾𝙤𝙢 𝙤 𝙢𝙚𝙣𝙞𝙣𝙤 𝙣𝙖̃𝙤 𝙘𝙤𝙣𝙨𝙞𝙜𝙤 𝙚𝙨𝙩𝙖𝙧 𝙢𝙚𝙨𝙢𝙤 𝙡𝙖́ 𝙖̀𝙨 8𝙝.
- 𝙀𝙡𝙚𝙨 𝙟𝙖́ 𝙙𝙚𝙨𝙘𝙤𝙣𝙩𝙖𝙢 𝙣𝙖𝙨 𝙛𝙚́𝙧𝙞𝙖𝙨 (as bancas têm direito a fechar 30 dias para férias)
- 𝙀 𝙖𝙜𝙤𝙧𝙖 𝙚𝙣𝙫𝙞𝙖𝙧𝙖𝙢 𝙞𝙣𝙛𝙤𝙧𝙢𝙖𝙘̧𝙖̃𝙤 𝙖̀ 𝘾𝙈𝙋

Não é só o Mercado do Bolhão que está a ser destruído, há vidas a serem destruídas, projectos a serem destruídos. De quem defende o Mercado do Bolhão.

As tentativas de intimidação e a retaliação focam-se sempre no feminino, são sempre dirigida às mulheres da associação.

A equipa que nem entra nas bancas que cozinham e vendem produto cozinhado, é a mesma que está a monitorizar a hora que a nossa vice chega e com testemunhas, lhes desconta o atraso no direito de férias e não satisfeitos avançam para contraordenação com execução fiscal!
Como que tenha de picar o ponto. Ainda referem que chega antes das 9h.

Pedro Duarte continue a falar de democracia! Para o microfone. Nós já conhecemos a "sua" democracia e tudo o que se passa nos bastidores será tornado público! A bem da DEMOCRACIA.

Para as lutas que se avizinham, precisamos de maior visibilidade nas redes sociais! Contamos convosco para crescer! Em b...
29/08/2026

Para as lutas que se avizinham, precisamos de maior visibilidade nas redes sociais!

Contamos convosco para crescer!

Em breve, o Instagram também estará activo!
Vejam, por favor, nos comentários como convidar massivamente os vossos amigos!

𝗙𝗜𝗡𝗔𝗟𝗠𝗘𝗡𝗧𝗘 𝗣𝗘𝗗𝗥𝗢 𝗗𝗨𝗔𝗥𝗧𝗘 𝗤𝗨𝗘𝗕𝗥𝗔 𝗢 𝗦𝗜𝗟𝗘̂𝗡𝗖𝗜𝗢!𝗘𝗦𝗧𝗔́ 𝗧𝗨𝗗𝗢 "𝗡𝗢𝗥𝗠𝗔𝗟" 𝗡𝗢 𝗠𝗘𝗥𝗖𝗔𝗗𝗢 𝗗𝗢 𝗕𝗢𝗟𝗛𝗔̃𝗢 𝗘 𝗣𝗥𝗢𝗠𝗘𝗧𝗘 𝗟𝗨𝗧𝗔 𝗣𝗔𝗥𝗔 𝗖𝗢𝗡𝗧𝗜𝗡𝗨𝗔𝗥 𝗧𝗨𝗗𝗢 ...
28/08/2026

𝗙𝗜𝗡𝗔𝗟𝗠𝗘𝗡𝗧𝗘 𝗣𝗘𝗗𝗥𝗢 𝗗𝗨𝗔𝗥𝗧𝗘 𝗤𝗨𝗘𝗕𝗥𝗔 𝗢 𝗦𝗜𝗟𝗘̂𝗡𝗖𝗜𝗢!

𝗘𝗦𝗧𝗔́ 𝗧𝗨𝗗𝗢 "𝗡𝗢𝗥𝗠𝗔𝗟" 𝗡𝗢 𝗠𝗘𝗥𝗖𝗔𝗗𝗢 𝗗𝗢 𝗕𝗢𝗟𝗛𝗔̃𝗢 𝗘 𝗣𝗥𝗢𝗠𝗘𝗧𝗘 𝗟𝗨𝗧𝗔 𝗣𝗔𝗥𝗔 𝗖𝗢𝗡𝗧𝗜𝗡𝗨𝗔𝗥 𝗧𝗨𝗗𝗢 𝗡𝗔 𝗠𝗘𝗦𝗠𝗔!

Assume, assim, o compromisso de continuar a destruição do nosso mercado.

O Presidente da Câmara do Porto reagiu à suspensão da hasta pública do Mercado do Bolhão dizendo que é um "procedimento normal" e desvalorizou a intervenção do Tribunal prometendo que teremos resposta jurídica!

𝗢 𝗤𝗨𝗘 𝗣𝗘𝗗𝗥𝗢 𝗗𝗨𝗔𝗥𝗧𝗘, 𝗔𝗗𝗩𝗢𝗚𝗔𝗗𝗢, 𝗡𝗔̃𝗢 𝗗𝗜𝗭 𝗦𝗢𝗕𝗥𝗘 𝗢 𝗧𝗥𝗜𝗕𝗨𝗡𝗔𝗟

Desvalorizar a decisão pode dar jeito para a propaganda, mas a admissão liminar desta providência diz muito.
O juiz faz sempre uma avaliação preliminar rigorosa: se a nossa associação não tivesse legitimidade de acção popular ou se os nossos argumentos fossem manifestamente infundados, a acção teria sido rejeitada de imediato. O facto de o tribunal ter emitido as citações de suspensão prova que validou a nossa legitimidade e considerou que as ilegalidades denunciadas (Fumus Boni Iuris) têm forte plausibilidade jurídica e peso suficiente para irem a julgamento.
A desvirtuação do Mercado do Bolhão não é "normal", os riscos financeiros não são "normais" e a destruição do nosso património nunca será "normal"

Já que estamos a falar de normalidade, vamos então ver o que mais é "normal" para este executivo municipal:

𝗘́ 𝗡𝗢𝗥𝗠𝗔𝗟 𝗗𝗘𝗦𝗧𝗥𝗨𝗜𝗥 𝗢 𝗨́𝗟𝗧𝗜𝗠𝗢 𝗠𝗘𝗥𝗖𝗔𝗗𝗢 𝗗𝗘 𝗙𝗥𝗘𝗦𝗖𝗢𝗦 𝗗𝗔 𝗜𝗡𝗩𝗜𝗖𝗧𝗔?

Aparentemente, sim. O concurso tenta transformar as nossas bancas tradicionais numa autêntica "praça de alimentação massif**ada". Inventaram o conceito de permitir cozinhar se não gerar "fumos e odores intensos", rasgando o Regulamento do Mercado que proíbe expressamente toda e qualquer confecção de alimentos nas bancas. Querem continuar a fazer do Mercado do Bolhão um "fast-food" turístico. É normal?

𝗘́ 𝗡𝗢𝗥𝗠𝗔𝗟 𝗜𝗚𝗡𝗢𝗥𝗔𝗥 𝗔 𝗣𝗥𝗢́𝗣𝗥𝗜𝗔 𝗣𝗢𝗟𝗜́𝗖𝗜𝗔?

Para a Câmara, parece que sim! A nossa providência cautelar expõe um ofício da própria Polícia Municipal do Porto, datado de 22 de Maio de 2026, que confirma o "exercício não autorizado da actividade de restauração" no Mercado. Em vez de repor a legalidade, a Câmara lança um concurso para tentar legalizar de forma encapotada as infracções! Não é o Pedro Duarte que tutela directamente a PM? É normal?

𝗘́ 𝗡𝗢𝗥𝗠𝗔𝗟 𝗕𝗥𝗜𝗡𝗖𝗔𝗥 𝗖𝗢𝗠 𝗢 𝗡𝗢𝗦𝗦𝗢 𝗗𝗜𝗡𝗛𝗘𝗜𝗥𝗢?

Para o Presidente da Câmara, os riscos não existem. Mas a verdade é que, se o concurso avançar agora e vier a ser anulado no futuro pelo Tribunal, o erário municipal f**ará exposto a indemnizações milionárias a pagar aos privados. O risco para os cofres da cidade (ou seja, para o bolso de todos nós) está calculado em mais de 4 milhões de euros! É normal deitar dinheiro fora? Será ele com o seu património a pagar as futuras indemnizações?

𝗘́ 𝗡𝗢𝗥𝗠𝗔𝗟 𝗗𝗘𝗦𝗧𝗥𝗨𝗜𝗥 𝗔 𝗡𝗢𝗦𝗦𝗔 𝗜𝗗𝗘𝗡𝗧𝗜𝗗𝗔𝗗𝗘?

Fez-se um forte investimento público de mais de 50 milhões de euros na reabilitação do Mercado do Bolhão precisamente para proteger a sua função de mercado de frescos. E agora? A autarquia quer submeter este monumento ao lucro fácil da restauração, ameaçando condenar o Bolhão ao mesmo destino irreversível de gentrif**ação e destruição que sofreu o Mercado do Bom Sucesso.
É normal um presidente de autarquia empenhar-se e comprometer-se com a destruição da nossa identidade e património?

𝗡𝗔̃𝗢, 𝗡𝗔̃𝗢 𝗘́ 𝗡𝗢𝗥𝗠𝗔𝗟!

Nos comentários encontram ligação para vários jornais e rádios com a notícia da Lusa.

Dizem que a gestão do Mercado do Bolhão se inspirou no La Boqueria em Barcelona para justif**ar o que por lá se passa.De...
27/08/2026

Dizem que a gestão do Mercado do Bolhão se inspirou no La Boqueria em Barcelona para justif**ar o que por lá se passa.
Deixamos o repto para se continuarem a inspirar.

Tradução

La Boqueria inicia uma nova etapa.
A renovação visa revitalizar o mercado 𝗲 𝗿𝗲𝗳𝗼𝗿𝗰̧𝗮𝗿 𝗮 𝘀𝘂𝗮 𝗲𝘀𝘀𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗲𝗻𝗾𝘂𝗮𝗻𝘁𝗼 𝗺𝗲𝗿𝗰𝗮𝗱𝗼 𝗮𝗹𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗮𝗿 𝗹𝗼𝗰𝗮𝗹, com espaços mais confortáveis ​​e acessíveis, melhorias na circulação e um compromisso com a sustentabilidade.

Uma transformação para recuperar e valorizar o carácter único de La Boqueria.

Endereço

Rua Alexandre Braga, 105
Porto
4000-050

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