26/11/2014
Comunicação:
Encerramento do Teatro Bruto
O Teatro Bruto vem, por este meio, informar todos os interessados que, após realizar e apresentar as atividades programadas até ao final do ano de 2014, fechará a sua atividade por tempo indeterminado.
A decisão, tomada ponderadamente pela direção artística no decorrer deste último biénio, deve-se fundamentalmente às dificuldades financeiras e ao panorama de incerteza com que a companhia sempre se debateu desde a sua fundação e que se agravaram substancialmente com os cortes sofridos nos seus diversos apoios a partir de 2010.
Embora conscientes de que o Teatro Bruto, nascido em 1995, é na atualidade um dos projetos artísticos de referência para o público da cidade do Porto, a presente situação de instabilidade e desgaste não permite o desenvolvimento/continuidade do trabalho que tem caracterizado – e que, por isso, define – a companhia.
O Teatro Bruto cumpre, assim, todas as atividades contratualizadas com a DGArtes no presente contrato e não submeterá nova candidatura aos apoios bienais.
O amor dos infelizes – criado a partir de textos de Valter Hugo Mãe, autor e colaborador desta companhia, nos últimos anos, sobretudo com a escrita de textos originais; com interpretação de Margarida Gonçalves, presença regular nas atividades deste grupo artístico; e com encenação de Ana Luena, música de Peixe e desenho de luz de Rui Monteiro – é o espetáculo que encerra a programação do Teatro Bruto. Tem antestreia no próximo dia 28 de novembro, em Guimarães, e estreia a 10 de dezembro, no Porto, e a 22 de janeiro de 2015, em Santiago de Compostela.
Este monólogo continuará a circular e estará disponível para ser apresentado em diferentes espaços e locais, envolvendo apenas a equipa artística que a ele se encontra associada.
O site e o Facebook do Teatro Bruto manterão o seu directório, sendo transformados, porém, numa plataforma de divulgação do trabalho a solo desenvolvido pela encenadora Ana Luena e pelos seus cúmplices colaboradores, servindo simultaneamente de arquivo das atividades do Bruto.
Julgamos desnecessário, neste momento, pormenorizar a dimensão das dificuldades vividas nestes últimos dois anos, circunstâncias penosas que têm consumido, para além de muito tempo, a disponibilidade para a criação, elemento vital e estrutural para qualquer artista.
Desejamos, isso, sim, agradecer a todos os parceiros, coprodutores, colaboradores e público em geral o apoio e a confiança que, concedidos ao Teatro Bruto durante todos estes anos, tornaram possível o desenvolvimento e a realização de um projeto como este.
Pelo Teatro Bruto
Ana Luena