06/07/2025
O amor dos meus pais pelo Divino Pai Eterno sempre foi muito forte .
Trindade fez parte dessa fé vivida com entusiasmo, todos os anos, faziam questão de ir à festa do Divino mesmo com a multidão, o calor, a confusão, iam felizes, com brilho nos olhos, eu achava muito bonito ver aquela felicidade.
Com a minha mãe, Trindade ou melhor, a devoção no Divino Pai Eterno ganhou ainda mais sentido e força. Sempre que saíamos de uma internação ou consulta, com uma notícia boa ou nem tanto, ela dizia, “Vamos passar em Trindade.” Às vezes era para agradecer, outras para pedir força, mas a parada era certa, era o nosso jeito de caminhar com Deus, de confiar.
No dia em que voltei com ela já nos braços do Pai, com o coração dilacerado, ainda assim, parei em Trindade, eu precisava, porque mesmo sem ela ao meu lado, eu sentia que aquele era um lugar de agradecer por Deus ter permitido que ela retornasse comigo por tantas vezes e aquele era o momento escolhido por ele para levá-la.
Assim, foi minha última volta com ela em uma união diferente, onde a presença dela era o amor.
Longe do Brasil, me perdi nas datas, nem sei se hoje é o dia certo, mas hoje, no meu feed, apareceram vários vídeos da festa de Trindade, isso me fez chorar, não de tristeza, mas de saudade, muita saudade.
Salve o Divino Pai Eterno!