Teatro Aramá

Teatro Aramá Página de Facebook oficial do Teatro Aramá O Teatro Aramá, formou-se na cidade do Porto em Agosto em julho de 1995.

Desde então realizou produções, criadas dentro de variados contextos, temáticos e artísticos, dirigidos a diferentes faixas etárias, assim como a diferentes tipos de espaços, sejam eles: salas de espetáculos, estabelecimentos de ensino, bibliotecas, bares, cafés, cabeleireiros, espaços sacros e praças. Numa primeira fase sustentou os seus projetos através de pequenos subsídios autárquicos, do Inst

ituto Português da Juventude, bem como de protocolos pontuais com instituições ligadas à educação e saúde. Atualmente são apenas as receitas oriundas das bilheteiras e de algumas vendas de espetáculos que financiam as produções. Ao longo do seu percurso, o Teatro Aramá tem-se afirmado pelo seu tom eclético na forma e conteúdos dos seus espetáculos, assim como nas estratégias que se propõem a usar na conquista dos seus resultados artísticos e profissionais. A escolha dos diferentes géneros e tipos de teatro e de textos; que vão desde a tragédia clássica, passando por textos de autores contemporâneos, dramatúrgicos ou não, e ainda textos originais, têm privilegiado a ambição dos intérpretes e outros criadores, no aprofundamento das suas potencialidades criativas e imaginativas, ao mesmo tempo que contribui para a sua evolução e versatilidade através de cada nova experiência. Nesta viagem, os estímulos motivadores à criação são diversos. Adotando diferentes metodologias às exigências de cada trabalho, salientam-se experiências em que se dá o protagonismo à arquitetura do espaço como gerador de ideias que inspirarão desde o tema, à escolha do autor, ou ainda a criação coletiva dos textos, que servirão os espetáculos. A alternância entre o texto, tema, espaço ou ainda a estética como células geradoras de impulsos à criação, permite deixar uma porta aberta à espontaneidade numa tentativa de renovação do ato criativo. Nesta combinação de motivações à criação dos espetáculos, alia-se a forma ao resultado artístico. Partindo de uma realidade que se procura abordar, a forma desenvolve-se em atmosferas, onde o sonho e o poético se combinam e se encontram em universos estéticos de inspiração simbolista e surrealista, sem contudo deixar de sofrer contaminações de qualquer outra tendência estética. A esta paleta de influências, junta-se ainda o carácter intimista, que caracteriza a maioria dos espetáculos, assim como o recurso a diferentes linhas de humor, componente que se evidencia nos trabalhos deste grupo. Neste conjunto de tendências, afirma-se uma vontade para a experimentação de várias linguagens, aparentemente distantes, mas que podem unir – se num objeto único, ou ainda habitar, em maior ou menos grau, em cada espetáculo. Teatro Aramá tem mantido um pequeno núcleo de criadores vinculados à estrutura que atendem às exigências de alguns projetos. Porém, as contratações pontuais têm sido uma prática recorrente para a maioria das suas produções. Outra característica que se salienta nesta estrutura é a envolvência de criadores profissionais com criadores oriundos de outras áreas profissionais e de formação, estes normalmente com experiência teatral adquirida no teatro universitário, que se unem aos projetos. A diversidade de sensibilidades e saberes têm potenciado os processos tal como os resultados dos projetos do grupo. A dinâmica motivada por este coletivo, através da partilha de vivências artísticas e de outras áreas do conhecimento, resulta das diferentes participações que vão desde a interpretação, à fotografia, ao design gráfico, à tradução de textos, à consultadoria, etc. Nesta linha de cooperação, conquista-se um capital cultural e artístico que se direciona num objetivo comum: fazer teatro. Em síntese, combina-se e gere-se vontades dos que escolheram o teatro como profissão, com outros, que de igual modo, encontram nele um meio de sentir, pensar e expressar o mundo. A conquista da sua plateia de público, joga na diversidade etária: infantil, juvenil e adulto, para qual contribui um conjunto de estratégias e vontades no sentido de atingir os resultados a que se propõe. Os espetáculos destinados ao público infantil e juvenil, representam cerca de cinquenta por cento das produções da companhia. Aqui outros desafios se colocam, quer a nível das exigências temáticas e estéticas, como do tipo de espaços à apresentação dos espetáculos. A maioria das encenações destinadas ao público infantil e juvenil (na maioria escolar) são elaboradas de modo a responder aos diferentes espaços possíveis de apresentação dos espetáculos. As salas tradicionais, os espaços multiusos, as instalações dos próprios estabelecimentos de ensino, são consideradas aquando a conceção dos espetáculos, para que estes atinjam um maior número de espetadores. Esta preocupação surge da observação de um conjunto de dificuldades com que se confronta o publico escolar; que vão desde as questões geográficas, onde se englobam as dificuldades de deslocação dos alunos aos locais dos espetáculos, aos problemas de ordem económica e social. A estas inibições procuramos oferecer alternativas de usufruição do objeto teatral, deslocando os espetáculos ao local de ensino. A itinerância tem sido contemplada nesta e noutras programações da companhia, em que se atinge também o público em geral, mas é sobretudo nas produções destinadas ao público infantil que a maioria das deslocações se concretizam. A atividade do grupo não se esgota na produção de espetáculos. Ao longo do seu percurso, realizou vários Workshops com destaque para os escrita criativa, movimento e interpretação, com profissionais destas áreas, tendo como objetivo reciclar o núcleo base e convidados da estrutura.

21/04/2026

Memórias Sobre Neve Derretida - a partir de "Memórias do Subterrâneo" de Fiódor Dostoiévski"
Adaptação – Tó Maia; encenação, iluminação e interpretação – Fernando André e Tó Maia; direção de atores – Sandra Salomé; cenografia e figurinos – Tó Maia; design gráfico, vídeo e sonoplastia - Serge Bochnakian; fotografia – André Delhaye.

Dias: 24 (estreia), 25, 26 de abril e 1, 2 e 3 de maio
O horário das apresentações - 19h30.
M/12 anos

Sinopse
"Sobre o que é que uma pessoa digna pode falar com mais prazer? Resposta: sobre si mesma. Então, vou falar sobre mim." A partir desta convicção o Homem do Subterrâneo inicia o seu monólogo, tendo a si próprio como interlocutor, em que se circula por entre os seus profundos ressentimentos e as suas inabaláveis qualidades, sendo as principais destas: a sua inteligência superior - sobre quem quer que seja - e a sua consciência doentiamente desenvolvida.

No entanto, estas auto-atribuições qualificativas apresentam-se, ao mesmo tempo, como os grandes obstáculos irrefutáveis à sua realização profissional, social e humana, pois acredita: "Só um parvo pode transformar-se em alguma coisa".

Influenciado pela neve que cai naquele dia, o Homem do Subterrâneo é conduzido pelo fio da memória, a uma noite em que sofre uma humilhação praticada por uns antigos colegas de escola durante um jantar, para o qual ele mesmo se havia auto convidado. No seguimento da humilhação sofrida que ele encontra Lucas, um jovem profissional do s**o, a quem o Homem do Subterrâneo paga por um serviço sexual. Mas este encontro vai transformar-se em algo muito mais amplo, profundo e tortuoso. Lucas torna-se o objeto ideal para aquela personagem atormentada e ferida, que a qualquer custo anseia demonstrar poder sobre alguém como estratégia de sobrevivência à humilhação sofrida pelos "seus pares".

Ao longo da relação entre ambos, nascem e aprofundam-se sentimentos - aparentemente - inesperados, contraditórios, obsessivos! Reflexões, confissões, desejos e delírios são trazidos, neste quadro em que a imagem de Lucas eleva-se, para depois ser rebaixada. Ele tem o poder da compreensã

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