O festival INVENTA propõe-se a provocar os territórios da região do Douro, Tâmega e Sousa, a sua população e os fluxos turísticos no biénio 2021/2022, através de uma vasta e diversificada programação cultural em rede. O festival INVENTA propõe-se a provocar os territórios intervencionados, a sua população e os fluxos turísticos no biénio 2021/2022, privilegiando a realização de atividades culturai
s e artísticas em espaços naturais, paisagísticos e patrimoniais, aliadas ao desenvolvimento de visitas guiadas e contextos de divulgação do património cultural da região. A rede de programação cultural descentralizada à escala regional materializa-se pela realização de eventos integrados em oito atividades programáticas nucleares, conectadas entre si e descentralizadas nos territórios parceiros da rede. A programação responde a um fio condutor artístico comum, a um eixo programático no património arquitetónico, natural ou paisagístico e a um grupo de projetos artísticos em itinerância em cada ciclo programado, contribuindo para o desenvolvimento de públicos. A região do Douro, Tâmega e Sousa reveste-se de um enorme referencial histórico a valorizar, aliado ao desenvolvimento de estratégias culturais nas últimas décadas com ambição comum, dispersando-se por um território patrimonialmente rico, em termos naturais, arquitetónicos e culturais. Assim, a relevância desta parceria torna-se evidente ao potenciar o desenvolvimento de uma estratégia de programação transversal, em ligação ativa com o património e a paisagem, apta a captar visitantes, turistas e potenciais “novos” habitantes para estes territórios. A programação artística considera a música como domínio aglutinador, encarando os cruzamentos disciplinares e as atividades complementares como essenciais na criação de contexto integrador e diferenciador de programação. Neste sentido, o circo contemporâneo, enquanto domínio criativo emergente; a exploração de contextos de apresentação distintos das salas e modelos convencionais, potenciando a integração de circuitos patrimoniais e paisagísticos; e a ligação à imagem e dimensão estética performativa dos projetos programados em associação à paisagem da região irão constituir uma dimensão diferenciadora e de construção dramatúrgica do desenho de programação proposto. A narrativa do desenvolvimento cronológico das atividades de programação segue uma dramaturgia de (re)visitação da história do território, desde a sua origem - valorizando as paisagens naturais, passando pela civilização e seu desenvolvimento técnico - destacando a diversidade patrimonial, e em especial dos períodos Românico e Barroco - e, por fim, encarar a atualidade e a civilização urbana nas suas características essenciais, promovendo valores de diversidade, integração e equidade, através da participação ativa das comunidades nos projetos artísticos a desenvolver.