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ASMIR recorda7 de junho de 1801: A Guerra das Laranjas e a questão de Olivença.Até 1786, a rainha D. Maria I governou ju...
07/06/2026

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7 de junho de 1801: A Guerra das Laranjas e a questão de Olivença.

Até 1786, a rainha D. Maria I governou juntamente com o seu marido, o qual, por vontade da rainha se intitulou D. Pedro III.

Quando este morreu, a soberana governou só durante mais seis anos. Em finais de 1791 enlouqueceu e, quando todas as esperanças de melhoras se desvaneceram, seu filho D. João tomou conta da regência (1792).

O outro filho mais velho, D. José, morrera em 1788.

No reinado de D. Maria I foram libertados a maior parte dos presos políticos, reabilitada a memória de alguns dos nobres executados, julgado e banido o marquês de Pombal e afastados do poder muitos dos seus partidários.

Mas a sua obra não pôde ser abolida, a não ser em pormenores de somenos importância. O despotismo era um facto, a burguesia, aliada à nova aristocracia, governava o país, os jesuítas estavam extintos e a Inquisição amordaçada.

Assim, os governos de D. Maria I e de D. João limitaram-se a continuar a nova ordem e, em certos aspetos, ajudaram até a fortalecê-la.
Dois dos três ministros da situação pombalina foram mantidos no poder.

As perseguições a todo aquele que resistisse ao despotismo estatal prosseguiram, ainda que num ritmo mais lento e menos feroz.

As principais modificações ocorreram na política externa.

Às atitudes firmes de Pombal e à sua aliança clara com a Inglaterra, D. Maria e D. João preferiram uma diplomacia dúbia de compromisso com a Inglaterra, a França e a Espanha.

Para evitar a guerra, o novo governo renunciou às pretensões portuguesas sobre o atual Uruguai, e cedeu à Espanha as duas ilhas de Fernão do Pó e Ano Bom, no golfo da Guiné (1778).

A Revolução Francesa e a guerra entre a França e a maior parte da Europa tornaram extremamente difícil a política externa de Portugal.

As manobras do governo português de conseguir uma tríplice aliança com a Espanha e com a Inglaterra contra a França revolucionária a nada conduziram, a não ser a uma hostilidade sistemática por parte da França.

Em 1793, corsários franceses começaram a atacar navios e comboios navais portugueses. Uma força expedicionária foi enviada para a Catalunha a fim de tomar parte numa ofensiva conjunta hispano-portuguesa contra a França. Mas a guerra terminou pouco tempo depois sem vantagem para qualquer dos contendores (1795).

Em 1795-1797, as negociações e acordos entre a França e Espanha previram uma invasão e conquista de Portugal. Depois de morosas manobras diplomáticas, que ao país não trouxeram nem vantagens nem honra, a Espanha e a França confirmaram a sua aliança e declararam guerra a Portugal (1801).

A campanha durou três meses ap***s mas revelou-se desastrosa.

No Alentejo, o Exército português foi sistematicamente derrotado.

Uma paz feita à pressa obrigou os Portugueses a entregarem a cidade de Olivença à Espanha e a pagarem uma pesada indemnização.

Ademais, Portugal comprometia-se a fechar os portos aos navios de guerra ingleses: tratado de Badajoz celebrado a 7 de junho de 1801 entre a Espanha, a França e Portugal em que Espanha conservou Olivença.

A curta guerra, conhecida como Guerra das Laranjas, porque uns atiradores inimigos tinham colhido, sob as muralhas de Elvas, dois ramos de laranjas que o primeiro-ministro espanhol Godoy enviou à rainha, começou em maio de 1801 com a invasão do Alentejo pelas forças espanholas em quatro pontos diferentes: Olivença, Juromenha, Campo Maior e Elvas.

As duas primeiras praças renderam-se imediatamente, a terceira umas semanas mais tarde e só a última não foi tomada.

Nos vários recontros que se seguiram, sempre as forças portuguesas, mal organizadas e pior dirigidas, sofreram reveses.

Caíram em poder do Exército espanhol Portalegre, Ouguela, Castelo de Vide, Monforte, Arronches, Crato, etc. No Norte, as forças portuguesas tomaram a ofensiva, invadindo a Galiza sob o comando de Gomes Freire de Andrade e ocupando algumas terras fronteiriças. Também no Algarve se tornou possível impedir a passagem do Guadiana pelo invasor.

Após a derrota de Napoleão Bonaparte e após as invasões francesas, Guerra Peninsular, ocorreu um congresso em Viena (1814-1815) que garantiu a plena independência e integridade de Portugal, restituiu Olivença aos Portugueses, facto que Espanha se recusou a aceitar, situação que se mantém até hoje.

Fontes: Enciclopédia; História de Portugal; Dicionário de História de Portugal.

ASMIR recorda6 de junho de 1599Nasce Diego Velásquez, pintor espanhol.Durante o seu primeiro período, sevilhano, pinta i...
06/06/2026

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6 de junho de 1599

Nasce Diego Velásquez, pintor espanhol.

Durante o seu primeiro período, sevilhano, pinta inúmeras telas (naturezas-mortas, retratos, pinturas de género e quadros religiosos) ainda próximas pela técnica dos mestres andaluzes que as inspiraram.

Influenciado pelo “tenebrismo”, que as obras de José Ribera (1591-1652) introduziram em Sevilha, o jovem pintor começa a resolver os problemas que o preocupam: atenuação dos contornos, a riqueza das cores e a conquista de uma “atmosfera” pessoal, de que são testemunho “A Virgem Impondo a Casula a Santo Ildefonso” e a “Adoração dos Pastores”.

Em 1623 é nomeado pintor de câmara; instala-se então no Palácio Real, onde executa vários quadros do rei, dos membros da família real e dos familiares da corte.

Em 1627 pinta a sua primeira grande composição histórica: “A Expulsão dos Mouros e Los Borrachos”.

A pouco e pouco abandona o claro-escuro, enriquecendo a gama dos seus cinzentos.

De 1629 a 1631 viaja pela Itália, visitando Génova, Veneza, Ferrara, Nápoles e Roma, onde pinta a “Forja de Vulcano” e “A Túnica de José”. Ao regressar desta viagem pinta vários quadros religiosos: “A Tentação de São Tomás de Aquino”, “Cristo Crucificado”, “Cristo depois da Flagelação” e retratos equestres de Filipe III, Isabel de Bourbon, Filipe IV e do infante Baltazar Carlos.

De 1635 a 1649 sucedem-se as obras-primas: a célebre “Rendição de Breda”, “A Dama do Leque” e a série dos anões e bobos da corte. A produção do pintor, muito variada, vai desde o retrato de Filipe IV a obras humanistas e cenas religiosas.

Em 1649 parte de novo para Itália, executando então o “Retrato do Papa Inocêncio X”, o de “Juan de Pareja” e duas paisagens da vila Médicis.

Ao voltar a Espanha é nomeado aposentador do rei, cargo que consiste na decoração do Palácio Real. Pinta então vários retratos da corte e três das suas obras-primas: “A Vénus ao Espelho”, “As Meninas” e “As Fiandeiras”, transposição realista de uma cena mitológica.

O Museu Nacional de Arte Antiga possui, de sua autoria “O Retrato de D. Mariana de Áustria”. A sua obra, de cores claras e matizadas, é extraordinariamente hábil em sugerir, por meios muito simples, a verdade dos efeitos de iluminação e do espaço.

É considerado como um dos precursores da arte moderna, sobretudo do impressionismo.

Diego Velásquez nasceu em Sevilha a 6 de junho de 1599 e morreu em Madrid a 6 de agosto de 1660.

Fontes: História da Pintura; Grandes Pintores; Enciclopédia; Outras.

ASMIR recorda5 de junho de 1783Os irmãos Montgolfier, Joseph Michel e Jacques Étienne, demonstram publicamente o seu mon...
05/06/2026

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5 de junho de 1783

Os irmãos Montgolfier, Joseph Michel e Jacques Étienne, demonstram publicamente o seu montegolfière (balão de ar quente). A 21 de novembro do mesmo ano realizam um voo.

Os dois irmãos eram industriais papeleiros e foram os construtores dos primeiros balões de ar quente que ascenderam levando pessoas a bordo.

O invólucro do balão, feito de papel e tela, tinha um orifício na sua parte inferior por onde penetrava o ar quente produzido pela combustão de palha molhada e lã.

Em setembro de 1783, em Versalhes, os Montgolfier apresentaram ao rei um aeróstato de 750 m2 do qual estava suspensa uma gaiola com um carneiro, um galo e um pato.

O aparelho elevou-se até 2000 metros e pousou sem novidade.

A 21 de novembro de 1783 realiza-se a primeira ascensão humana por Pilâtre de Rozier e pelo marquês d’Arlandes, a bordo de uma montgolfière.

Ergueram-se a uma altura de 90 metros no balão e percorreram um trajeto de oito quilómetros.

Os irmãos nunca voaram na sua invenção.

Supõe-se que Joseph Montgolfier concebeu a ideia de utilizar ar quente ao contemplar o fumo de uma lareira subir pela chaminé.
No dia 4 de junho de 1783, na praça principal de Annonay, na presença da nobreza local e de uma grande multidão, fizeram uma fogueira alimentada com palha e lã húmida por baixo de um grande balão feito de tecido e papel, com uma abertura em baixo. Oito homens seguravam o balão enquanto este enchia. Quando soltaram as amarras, o balão subiu vigorosamente, acompanhado pelos aplausos dos espectadores até quase desaparecer da vista. O aeróstato, sem tripulação, percorreu cerca de dois quilómetros e desceu quando o ar no interior arrefeceu.

Fontes: História da Ciência; Outras.

ASMIR recorda4 de junho de 1569 Apareceu em Lisboa, a Grande Peste, durante três meses matou cerca de cinquenta mil pess...
04/06/2026

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4 de junho de 1569

Apareceu em Lisboa, a Grande Peste, durante três meses matou cerca de cinquenta mil pessoas. Desencadeou uma crise social e de fome generalizada.

A Peste Negra, também conhecida como Peste Bubónica, Grande Peste, Peste ou Praga, foi a pandemia mais devastadora registada na história humana, tendo resultado na morte de 75 a 200 milhões de pessoas na Eurásia, atingindo o pico na Europa entre os anos de 1347 e 1351.

Acredita-se que a bactéria Yersinia pestis, que resulta em várias formas de peste (septicémica, pneumónica e, a mais comum, bubónica), tenha sido a causa.

A Peste Negra foi o primeiro grande surto europeu de peste e a segunda pandemia de peste.

A praga criou uma série de convulsões religiosas, sociais e económicas, com efeitos profundos no curso da história da Europa.

A Peste Negra provavelmente teve a sua origem na Ásia Central ou na Ásia Oriental, de onde viajou ao longo da Rota da Seda, atingindo a Crimeia em 1343.

De lá, era provavelmente transportada por pulgas que viviam nos ratos que viajavam em navios mercantes genoveses, espalhando-se por toda a bacia do Mediterrâneo, atingindo o resto da Europa através da península italiana.

Estima-se que a Peste Negra tenha matado entre 30% e 60% da população da Europa.

No total, a praga pode ter reduzido a população mundial de 475 milhões para 350-375 milhões no século XIV.

A população da Europa demorou cerca de duzentos anos a recuperar o nível anterior e algumas regiões (como Florença) recuperaram ap***s no século XIX.

A peste retornou várias vezes como surtos até ao início do século XX.

A peste negra matou milhões de pessoas em toda a Europa e também em Portugal.

1569 foi o ano mais trágico, especialmente em Lisboa, causando sessenta mil mortos.

Ano de 1569: quando peste matou sessenta mil pessoas em Lisboa.

É facto histórico comprovado, que a cidade de Lisboa sofreu cerca de vinte períodos da epidemia da peste, sendo que o período mais avassalador foi já na era Moderna, no ano de 1569.

Este período ficou conhecido como a Grande Peste de Lisboa.

Esta epidemia, que rapidamente se tornou numa pandemia, provocou um corte bastante acentuado na demografia da cidade.

Começou em julho de 1569 e só terminou na primavera do ano seguinte. Durante estes meses, morreram cerca de seiscentas pessoas por dia, num total de sessenta mil no final da pandemia.

Se antes mesmo deste período, Lisboa mantinha uma elevada taxa populacional, após este negro período, Lisboa estava transformada numa autêntica necrópole.

Por toda a cidade, eram feitas preces públicas e procissões.

Durante ambas, o povo implorava em gritos à misericórdia divina.

Cristãos-novos eram vítimas de marginalização, sendo assim queimados e mortos, arrastados pelas ruas, apedrejados, ou seja, eram também considerados como os causadores desta doença.

Parecia não existir maneira de travar este período de morte negra, como era muitas vezes conhecido.

Lisboa estava reduzida a um terço da sua população habitual.

A demografia da cidade estava completamente alterada e os níveis de mortalidade aumentavam de dia para dia. Já não havia locais para enterrar tantas vítimas, o que levou a que os corpos começassem a ser queimados, até mesmo como medida de proteção de modo a evitar ainda mais a propagação da doença.

Crianças e mulheres eram completamente abandonadas à sua sorte; nas ruas as pessoas eram deixadas a morrer, os médicos com os seus fracos conhecimentos não conseguiam ter mão na doença, e nem mesmo as medidas de proteção conseguiam travar a epidemia que matava a cada dia que passava mais gente.

Medidas de combate à propagação da peste, e p***s aplicadas ao seu não cumprimento:

Eram construídos estabelecimentos com destino aos portadores de peste e restantes portadores de doenças infectocontagiosas, que, por sua vez, não podiam ser hospitalizadas.

Normalmente estes espaços eram construídos em locais afastados das grandes massas populacionais, em zonas arejadas e longe das portas da cidade.

É ainda de constatar que nestas casas especiais, a população de origem pobre era normalmente internada à força.

D. João III teria mandado anteriormente a Veneza uma delegação para se informar e inteirar de todas as medidas sanitárias a adotar para o combate à peste.

Finalmente no ano da Grande Peste de Lisboa, foi a vez de D. Sebastião mandar vir de Sevilha dois médicos, com grande experiência no combate a esta doença.

Ambos especialistas, estes médicos levaram a cabo várias medidas e proteção à propagação da peste, que transmitiram às autoridades olisiponenses para que estas as fizessem cumprir.

Algumas dessas medidas eram:

1. Reforçar o abastecimento de víveres à cidade;
2. Acender fogueiras de lenhas aromáticas na via publica de manhã e à noite;
3. Proceder à limpeza das ruas;
4. Evitar expor ao ar o sangue obtido das seringas;
5. Proceder ao encerramento dos banhos públicos;
6. Mandar queimar as roupas de menor valor das pessoas atacadas pela doença;
7. Colocar de quarentena os navios de transporte de escravos;
8. Lançar ao mar as imundices;
9. Contratação de médicos para cuidados domiciliários;
10. Mandar enterrar os mortos em covas fundas e com uma grande camada de cal viva por cima dos corpos.

Era ainda aconselhado não abrir as janelas antes do nascer do sol, não sair de casa, aspergir o interior da casa com vinagre etc.

Infelizmente nem sempre estas medidas foram cumpridas com rigor, e o lixo e a imundice, continuou de certa forma a acumular-se nas ruas da cidade e arredores.

Até hoje, os historiadores não podem afirmar com segurança como teriam sido ou não cumpridas todas as medidas de proteção e também de punição, no que à peste se refere.

Sabe-se que existiam p***s, por infrações às leis sanitárias e sabe-se também que essas mesmas p***s variavam de acordo com a condição social do infrator.

Deste modo, é de constatar as seguintes p***s, aplicadas por parte do poder régio e também pelo provedor-mor da saúde, ao não cumprimento das medidas de prevenção:

1. Açoitamento em público, e seguidamente colocado em degredo na Ilha de S. Tomé, durante sete anos;
2. Ao cavaleiro, escudeiro ou mercador, era aplicada uma pena mais leve e por conseguinte menos vergonhosa, que consistia numa multa e dois anos de degredo, que normalmente era numa aldeia da Beira Interior.

As vagas da Peste Negra foram recorrentes ao longo da História.

A peste atingiu a Sicília em outubro de 1347, transportada por doze galés genovesas e rapidamente se espalhou por toda a ilha.

As galés de Kaffa chegaram a Génova e Veneza em janeiro de 1348, mas foi o surto em Pisa, algumas semanas depois, que marcou o ponto de entrada para o norte da Itália.

No final de janeiro, uma das galés expulsas da Itália chegou a Marselha.

Da Itália, a doença espalhou-se para o Noroeste de toda a Europa, atingindo a França, a Espanha, afetada por uma vaga de calor, a epidemia surgiu nas primeiras semanas de julho.

Em Portugal e em Inglaterra em junho de 1348, continuando também a espalhar-se para o leste e norte através da Alemanha, Escócia e Escandinávia de 1348 a 1350.
Atingiu a Noruega em 1349, quando um navio desembarcou em Askøy, espalhando-se depois para Bjørgvin (moderna Bergen) e Islândia.

Finalmente, continuou a propagar-se para o noroeste da Rússia em 1351.

A peste atingiu em menor número algumas zonas da Europa com comércio menos desenvolvido com os seus vizinhos e através de quarentenas, incluindo a maioria do País Basco, partes isoladas da Bélgica, da Holanda, Polónia e aldeias alpinas isoladas de todo o continente europeu.

Segundo alguns epidemiologistas, os períodos de clima desfavorável dizimaram populações de roedores infetados pela peste e forçaram as suas pulgas a procurar hospedeiros alternativos, induzindo surtos de peste que frequentemente atingiam o pico do verão do Mediterrâneo, bem como durante os frios meses de outono dos Estados do sul do Báltico.

No entanto, outros pesquisadores não defendem que a praga se tenha tornado endémica na Europa ou na população de ratos.

A doença varreu repetidamente os transportadores de roedores, de modo a que as pulgas desapareceram até que um novo surto da Ásia Central repetisse o processo.

A doença da peste, causada por Yersinia pestis, está geralmente presente nas populações de pulgas transportadas por roedores terrestres, incluindo marmotas em várias áreas, nomeadamente no Uganda, oeste da Arábia, Curdistão, norte da Índia, deserto de Gobi, no norte da China, e Ásia Central.

Devido às mudanças climáticas na Ásia, os roedores começaram a fugir dos prados secos para áreas mais populosas, espalhando a doença.

Em outubro de 2010, médicos geneticistas sugeriram que todas as três grandes ondas da praga tiveram a sua origem na China.

Fontes: O Século XV; História Universal; Enciclopédia; Dicionário de História de Portugal; História de Portugal; Outras.

ASMIR recorda3 de junho de 1924 Morre Franz Kafka, escritor checo de língua alemã.Estudou Direito durante alguns anos, m...
03/06/2026

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3 de junho de 1924

Morre Franz Kafka, escritor checo de língua alemã.

Estudou Direito durante alguns anos, mas em 1917 contraiu a doença que constituía, naquela época, o flagelo da humanidade, a tuberculose, que o acompanhou sempre durante o resto da sua curta existência.
A sua obra literária é preenchida essencialmente por romances e contos.

Nada na sua obscura existência, desde o nascimento até à morte prematura, deixava adivinhar um escritor cuja obra havia de influenciar toda a literatura moderna.

Judeu checo, escritor de língua alemã, levou uma vida de burocrata numa companhia de seguros e publicou em vida ap***s algumas novelas que não tiveram nenhum êxito.

A sua glória literária deve-se à amizade de Max Brod, que, após a morte de Kafka, fez editar três romances, aliás inacabados “O Processo”, 1925, “O Castelo”, 1926, “Amérika”, 1927.

Além destas obras, escreveu um “Diário Íntimo” e “Cartas a Milena”, editadas em 1948 e 1954, que constituem documentos de importância fundamental para o mundo literário do século XX, assim como algumas novelas.

As suas obras revelam um universo opressivo cujos protagonistas, fechados num isolamento total, são possuídos pela angústia e por um medo mortal de viver, a par de um desejo ardente de verdade e de certeza religiosa, sempre insatisfeita.

O trágico das situações, em que o homem é preso nos mecanismos de uma administração todo-poderosa e inexorável (“O Castelo”), ou entre as malhas de uma justiça inumana (“O Processo”), é acentuado pelo estilo frio, impiedoso, duro e claro.

Situações e cenas ambíguas e grotescas transformam-se em representações de sonho e de visão, que fazem lembrar o surrealismo, que Kafka grandemente influenciou.

A profundidade e a riqueza das suas parábolas, dos seus símbolos e dos seus motivos têm provocado, todavia, múltiplas e diferentes apreciações respeitantes ao valor real da sua obra.

No entanto, Franz Kafka é geralmente considerado como o renovador do género épico-narrativo contemporâneo de repercussão universal.

Grande parte da obra literária de Franz Kafka foi publicada depois da sua morte, o que não obstou a que ela viesse influenciar, de modo notável, toda a literatura moderna que lhe sucedeu.

Franz Kafka nasceu em Praga a 3 de julho de 1883 e morreu em Viena a 3 de junho de 1924.

Fontes: Enciclopédia; História da Literatura Universal; Outras.

ASMIR recorda2 de junho de 1691Nasce Nicolau Nasoni, pintor e arquiteto italiano.O pintor e arquiteto de origem italiana...
02/06/2026

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2 de junho de 1691

Nasce Nicolau Nasoni, pintor e arquiteto italiano.

O pintor e arquiteto de origem italiana, Nicolau Nasoni nasceu a 2 de junho de 1691, na Toscana, e faleceu a 30 de agosto de 1773, no Porto, recebendo sepultura na sua Igreja dos Clérigos: obra-prima do Barroco nortenho.

Discípulo do pintor Giuseppe Nasini, Nasoni inicia a sua carreira artística na cidade de Siena.

A sua formação como pintor é realizada através de encomendas de arte efémera, nomeadamente na construção e decoração de arcos de triunfo, carros alegóricos, etc.

Na vertente da arquitetura, Nasoni aprendeu no atelier de Franchini e de Vicenzo Ferrati.

Após a sua estada em Siena, Nasoni dirige-se para Roma.

A próxima etapa foi a Ilha de Malta.

Em 1723 encontrava-se ao serviço do grão-mestre Frei António Manuel de Vilhena, incumbido de pintar algumas dependências do Palácio dos Grãos-Mestres em La Valetta.

Aqui estabelece ligações com o portuense Frei Roque de Távora e Noronha, irmão do deão da Sé do Porto, conseguindo ser contratado para uma empreitada nas obras de renovação da Catedral portuense.

Deste modo, em 1725, o artista estabelece-se definitivamente na cidade do Porto.
No panorama da pintura portuguesa setecentista, Nasoni destaca-se como pintor ilusionista, dominando a técnica do trompe l'oeil e da perspetiva, conferindo profundidade cenográfica a superfícies planas.

Após a Sé do Porto, onde pinta a têmpera, Nasoni encarrega-se da pintura das abóbadas da Sé Catedral de Lamego, decorria o ano de 1737.

Outros contratos são celebrados para efetivar pinturas na Igreja da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco do Porto, na Igreja de S. Pedro de Tarouca e ainda os tetos do Palácio do Freixo, no Porto.

Como arquiteto, Nasoni marcaria o Barroco setecentista na cidade do Porto e seu termo.

A sua primeira e emblemática obra foi a Igreja, enfermaria e Torre dos Clérigos, cujo projeto foi apresentado em 1731 e a sua construção iniciada em 1732, é considerada a obra-prima do Barroco portuense.

No período compreendido entre os anos de 1743 e 1749, Nasoni encontra-se à frente das obras de remodelação da fachada da Igreja do Senhor Bom Jesus matosinhense, reedificando em 1745 a Igreja de Santa Marinha, em Vila Nova de Gaia, e estando ainda ativo em 1749 na reconstrução da Igreja da Misericórdia do Porto.

O labor deste artista italiano estendeu-se à arquitetura civil.

O historiador Robert Smith atribui-lhe a autoria do risco da Quinta do Ramalde, da Quinta do Viso, da Quinta da Prelada, de Santa Cruz do Bispo e ainda do Palácio do Freixo.

Provavelmente, embora a documentação seja omissa a esse respeito, Nasoni terá sido o autor do Solar de Mateus, palácio nos arredores de Vila Real.

O estilo arquitetónico de Nicolau Nasoni inscreve-se no universo de um Barroco de aparato e cenográfico, influenciado pela arquitetura italiana da Toscânia e de Roma.

De volumetrias sólidas, linhas túrgidas e movimentadas, o seu Barroco decorativista estabeleceu escola no Norte de Portugal, influenciando decisivamente os artistas portugueses coetâneos.

Além da sua vertente de pintor-arquiteto, Nasoni idealizou diversos desenhos para peças de ourivesaria, modelos de escultura e ainda ornatos e retábulos em talha dourada, influenciando também assim os artistas do Barroco português.

Fontes: História da Arte Portuguesa; Enciclopédia; Outras.

ASMIR recorda1 de junho de 1913O Tratado de Aliança Grego-Sérvio é assinado, abrindo caminho para a Segunda Guerra dos B...
01/06/2026

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1 de junho de 1913

O Tratado de Aliança Grego-Sérvio é assinado, abrindo caminho para a Segunda Guerra dos Balcãs.

Questão dos Balcãs

O problema dos Balcãs é antigo e tem componentes muito diversas, envolvendo fatores geográficos, étnicos, políticos, religiosos e outros.

No século XIX, uma atrás da outra, as nações da península balcânica desenvolveram fortes movimentos nacionalistas, forçando a Turquia, até aí a potência dominante na zona, a conceder-lhes autonomia.

Depois da guerra russo-turca (1877-1878), o Tratado de Berlim contemplava a existência de um principado autónomo da Bulgária.

Na segunda metade do século, emerge um novo poder que vem perturbar o equilíbrio de forças na região: a Sérvia.

As suas pretensões expansionistas provocarão a intervenção de diversas potências. A interferência da Áustria foi notória nos problemas balcânicos. Os ministros austríacos fomentaram a discórdia interna entre os países eslavos (Bulgária e Sérvia) bem como entre a Grécia e a Roménia.

Uma outra guerra quase eclodiu em 1908 quando os austríacos anexaram a Bósnia-Herzegovina, provocando o ressentimento sérvio.

A chamada "Revolução dos Jovens Turcos" (1908-1909) e a guerra turco-italiana (1911-1912) deram uma oportunidade aos estados balcânicos de se vingarem da Turquia, sua antiga suserana.

Em março de 1912, a Sérvia concluiu um tratado com a Bulgária.

Em maio, foi a vez de a Grécia estabelecer uma convenção militar com este mesmo país. A tensão aumentou na península durante o verão; a Sérvia enviou uma nota à Turquia exigindo a autonomia da Macedónia.

Em setembro inicia-se a mobilização geral praticamente em todos os Estados.

No dia 8 de outubro o Montenegro declara guerra ao Império Otomano, e os aliados balcânicos, ao seu lado, fazem o mesmo no dia 18.

A Primeira Guerra Balcânica teve duas fases.

No dia 3 de dezembro foi assinado um primeiro armistício; as negociações de paz prosseguiram em Londres, sem sucesso, e um golpe militar nacionalista na Turquia fez reatar as hostilidades, que prosseguiram até abril de 1913.

Pelos termos do Tratado de Londres (30 de maio de 1913), os turcos cederam a ilha de Creta à Grécia e desistem dos territórios localizados entre o porto de Midye (Turquia) no mar Negro e Enez, uma cidade turca na costa do mar Egeu. Este tratado marcou o fim do Império Otomano na Europa, reduzindo-o agora a uma pequena posição mesmo junto de Constantinopla.

Para a Turquia, a derrota nas Guerras dos Balcãs revelou-se traumática. Perdeu 80% das suas terras europeias e 16% da sua população total, cerca de 4 milhões de pessoas; 400.000 refugiados amontoaram-se na Anatólia. Constantinopla estava agora perigosamente exposta a ataques e havia verdadeiro temor pela integridade do núcleo central otomano, a Anatólia, onde cerca de um quinto da população não era muçulmana.

O Império Otomano tinha jogado de acordo com as regras da comunidade internacional e a única coisa que ganhara com isso era que lhe fosse dito agora pelas grandes potências que tinha de capitular perante as exigências dos nacionalistas balcânicos. Tornar a pôr a Turquia num lugar sobranceiro no mapa europeu iria requerer um aliado novo e mais confiável; ora, esse aliado só poderia ser a Alemanha.

A questão da Albânia e das ilhas do mar Egeu seria resolvida por uma comissão internacional.

O Tratado de Londres, contudo, criou fricções entre os antigos aliados da Aliança Balcânica, especialmente entre a Bulgária e a Sérvia.

Por exemplo, porque não atendia as pretensões dos sérvios quanto à integração no seu Estado de terras da Macedónia que estavam em poder da Bulgária. O ressentimento sérvio devia-se ao facto de, assim, perder uma faixa de território ao longo do mar Adriático.

Uma aliança, concluída entre a Sérvia e a Grécia contra a Bulgária, a 1 de junho de 1913, levou à chamada Segunda Guerra Balcânica, que começou a 29 desse mês (com um ataque desautorizado feito por um general búlgaro contra posições da Sérvia e sempre negado pelo governo da Bulgária, que fez com que as hostilidades fossem formalmente declaradas a 8 de julho).

De seguida, todos os Estados balcânicos entram em campo, numa coligação contra a Bulgária. Esta, impossibilitada de resistir, pediu o armistício, que foi assinado em Bucareste, a 10 de agosto.

Segundo este, a Bulgária perdia uma parte considerável do seu território, incluindo cerca de 8 mil km2 arrendados à Roménia; grande parte da Macedónia passou para a Sérvia e Grécia; acordos de última hora fizeram-na perder parte do território para a Turquia.

A Albânia transformou-se num principado muçulmano independente.

As guerras balcânicas influenciaram profundamente o curso da História da Europa.

O desmantelamento do Império Otomano e da Bulgária criou tensões perigosas no Sudeste Europeu.

O surgimento de uma forte e ambiciosa Sérvia preocupou a região e preocupou os Estados com pretensões políticas nessa zona, como a Rússia e outras potências europeias que, de maneira mais ou menos direta, mais ou menos voluntária, acabaram por se ver largamente envolvidas no desenrolar da situação; acima de tudo, estes tratados de paz provocaram um sentimento antissérvio e de receio no vizinho território austro-húngaro; a diplomacia internacional entrou em campo e engendrou um complicado sistema de alianças internacionais que, a médio prazo, viriam a colocar em risco quer a segurança local quer a segurança internacional.

O assassinato do arquiduque da Áustria, Francisco Fernando, em Sarajevo (1914) foi o pretexto para o Império Austro-Húngaro invadir a Sérvia e precipitar a eclosão da Primeira Guerra Mundial.

Fontes: História Universal; Enciclopédia; Outras.

ASMIR recorda31 de maio de 1162Morre Gengis Khan, epíteto de Temujin, o fundador do primeiro império mongol.Gengis Khan ...
31/05/2026

ASMIR recorda

31 de maio de 1162

Morre Gengis Khan, epíteto de Temujin, o fundador do primeiro império mongol.

Gengis Khan significa “o maior dos governantes” ou “imperador de todos os homens”.

Filho de um grande chefe mongol que o deixou órfão aos 13 anos, em 1206 foi escolhido, devido às provas dadas, para chefe supremo dos mongóis.

Sob o seu comando unificado, o império mongol estendeu-se do Pacífico aos montes Urales e ao mar Negro. Tolerante em matéria de religião, dotou o seu império de instituições baseadas em severa disciplina; além de conquistador intrépido e estratego de génio, revelou-se excelente organizador.

Gengis Khan nasceu a 31 de maio de 1162 nas montanhas Khentii, Mongólia, e morreu a 25 de agosto de 1227 em Xingqing Prefecture, atualmente território da China.

Fontes: História Universal; Enciclopédia; Outras.

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