A Escudeira
Algumas ermidas, como a da Nossa Senhora da Escudeira foram proliferando ao longo dos séculos, mantendo viva até aos nossos dias, a tradição das seculares devoções populares em torno dos santos padroeiros, expressa fundamentalmente nas festas e romarias que se efectuam ainda na actualidade. Data a sua fundação de meados do século XVIII. Relacionada com este culto, mantém-se a romaria
anual de Nossa Senhora da Conceição da Escudeira, que tem lugar no fim de semana mais próximo de 15 de Agosto. Da Herdade, situada numa das vertentes da serra de S. Luís, avista-se um magnífico panorama. A Escudeira era habitada, tendo inclusive uma escola primária. As suas festas duravam 3 dias, Sábado, Domingo e Segunda-feira. Pelo ano de 1922, desdobrava-se em duas: a dos solteiros e a dos casados. A dos casados realizava-se no primeiro fim de semana de Agosto, a dos solteiros no último ou primeiro de Setembro. Tocava a Filarmónica dos Loureiros, havia uma corrida de matutos na praça improvisada. Curiosamente, a dos solteiros nesse ano acabou por não se efetuar. Um incêndio, iniciado com a queda de um castiçal, alastrou à ornamentação e passou ao velho palácio a que a capela pertencia. Do palácio e da capela, f**aram só as paredes.
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Estes festejos, que remontam a tempos imemoriais, começaram a decorrer de forma organizada por volta de 1750, data da construção da Capela.
À romaria religiosa, alia-se o festejo popular de verão, com bailes e arraial e uma oportunidade diferente para desfrutar do coração da Arrábida, candidata a Reserva da Biosfera da Unesco. A organização está a cargo da Associação Nossa Senhora da Escudeira, com o apoio da Câmara Municipal de Palmela, entre outros.