Travessia das Letras

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Estamos divulgando o lançamento no Brasil desse livro maravilhoso, de Rui Zink e Paula Delcave, “O avô tem uma borracha ...
25/08/2026

Estamos divulgando o lançamento no Brasil desse livro maravilhoso, de Rui Zink e Paula Delcave, “O avô tem uma borracha na cabeça”. Com uma sensibilidade única, o livro ajuda as crianças a compreenderem o processo de envelhecimento, os esquecimentos e as perdas de memória de uma forma lúdica, delicada e bonita.

Tivemos a alegria de contar com a Paula na primeira Travessia das Letras, em 2019, e novamente, em 2022, numa participação menor, mas igualmente importante.
E agora, em 2027, teremos a honra de tê-la conosco nas próximas edições da Travessia das Letras.

Por isso, reforçamos o convite: 6 de setembro, a partir das 16h, na Livraria da Travessa de Ipanema.
Claudia Pinheiro Paula Delecave doisumproducoes Paula Delecave

Seguimos com a programação completa — linda, densa e profundamente significativa. Reitero que é uma honra para a Dois Um...
23/11/2025

Seguimos com a programação completa — linda, densa e profundamente significativa. Reitero que é uma honra para a Dois Um estar junto com a Filmes de Bolso nessa mega produção..

Em plena era do Antropoceno, quando a ação humana deixa marcas profundas na Terra, São Tomé e Príncipe reafirma com forç...
14/07/2025

Em plena era do Antropoceno, quando a ação humana deixa marcas profundas na Terra, São Tomé e Príncipe reafirma com força e poesia:
“A nossa cultura é a nossa identidade.”

No Festival das Ilhas do Mundo – Fim do Mundo, a arte se ergue como arma democrática, gesto coletivo de resistência e esperança. No meio do mundo, essas ilhas celebram a cultura como território de liberdade, diálogo e transformação.

Artistas, pensadores e comunidades se encontram para refletir e agir. Poesia, literatura, arquitetura, gastronomia, espiritualidade e saberes ancestrais se entrelaçam, abrindo caminhos de cura e reinvenção.

Nós, da Travessia das Letras, celebramos esse encontro como um chamado urgente: cuidar do mundo é cuidar das histórias, das memórias e da vida que pulsa em cada ser.

A língua portuguesa, em seus muitos sotaques, representa um povo que foi colonizado, sim — mas também um povo que ressig...
10/07/2025

A língua portuguesa, em seus muitos sotaques, representa um povo que foi colonizado, sim — mas também um povo que ressignificou a palavra, reinventou a fala, bordou gírias e criou mundos com a boca. Falar português no Brasil, em São Tomé, em Cabo Verde, na Guiné-Bissau, em Angola, em Moçambique, no Timor-Leste — é carregar cicatrizes e encantos. É dançar entre o passado imposto e o presente reinventado.

Não existe língua brasileira. Existe o português do Brasil — cheio de cores, sons e histórias. E é nele que eu me expresso. É com essa afirmação que encerro — e agradeço — minha participação sobre a Travessia das Letras, no Festival do Fim do Mundo.

É por essa língua viva, mestiça e em constante travessia que seguimos nos reconhecendo — e nos narrando.
Obrigada!

No dia 10 de julho, a Travessia das Letras participa do Painel 9 no Festival das Ilhas do Mundo – Fim do Mundo, com o te...
10/07/2025

No dia 10 de julho, a Travessia das Letras participa do Painel 9 no Festival das Ilhas do Mundo – Fim do Mundo, com o tema “Poesia, Literatura e Sustentabilidade”.

A poeta são-tomense Conceição Lima abre o debate com sua poesia que revisita a história, a diáspora e a memória de São Tomé e Príncipe.

Com moderação de Marta Lança, o painel reúne:
• Ivanick Lopandza – escritor (O fim de qual mundo?)
• Carlos Cardoso – poeta (A Poesia é o Grito que nos Liberta)
• Pedro Sequeira – poeta (Escrever o (re)início do mundo)
Rui Lourido – historiador e coordenador cultural da UCCLA
E Claudia Pinheiro, criadora da Travessia das Letras, traz a provocação: “Quem conta história constrói futuro?”

A Travessia acredita no poder da literatura infantojuvenil para formar imaginários, ampliar horizontes e combater desigualdades.

A pergunta que guia o painel: “Como a literatura infantojuvenil pode ser ponte entre heranças culturais e os desafios do presente”?
Recontar histórias, preservar línguas, falar sobre gênero, deslocamentos e crise climática é resistência e esperança.

Acreditamos que a literatura é instrumento de transformação: combate à xenofobia, racismo, desigualdades sociais e promove a consciência ambiental.

Porque, desde cedo, precisamos semear empatia, cidadania e pertencimento.

À frente do Festival das Ilhas do Mundo – Fim do Mundo caminha João Carlos Silva — o “cozinhador de utopias”. Chef, arti...
09/07/2025

À frente do Festival das Ilhas do Mundo – Fim do Mundo caminha João Carlos Silva — o “cozinhador de utopias”. Chef, artista plástico, jornalista, sonhador irremediável. Fundador da CACAU e da Roça São João dos Angolares, onde a cozinha não é apenas ofício — é linguagem, rito e abrigo.

Foi ali, entre tachos, palavras e memórias, que nasceram os programas da RTP África Na Roça com os Tachos e Sal na Língua. Em cada episódio, um pretexto: para falar de história, teatro, literatura, política. Em cada receita, uma travessia. Ambos viraram livros — recheados de sabores e ideias.

“Cozinhar é um ato de amor, cultura e resistência”, diz João. E onde outros veem ruínas, ele vê escolas. Onde muitos veem passado, ele planta futuro.

Neste banquete, o que se celebra não é apenas o que se come — mas o que se partilha. Também levamos um pouco do nosso chão: farinha, castanhas, milho, tapioca. Histórias que carregam a força do afeto.

Porque, às vezes, comer o mundo é isso: sentar-se à mesa com o outro e, entre um sabor e outro, descobrir o que nos alimenta — por dentro e por fora.

O Festival das Ilhas do Mundo – Fim do Mundo será uma celebração multidisciplinar que tomará forma em São Tomé e Príncip...
06/07/2025

O Festival das Ilhas do Mundo – Fim do Mundo será uma celebração multidisciplinar que tomará forma em São Tomé e Príncipe, de 5 a 12 de julho de 2025, convocando um olhar crítico e visionário sobre o futuro.

Talvez uma das chaves para enfrentar nossas urgências esteja num provérbio são-tomense que carrega a sabedoria de gerações: “a criança é de todos”. Um princípio ético que vai além da metáfora — é prática viva, cotidiana, que começa no cuidado com a infância e se estende ao cuidado com o mundo.

Solidariedade, afeto e responsabilidade partilhada não são ideias distantes nem utopias inalcançáveis. São saberes ancestrais que atravessaram o tempo e que precisamos reinventar — agora.

Brasil e São Tomé e Príncipe compartilham raízes profundas, entrelaçadas por uma travessia histórica que não foi escolha...
04/07/2025

Brasil e São Tomé e Príncipe compartilham raízes profundas, entrelaçadas por uma travessia histórica que não foi escolha, mas imposição. Mais do que a língua portuguesa, o que une os dois países é uma herança viva — feita de dor, resistência, criatividade e reinvenção — em que os laços comunitários foram mais fortes que as amarras da escravidão.

São Tomé foi um dos primeiros entrepostos do tráfico de africanos escravizados. Muitos seriam levados ao Brasil. O que começou como separação forçada, hoje se transforma em ponte.

A presença africana resiste entre nós, brasileiros, nos sabores (como o dendê, a banana-da-terra, o inhame), nos ritmos (da percussão ao batuque), nos falares cruzados pelo Atlântico. Em São Tomé, os crioulos forro, angolar e lung’ie seguem vivos; no Brasil, o português carrega ecos de línguas africanas e indígenas. São parentescos que se reconhecem sem tradução.

Agora, estaremos juntos — e com muitos outros, vindos de várias partes — no Festival das Ilhas do Mundo – Fim do Mundo, de 5 a 12 de julho de 2025, celebrando os 50 anos da Independência de São Tomé e Príncipe num grande fórum de ideias sobre o futuro do planeta. Conferências sobre mudanças climáticas, sustentabilidade e os caminhos para adiar o fim do mundo se unem à poesia, música, teatro, literatura e artes visuais — e acendem o desejo de estreitar laços, não apenas como destino, mas como território fértil de trocas culturais, afetivas e artísticas.

Ao apoiar a delegação brasileira no Festival — com as atividades do projeto Travessia das Letras — o Instituto Guimarães Rosa, do Itamaraty, atua como elo vivo: mais que representação oficial, é espaço de escuta, afeto e cooperação, reafirmando o papel da diplomacia cultural como ponte entre histórias cruzadas e futuros possíveis.

Foram duas edições da Travessia das Letras até agora — e aqui relembramos um pouco dessa jornada para contar por que est...
02/07/2025

Foram duas edições da Travessia das Letras até agora — e aqui relembramos um pouco dessa jornada para contar por que estamos chegando a São Tomé e Príncipe e ao Festival das Ilhas do Mundo – Fim do Mundo.

A Travessia nasceu para aproximar culturas que compartilham a língua portuguesa, com atenção especial às infâncias e juventudes. É um espaço de escuta sensível, criação e partilha, onde os livros são o ponto de partida para imaginar mundos. Tudo começa com a literatura infantojuvenil, e a partir dela desdobramos atividades e descobertas que fortalecem vínculos e celebram a diversidade cultural lusófona.

Desde 2019, cruzamos mares, tempos e afetos. Começamos em Oeiras, Portugal, com representantes de seis países da CPLP. Sonhávamos realizar uma edição a cada dois anos, mas atravessamos o silêncio da pandemia, que redesenhou nossos modos de estar juntos. Entre uma edição e outra, veio o desafio de reconectar crianças e adolescentes após o isolamento.

Em 2022, voltamos a Portugal, celebrando o Brasil, o bicentenário da independência e o reencontro com as crianças — agora com a alma mais leve e os olhos mais abertos para a pluralidade da cultura e da história brasileira. Houve contações, oficinas, música, teatro e mesas de debate, em um tempo ainda marcado por incertezas. Foi nessa edição que encenamos Ideias para Adiar o Fim do Mundo, de Ailton Krenak, adaptado por Flávia Lins e Silva, Teresa Cristina Tavares e Carolina Dias, com interpretação de Miriam Freeland e Roberto Bomtempo — espetáculo que agora, com orgulho, apresentaremos no Festival das Ilhas do Mundo – Fim do Mundo, de 5 a 12 de julho de 2025.

Já habituados ao balanço do mar, seguimos em frente. Levamos memórias, aprendizados e uma bússola movida pela imaginação. Quem sabe este seja o primeiro passo rumo à 3ª edição da Travessia das Letras, em 2026. Novos ventos, novos livros — e a certeza de que o mundo, mesmo quando parece chegar ao fim, sempre pode começar de novo. Especialmente quando a literatura aponta o caminho.

Endereço

Oeiras
2780-257

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