09/03/2026
No livro Minha Irmã Luísa Todi, de Maria Helena Ventura utiliza estes dois eventos históricos para moldar a trajetória da protagonista:
O Terramoto de 1755: Luísa nasceu em 1753, apenas dois anos antes da catástrofe. O livro retrata como o sismo destruiu a Lisboa medieval e forçou a família de Luísa a lidar com a instabilidade e a reconstrução da cidade liderada pelo Marquês de Pombal. Este cenário de caos inicial contrasta com a disciplina rigorosa que Luísa aplicaria mais tarde à sua arte.
A Proibição de D. Maria I: Após a morte de D. José, a Rainha D. Maria I, movida por convicções religiosas e conservadoras, baniu as mulheres dos palcos e teatros públicos em Portugal.
Esta proibição foi o catalisador que forçou Luísa Todi a procurar sucesso no estrangeiro. Sem poder atuar no seu próprio país, ela partiu para Londres, Paris e a corte de Catarina, a Grande, na Rússia, onde se tornou uma estrela mundial.
Substituição por "Castrati": Durante este período em Portugal, as vozes femininas na ópera foram substituídas por homens (castrati), um retrocesso em relação às tendências iluministas da época.
Recomendo!