18/06/2026
Há casas que são apenas paredes. E há casas que são memória, que contêm vida.
A Casa das Paredes, em Fafe, é destas últimas. Erguida no século XVII sobre os alicerces de uma construção ainda mais antiga, esta casa atravessou os séculos transmitida de mãe para filha — uma linhagem matriarcal que se mantém intacta há mais de trezentas anos.
Há algo profundamente simbólico em receber um retiro sobre o ser mulher num lugar que, ele próprio, foi guardado e passado de mulher para mulher, geração após geração.
É aqui que vamos estar, no dia 4 de julho.
Entre os jardins antigos e as camélias que já viram passar tantos verões, vamos encontrar uma clareira — espaço de respiração, de roda, de palavra partilhada. Um espaço exterior com uma sombra acolhedora para os momentos de introspecção e de criação, onde as agulhas e os fios vão desenhar aquilo que as palavras às vezes não alcançam.
E a piscina, espelho de água sob o céu de julho, para os momentos de leveza, de corpo, de presença.
Casa, terra e memória de mulheres — o cenário perfeito para perguntarmos, juntas: Quem sou eu, Mulher?
Dia 4 de Julho na Casa das Paredes em Fafe, estaremos juntas.