Ana Santos - Autora

Ana Santos - Autora Às vezes só apetece escrever um poema 🪄 Esta Página é dedicada à publicação de textos da autoria de Ana Santos.

04/06/2026
𝐏A𝐋A𝐕R𝐀S D𝐎 𝐌A𝐑Feliz, descobriu-se no encontro.Como se de uma primeira vez se tratasse.Não calou a pergunta, tal qual a ...
30/05/2026

𝐏A𝐋A𝐕R𝐀S D𝐎 𝐌A𝐑

Feliz, descobriu-se no encontro.
Como se de uma primeira vez se tratasse.
Não calou a pergunta, tal qual a criança impertinente.
E desfez-se dos pergaminhos.
Na rebentação, banhou-se nas palavras despontadas.
As mais tímidas, salpicaram o tempo de mil cuidados.
Chegavam blindadas, não fosse o tempo expulsá-las,
num rasgo de clemência infundada.
Outras, despidas de receios, pousaram de mansinho,
gentis, lembrando o ameno borbulhar
da onda sobre o dorso do areal.
Houve ainda aquelas que, empolgadas,
lhe roubaram o fôlego,
depois da invasão pela maré efusiva.
Deixou passá-las. Embevecida.
Quando pelo Sol foi erguida a implacável espada,
a declaração refulgiu e, na cegueira momentânea,
descobriu a profundidade do oceano.
Nunca fora sua a pretensão de ondas fazer
e, se assim acreditava, assim o fizera.
Usou de verdade e de presença e o tempo
pareceu pouco para o tanto que lhe apeteceu dizer.
Emergiu.
A beleza liquefez-se e transbordou daquela embarcação
impelida para lugares desconhecidos.
Mareou a onda. A harmonia aliou-se com o horizonte
e o azul mais bonito agraciou o momento.
A métrica libertou-a de embaraços e,
antes que a agitação a paralisasse,
deslizou na água da corrente. Tranquila.
Apoderou-se da fluidez, com graça respingada,
e uma onda de frescura emoldurou o corpo vivo.
Não desejou a despedida, quando o astro rei
assim a decretou. Sempre soberano.
Mais firme se fez o seu querer, ou não fosse certo,
como já alguém o refutara, que
não se afoga no mar o que lá não quer entrar.

𝘼𝙣𝙖 𝙎𝙖𝙣𝙩𝙤𝙨
📸 fotoerich in

𝐄N𝐂A𝐍T𝐎De ouro é o encanto,pulsar vibrante de um coração daimoso.Se a pressas é avesso, ao marasmonão lhe é obsequiada a...
23/05/2026

𝐄N𝐂A𝐍T𝐎

De ouro é o encanto,
pulsar vibrante de um coração daimoso.
Se a pressas é avesso, ao marasmo
não lhe é obsequiada a primazia.

De ouro é o aficionado sentir,
achado imprevisível,
nas franjas desalinhadas do caminho.
Tanto fere, quanto amacia o sonho de
uma noite de luar.

De ouro é a brisa escorrida,
no rosto espelhado pelo longínquo horizonte.
Apura um trago de esperança,
por entre as lágrimas que não disfarça.

De ouro é o tempo,
pelouro daquele que não tem hora para
de um nada sobressair um inédito reluzir
e a vida seduzir.

De ouro é o sorriso,
flor em botão.
Em graça amparado, assim se entrega, aprazível.
A rima é a memória zelada no poema por escrever.

De ouro é a presença
daquele que de coração aberto
não embarca nas estreitezas do mundo;
vive enlaçado na ternura que não tortura.

De ouro é a bravura,
ancorada no jardim pela fé nutrido.
Não duvida do que ainda não o sendo já o é.

𝘼𝙣𝙖 𝙎𝙖𝙣𝙩𝙤𝙨
📸 Coração Independente Vermelho de Joana Vasconcelos,
exposição no museu Marx Ernst, em Brühl, 2019.

Endereço

Marinha Grande

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