Amor às Letras

Amor às Letras Mil palavras... Um sentimento... Damos início hoje a um espaço dedicado à criatividade que “O” sentimento nos provoca. Porque a vida a dois não é só s**o.

Queremos aqui contribuir para não deixar cair em desuso o gesto da carta de amor, seja ela em que formato for. Assim, iremos promover a publicação regular de textos da autoria dos criadores deste site, que adoptaram os pseudónimos Romeu e Julieta. Queremos também receber os vossos textos, com ou sem dedicatória, identificados ou anónimos, mas que contribuam para elevar este sentimento à altura que

ele merece. Esperemos que este site e seu conteúdo seja inspirador do respeito que todos devemos a quem nos ama, e que contribua para que a chama se mantenha viva. Romeu e Julieta. [email protected]
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Querido Pai Natal:(...) "Este Natal, quero um presente especial. Por isso, peço-te que passes cá logo no início da noite...
24/12/2018

Querido Pai Natal:

(...) "Este Natal, quero um presente especial. Por isso, peço-te que passes cá logo no início da noite e que leves de mim:
- Um beijo para cada coração partido;
- Uma palavra para cada desânimo
- Uma companhia para cada solidão;
- Um afecto para cada exclusão;
- Um ombro para cada lágrima;
- Uma luz para cada desespero.
No fim da noite, quero ver-te passar com esses sacos cheios com todos os sorrisos do mundo…. "
http://www.cartasparajulieta.pt/?p=786
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Desvanecer...A dor nas costas é brutal! Sinto o calor do asfalto nas pontas dos dedos, como se do resto do corpo estives...
16/09/2018

Desvanecer...

A dor nas costas é brutal! Sinto o calor do asfalto nas pontas dos dedos, como se do resto do corpo estivessem desligados. Ouço vozes, mas lá muito ao fundo. Palavras emergentes, desprendidas de significado, perdendo-se no eco da dor. Sinto um toque de lábios que me sopra violentamente a vida, acompanhado de uma ritmada sequência de desespero pelo batimento do meu coração. Hum… acho que é… framboesa? Mordo os lábios à procura de confirmação. Certo! Com aroma de framboesa voltei à vida. Abro os olhos e entre o rosado esborratado da fruta consigo ler: “Estás bem?” - Agora estou! Os dedos conectaram-se e a dor esfriou com o aquecer do corpo. Mas quero mais framboesa. Levanto a mão para ti, e nem te importas quando sentes a textura rude de uma mão atropelada a desfilar por entre o teu cabelo, tentando deixar à vista o caminho para o pote das framboesas.
- Quem és tu? O meu anjo da guarda?
- Não. Apenas o demónio que te atropelou. Desculpa!
- Quero… framboesa…
E as palavras passaram a submergentes… a navegar no éter sem direção definida, sem saber distinguir o que vem primeiro: se o eco… se o eco. Brindas-me novamente com a melhor framboesa do teu pote, mas desta vez não consigo sentir o sabor… nem o calor… nem a dor..

http://www.cartasparajulieta.pt/?p=2170

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Cartas Desvanecer By Romeu http://www.cartasparajulieta.ptHum… acho que é… framboesa? A dor nas costas é brutal! Sinto o calor do asfalto nas pontas dos dedos, como se do resto do corpo estivessem desligados. Ouço vozes, mas lá muito ao fundo. Palavras emergentes, desprendidas de significado...

Templo da mente.Fecho os olhos! Subo os degraus do templo da mente e expulso todos os vendilhões e vozes galináceas que ...
14/01/2018

Templo da mente.

Fecho os olhos! Subo os degraus do templo da mente e expulso todos os vendilhões e vozes galináceas que auguram o meu dia. Desenho-te num traço meigo… desenho-te, sim, só para mim! Desenho-te como nunca te vi, mas como sempre te senti. Enrolo o traço e dou-te forma, volume. Dou-te cor e sabor. Dou-te emoção, pondo em ti um pouco do meu coração. Dou-te voz, e sento-me, encantado, a apreciar a tua capacidade de fazer corresponder as palavras aos espaços vazios que há muito anseiam ser preenchidos. E sorrio…
Convido-te a patinar, livremente, por entre os segredos da minha mente. Eles revelam-se para ti. Expõem-se à tua passagem, ansiando que o teu toque os pulverize, libertando assim todo o espaço para os teus aposentos.
Recuso abrir os olhos. Receio que ao amanhecer, reveles ser apenas mais um sonho real, ao invés da por mim desejada realidade de sonho.

http://www.cartasparajulieta.pt/?p=1582

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Cartas Templo da mente By Romeu http://www.cartasparajulieta.ptSubo os degraus do templo da mente e expulso todos os vendilhões e vozes galináceas que auguram o meu dia Fecho os olhos! Subo os degraus do templo da mente e expulso todos os vendilhões e vozes galináceas que auguram o meu dia. Dese...

Não te distraias...Ainda sinto a tua mão por cima da minha quando a levo à alavanca para engrenar a velocidade seguinte....
08/10/2017

Não te distraias...

Ainda sinto a tua mão por cima da minha quando a levo à alavanca para engrenar a velocidade seguinte. Lembro-me do seu constante vai e vem entre esta mesma alavanca e o teu colo, e o teu sorriso automático de cada vez que ela voltava para ti. “Não te distraias!” - dizias.
Milhares de quilómetros que fizemos lado a lado, milhares de quilómetros que nos trouxeram até aqui. Ao mesmo sítio. A casa! (...)

Veja o texto completo em:
http://www.cartasparajulieta.pt/?p=1548

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Cartas Não te distraias… By Romeu www.cartasparajulieta.pt “Não te distraias!” – dizias. Ainda sinto a tua mão por cima da minha quando a levo à alavanca para engrenar a velocidade seguinte. Lembro-me do seu constante vai e vem entre esta mesma alavanca e o teu colo, e o teu sorriso automático de ca...

07/07/2017
There’s a moon over the street tonight.“There’s a moon over Bourbon Street tonight…” but I don’t see faces as no one pas...
17/06/2017

There’s a moon over the street tonight.

“There’s a moon over Bourbon Street tonight…” but I don’t see faces as no one passes beneath the pale lamplight. “I have no choice but to follow that call…” I have no choice but to follow NO call. No call at all. Bunches of uninvited assorted lyrics, once parked next to past tombstones, rise furiously and assault my mind in a tentative to bring me into a sense state. “I can… feel… one of my turns coming on… “ I feel… a container for the storm, a boundary between the nuclear explosion and the world, where everyone smiles at me while judging my inner me as I smile back. “Isn’t it ironic? Don’t you think?” A little too ironic… and yeah, you really do think! (...)

Veja o texto completo em:
http://www.cartasparajulieta.pt/?p=1447

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“There’s a moon over Bourbon Street tonight…”¹ but I don’t see faces as no one passes beneath the pale lamplight. “I have no choice but to follow that call…”¹ I have no choice but to follow NO call. No call at all. Bunches of uninvited assorted lyrics, once parked next to past tombstones, rise furio...

O que faz de ti tão diferente?No meio de tanta gente, o que te torna tão diferente? Será esse ar eloquente, quando te cr...
17/06/2017

O que faz de ti tão diferente?

No meio de tanta gente, o que te torna tão diferente? Será esse ar eloquente, quando te cruzas de frente com quem quer que entre? Será esse gesticular inteligente? O que será que se sente, daí do alto da tua mente? Será que me achas atraente?
No seio de tamanha multidão, o que te torna uma ilusão? Arriscar pensar que tenhas coração, imaginando a sua voz quando outrora estivéramos a sós? Ver-te mudar de direcção, sem nunca os teus olhos se cruzarem com o chão? Será talvez a paixão, essa espécie de canção, que de quando em vez, justifica quem nos fez!
No meio de tanta gentalha, porquê tu a minha acendalha? (...)

Veja o texto completo em:
http://www.cartasparajulieta.pt/?p=1460

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No meio de tanta gente, o que te torna tão diferente? Será esse ar eloquente, quando te cruzas de frente com quem quer que entre? Será esse gesticular inteligente? O que será que se sente, daí do alto da tua mente? Será que me achas atraente?

Decidi Morrer!"Decidi morrer! Nada a fazer! Decidi inspirar a prazo o cheirinho matinal da erva molhada e não pensar em ...
27/05/2017

Decidi Morrer!

"Decidi morrer! Nada a fazer! Decidi inspirar a prazo o cheirinho matinal da erva molhada e não pensar em nada. Rebolar-me no feno até ficar sujo em pleno. Atirar-me de um penhasco e mergulhar de cabeça sem fiasco que me impeça. Decidi pedir desculpa. Mesmo sem culpa. Decidi concordar, mesmo sem falar. Decidi dar, mesmo sem cobrar. Não estarei cá para o fazer. Decidi amar-te. E escrever. Não estarei cá para to dizer. Não estarei cá para te ver ler. Não estarei cá para te ver crescer, envelhecer, desesperar por um abraço a cada mau passo. Para te sorrir de cada vez que te vir. Para te beijar a cada acordar. Para te amar já. Não estarei cá."

Veja o texto completo em:
http://www.cartasparajulieta.pt/?p=1415
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Decidi repor a verdade, de livre vontade. Decidi provocar, para quem não gostar, expor o pensamento em qualquer momento. Decidi libertar, até o coração parar. Decidi voar, saborear o ar, sem medo de ir na hora de cair.

Parabéns Salvador!!!Ontem foste o "Ponta de Lança" da lingua de Camões!E não é que marcaste mesmo? Obrigado!Amor às Letr...
14/05/2017

Parabéns Salvador!!!
Ontem foste o "Ponta de Lança" da lingua de Camões!
E não é que marcaste mesmo?
Obrigado!

Amor às Letras.

Congratulations to Salvador Sobral - the WINNER of ! You can listen to all of the songs again here: https://esc2017.lnk.to/Eurovision2017TP

Sete e meia "(...) O meu corpo dormente enrola-se, enquanto a minha mente acelera e tricota um agasalho para o dia que a...
30/04/2017

Sete e meia

"(...) O meu corpo dormente enrola-se, enquanto a minha mente acelera e tricota um agasalho para o dia que aÍ vem. Sim, porque o meu sol há muito que não ilumina estas paragens, há muito que não aquece, e esquece os meus dias. A cada volta do rebocador redobro os cinco minutos. O agasalho não está pronto. Há muito por onde tricotar. Há muito caminho outrora programado e nunca trilhado, muita possibilidade fantástica ao nosso alcance, mesmo aqui, à saída do limbo. É o sítio onde se pode ver o futuro e mudar o passado. É o sítio onde não há presente. Onde somos tudo o que gostaríamos de ser. "

Veja o texto completo em:
http://www.cartasparajulieta.pt/?p=1385
I I I I

Sete e meia. No meio do nevoeiro, o som do rebocador que me vem tirar do limbo emerge de uma qualquer mesa de cabeceira. Estico o braço e primo o botão grande. Mais cinco minutos, peço. E mando-o circundar-me silenciosamente para poder aproveitar os últimos metros do embalo nocturno. O meu corpo dor...

Memórias de um Lençol(...) Puxo um pouco mais o lençol, o qual obedece sem qualquer resistência, deixando a descoberto a...
26/03/2017

Memórias de um Lençol

(...) Puxo um pouco mais o lençol, o qual obedece sem qualquer resistência, deixando a descoberto a textura solitária do teu lado da cama. Estico o braço e desenho com as pontas dos dedos os teus contornos, exatamente nos lugares onde eles repousavam, onde a cada acordar se tornavam responsáveis por toda a ondulação que este lençol já conheceu. Onde a cada acordar de um beijo se revelavam carentes de prazer, e se entregavam de alma à vontade decidida do seu mestre com um tímido suspiro. “Não pares…” pedias tu.

Veja o texto completo em:
http://www.cartasparajulieta.pt/?p=1363
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Puxo a ponta do lençol para tapar o meu peito frio. Cobre-me o corpo mas não cobre o vazio da vida sem ti. Não tapa a tua recordação, a falta da tua presença. Essa tal que anda sempre de braço dado comigo, que acompanha os meus movimentos, o meu respirar. Que me beija o rosto quando o viro de lado,…

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