30/09/2021
“Ao contemplar a obra de Diogo Almeida Martins é nos fácil deixar levar por uma sensação desconcertante de que algo foi deixado para trás, como se de pinturas órfãs se tratassem. Silhuetas de uma matéria desvanecida que agora respiram vazio. Em verdade, um corpo sem carne onde apenas o espírito está presente.
Deixadas para trás ficam estas pinturas, testemunhas de vida e que parecem comunicar com o espetador esperando um resgate.
Voltamos a encontrar na obra do artista a preferência para trabalhar com contrastes, parece ser um diálogo entre o escuro e o claro, a vida e a morte.
O tempo está presente e este é o passado, evoca memórias e personagens que nos fazem questionar se de facto são reais ou meramente ficção.
Uma coisa é clara, Diogo Almeida Martins, exige ao espectador que faça também ele uma viagem no tempo para que reconheça símbolos e que se identifique com estas memorias que no final podem pertencer a todos nós.”
Caetano de Oliveira, Sintra, Setembro de 2021