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Arte Central Formação em artes, para docentes que preferem inovar!

Há qualquer coisa de fascinante no momento em que uma folha plana ganha volume, movimento e surpresa.Entre setembro e ou...
07/09/2026

Há qualquer coisa de fascinante no momento em que uma folha plana ganha volume, movimento e surpresa.

Entre setembro e outubro, propomos três workshops online, orientados por José Alberto Rodrigues, para explorar progressivamente as possibilidades da engenharia do papel:

✂️ Técnicas
19 de setembro · 3 horas · 12€
https://loja.artecentral.pt/produto/o-mundo-magico-dos-pop-up-tecnicas/

📚 Temáticos
26 de setembro · 3 horas · 12€
https://loja.artecentral.pt/produto/o-mundo-magico-dos-pop-up-tematicos/

⚙️ Avançados
3 de outubro · 4 horas · 16€
https://loja.artecentral.pt/produto/o-mundo-magico-dos-pop-up-avancados/

Pode inscrever-se apenas no workshop que mais lhe interessa ou realizar o percurso completo através do Pack O Mundo Mágico dos Pop-up.

O pack reúne os três workshops, num total de 10 horas de formação acreditada, e está disponível por 36€ até 15 de setembro, em vez de 40€.

Ao adquirir o pack, recebe ainda 10% de desconto, para utilizar uma única vez, até 30 de novembro de 2026, na inscrição numa ou mais das formações Pop-Up selecionadas.

Formação online, acreditada como Ação de Curta Duração para docentes de todos os grupos de recrutamento.

Conheça o pack e faça a sua inscrição:
https://loja.artecentral.pt/produto/pack-mundo-magico-pop-up/

[Formação RPAC: Inscrições abertas para o Módulo 5, em Amarante]O Museu de Arte Moderna Amadeo de Souza-Cardoso, em Amar...
27/08/2026

[Formação RPAC: Inscrições abertas para o Módulo 5, em Amarante]

O Museu de Arte Moderna Amadeo de Souza-Cardoso, em Amarante, recebe o quinto módulo do Programa de Formação RPAC.

“Questões Fiscais e Jurídicas na Cultura”, com a formadora Alexandra Fonseca, decorrerá a 7 e 8 de setembro, entre as 10h e as 17h30.

As inscrições estão abertas até dia 27 de agosto.

> Inscrições, programa e mais info em rpac.pt

Esta iniciativa da Direção-Geral das Artes (DGARTES), operacionalizada pela Arte Central, visa sensibilizar e capacitar técnica e teoricamente os recursos humanos das entidades que integram a rede nas áreas da criação, desenvolvimento e montagem de exposições, inclusão, acessibilidade e representatividade, curadoria de arte contemporânea, comunicação cultural e desenvolvimento de públicos, questões fiscais e jurídicas na cultura, coleções e conservação preventiva, gestão cultural, mediação cultural e inovação digital em equipamentos culturais.

A participação é gratuita, mediante disponibilidade de vaga.

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Museu Amadeo de Souza-Cardoso

YAYOI KUSAMA (1926-2026)MUITO PARA ALÉM DAS BOLINHASYayoi Kusama morreu a 14 de agosto de 2026, aos 97 anos. A notícia f...
27/08/2026

YAYOI KUSAMA (1926-2026)
MUITO PARA ALÉM DAS BOLINHAS

Yayoi Kusama morreu a 14 de agosto de 2026, aos 97 anos. A notícia foi divulgada hoje pelo seu estúdio, museu e fundação.
Em 2024, visitámos, em Serralves, a exposição “Yayoi Kusama: 1945 - Hoje”. Regressamos agora às fotografias dessa visita. Não apenas para recordar uma exposição, mas para contrariar o atalho que a celebridade mundial da artista acabou por instalar.

Yayoi Kusama não foi apenas a “rainha das bolinhas”.
Foi pintora, escultora, performer, escritora e ativista. Criou uma obra atravessada pelo corpo, pela sexualidade, pela guerra, pela morte, pela sobrevivência, pela ligação entre os seres e pela possibilidade de a arte transformar a experiência de viver.
Até as bolinhas eram muito mais do que decoração. Eram repetição, infinito e auto-obliteração: uma forma de desfazer as fronteiras entre o indivíduo e o mundo, entre o corpo e o cosmos.

Recordá-la como feminista exige alguma complexidade. Kusama recusou esse rótulo. A sua obra, porém, desafiou as normas da feminilidade, confrontou símbolos do poder masculino, transformou o corpo em território político e afirmou a autoria de uma mulher japonesa num mundo artístico dominado por homens.
Lê-la como feminista não signif**a convertê-la numa he***na sem contradições nem ignorar a posição que expressou. Signif**a reconhecer aquilo que a sua obra fez, e continua a fazer, às relações entre corpo, poder, género, representação e autoria.

Num tempo em que o feminismo volta a ser caricaturado, atacado ou declarado desnecessário, importa dizê-lo claramente: o feminismo não pertence ao passado. Nenhuma luta pela autonomia, pela voz, pelo corpo, pelo espaço público e pelo reconhecimento das mulheres está definitivamente concluída.

Não reduzamos novamente Kusama a uma imagem fácil de consumir.
Yayoi Kusama foi muito mais do que as bolinhas.�E as próprias bolinhas foram muito mais do que pareciam.

Imagens: registos da Arte Central na exposição “Yayoi Kusama: 1945 - Hoje”, Fundação de Serralves, 2024.

Tendemos a pensar que a arquitetura está apenas nos edifícios, mas ela está também nos espaços que atravessamos todos os...
14/08/2026

Tendemos a pensar que a arquitetura está apenas nos edifícios, mas ela está também nos espaços que atravessamos todos os dias: a sala de aula, o recreio, a rua, o museu, o bairro, a paisagem.

Nas Jornadas, a partir da apresentação de Margarida Louro, regressámos à arquitetura como forma de ler criticamente os lugares que habitamos e de pensar como queremos transformá-los.

A arquitetura diz-nos onde podemos estar, como podemos mover-nos, o que podemos ver, que distância mantemos dos outros, que usos são esperados, que corpos cabem melhor em determinados lugares. Por isso, aprender a olhar para o espaço é também aprender a ler o mundo.

Nas reflexões sobre as Jornadas, esta comunicação trouxe uma possibilidade concreta de integrar a arquitetura no currículo de forma transversal, criativa e signif**ativa. Houve quem destacasse o modo como estes temas podem desenvolver observação, pensamento crítico, resolução de problemas e responsabilidade perante o património arquitetónico e paisagístico.

Estas questões tornaram-se mais concretas quando ouvimos os resultados da primeira edição do curso Arquitetura e Paisagens Sustentáveis, de onde surgiram os seguintes relatos:

“Nunca julguei que a paisagem e a arquitetura pudessem ser pontos de partida tão válidos para pensar e olhar o mundo de uma maneira diferente.”
“A formação desencadeou processos de reflexão e ação que já se traduziram em mudanças concretas na prática pedagógica.”
“A escola viu para além da sala de aula e compreendeu a importância do espaço que nos rodeia, do qual somos parte integrante.”

É talvez isto que mais nos interessa: pensar a arquitetura não como um conteúdo distante, mas como linguagem para observar, questionar e transformar o mundo próximo. Porque o espaço também se lê e se discute.

A 2ª edição do curso Arquitetura e Paisagens Sustentáveis, em parceria com a Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa, já tem inscrições abertas.

Para continuar a pensar o espaço, a paisagem e a escola como matéria de criação, encontro e transformação.
O link está aqui: https://loja.artecentral.pt/produto/paisagem-e-arquitetura-sustentaveis-2/

Foto (a partir do curso): Rosário Sousa

Durante a mesa redonda em que participou Sofia Cotrim, criadora do projeto "Mundo de Sofia", ficou a pairar uma ideia qu...
08/08/2026

Durante a mesa redonda em que participou Sofia Cotrim, criadora do projeto "Mundo de Sofia", ficou a pairar uma ideia que talvez mereça mais tempo: o tempo do fazer. O fazer como estado de atenção em alternativa ao fazer apressado.

Há um tempo particular que se instala quando as mãos trabalham: cortar, dobrar, bordar, moldar, colar, coser, encaixar, rasgar, repetir, ajustar. O corpo entra numa relação mais lenta com a matéria. A mão percebe coisas antes da linguagem. O material responde. O erro não interrompe necessariamente o processo e muitas vezes conduz a outro caminho.

Na psicologia, Mihály Csíkszentmihályi chamou "flow" a esse estado de envolvimento profundo numa atividade: quando há concentração, equilíbrio entre desafio e capacidade, perda da noção rígida do tempo e uma espécie de prazer interno no próprio processo.

Talvez muitas práticas manuais tenham precisamente essa força: criam condições para que a atenção deixe de estar dispersa e encontre um ritmo. Não porque acalmem no sentido fácil da palavra, mas porque reorganizam a presença. Pedem tempo, continuidade, repetição, escuta do material, aceitação do imprevisto.

Para a educação artística, estas características são fundamentais, porque há pensamento que só aparece quando a mão trabalha. Há decisões que nascem do contacto com a matéria e há aprendizagens que acontecem quando o corpo passa a estar implicado.

A manualidade pode devolver tempo ao processo e permitir que cada pessoa encontre um ritmo. Pode tornar visível a relação entre atenção, gesto, matéria e pensamento. E, assim, fazer deixa de ser apenas execução e passa a ser experiência.

Talvez o "flow" nos ajude a nomear isso: esse momento em que não estamos fora da atividade, a tentar terminá-la, avaliá-la ou mostrá-la depressa. Estamos dentro dela. E, às vezes, estar dentro do fazer é uma das formas mais sérias de aprender.
mundodesofia
📸 Catarina Toscano

Tradicionalmente, a palavra curadoria pertence aos museus, às exposições, aos catálogos, às programações culturais. Mas ...
07/08/2026

Tradicionalmente, a palavra curadoria pertence aos museus, às exposições, aos catálogos, às programações culturais. Mas qualquer docente de educação artística sabe, mesmo que não lhe chame assim, que também faz escolhas curatoriais todos os dias.

Escolhe imagens, artistas, obras… Concebe exercícios, seleciona temas, apresenta exemplos. E escolhe também que referências entram primeiro, quais aparecem no fim, quais nunca aparecem. Escolhe o que é apresentado como central e o que f**a como complemento.

Essas escolhas não são neutras.

Quando uma aula repete sempre os mesmos nomes, as mesmas imagens, os mesmos movimentos, a mesma geografia, o mesmo género, está a construir um mundo para aquelas crianças e jovens que tem à sua frente.

Quando uma sequência de aulas coloca as mulheres, os artistas não europeus, as práticas comunitárias, a cultura visual, o artesanato, a mediação ou a infância como assuntos periféricos, também está a construir um mundo.

É fundamental reconhecermos que o currículo não é inocente e que as imagens têm peso. Que a repetição cria autoridade e que a ausência também ensina.

A sala de aula é um dos lugares onde se decide quem existe culturalmente para uma geração. O que aparece ali pode ganhar legitimidade e o que nunca aparece pode continuar invisível.

Talvez assumir a sala de aula como um lugar de curadoria seja uma forma de trabalhar com mais responsabilidade, mas também com mais liberdade. Porque escolher de outro modo é uma das possibilidades concretas de transformar a educação artística.


📸 Catarina Toscano

Durante muito tempo, a mediação foi entendida como ponte. A imagem parece simpática, mas também é limitada. De um lado e...
06/08/2026

Durante muito tempo, a mediação foi entendida como ponte. A imagem parece simpática, mas também é limitada. De um lado estaria a obra, o museu, o conhecimento. Do outro, o público, a escola, as crianças, as famílias. No meio, alguém traduziria.

Mas talvez a mediação seja mais interessante quando deixa de ser apenas tradução.

Nas Jornadas, esta questão apareceu em várias conversas e também nas visitas culturais que fizeram parte da extensão do programa de dois dias: o que acontece quando a experiência artística não está toda decidida antes de começar? O que acontece quando uma visita, um atelier, uma conversa ou uma proposta não servem apenas para explicar uma obra, mas para produzir relações novas com ela?

A mediação não pode ser considerada uma versão simplif**ada da História da Arte em que se torna acessível aquilo que antes era complexo, em que alguém adapta um saber superior para públicos supostamente menos preparados.

A mediação pode ser produção de conhecimento. Conhecimento situado, partilhado, provisório, feito com corpos concretos, em espaços específicos, com tempos, perguntas e disponibilidades que nunca se repetem da mesma maneira.

Quando uma proposta de mediação cria condições para que alguém se aproxime de uma obra, de um espaço, de uma pergunta ou de uma experiência artística a partir do seu próprio lugar, alguma coisa se desloca. A obra deixa de estar fechada sobre si mesma, o museu deixa de ser apenas lugar de legitimação e a escola deixa de ser apenas lugar de receção. O público deixa de ser apenas destinatário.

Mediar é trabalhar nesse intervalo, esse espaço-entre, para abrir espaço a relações que ainda não estavam previstas.

A mediação desloca a autoridade. E talvez seja por isso que ainda é tão necessária.

Há uma forma subtil de manter as mulheres artistas no lugar da exceção: criar um capítulo para elas. Depois de séculos d...
03/08/2026

Há uma forma subtil de manter as mulheres artistas no lugar da exceção: criar um capítulo para elas. Depois de séculos de História da Arte escrita sobretudo no masculino, surgem exposições, cursos, livros e programas que parecem dizer “E agora, as mulheres.”

O problema não está nas exposições dedicadas a mulheres artistas. Sem estas, muitas continuariam fora dos lugares de visibilidade. O problema começa quando a presença das mulheres é sempre tratada como uma exceção. Quantas exposições de homens artistas são anunciadas como “homens artistas”? Quantas editoras apresentam antologias de homens como “olhares no masculino”? Quantos museus sentem necessidade de justif**ar uma exposição composta maioritariamente por homens?

Os homens continuam a ser apresentados como artistas e as mulheres continuam, muitas vezes, a ser apresentadas como mulheres artistas. E esta diferença é produção de discurso, é aquilo que os museus, os livros, os cursos e as escolas ensinam mesmo quando não dizem que estão a ensinar.

Não basta dizer que estamos a corrigir invisibilidades se continuamos a construir programas onde a norma permanece masculina e a diferença continua feminina.

Em vez da pergunta “onde colocamos agora as mulheres?”, a reflexão deveria ser “porque é que continuamos a organizar o conhecimento como se elas chegassem sempre depois?”

Na educação artística, isto importa muito! Quando uma criança ou jovem aprende que Picasso, Van Gogh, Matisse, Duchamp, Warhol ou Po***ck aparecem como nomes próprios da História da Arte, mas que as mulheres aparecem agrupadas num capítulo sobre “mulheres artistas”, aprende também uma hierarquia. Aprende quem é centro e quem é margem. Aprende quem inaugura movimentos e quem é recuperada mais tarde.

Precisamos, sim, de exposições, livros, cursos e projetos sobre mulheres artistas. Mas precisamos ainda mais de deixar de as tratar como interrupção do programa principal.

As mulheres não são um capítulo especial da História da Arte. São História da Arte.


Foto: Catarina Toscano

A infância atravessou várias das conversas das Jornadas, a partir de lugares diferentes: Stela Barbieri, Ricardo Guerrei...
01/08/2026

A infância atravessou várias das conversas das Jornadas, a partir de lugares diferentes: Stela Barbieri, Ricardo Guerreiro Campos e Ana Lopes-Mesquita, com a apresentação do livro "Entre Territórios", que nos fala dos ateliês, das famílias, dos museus, da escuta, da experiência, e das relações que se criam em todos estes lugares.

Talvez o primeiro gesto deva ser parar de tratar a infância como um público menor. A infância continua muitas vezes a ser colocada no lugar do simples, do lúdico, do colorido, do “adequado à idade”, como se a experiência artística tivesse de ser previamente suavizada para caber numa ideia adulta de criança. Contudo, as crianças não chegam vazias aos museus, às escolas, às imagens ou aos materiais. Chegam com corpo, memória, perguntas, associações, medo, humor, desejo, atenção dispersa, inteligência sensível. Chegam com formas próprias de relação que nem sempre obedecem aos tempos institucionais.

Levar a infância a sério não é fazer atividades bonitas para crianças. É aceitar que há modos de conhecer que passam pelo corpo e pelo gesto, mas também pelo erro e pelo silêncio, assim como pela invenção de regras que não estavam previstas.

Talvez a infância nos obrigue a rever a própria ideia de mediação e de educação artística. Porque uma criança pode não responder à pergunta que preparámos, mas pode devolver-nos outra muito melhor. Pode não olhar para a obra de arte segundo o percurso previsto, mas pode descobrir uma relação que o adulto já não vê.

Quando levamos a infância a sério, a educação artística deixa de falar para crianças e começa a pensar com elas.

📷 .de.gigante

Nas Jornadas, a cultura visual foi abordada por Carlos Escaño como  um território muiti inquietante, como um campo onde ...
30/07/2026

Nas Jornadas, a cultura visual foi abordada por Carlos Escaño como um território muiti inquietante, como um campo onde se produzem formas de olhar, de desejar, de obedecer, de consumir, de representar e de controlar.

As imagens não estão simplesmente diante de nós. Elas organizam modos de ver e criam hábitos. Reproduzem hierarquias e produzem familiaridade com certas presenças. Circulam em plataformas que não são neutras, por algoritmos que não são invisíveis, em economias da atenção que disputam o nosso tempo, o nosso corpo e a nossa sensibilidade.

A referência a Guy Debord lembrava-nos que, nas sociedades marcadas pela acumulação de espetáculos, aquilo que era vivido diretamente se afasta numa representação. A frase é antiga, mas ganhou outra espessura num tempo em que quase tudo se transforma em imagem, registo, partilha, conteúdo, prova de existência.

A educação artística não pode olhar para isto apenas como “digital” e muito menos como simples ferramenta. Há que perceber em que condições vemos, que imagens nos chegam, que imagens desaparecem, quem produz os sistemas de visualidade em que estamos mergulhados.

Carlos Escaño falou de docentes para um paradigma crítico e pós-digital. Essa expressão interessa porque nos tira da euforia tecnológica. Já não estamos simplesmente a entrar no digital. Vivemos depois dele, com ele, dentro dele, apesar dele. Não estamos a pensar em acrescentar dispositivos à sala de aula, a nossa responsabilidade passa mais por formar um olhar capaz de estranhar o que parece natural.

Talvez uma das tarefas da educação artística seja precisamente essa: atrasar o olhar. Interromper a velocidade das imagens. Criar tempo para perguntar: o que estamos a ver quando pensamos que estamos apenas a olhar?

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