07/09/2019
Inserido na Programação do Festival HabitaACÇÂO
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SOBREPOSIÇÂO: Um espectáculo de amor sobre a gentrificação
Manifesto de Alfabetização da memória 2.2
DIA 28 de Setembro
18h
LISBOA
Após a marcação do vosso lugar receberão a confirmação.
Na véspera recebem a morada da casa que será ocupada para este encontro.
Reservas para:
[email protected]
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Um espectáculo de amor “documental” sobre o processo de gentrificação e despersonalização da cidade de lisboa.
Mapeando as relações de amor de uma vida conseguimos entender como os processos de gentrificação vão envelhecendo e se vão tornando mais complexos.
Na representação desta micro escala geográfica do mapeamento pessoal, pode-se compreender todo o fenómeno de gentrificação de Lisboa ao porto e todas as cidades europeias.
A violência do turbilhão dos turistas deixam os habitantes da cidade órfãos do seu mapa de afectos, do seu lugar, de uma sociedade comunal que se perde a cada dia e que facilita o próprio processo.
A violência da gentrificação ,o fenómeno de desertificação do mapa afetivo da cidade, a ocupação em massa dos espaços por desconhecidos com relacionamentos descartáveis com o lugar, que violentam o corpo que se encontra sem espaço de pertença porque é expulso dos locais que habitava, que quer ainda habitar.
PS: Voltem a ler o texto trocando a palavra gentrificação por amor, e amor por gentrificação.
Sinopse
Um espetáculo documental baseado no mapeamento de histórias de amores da sua criadora, enumeradas, apresentadas e comentadas.
Estranhamente as histórias cruzam-se com histórias de processos violentos de alteração marcante do tecido urbano habitado, despejos e destruição de bairros de maneiras metafóricas ou literais, destruição de culturas de baixo nível económico para a dar espaço aos habitantes que podem pagar. Esta violência altera o mapa interno e externo de quem a sofre.
Uma palestra performática onde a performer ao apresentar-se como gentrificada lembra quando gentrificou para perdoar, mas só no amor porque é claro que no direito à habitação, o estado social merece menos perdão e mais responsabilização.
Ficha técnica:
Criação e intérprete: Vanda Rodrigues
Consultoria Científica: Ana Gago
Participação especial: Ana Vilela da Costa
Fotografia: Belmiro Ribeiro
Produção: Casa da Hipérbole
Duração: 30 M
Este espetáculo estreou no Serralves em Festa 2019