A missão da Output será sempre que os seus espetáculos, sejam criados, produzidos e apresentados tendo como base os indivíduos a quem se destinam e não exclusivamente os seus próprios criadores. A Output terá sempre, como compromisso, uma atitude aberta, de partilha e reciprocidade com o seu público. Para que possa haver "Teatro" só é necessário atores e público, por isso esta relação é tão import
ante para nós. Todos os espetáculos apresentados pela Output Teatral de Lisboa procurarão sempre ter uma postura simples de entrega e dedicação às pessoas que igualmente se apresentam disponíveis a estar na nossa plateia, recetivas e generosas. A inércia dos dias de hoje pode ser combatida em encontros como este, que também contribuem para um futuro melhor, mais entusiasta e positivo, onde a livre e privilegiada comunicação, sem barreiras e/ou preconceitos, proporciona uma sinergia, de onde saímos muito mais atentos e felizes. Tiago Peralta
CARLOS PEREIRA:
Nascido em 1976, mas tem aparência de 1984. Ator profissional desde 2000 (ou seja, a receber, mas já bombava há 4 anos em teatro amador). Trabalhou com encenadores como Carlos Avilez, Filipe Crawford, Nuno Pino Custódio, José Peixoto, Elsa Valentim, Joaquim Benite, Luis Vicente, Gerard Weber, Juvenal Garcês, Sara do Vale, Nelson Monforte, Álvaro Faria e ele próprio. Curso de formação de atores/encenadores na escola superior de teatro e cinema (antigo conservatório), trabalhou com muitos atores conhecidos, mas uuuuuuiii, são demasiados para por aqui. No seu longo, espetacular, fascinante e brilhante percurso de ator e ajudante de estiva, conheceu várias entidades conhecidas no mundo das artes, da jardinagem e da maçonaria, suficientes para concorrer à casa dos segredos, mas decidiu dedicar-se à natureza e a outras atividades de moral duvidosa. Toca bateria bem, mas bem!… tocou com Elton John e Emanuel. Foi ao festival da canção como corista, mas foi expulso quando apanhado nos camarins a fazer um pequeno espectáculo de fantoches para os cantores quando já deviam estar todos em palco. Sabe manejar espadas e objectos cortantes como ninguém (esgrima artística), mexer-se em palco e dar porrada. Ganhou 3 medalhas: bronze e duas de prata em 3 campeonatos de esgrima artística (e porrada), um deles em Portugal - Ah pois é pessoal, o desporto (e arte) não é só futebol! Tirou curso de armas com os GOE, e ajuda mais em palco do que vocês imaginam. Fez espectáculos sobre cozinheiros, velhos, pessoas com bolhas de tanto cavar a terra, comedia del' arte, animais improváveis e criaturas insaciáveis. As ruas da amargura andam sempre a espreitar, mas o raiar de um novo dia é garantido e a glória um caminho a apontar! Faz eventualmente biscates como montar portas de garagens desde que lhe façam massagens e não lhe pisem os calos. Gosta de usar a técnica de Stanislavsky no mindinho da mão esquerda e aprecia o aroma de óleo estimulante de tangerina nos lençóis depois de muita transpiração e pecado. Sim assumo, adoro misturar negócios (teatro) e prazer!! What's da problem?Vendo: máquina de rapar cabelo por 30 euros, com óleo. Proposto várias vezes ao galardão de melhor ator de teatro no género drama a nível europeu e também Península Ibérica. Faz de homem estátua na Quinta da Regaleira às 2as-feiras das 23h às 3h da manha. Gosta de animais e de algumas pessoas; algumas pessoas também gostam dele (não é fácil, por vezes f**a desnudo a realizar rituais pagãos à luz do luar e tem um feitio que o aproxima daquelas míticas criaturas peludas e selvagens). Tenciona fazer teatro até à eternidade e mais além. Alguém tem o filme da Cinderela da Disney? É que perdi o meu… ajudem-me! “Output 4ever”! TIAGO PERALTA:
Depois de dezanove anos retido no seu camarim privado, camarim este, que os seus pais gostariam que fosse um quarto, quarto este recheado de pósteres de carros de rali de uma revista automóvel muito em voga nos anos 80, ingressou no meio artístico, em 1999, como actor. Tirou a carta de condução nesse mesmo ano. Começou por fazer personagens femininas (sem plumas, note-se!) em teatro infantil, em Santiago do Cacém. Para além de teatro, também trabalhou em rádio, mas não foi como pirata, nem como repórter, mas sim como pivot, nomeado mais tarde, como a voz mais sexy do Alentejo. Realizou e produziu um programa de rádio semanal na Rádio Antena Miróbriga. Em 2001, já mais crescido, regressa à sua terra natal, Lisboa. Trabalhou numa Associação Cultural, como actor, onde também desempenhou funções em Produção, Cenografia e Relações Públicas. Paralelamente vendia telemóveis. (Tem ainda em stock um nokia 3310, desbloqueado, para venda – 15€- preço de artigo de coleccionador). Participou, como actor, em dois pseudo projectos teatrais, em 2001 e 2002, encenados por Florbela Oliveira, com relativo sucesso. Em 2004 inicia a sua carreira profissional como técnico em teatro na carismática Companhia Teatral do Chiado, como Contra-Regra. No final desse ano compra um Opel Corsa, o seu primeiro carro a gasóleo com tecto de abrir. Posteriormente, passa a trabalhar como técnico de iluminação nessa mesma companhia e como Freelancer, noutros projectos teatrais. Em 2005 faz 37 Workshops de Escrita Criativa para Sketches e Stand Up para Televisão e Teatro dos quais só se aproveitaram dois deles, com o Stephen Rosenfield, Director do American Comedy Institute e o outro na Act-Escola de Actores. Depois de ter rejeitado vários convites de Hollywood, Nova Iorque e Santa Maria da Feira, Tiago Peralta participou, como actor e autor, num promissor grupo de Sketches, intitulado de “Irmões”, formado por mais dois colegas seus: Um careca de olhos azuis e o outro Comissário de Bordo. Esteve sempre ligado ao teatro e à musica também, como baterista. Em 2009 foi pai de duas gémeas, iguais, igualzinhas. Colaborou como técnico freelancer em várias produções de António Pires, bem como a inauguração do Teatro do Bairro. Estreou-se profissionalmente, como actor, no Teatro Estúdio Mário Viegas, com a comédia “Corações em Festa, Agencia de Produções e Eventos, Lda” (título não fictício, sim, era mesmo assim). Em 2012 fez parte integrante de uma companhia de comédia de improviso, os “Ostra Azul”. Actualmente, trabalha como actor residente na Companhia de Teatro Bocage desde 2011 e preside a Companhia Teatro a Tiracolo, onde também trabalha como actor. Tem como objectivo, continuar a fazer o que gosta, com quem gosta e adquirir um Jeep Wrangler para levar o Zé à pesca. Carlos compro-te a máquina por 5€, “Output 4ever”! ZÉ PEDRO RAMOS:
Nasceu algures no início da década de oitenta do século passado, entre a Serra do Caramulo e a Serra da Estrela e por ali andou até iniciar o seu percurso académico. Apesar de muito cobiçado por Harvard, Oxford e Cambridge, foi parar à Universidade de Aveiro. Foi ali que assentou na vida convertendo-se, de corpo e alma, a esta profissão (chamemos-lhe assim), pouco promissora (segundo o seu pai), sendo responsável a Efémero – Companhia de Teatro de Aveiro. Algumas pessoas, culpadas, do caminho que fez, são: Jorge Fraga, Ana Varela, John Mowat, Genoveva Faísca, José Soeiro, Hugo Cruz, Ilda Teixeira, Pompeu José, Pedro Wilson, Álvaro Faria, Juvenal Garcês, Filipe Crawford e principalmente o He-Man e os Thundercats. Há que culpar a sua irmã por não lhe ter dado a conhecer os Ursinhos Carinhosos e os Pequenos Póneis, pois hoje certamente não teria tão mau feitio. Em cinema apenas deu o privilégio do seu trabalho aos realizadores: Cláudio Oliveira, José Fonseca e Costa e ainda Júlio Ramos, isto porque o Spielberg não se inteirou da sua dentição, ideal para o “Rex” no Jurassic Park. Em 2007, Portugal livrou-se dele, durante uns tempos, e este foi fazer estragos para Barcelona com a Albiñana Films e curar diarreias criativas na Packartdesign. Nos últimos 15 anos meteu o bedelho no Projeto Ad-Hoc, no Teatro Onomatopeia da Zunzum-AC, no GITA – Grupo Independente de Teatro de Aveiro, entre outras aparições fugazes em algumas companhias que, se ainda não desapareceram, as políticas culturais farão o obséquio... Tem conseguido vender formação desde 2004 no âmbito da Expressão Dramática e AnimaçãoSC (1º, 2º, 3º Ciclos, Secundário). Custa-lhe o novo acordo ortográfico (pois nem o velho ainda lhe tinha entrado), o seu inglês é terrível, mas já se fez entender facilmente em três cantos do mundo. Actualmente, apresenta-se como um sobrevivente actor freelancer (no Teatro Bocage, Teatro a Tiracolo e Poster Animado), gosta de se levantar cedo e se pudesse ia à pesca aos domingos de manhã. “Output 4ever”!