284 Gallery

284 Gallery Projetos artísticos para países de língua portuguesa. Curadoria Adriana Scartaris

29/11/2025
Há quem veja o colapso do mercado de arte contemporânea como um fim.Eu vejo como um retorno.Durante muito tempo, a arte ...
28/11/2025

Há quem veja o colapso do mercado de arte contemporânea como um fim.
Eu vejo como um retorno.

Durante muito tempo, a arte foi empurrada para um modelo de visibilidade acelerada, onde preço valia mais do que experiência, onde a obra precisava ser conteúdo antes de ser encontro. O colecionador virou protagonista de status, a galeria virou vitrine, e o artista foi convocado a performar o algoritmo. Nesse sistema, a obra era consumida antes de ser sentida — e o valor deixou de nascer do olhar para nascer do hype.

Mas quando um sistema perde sua narrativa, ele devolve espaço para aquilo que é verdadeiro.

É nesse intervalo que escolhi trabalhar.
Nos projetos que desenvolvo — Clube de Artistas, 284 Gallery e cada exposição curada — o valor não está na velocidade, mas na permanência. Não está na competição, mas na construção. Não está no mercado pela lógica do espetáculo, mas na arte como ecossistema de relações: artista, público, território, comunidade, educação e legado.

Aqui, não coleciono números.
Coleciono histórias, encontros e transformações.
Quando uma obra é adquirida, ela não ocupa apenas uma parede; ela ocupa uma narrativa, fortalece uma identidade, registra uma época e devolve potência a quem olha e a quem cria.

Se o antigo modelo desmoronou, que bom.
Ele precisava respirar.

A nova economia da arte não está no crescimento infinito, mas no cuidado, na presença, na memória cultural que atravessa gerações.
E é por isso que continuo — e continuarei — criando espaços onde artistas florescem, onde públicos se reconhecem, onde a arte volta a ser o que sempre foi: vínculo, sentido e futuro.

O mercado da arte está mudando.
E eu escolhi ficar do lado que constrói.

— Adriana Scartaris
Artista plástica • Curadora • Fundadora do Clube de Artistas & 284 Gallery

A infância é o primeiro território onde a arte se revela como linguagem de pertencimento. Antes das palavras, a criança ...
28/11/2025

A infância é o primeiro território onde a arte se revela como linguagem de pertencimento. Antes das palavras, a criança já sente o mundo pela cor, pela forma e pelo gesto. O traço que ela arrisca no papel não é apenas desenho: é um modo de organizar o caos, de traduzir afetos, de experimentar liberdade. Quando oferecemos arte a uma criança, entregamos novas possibilidades.

O cérebro infantil responde à arte como quem encontra um espelho e, ao mesmo tempo, uma porta. Ele reconhece, imagina, inventa caminhos que antes não existiam. É assim que surgem novas rotas de compreensão, de emoção, de mundo. A arte não “estimula” a criança: ela expande. Amplia o que ela sente, o que pensa, o que consegue nomear. Um pequeno encontro — um desenho, um ateliê, um museu, uma história — pode reordenar tudo dentro dela e inaugurar lugares de coragem, calma e criação.

Ao caminhar entre obras, a criança aprende a caminhar dentro de si. Aprende a ler gestos, intenções, expressões, silêncios. Aprende que cada imagem guarda uma pergunta, e que perguntas são mais transformadoras do que respostas. Arte não forma somente artistas: arte forma humanos mais atentos, mais sensíveis, mais capazes de imaginar um futuro que ainda não existe.

Quando criamos experiências artísticas para a infância, criamos mapas. Mapas que mostram caminhos internos que elas guardarão para sempre. Mapas que ensinam que pensar é poder; que sentir também é; que ver o mundo com olhos amplos é um gesto de liberdade.

A arte não salva a infância, mas a devolve para onde ela deveria sempre estar: no território da descoberta, da imaginação e do encantamento.

𝗔𝗱𝗿𝗶𝗮𝗻𝗮 𝗦𝗰𝗮𝗿𝘁𝗮𝗿𝗶𝘀
Curadora do Projeto Legado Vivo: narrativas do porvir

📷 2: A curadora Adriana Scartaris, os artistas Andy Hope, Carlos Evangelista e o mentor do projeto e artista Chris Acyoli

📷 3: O artista

📷 4: O artista

📷 5: A artista

📷 6: A artista

📷 7: O artista e mentor

📷 8: A artista

📷 9: A turma da Professora Marcia Roqueti Barros da EMEF Cardoso de Almeida

📷 10:
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Último final de semana.Sábado, 20, das 13 às 18hDomingo, 21, das 24 às 19hExposição Found in Translation ArtistasIolanda...
19/01/2024

Último final de semana.
Sábado, 20, das 13 às 18h
Domingo, 21, das 24 às 19h

Exposição Found in Translation

Artistas
Iolanda Teixeira
Nuno Quaresma

Curadoria
Adriana Scartaris

Realização
Coletivo 284

Obra de Iolanda Teixeira

Numa ousada fusão entre o cotidiano e o estético, a obra “CALÇADA” é para PISAR... (?) de Yolanda Teixeira redefine o cenário urbano tradicional, catapultando-o para o universo provocativo da arte contemporânea. O complexo mosaico da calçada portuguesa, com seus desenhos orgânicos, torna-se o palco de uma experimentação estética, onde as curvas sinuosas do corpo feminino se mesclam harmoniosamente.

A escolha eclética de incorporar o mosaico português como parte integrante do corpo feminino é um gesto evocativo, instigante. O número 187, estrategicamente posicionado na altura do ventre, acrescenta uma camada à obra, conduzindo-nos à provocação sobre a objetificação do corpo feminino na sociedade. No título, a palavra “CALÇADA” entre aspas, seguida por três pontos e uma interrogação entre parênteses, adiciona um elemento enigmático, incitando a reflexão sobre a opressão que muitas mulheres enfrentam diariamente.

As cores vibrantes, especialmente o rosa-forte e o amarelo, conferem luz e vida à composição, desafiando os paradigmas estéticos convencionais. O rosa, outrora associado à fragilidade, emerge como símbolo de poder feminino, subvertendo as expectativas e lançando um desafio à vanguarda do pensamento contemporâneo.

“CALÇADA” é para PISAR... (?) adentra no simbiótico e ressonante diálogo entre o corpo feminino e o espaço urbano. A obra, paradigmática em sua provocação, é uma transição entre a tradição e a experimentação, convidando-nos a pensar sobre a complexidade das relações entre o espaço público, de todos, e as expectativas sociais sobre o corpo da mulher, que é somente dela.

Adriana Scartaris
Curadora

Obra
Iolanda Teixeira
“CALÇADA” é para PISAR... (?)
Pintura digital sobre tela 1/5
140 x 146cm

Found in Translation: Uma Jornada nas Translações do Tempo e da ArteEncontramo-nos no jogo da translação, onde o tempo, ...
11/01/2024

Found in Translation: Uma Jornada nas Translações do Tempo e da Arte

Encontramo-nos no jogo da translação, onde o tempo, como um elo invisível, tece o fazer artístico de Iolanda Teixeira e Nuno Quaresma.
A exposição “Found in Translation” é a convergência de duas almas criadoras, dançando em harmonia através do tempo e do espaço, na qual os artistas, de maneira engenhosa, escolhem transcender o clichê do “lost in translation” e nos convidam à partilha da investigação onde a tradução ao invés de perder a essência, provoca o encontro.
A geometria euclidiana, fundamenta que o ponto é uma entidade independente e uma linha é uma coleção infinita de pontos que se estende indefinidamente em ambas as direções. Evocada por eles, torna-se o mapa que guia os espectadores por um espaço-tempo compartilhado, onde cada obra é uma estação nesse percurso e deve ser saboreada em todas as leituras possíveis e impensadas.

A nossa viagem parte de um ponto emblemático no qual Nuno Quaresma, se propõe a desvelar as camadas da história humana, subvertendo o tempo e revelando Adão e Eva nos corpos “frágeis-perplexos-perdidos-contemporâneos-comuns”, expulsos do paraíso para iniciar a jornada.
Quantos de nós somos Adão e Eva, exatamente assim e neste espaço-tempo?
Suas obras, como “Caim e Abel”, provocam interpretações e sensações que vão do desconforto ao êxtase, abordando questões como homofobia, traição, racismo, fantasia, erotismo e opressão. Mitos como Afrodite e Super-Homem são apresentados como pessoas comuns, criando um caleidoscópio de possibilidades entre deuses e humanos, entre a mitologia judaico-cristã e a realidade cotidiana de Lisboa.

Iolanda Teixeira, por sua vez, com suas pinturas digitais e colagens digitais e analógicas, apresenta um mergulho profundo no cotidiano lisboeta e no imaginário do qual emergem olhares e atitudes femininas ícones, como as de Amália Rodrigues, Bette Davis e Frida Kahlo. Seus retratos, marcados pela força do olhar, narram uma história de atitude e autossuficiência da mulher, enquanto a calçada típica portuguesa se funde ao corpo feminino, revelando a fusão harmoniosa da realidade com a imaginação da alma feminina da cidade e lançando a provocação expressa no título da obra.
É uma calçada ou uma mulher? Quantos de nós pisaríamos?
Suas obras são pontos que dançam na linha traçada entre o azulejo português e o elétrico, entrelaçando o comum e o extraordinário.

O diálogo entre as obras dos dois criadores, uma tradução visual de signos que emergiram nos últimos 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 45 segundos, é a essência da exposição. Cada peça é um ponto em uma transformação geométrica, movendo-se pela mesma distância em direção a um entendimento mais profundo da condição humana. Os paraísos encontrados e perdidos, as caixas de segredos, tudo se desdobra em uma reviravolta ao redor do astro-rei, sem filtros ou tabus, à mercê da testemunha silente, o sol, que ilumina essa narrativa.
Todos os pontos desta linha se entrelaçam na mitologia judaico-cristã, no cotidiano e no imaginário, desencadeando reflexões sobre homofobia, traição, erotismo, nudez, racismo, tradições e opressão em um caleidoscópio que conta as complexas relações humanas desde Adão e Eva até o elétrico lisboeta.

Embalados pelos sons de Lisboa, cuidadosamente transformados em música conceitual para esta exposição, somos convidados a transcender o tempo e as barreiras, clamando o planeta, a cidade, o ecossistema e a vulnerabilidade da existência humana. “Found in Translation” propõe um convite a comungar do mistério e explorar muitos mundos inteligíveis no infinito intraduzível das muitas possibilidades de cada ponto.
E deixo a todos a pergunta final:
O que acontece na sua linha traçada entre Adão e Eva e o elétrico?

Adriana Scartaris
curadora

03/12/2023

Último dia da Exposição Essência de Rui Carruço, aberta das 14h às 19h.

‘’Identidade - Essência" , por Rui Carruço, é uma celebração da diversidade na pintura contemporânea, que transcende os ...
13/11/2023

‘’Identidade - Essência" , por Rui Carruço, é uma celebração da diversidade na pintura contemporânea, que transcende os limites entre o abstrato e o figurativo, criando uma narrativa visual única que desafia a percepção do espectador.

Com cortes verticais habilmente incorporados nas composições, a geometria é usada de forma subtil e expressiva, proporcionando estrutura e ritmo às imagens

A exposição está integrada no tema Identidade, explorando como a arte pode ser uma expressão profunda da identidade.

"Essência" por Rui Carruço é uma celebração da criatividade e da inovação na pintura, apresentando o talento e a visão única do artista.

Convidamos todos a mergulhar neste mundo de cores, formas e emoções, desafiando preconceitos e explorando as muitas facetas da arte contemporânea.

Espero por si!

Informações:
Dias: 12 de novembro a 3 de dezembro, de 6f a domingo.
Horário: 6f a domingo 15h às 19h
Morada: Coletivo 284
Rua das Amoreiras 72-A - Lisboa

Criar um projeto artístico intitulado “Identidade” é como empreender uma jornada na complexidade da psique do artista, u...
10/11/2023

Criar um projeto artístico intitulado “Identidade” é como empreender uma jornada na complexidade da psique do artista, uma busca intrépida para desvendar os mistérios que residem nas camadas mais escondidas da mente. Este empreendimento artístico é uma ousada tentativa de transcender a superfície e desvelar as nuances, sombras e luminescências da própria essência. É uma exploração não apenas das máscaras sociais que usamos diariamente, mas também das máscaras internas que se entrelaçam e confundem em uma dança complexa de identidades. “Identidade” é o esforço de destilar o caos da subjetividade em sua forma mais pura, expondo-se e revelando ao mundo, sem reservas, as estradas sinuosas da alma do artista convidado. É um mergulho profundo em um oceano de experiências, um exame de espelho que, em vez de refletir, revela o íntimo do artista em toda a sua beleza e complexidade.

Neste projeto, a arte se torna o espelho da mente, refletindo a gama de sentimentos, pensamentos e emoções, em uma dança de autodescoberta. É uma experiência de coragem e vulnerabilidade, onde a criação se transforma em um ato de se expor, convidando o público a percorrer os labirintos da identidade do artista e descobrir um mosaico íntimo de possibilidades.

Na atmosfera imersiva do 284, no ano de 2023, é com grande satisfação que apresento “Essência” de Rui Carruço . Nesta exposição, inserida no nosso projeto “Identidade”, o artista revela sua técnica que transita habilmente entre o figurativo e o abstrato, tecendo um elaborado registro de várias pesquisas visuais em simultâneo.

Carruço desafia as convenções com ousadia, ao traçar pinceladas vibrantes que insuflam vida às naturezas-mortas e abstrair com propriedade e reverência singular aos mestres da pintura, reinterpretando seus legados na perspicaz geometria que imprime seu estilo próprio.

O artista não se restringe apenas a este exercício estilístico, mas também retrata a feminilidade com uma sensibilidade notável, capturando os gestos do toque e do caminhar com delicadeza. (...)

Convido a todos a se perderem pelas múltiplas possibilidades que a poética da palavra essência nos apresenta.

Adriana Scartaris
curadora

“Privado” - A Arte de OFRA:Na penumbra da galeria, onde as cores fluem como segredos sussurrados, mergulhamos na alma ar...
27/09/2023

“Privado” - A Arte de OFRA:

Na penumbra da galeria, onde as cores fluem como segredos sussurrados, mergulhamos na alma artística de OFRA. Uma exposição que não é apenas uma mostra de obras, mas uma jornada através dos recantos mais profundos do universo feminino.

Uma artista de paradoxos, que desafia as fronteiras da definição e da categorização em um rico mosaico de elementos gráficos. É figurativa e representativa, mas também carrega traços de fantasia e imaginação. Uma narrativa artística tecida sobre uma tapeçaria de influências, que tem em vista decifrar os jogos de luz, com licença poética para explorar o visionário e o lúdico, sem receio do acaso e com uma boa dose de ousadia.

“O medo é uma besta”, OFRA afirma com eloquência. Esse mesmo medo, uma fera que a impediu de expor sua obra por tanto tempo, não a deteve de continuar sua jornada privada. Em sua primeira exposição a solo, ela emerge da segurança da intimidade, explorando o visível e o invisível, a dinâmica familiar, os espaços que ocupa e aqueles que a ocupam, batizando-a com o sugestivo e instigante título “Privado”.

“Privado" não é apenas uma exposição de arte; é um parto, uma história e uma lenda. É o som de uma voz pronta para contar, uma jornada através do que foi contido, onde OFRA nos convida a explorar os cantos mais íntimos e profundos da experiência da mulher. É um convite à reflexão sobre o que é privado, sobre o que é oculto e sobre o que é revelado, uma odisseia que nos desafia a mergulhar nas complexidades do ser feminino.

Adriana Scartaris
Curadora

ABERTA AO PÚBLICO NOS DIAS
29|9 das 18h às 21h
30|9 das 15h às 21h
01|10 das 15h às 21h

Rua das Amoreiras, 72 A
Entrada gratuita

No coração de Lisboa, onde a história encontra a modernidade, encontra-se o magnífico espaço de eventos "284". Com um de...
22/07/2023

No coração de Lisboa, onde a história encontra a modernidade, encontra-se o magnífico espaço de eventos "284". Com um design arrojado e inovador, as suas linhas arquitetónicas criam um ambiente sofisticado que cativa os sentidos desde o primeiro instante.

A fusão perfeita entre tecnologia e criatividade transforma cada evento numa experiência única e memorável. A sua versatilidade permite adaptar-se a diversas ocasiões, desde conferências corporativas a eventos culturais e festas exclusivas.

Ao atravessar as suas portas, somos transportados para um universo envolvente, onde cada detalhe é cuidadosamente planeado para nos envolver numa imersão completa.

O "284" transcende os limites do convencional, elevando a experiência de eventos a um patamar, onde o empenho em proporcionar encantamento e a excelência são o cerne da diferenciação.

#284

Endereço

Lisbon

Telefone

+351211396821

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Categoria

CRIATIVIDADE SINGULAR EM COLETIVO

Da psicologia da cor à afirmação cultural.