12/06/2020
Este foi um dos maiores desafios da minha vida. Não tanto pela escala do trabalho, que foi enorme, mas pelo facto de ter de lidar com muita gente de diversas idades, proveniências, com os seus ideais, culturas, sonhos, vivências, vontades, egos distintos. Foi uma aprendizagem difícil, onde tive que me libertar de alguns pré-conceitos, mas também reforçou a minha fé em mim mesma, no meu trabalho. Reforçou especialmente a convicção de que quando as pessoas se unem por uma causa comum, com generosidade e boa vontade, tudo é possível! A arte tem um papel importantíssimo como veículo de comunicação, de criação de diálogo, de abertura de horizontes, de aproximação ao outro. Eu, definitivamente saí mais rica interiormente. Trouxe comigo um bocadinho de cada uma dessas pessoas e tenho certeza que muitas delas guardam um pedacinho meu.
Nestes dias, onde se celebra o dia de Portugal, Camões e as Comunidades, onde o tema do racismo está ao rubro, queria deixar aqui este trabalho, que foi uma tentativa de criar pontes, aproximar pessoas e comunidades, contar estórias de vidas.
A maior riqueza da espécie humana está na sua diversidade. São as nossas diferenças que nos fazem questionar, reflectir, aprender, melhorar. Negar ou tentar anular a história, é negar a própria humanidade. Ao contrário deve-se contar a história, as estórias, educar, conhecer, para se aprender com os erros e construir um futuro melhor para todos.
Como já se viu, para um vírus não interessa a cor da pele, o dinheiro que se tem no bolso, a religião. Se não houver água e comida, se o planeta aquecer ao ponto de ser impossível a vida, nada disso importará. Combater a violência, com mais violência, vandalismo e destruição também não é solução.
Projeto de artes com a comunidade de Marvila, promovido pela Associação de Moradores do Bairro das Amendoeiras, no âmbito do programa BIP/ZIP de 2016/17. Tev...