Leffest - Lisboa Film Festival

Estreado na última edição do LEFFEST na secção Grandes Mestres e com a presença do cineasta José Luis Guerín, que conver...
21/03/2026

Estreado na última edição do LEFFEST na secção Grandes Mestres e com a presença do cineasta José Luis Guerín, que conversou com Inês N. Lourenço, HISTÓRIAS DO VALE BOM chega esta semana às salas. É a grande estreia da semana e, nas palavras de Inês Lourenço, ‘um dos grandes filmes do ano’.

Luíís Miguel Oliveira, Público ★★★★
Vasco Câmara, Público ★★★★
Jorge Mourinha, Público ★★★★
Rui Pedro Tendinha, Expresso ★★★★
Vás Baptista Marques, Expresso ★★★★

No dia do seu 84º aniversário lembramos Lou Reed, na inauguração da sua exposição 'Romanticism', na quarta edição do LEF...
02/03/2026

No dia do seu 84º aniversário lembramos Lou Reed, na inauguração da sua exposição 'Romanticism', na quarta edição do LEFFEST, em 2010.
[na foto, Paulo Branco, director do LEFFEST, Lou Reed e o crítico de arte Alexandre Melo]

·CARLOS SABOGA  (1936 – 2026)UM TRAJECTO ÚNICO NO CINEMA PORTUGUÊSNasceu na Figueira da Foz, no Portugal da ditadura sal...
01/03/2026

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CARLOS SABOGA (1936 – 2026)
UM TRAJECTO ÚNICO NO CINEMA PORTUGUÊS

Nasceu na Figueira da Foz, no Portugal da ditadura salazarista (a PIDE prendeu-o por duas vezes) e pertenceu ao grupo que se encontrava regularmente no Vavá; era amigo de António-Pedro Vasconcelos, Alberto Seixas Santos e João César César Monteiro. Deixou o país assim que pôde, em 1965, quando fugiu, a salto e sem documentos, com uma equipa francesa que tinha vindo filmar a Portugal, Viveu sucessivamente em Paris, Roma, Argel, e de novo em Paris, onde morreu na última sexta-feira.
Um dos maiores argumentistas do cinema português, com uma ampla e premiada obra, ao longo dos anos Carlos Saboga exerceu, sem diplomas e com mais ou menos convicção e assiduidade, como gostava de dizer, as actividades de tradutor, assistente de realização, jornalista (cronista, repórter, correspondente, crítico de cinema), tanto na imprensa como na rádio e na televisão. Participou, a diversos títulos, em filmes como de "La Jeune morte" (1965) de Claude Faraldo, "Il sasso in bocca" (1969) de Giuseppe Ferrara, "Jacquou le croquant" (1969) de Stellio Lorenzi. Escreveu argumentos para a televisão e para o cinema, em Portugal e em França, tendo colaborado, entre outros, com os realizadores portugueses António-Pedro Vasconcelos, José Fonseca e Costa, Luís Galvão Telles, Fernando Lopes e Mário Barroso e com os chilenos Raul Ruiz e Valeria Sarmiento.

Em 1973, no festival de cinema de Pesaro, António-Pedro Vasconcelos apresentou-o a Paulo Branco. Seria o início de uma bela amizade e foi ele que incentivou Branco a abraçar a aventura do cinema Action République em Paris.
Ao longo destas cinco décadas, trabalharam juntos em diversos projectos e Saboga foi o argumentista de vários dos filmes produzidos por Branco: "Mistérios de Lisboa" (2010) de Raul Ruiz; "As Linhas de Wellington" (2012) e "O Caderno Negro" (2018)de Valeria Sarmiento; "O Milagre Segundo Salomé" (2004), "Um Amor de Perdição" (2008) e "Ordem Moral" (2021)de Mário Barroso, e, recentemente, adaptou de novo Camilo Castelo Branco em "Memórias do Cárcere", de Sérgio Graciano, que ainda teve oportunidade de ver, e que se estreará em Portugal em Setembro de 2026.

Carlos Saboga confessou que quando começou a trabalhar no cinema como assistente de realização, o seu projecto era um dia tornar-se realizador. E realizaria dois filmes, de cujo argumento também foi o responsável, ambos produzidos por Paulo Branco: "Photo" (2012, Festival de Roma) e "A Uma Hora Incerta" (2015, Festival de Viena), que têm em comum o tema do exílio. Na estreia do segundo, respondia assim em entrevista: "Talvez, sei lá, porque o exílio, forçado ou escolhido, é um ponto de partida dramaticamente interessante que permite ao autor um olhar, digamos, mais distanciado sobre as duas margens, a que se deixou e aquela a que se abordou. Mas suponho que a autobiografia não deva ser totalmente alheia a esta atracção pelos exilados com o vago perfume de deserção, de traição até... mais o consequente sentimento de culpa que os rói...". Nesse ano de 2015, a Medeia Filmes dedicou-lhe uma homenagem, nos cinemas Monumental e Nimas, programando os dois filmes que realizou e uma escolha de vários cujo argumento escreveu, e na qual, para além de Saboga, participaram realizadores, actores e o produtor Paulo Branco.

Foi também, por duas vezes, jurado do LEFFEST: em 2010, no júri do Encontro das Escolas Europeias de Cinema, e em 2013, no júri da Competição Oficial.

Em 2023 a Academia Portuguesa de Cinema distinguiu Carlos Saboga com o Prémio Sophia Carreira, "pelo impacto imensurável que teve no cinema português desde a década de 80". Paulo Branco, convidado a entregar-lhe o prémio, falou da "amizade muito pessoal e exigente" que os unia ao longo de cinco décadas, e acrescentou que Saboga lhe "trouxe um olhar e uma visão do cinema e do mundo que se aproximava muito da sua".
[Na foto, Carlos Saboga no LEFFEST]

Chegam hoje às salas três grandes filmes que se estrearam no LEFFEST’25: BLUE MOON, CRIME EM DIRETO e DJ AHMET!O primeir...
26/02/2026

Chegam hoje às salas três grandes filmes que se estrearam no LEFFEST’25: BLUE MOON, CRIME EM DIRETO e DJ AHMET!

O primeiro, de Richard Linklater, exibido em Competição, está nomeado aos Óscares, com Ethan Hawke um dos grandes concorrentes ao Óscar de Melhor Actor (e talvez o mais merecedor deles todos), pelo seu papel de Lorenz Hart, letrista da Broadway que se vê confrontado com o declínio.

CRIME EM DIRETO foi o filme que encerrou o LEFFEST e marca o regresso de Gus Van Sant, que denuncia a tensão de um país (mundo) em convulsão, não na década de 70, mas em pleno 2026, onde o abismo entre os ricos e os pobres está cada vez maior. A obra recupera a história verídica de Tony Kiritsis, de 44 anos, que, com uma espingarda de cano serrado, fez refém o banqueiro hipotecário que o prejudicou.

Já DJ AHMET foi uma das «Descobertas» do festival, uma verdadeira pérola que nos chega da Macedónia do Norte, pelas mãos de Georgi M. Unkovski. Uma comédia profundamente comovente sobre um rapaz de 15 anos dividido entre o peso da tradição e a liberdade da modernidade, quando se apaixona por uma rapariga já comprometida, que, como ele, partilha uma paixão pela música electrónica, o seu único refúgio.

Leïla Shahid (1949-2026)Leïla Shahid, que morreu em Paris aos 76 anos, era uma das mais prestigiadas e persistentes mili...
19/02/2026

Leïla Shahid (1949-2026)

Leïla Shahid, que morreu em Paris aos 76 anos, era uma das mais prestigiadas e persistentes militantes da causa palestiniana, à qual começou a dedicar-se bastante jovem, no seguimento da Guerra dos Seis Dias. Nascida em Beirute, Shahid vivia nessa altura em Paris, onde estudava. Mais tarde, em 1982 visitou os campos de Sabra e Chatila, depois do massacre, com o escritor Jean Genet, seu amigo de longa data. É a ela que Genet dedicará «Quatre heures à Chatila». Representou a Palestina na França e na Europa entre 1989 e 2015, e continuou, com um grupo de intelectuais, universitários e cineastas, a defesa dessa causa.

Em 2019, Leïla Shahid participou no LEFFEST, no programa especial dedicado à Palestina e que celebrava a sua arte e os seus artistas. Como disse na altura numa entrevista a Isabel Lucas no jornal Público, "a melhor contribuição para a causa palestiniana [...] é cultural e artística, porque humaniza os palestinianos. Eles foram desumanizados. Quantas pessoas na Europa sabem quem são, com o que sonham, como fazem música, como fazem filmes? Muito poucas, excepto as que estiveram na Palestina ou nos territórios ocupados, ou nos campos de refugiados no Líbano, na Síria e na Jordânia". Com os realizadores Simone Bitton e Avi Mograbi, e o intelectual e escritor Elias Sanbar participou na conversa «Mémoires de Palestine», e conversou com Simone Bitton a propósito do seu filme MUR.

Endereço

Av. Da Liberdade, 175
Lisbon
1250-141

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