Sem Pontuação

Sem Pontuação Autor: Augusto José J. D. Jacinto

© Direitos de autor (texto) reservados nos termos da Lei Augusto Jacinto

PSUParece a sigla de um partido novo; mas na verdade sob a bandeira da recomposição e unificação de subsídios velhos, su...
13/06/2026

PSU

Parece a sigla de um partido novo; mas na verdade sob a bandeira da recomposição e unificação de subsídios velhos, surge uma medida com um alcance enorme, embora velado, que ainda não vi ninguém escalpelizar.

Apesar de eu também criticar o carácter estigmatizante da miséria, que lhe perpassa no quadro actual em que se irá aplicar se aprovada, o facto é se tratará de uma lei focada no futuro, digo eu claro.

E o futuro, mais próximo do que supomos, será o de uma sociedade cada vez mais automatizada, com cada vez mais pessoas sem trabalho ou possibilidades sustentáveis de prover as suas necessidades básicas.

E eis então a PSU, que não será outra coisa senão um subsídio miserável de rendimento mínimo garantido, para todos os que tiverem o azar de se confrontar com os efeitos secundários da evolução tecnológica.

Entretiveram as pessoas durante meses na discussão de um pacote laboral que daqui a uns anos quase não se aplica a ninguém, enquanto que a Lei de "protecção" social mais estruturante para as próximas décadas irá passar à socapa, em pleno verão, sem discusão e apressadamente.

Ainda acham que isto é tudo incompetência governativa? Não estão a ver o filme. Para mim é estratégia... e cairam todos na ratoreira.

Nada contra o trabalho social (para quem o puder fazer); mas tudo contra subsídios de miséria. O que é urgente isso sim é discutir as novas fontes de financiamento da segurança social, de que o governo tanto foge, pois se os robosts não descontarem em benefício de quem não irá ter direito ao trabalho, como vai ser meus amigos? Os novos empregos que alegadamente irão surgir como coelhos milagrosos da cartola... não irão absorver todas as pessoas sem ocupação, seguramente.

Estarei a ver mal? Talvez e oxalá que sim... mas preocupa-me muito mais essa forma previsível de escravatura disfarçada de solidariedade do que as actuais discusões, por muito fundadas que sejam (e são).

Bem hajam

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11/06/2026

É uma espécie de dois em um da pulhice: retiram-se empregos a pessoas qualificadas para os entregar a mão de obra desqualificada e praticamente gratuita, que passará a cuidar de idosos, crianças ou pessoas com deficiência

01/06/2026

-me

É questionável eu seiO livro, enquanto representante quase estrutural do próprio autor, é o seu prolongamento epigenétic...
13/05/2026

É questionável eu sei

O livro, enquanto representante quase estrutural do próprio autor, é o seu prolongamento epigenético vincado no papel ou nos electrões do mundo digital. É o filho menos metafórico de todas as metáforas da paternidade. E um filho não se vende; pelo menos é o que sinto e é nessa conformidade que agirei. É questionável e pouco consensual, eu sei; mas é a minha perspectiva.

E neste contexto estou a tratar da criação de uma empresa de edição de autor, para poder oferecer os meus livros, cobrando apenas o custo unitário de produção na gráfica, os custos de envio e uma pequena taxa que permita, por cada dois livros "vendidos", oferecer um a uma biblioteca. Sem qualquer lucro para o autor; mas evitando perdas.

Não tenho ainda uma certeza absoluta nas minhas contas, mas é provável que consiga oferecer por 6 euros, cada livro até 100 páginas (custo de envio incluido).

Além disso, e se me for permitido, contarei apresentar os livros nas tertulias onde participo.

Não foi fácil dar este passo, algo contra natura, pois sempre defendi que um autor não deveria perder tempo com as ninharias da promoção; mas no mundo de hoje já percebi que essa metodologia jamais me retirará os livros do pdf.

Mas atenção: será exclusivamente uma editora de autor; não irei engrossar as fileiras daqueles que por aí andam a explorar o esforço alheio. Edito e ofereço apenas os meus livros.

Bem hajam

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Baixar a Idade da Reforma?Não sou especialista em sustentabilidade da segurança social; porém, se for viável, concordo q...
30/04/2026

Baixar a Idade da Reforma?

Não sou especialista em sustentabilidade da segurança social; porém, se for viável, concordo que se baixe a idade da reforma... mas.

O meu mas é que a medida deve ser justa do ponto de vista relativo. Isto é: baixar hoje a idade da reforma, sem considerar quem se aposentou desde a data das últimas alterações introduzidas no calculo da idade da reforma (2019) será uma tremenda injustiça relativa.

Se o governo vier a assumir uma tal medida, deverá legislar igualmente sobre o modo de recalcular as penalizações e bonificações daqueles que já se reformaram desde 2019; de outro modo será um erro tremendo introduzir assim um factor discriminatório inaceitável.

Outra questão será baixar a idade da reforma como contrapartida a um pacote legislativo laboral que, além de profundamente danoso para os trabalhadores portugueses, não introduz nenhuma medida de enquadramento relativa ao desenvolvimento tecnologico actual e futuro, com repercusão no mercado de trabalho.

Portanto: uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa. Misturar alhos com bugalhos nunca deu bom resultado, até porque a legislação sobre as pensões é outra e bem diferente da legislação laboral.

Bem hajam.

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Finalmente uma publicação deveras interessante. Não sou bilionário (nem o ambiciono) mas essa é a minha prática: o smart...
10/03/2026

Finalmente uma publicação deveras interessante. Não sou bilionário (nem o ambiciono) mas essa é a minha prática: o smartphone está muito mais tempo desligado do que o jurássico pequeno e utilitário. Faça isso. Paz, privacidade e criatividade agradecem. :)

📵 O NOVO STATUS SYMBOL: POR QUE OS BILIONÁRIOS ESTÃO ABANDONANDO OS SMARTPHONES?

Enquanto o mundo briga por curtidas, as pessoas mais ricas e influentes do planeta estão fazendo o caminho inverso: trocando seus iPhones de última geração por aparelhos "burros" (dumbphones) que apenas fazem ligações. 🧱📉 O que eles descobriram sobre o uso das redes sociais que você ainda não percebeu?

O luxo mudou de face. Se antes ter o gadget mais caro era sinal de poder, hoje, o verdadeiro sinal de riqueza é a indisponibilidade. O movimento de Minimalismo Digital está crescendo entre CEOs e magnatas do Vale do Silício, e os motivos são estratégicos:

🧠 Por que a elite está "desconectando":
Proteção do Foco: Bilionários entenderam que a economia atual não é de dinheiro, mas de atenção. Quem controla o próprio foco, controla o mercado.

Saúde Mental e Criatividade: Sem o bombardeio de notificações e algoritmos de dopamina rápida, o cérebro volta a ter espaço para o pensamento profundo e inovador.

Privacidade Extrema: Aparelhos simples são muito mais difíceis de serem rastreados ou hackeados, protegendo informações que valem bilhões.

Volta ao Essencial: Eles usam a tecnologia como ferramenta, não como mestre. Se não produz valor, é descartado.

Estamos vivendo uma inversão: a tecnologia barata e viciante é entregue às massas, enquanto o silêncio e a desconexão se tornaram o maior privilégio dos poderosos.

👉 REFLEXÃO: Você teria coragem de passar uma semana usando apenas um celular que só faz chamadas e envia SMS para recuperar seu foco? Isso é um retrocesso ou o futuro da liberdade? Comente abaixo! 👇

O Fim do Globalismo?O globalismo actual está a chegar ao fim sim. Porquê? Porque em breve a automação em larga escala re...
25/01/2026

O Fim do Globalismo?

O globalismo actual está a chegar ao fim sim. Porquê? Porque em breve a automação em larga escala relega para segundo plano a necessidade de recorrer a mão de obra barata, especialmente na ásia.

Não irá mais ser preciso abrir fábricas na China ou na Índia. Os robots tornam-se mais rentáveis pois são mais eficazes e eficientes e batem aos pontos o recurso a mão de obra de baixo custo.

Por isso a grande luta de hoje, entre os gigantes mundiais, é a que diz respeito à energia e às terras raras... especialmente para incrementar a inteligência artificial. Por isso presenciamos esta dança nova de reorganização internacional.

Espanta-me que os nossos estimados políticos se preocupem tanto em mudar uma lei laboral... que dentro de poucos anos a quase ninguém se vai aplicar. Espanta-me não ver aberta a discussão sobre como vão as pessoas conseguir sobreviver na próxima década.

Pois... mas isso sou eu... que sou um... espantado danado 🙂

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A liberdade de escolher um caminhoEstou a concluir a revisão do meu 5º livro de poemas. Aprendi muito ao longo destes úl...
01/12/2025

A liberdade de escolher um caminho

Estou a concluir a revisão do meu 5º livro de poemas. Aprendi muito ao longo destes últimos anos - e especialmente aprendi a gostar demais do que escrevo para me submeter à escravatura do autor, mais uma entre tantas outras hoje vividas por toda a parte.

Durante 2025 ofereci as minhas obras às editoras tradicionais, que simplesmente se escusaram a responder. Não me admiro - somos tantos a bater-lhes à porta que nem tempo devem ter para ler tudo o que lhes é enviado.

Tentei igualmente recorrer a algumas editoras independentes - essas responderam honestamente que não têm dinheiro para publicar senão daqui a muitos anos pois há imensos trabalhos em fila de espera.

Cheguei até a aventurar-me pelas editoras vanity, para entender melhor como funcionam: publicam tudo (ou quase) mediante o pagamento de um valor. Depois o autor que venda os livros. Recusei todas as propostas.

Eu, que sempre me conheci algo rebelde e insubmisso, que já fui trabalhador na função pública, sindicalista e empresário empreendedor, não irei mais oferecer o meu trabalho a quem o desvaloriza, mas vive sobretudo à custa dos autores. Não é politicamente correcto o que afirmo? Talvez, mas é o que penso, eu e muitos que não têm coragem de o dizer. Não sou contra os negócios, mas oponho-me visceralmente a este modelo de negócio.

Iniciei a participação em algumas tertúlias literárias e conto prosseguir nesse trilho em outras mais. Tem sido uma honra e um gosto revigorante, partilhar com colegas esta actividade criativa.

Tive o prazer de sentir reconhecimento externo - o meu primeiro livro foi premiado. Uma coisa é gostarmos do que fazemos; outra diferente é saber que esse trabalho tem algum merecimento por quem o avalia de forma crítica.

Terminado o ano é tempo de balanço. Depois de ultimar os próximos projectos em 2026, irei apresentar propostas nas plataformas de financiamento colaborativo para, através de edição de autor, poder oferecer os meus livros a Bibliotecas Públicas, a Bibliotecas Escolares, a instituições sem fins lucrativos e a críticos literários. E, claro, continuarei a apresentar-me em concursos literários.

Está assim claramente definido o meu caminho a este respeito, sem dilemas nem dramas adicionais.

Bem hajam.

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Cada um comemora a dataem que nasceu para o Mundo;todas são igualmente relevantesmas é no meu bolo(e no dos mais chegado...
25/11/2025

Cada um comemora a data
em que nasceu para o Mundo;
todas são igualmente relevantes
mas é no meu bolo
(e no dos mais chegados)
que eu coloco as velas,
canto, danço,
as sopro...
e aplaudo feliz.

Não consta que irmãos
se atropelem
em escaramuças,
insinuando ser
o aniversário de um
mais importante que o do outro;
quanto muito
o dos pais tem maior peso simbólico,
pois sem eles
não teriam direito a existir.

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Dia Mundial dos PobresOntem celebrou-se o dia mundial dos pobres. É uma homenagem da igreja católica mas, seja qual for ...
17/11/2025

Dia Mundial dos Pobres

Ontem celebrou-se o dia mundial dos pobres. É uma homenagem da igreja católica mas, seja qual for a entidade promotora, é importante lembrar que existem, que são gente da nossa carne, que são cada um de nós afinal. E Portugal é um país pobre... repleto de pobreza e desigualdades a muitos níveis.

Tenho sido menos assíduo nas redes sociais, mas sobre este dia não li nem uma linha por estas bandas. Foge-se da pobreza e dos pobres como o diabo da cruz... parece ter sarna ou lepra o raio do nome, só de se evocar mentalmente.

F**a pois aqui a lembrança, para que a busca de riqueza maior não nos faça esquecer quem somos, nem o dever fraterno de contribuir para erradicar o fosso cada vez maior entre os que têm muito e os que nada têm.

Bem hajam.

Foto: Internet

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Lisbon

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