06/08/2026
Dois Meses que Uniram Portugal e as Astúrias: Uma Ponte de Cultura e Futuro.
Entre junho e julho de 2026, a cultura e a identidade portuguesas afirmaram a sua presença na região das Astúrias, em Espanha, através de uma forte cooperação institucional, académica e artística. Um verdadeiro roteiro de internacionalização arrancou em junho com o histórico XVIII FIMI ASTURIES e consolidou-se em julho no emblemático Festival Arcu Atlánticu. Foram dois meses intensos de programação partilhada que abriram novas e promissoras perspetivas de desenvolvimento cultural, empresarial e institucional entre os dois territórios.
Foram dois meses intensos de programação partilhada que abriram novas e promissoras perspetivas de desenvolvimento cultural, empresarial e institucional entre os dois territórios.
Esta grande jornada ibérica começou com a estreia histórica do Festival Internacional da Máscara Ibérica (XVIII FIMI) fora de portas, enchendo as ruas de Oviedo com a energia e o mistério de mais de 600 participantes no Desfile Internacional da Máscara Ibérica.
A música também assumiu um papel central logo no concerto inaugural no Palácio de Congressos Príncipe Felipe, onde Miguel Carvalhinho, Celina da Piedade e Idalina Gameiro se uniram à mítica banda asturiana Felpeyu numa sentida homenagem a Kepa Junkera. Paralelamente à festa popular, o festival distinguiu-se pela sua forte vertente académica e científica, promovendo debates e conferências dedicadas aos "Rituais da Máscara" na Universidade Laboral de Gijón e no Reitorado da Universidade de Oviedo, atraindo investigadores de várias geografias europeias. Ao nível institucional, o FIMI serviu de palco para reuniões de alto nível com o executivo asturiano no Palácio de Governo, destacando-se as receções oficiais conduzidas pela Conselheira de Cultura, Vanessa Gutiérrez, e pela diretora do Museu de Belas Artes das Astúrias, María López-Fanjul, que fortaleceram o diálogo institucional.
A ligação transfronteiriça estreitou-se ainda mais em julho, com a participação de Portugal no Festival Arcu Atlánticu, em Gijón. O Campo Valdés transformou-se numa autêntica montra de sabores e tradições com o Mercáu Português, um espaço privilegiado que serviu para a promoção do município de Óbidos
A vanguarda cultural portuguesa fez-se ouvir com um concerto lotado do grupo português “Godspicsoul” onde a voz de Katia Felix mereceu os maiores elogios.
Em termos de diplomacia económica e cooperação, a comitiva desenvolveu visitas de trabalho estratégicas a locais de referência como o Jardim Botânico Atlântico, o Complexo Cultural de Siero e a Feira Internacional de Muestras de Astúrias (FIDMA). O momento alto desta agenda foi a reunião bilateral com a vereadora da Cultura de Gijón, Ana Montserrat Moro, focada no intercâmbio de indústrias criativas e na valorização do património marítimo comum, abrindo portas a futuras parcerias empresariais e institucionais com Óbidos. Deixamos aqui algumas imagens que ilustram este percurso de dois meses de intensa partilha, onde a música, a gastronomia, a ciência e a cooperação institucional criaram laços de colaboração entre Portugal e as Astúrias.