Galeria da Casa A. Molder

Galeria da Casa A. Molder A Galeria da Casa A. Molder é um projecto que propõe mostrar arte contemporânea, recuperando, para tal, o espaço de exposições existente na Casa A. The Casa A.

Molder, loja histórica de filatelia situada no coração da cidade de Lisboa. Molder é um projecto da artista Adriana Molder, o qual propõe mostrar arte contemporânea, recuperando para tal o espaço de exposições existente na Casa A. Molder, loja histórica de filatelia situada no coração da cidade de Lisboa, na Rua 1º de Dezembro, 101, 3º andar, desde 1943, quando foi fundada por August Molder. As ex

posições estarão abertas ao público durante a semana, no horário da tarde da Loja: das 15h30 às 19h e aos fins-de-Semana e Feriados por marcação (ver CONTACTOS). A entrada para a Galeria faz-se pela loja. O projecto Galeria da Casa A. Molder não tem qualquer intento comercial. Molder Gallery is a project by artist Adriana Molder, intended as a showcase for contemporary art that makes use of the exhibition space of Casa A. Molder, a historic stamp shop at the heart of Lisbon, on the third floor of 101, 1.º de Dezembro Street, its address ever since it was founded by August Molder in 1943. Exhibitions are open to the public on weekdays, during the shop’s afternoon schedule, i.e. from 3h30pm to 7pm; visits on weekends and holidays can be made by previous appointment. Access to the Gallery is through the shop
The Casa A. Molder Gallery is a fully non-commercial project.

A Galeria da Casa A. Molder 2020-2024 O projecto da Galeria da Casa A. Molder começou em Novembro de 2020, em plena pand...
21/03/2024

A Galeria da Casa A. Molder

2020-2024

O projecto da Galeria da Casa A. Molder começou em Novembro de 2020, em plena pandemia. Termina agora em Março de 2024, depois de 17 exposições feitas.
A loja de filatelia, fundada pelo meu avô paterno, August Molder, em Abril de 1943, e que fez no ano passado 80 anos, fecha definitivamente ao público a 22 de Março de 2024, já esta sexta-feira.

Quase nunca é fácil sentir, no seu final, o entusiasmo que temos ao iniciar algo. Sentir esse entusiasmo do fim é um exercício que exige alguma reflexão.

Ao olhar para trás, vi primeiro todos os convites que fiz aos artistas, as visitas aos seus ateliers, as propostas que me apresentaram e os textos que escrevi para cada uma das exposições. A seguir, as exposições, com os transportes das obras, as montagens, a proximidade com cada artista, e por fim as obras expostas, as inaugurações e o público.

Nada f**a esquecido: a particularidade dos artistas nos seus desejos, nas suas obras, nas suas montagens, no discurso, na proximidade, e também socialmente, no abraçar o projecto, na sensibilidade ao espaço.

No projecto da Galeria da Casa A. Molder houve apenas um mote: “O artista é soberano”. Espero que todos os artistas e o público o tenham sentido. E embora tenha criado sozinha este projecto, ao escolher os artistas, ao concorrer a apoios, ao criar o site, fazer e enviar os convites e, claro, escrever todos os textos, não o fiz sozinha e queria muito agradecer em primeiro lugar, e por ordem de exposição, a estes seres generosos que são os artistas, sem os quais não existiria nenhum projecto: Gustavo Sumpta, Ana Catarina Fragoso, Rui Chafes, Bárbara Fonte, Francisco Tropa, Maria Condado, João Belga, Carla Rebelo, Bruno Pacheco, Sandra Vásquez de la Horra, Carla Castiajo, Mariana Viegas, Joana da Conceição, Rui Sanches, Hugo Brazão, Sara & André e Henrique Pavão.

Não posso olhar para trás sem falar do espaço, pois foi deste que surgiu a ideia do projecto: não só das salas de exposição, onde houve em tempos uma Galeria de Arte comercial, mas da Casa A. Molder, esta loja com oitenta anos de existência, que sempre me pareceu parada no tempo ou mesmo “encantada”, e que viveu no ténue equilíbrio entre decadência e esplendor.

Quero também agradecer a Carmina Correia (infelizmente um agradecimento póstumo) e a Luís Santos por abraçarem este projecto e tão bem receberem o público das exposições, ao Gustavo Sumpta por todo o auxílio prestado, à minha mãe, Maria Filomena Molder, por ser a leitora dos meus textos e a José Gabriel Flores pelas traduções. Um especial agradecimento à Ana Catarina Fragoso pelos bons conselhos e força que me deu para eu avançar com o projecto. À Direcção Geral das Artes pelo apoio financeiro da primeira parte do projecto e à Fundação Calouste Gulbenkian e, em especial, à Câmara Municipal de Lisboa pelo financiamento da segunda parte.
E, claro, um enorme agradecimento ao público que durante quase quatro anos veio ver as exposições!

Foram três (quase quatro) anos de grande aprendizagem, e, sim, sinto um grande entusiasmo por acabar o projecto da Galeria da Casa A. Molder. Sinto entusiasmo por aquilo que foi feito!

Vossa,
Adriana Molder

Hoje sábado 9 de Março, das 15h às 18h- último dia de Waiting Around to Die de Henrique Pavão. Apareçam!!!
09/03/2024

Hoje sábado 9 de Março, das 15h às 18h- último dia de Waiting Around to Die de Henrique Pavão. Apareçam!!!

É a última semana da exposição Waiting Around to Die de Henrique Pavão! A exposição poderá ser visitada até dia 8 de Mar...
04/03/2024

É a última semana da exposição Waiting Around to Die de Henrique Pavão! A exposição poderá ser visitada até dia 8 de Março das 15h30 às 18h30, e excepcionalmente dia 9 de Março (sábado) das 15h às 18h. Não faltem!!!

Carregue aqui para ver imagens da exposição: https://galeriadacasaamolder.com/home/exposicoes/

22/02/2024
Waiting Around to Die de Henrique Pavão por Maria Brás Ferreira, na Umbigo!
20/02/2024

Waiting Around to Die de Henrique Pavão por Maria Brás Ferreira, na Umbigo!

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Waiting Around to Die de Henrique Pavão, de segunda a sexta das 15h30 às 18h, até dia 8 de Março. Não Faltem!!
19/02/2024

Waiting Around to Die de Henrique Pavão, de segunda a sexta das 15h30 às 18h, até dia 8 de Março. Não Faltem!!

Waiting Round to Die de Henrique Pavão em destaque no Jornal de Letras!Inaugura amanhã das 15h30 às 18h30, não faltem!
25/01/2024

Waiting Round to Die de Henrique Pavão em destaque no Jornal de Letras!
Inaugura amanhã das 15h30 às 18h30, não faltem!

Henrique PavãoWaiting Around to Diede 26 de Janeiro a 8 de março de 2024Abertura dia 26 de Janeiro das 15h30 às 18h30Wai...
23/01/2024

Henrique Pavão
Waiting Around to Die
de 26 de Janeiro a 8 de março de 2024

Abertura dia 26 de Janeiro das 15h30 às 18h30

Waiting Around to Die
Andar por aí à espera de morrer.

Henrique Pavão (1991) é o artista da sétima e última exposição da segunda parte do projecto da Galeria da Casa A. Molder. Waiting Around to Die [Andar por aí à espera de morrer] é o título da exposição pensada e criada para este espaço.

Andar por aí ao Deus-dará, à espera de morrer, ou a fazer tempo para que o derradeiro momento chegue. “Fazer tempo” enquanto nos destruímos e esperamos pela morte é o martírio que ouvimos pela voz de Townes Van Zandt em “ Waiting Around to Die” (1968), uma música predilecta, que Henrique Pavão, escolheu para título da sua exposição.

O artista está prestes a perder algo.

Numa instalação sonora, próxima da land art, Henrique Pavão prepara-se para uma mudança. Um filme está a ser feito, fotografias estão a ser tiradas e há um som: o acorde de ré menor que é tocado numa guitarra eléctrica pela intempérie, pela natureza e pelo acaso.

É deste projecto, que está ser feito (e em aberto), naquela paisagem portuguesa que, num certo imaginário, vai ao encontro do género western do cinema, que a exposição da Galeria da Casa A.Molder aparece.

Há aqui um encontro, uma descoberta e um engano.

Henrique Pavão encontrou numa das suas deambulações pela paisagem que tão próxima lhe é, a do Alentejo, um crânio de vaca. Um animal que quase de certeza morreu à sede. Não são quilómetros e quilómetros de pradaria ou deserto que Pavão encontra nos seus passeios, mas, neste pequeno pedaço de terra, por vezes parece que estamos tão entregues à impetuosidade da natureza como nas grandes extensões de terra de outros lados do globo, mas não estamos. Apenas estamos entregues à indiferença e à impotência de quem cuida ou deixa de cuidar destas terras.
O crânio deixou de ser osso para ser bronze, e tem uma marca: o acorde de ré menor em cifra, que Pavão traz do seu outro projecto. Este acorde é, na música ocidental (e não só), o acorde da tristeza e da inquietação.

Como já disse, o artista prepara-se para perder algo e ao fazê-lo constrói a sua obra. À espera da morte está também o espaço da exposição, a Galeria da Casa A. Molder. Tanto Henrique Pavão como o espaço onde ele mostra estas peças em bronze, um crânio de vaca e um imenso fio que ligaria uma guitarra eléctrica a um amplif**ador, trazem consigo a perda. Este é o encontro. Pavão coloca os seus bronzes que vão oxidando, pois não foram vedados propositadamente, num espaço que é, ao mesmo tempo, deserto e oásis.

O que fazemos enquanto esperamos por morrer? O cantor descreve o triste caminho de quem nunca foi cuidado, até ao vício, que sempre é uma maneira de esperar por morrer. Mas o artista não espera. O artista luta contra a morte ao fazer, ao criar, ao encontrar, é desta luta que as esculturas aparecem. Henrique Pavão não quer perder algo, mas a perda é inevitável, e para a “cristalizar” temos este espaço, perdido no tempo, um fosso que nos lembra algo que ainda há tão pouco tempo fazia parte do nosso imaginário colectivo de cidade, e agora está a deixar completamente de existir.

É aqui, neste local de perda absoluta, que iremos encontrar as esculturas de Henrique Pavão, e é aqui que esperaremos, bem atentos e entregues, por morrer.

A exposição estará aberta ao público durante a semana, no horário da tarde da Loja: das 15h30 às 18h30, e aos fins-de-semana e Feriados por marcação. A entrada para a Galeria faz-se pela loja.

Último dia da exposição Filatelia de Sara & André. Venham ver das 15 h às 18 h até já! (Sábado 20 de Janeiro)
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15/01/2024

Última semana!
A exposição Filatelia de Sara & André pode ser vista até dia 19 de Janeiro das 15h30 às 18h30, e excepcionalmente, sábado dia 20 das 15h às 18h! Apareçam!!!

Fotografia: Bruno Lopes

A exposição Filatelia de Sara & André vai ser prolongada até dia 19 de Janeiro! Venham ver!
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Endereço

Rua 1° De Dezembro, 101-3° Andar
Lisbon
1200-358

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 15:30 - 19:00
Terça-feira 15:30 - 19:00
Quarta-feira 15:30 - 19:00
Quinta-feira 15:30 - 19:00
Sexta-feira 15:30 - 19:00

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Galeria da Casa A. Molder

A Galeria da Casa A. Molder é um projecto da artista Adriana Molder, o qual propõe mostrar arte contemporânea, recuperando para tal o espaço de exposições existente na Casa A. Molder, loja histórica de filatelia situada no coração da cidade de Lisboa, na Rua 1º de Dezembro, 101, 3o andar, desde 1943, quando foi fundada por August Molder. Esta loja é um verdadeiro lugar de resistência ao tempo e à descaracterização da baixa lisboeta.

As exposições estarão abertas ao público durante a semana, no horário da tarde da Loja: das 15h30 às 19h e aos fins-de-Semana e Feriados por marcação (ver CONTACTOS). A entrada para a Galeria faz-se pela loja.

O projecto Galeria da Casa A. Molder não tem qualquer intento comercial.

The Casa A. Molder Gallery is a project by artist Adriana Molder, intended as a showcase for contemporary art that makes use of the exhibition space of Casa A. Molder, a historic stamp shop at the heart of Lisbon, on the third floor of 101, 1.º de Dezembro Street, its address ever since it was founded by August Molder in 1943. This shop is a genuine focus of resistance to time and the growing impersonalisation of downtown Lisbon.