09/03/2026
ECOSSISTEMA.danças.corpos
Workshops/Partilhas de práticas artísticas [ECO.ntros] e Conversas [ECO.trade.stories]
Inscrições (entrada livre) através do formulário abaixo ou do email:
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Onde?
Espaço da Penha (Travessa do Calado, 26B, 1170-070 Lisboa)
Curadoria de Claudia Galhós e Natacha de Campos
Um programa da Ordem do O
II FIM-DE-SEMANA
14 de março (sábado)
Matéria e Espiritualidade, do Krump a Outras Latitudes da Expressão Coreográfica
16h - Partilha de Prática com Dougie Knight
Krump
O Krump foi criado, nas comunidades negras e latinas de Los Angeles, durante os finais dos anos 90 e início do ano 2000. Surgiu como uma alternativa a uma dura realidade da área de Compton (guerra entre gangs), pós Rodney King, e presente opressão policial, que tornava dançar das poucas soluções sociais encontradas em muitos destes bairros, para abstração da realidade vivida, libertação de energia, expressão religiosa, sentimentos e comemoração da vida, sem julgamentos criando um espaço de apoio mútuo e partilha.
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18h - conversa com Dougie Knight, Ana Vaz, Ana Borralho & João Galante
15 de março (domingo)
Documental, autobiográfico e ficcional: abrir espaço poético e político na dança
16h - Partilha de Prática com Vânia Doutel Vaz
Tomo o corpo como veículo de comunicação. Construo e proponho o gesto como vitrine ou espelho ou reflexão para quem observa. Moveremos com consciência destes extremos: da viagem sensorial prazerosa à total consciência (e responsabilidade do que dizemos) com o nosso corpo quando o expomos.
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18h - Conversa com Vânia Doutel Vaz, Magnum Soares, Carlota Lagido
Dougie Knight
Douglas Silva, conhecido artisticamente como Dougie Knight, é um multifacetado artista de 31 anos nascido no Brasil e residente em Lisboa. Iniciou o seu percurso na cultura Hip Hop aos 14 anos e atualmente destaca-se como um dos pioneiros do estilo KRUMP em Portugal, o artista também desempenhou um papel crucial no desenvolvimento desse movimento no Brasil. É um dos fundadores da MOSJAM Associação Cultural e Artística, plataforma para o desenvolvimento das danças de rua e clubbing.
Foi de forma independente e autónoma que deu início à sua trajetória na dança, Dougie enfrentou a escassez de plataformas e referências em Portugal, motivando-o a procurar conhecimento em plataformas virtuais e a estabelecer conexões globais para enriquecer o seu conhecimento sobre a cultura KRUMP, tornando-se discípulo de Girl Tight Eyez, uma precursora do KRUMP na Rússia.
Ao longo dos anos, Dougie consolidou a sua presença na cena da dança em Portugal e contribuiu para o crescimento do estilo KRUMP no país. A sua participação e organização ativa em eventos culturais, workshops e aulas regulares por todo o país, tornaram-no uma referência a nível nacional e internacional no panorama da dança, destaca-se a criação da Knight Fam, em 2009, e posteriormente, em 2018, dá vida a um novo projeto “Knight Fam Projeto” que representou um novo capítulo na sua carreira profissional e na história da dança em Portugal. Mais recentemente, Dougie também expandiu as suas habilidades artísticas para a área da música, apresentando-se numa outra vertente em grandes palcos e festivais em Portugal.
A sua formação profissional foi enriquecida através de colaborações e momentos de aprendizagem com os renomados artistas internacionais, nomeadamente os criadores do estilo KRUMP, Big Mijo e Tight Eyez, ainda dos EUA, as suas maiores referências os artistas Solow e Crush. Também fortemente influenciado pela comunidade de dança francesa, especialmente através da sua vivência ao longo dos anos com os coletivos Real Underground Crew e Madrootz em França.
Na área das danças de rua, o seu trabalho amadureceu ao longo dos anos, devido a uma forte componente de transmissão cultural consciente, refletindo e transformando esta transmissão numa referência para os seus projetos, que foram desenvolvidos ao longo da sua carreira. Foi através de artistas como Henry Link, Buddha Stretch, Popin Pete, membros do mais icónico grupo de dança Hip Hop Elite Force Crew dos EUA, ainda dos EUA, artistas como Brian Green, Vinn Nguyen, Pat Cruz, Anthony Lee. Do continente europeu nas suas referências encontram-se artistas de diferentes países como Physs, Salah, Booboo, Majid, Ben Wichert, Kashmir, Yugson Hawks, entre outros. Dougie Knight participou também como intérprete e coreógrafo em diversos projetos a nível nacional e internacional, como a DYPTIK, uma companhia de dança Hip Hop em França. Destaca-se trabalhos como “Memórias de uma revolução” de Mónica Calle e “Periférico” do artista Alexandre Farto (VHILS).
Apresentou os seus solos em diversos festivais nacionais e internacionais como Festival Paralelo, o nos Açores, ou o festival KRUMP Fest em professor Paris. em Sendo diversas instituições, foi possível para o artista disseminar a sua paixão pela dança principalmente o KRUMP.
O seu currículo a nível de competições é impressionante, com vitórias no território nacional e internacional. Entre os vários títulos de competições: Battle Dance Crew TVI – Knight Fam, Hip Hop International-25 Bridge Mega Crew, Dance Summer Camp Battle-Hip Hop, Esposende Street Battle-Hip Hop, VIKUL-Hip Hop, Puma the Quest Paris, entre outras. Dentro das competições internacionais, um marco em 2020, um dos solos do coreógrafo entre os finalistas do Summer Dance Forever Theater, um dos maiores festivais de danças de rua e clubbing do mundo, em Amesterdão.
Além de bailarino intérprete e coreógrafo, Dougie também mostra uma participação ativa como jurado em diversas competições e organizou uma série de eventos e workshops, destacando-se como uma figura central na promoção e evolução do KRUMP e das danças de rua em Portugal ao longo dos últimos anos.
Podemos afirmar que 2023 é um ano de sucesso para este talentoso artista, em junho de 2023, foi um dos artistas convidados para apresentar uma peça coreográfica no Festival OUKUPA, no TBA, com curadoria de Piny. Também foi um dos convidados do Festival IMINENTE, onde assume a direção artística de uma performance apresentada no Terreiro do Paço, em Setembro de 2023. Em Outubro fez o lançamento do seu mais recente álbum “Até que vc volte”, que também se encontra disponível em todas as plataformas.
Ainda em 2023, e a colher os frutos do seu trabalho ao longo dos anos, surge o convite feito pelo TBA para a apresentação de uma nova peça “KRUMP SESSIONS” - Manifestação da identidade e da sobrevivência coletiva, uma produção da MOSJAM Associação Cultural e Artística com estreia marcada para Janeiro de 2024, esta apresentação tem como objetivo homenagear krumpers nacionais de diferentes gerações, trazendo para o palco do TBA um estilo que geralmente permanece fora dos espaços institucionais.
Dougie Knight personifica compromisso, paixão e contribuição de forma notável para a cena artística e cultural das danças de rua, monstra a capacidade de transcender fronteiras geográficas e culturais para deixar uma marca significativa no cenário internacional da dança e da música.
Ana Vaz
Alegadamente filha de um pescador português e de mãe angolana com carreira desconhecida. Sente que vive a explicar a sua existência mas nem ela própria a entende. Nasceu em Porto Amboim, Angola, a 5 de Julho de 1993. Curiosamente, no mesmo ano em que o single “Show Me Love” de Robin Schulz foi lançado. O seu percurso académico é bastante simples: andou na escola e ficou feliz quando acabou. A jornada profissional ainda mais simples de explicar: BLOOD, SWEAT AND TEARS com muitas amizades pelo caminho. Artista num estado permanente de desequilíbrio. Viaja da dança para a palavra, de animações para videoclips, da coluna de um bar para a parada natalícia, da segurança para o desemprego. De um SIM para milhares de NÃOS. Entre Angola e Portugal, entre o preto e o branco, entre a cinza e o arco-íris, o aqui e o imaginário o passado e um legado. Destaca no seu percurso todas as pessoas que a respeitaram e que had shown their love for her.
Ana Borralho & João Galante
Artistas e diretores artísticos da associação cultural casaBranca e do Festival Verão Azul, em Lagos
Ana Borralho (Lagos, 1972) & João Galante (Luanda, 1968) conheceram-se enquanto estudavam artes plásticas no AR.CO (Lisboa). Como atores/co-criadores trabalharam regularmente com o grupo de teatro OLHO (com o encenador João Garcia Miguel), entre 1992 e 2002.
Desde 2002 trabalham em parceria nos campos da performance-art, dança, instalação, fotografia, som e vídeo. Temas frequentes no seu trabalho: corpo|mente, dentro|fora, emoção|sentimento, eu|outros, privado|público, social|político. Um dos seus últimos trabalhos Atlas leva mais longe estas noções trazendo ao palco 100 pessoas de diversas profissões.
Das peças criadas em conjunto destacam: Mistermissmissmister (2002), I love you (2003), No Body Never Mind 001, 002 e 003 (2004-06), sexyMF(2006), I put a spell on you (2007), Meatphysics (2008), Untitled, Still Life (2009), World of Interiors (2010), Atlas (2011), Linha do Horizonte (2012), Purgatório (2013), Aqui estamos nós (2014) e Só há uma vida, nela quero ter tempo para construir-me e destruir-me (2015), Vão Morrer Longe (2016) e Gatilho da Felicidade (2017).
Borralho e Galante são co-fundadores da banda de não-músicos Jimmie Durham e da associação cultural casaBranca. São também directores artísticos/curadores do festival de artes contemporâneas verão Azul (Lagos+Loulé/Portugal), e co-curadores do extinto festival de música eletrónica Electrolegos (Lagos/Portugal).
Vivem e trabalham em Lisboa e Lagos (Portugal).
Vânia Doutel Vaz
Vânia Doutel Vaz, Setúbal 1985, é intérprete e criadora de dança.
Estudou com a Royal Dance Academy (1990-1998), Escola de Dança do Conservatório Nacional (1995-2003) e Forum Dança (2006); foi membro da Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo (2003/04), Teatro Maria Vitória - Parque Mayer (2006/08), Nederlands Dans Theater (NL, 2008-2010), Cedar Lake Contemporary Ballet (EUA, 2010-1015) e PUNCHDRUNK (EUA, 2015-2018).
Como artista independente colaborou com: artista visual Uri Aran (2015); Richard Siegal (2017/18); Jo Strømgren (2017); assistiu a coreógrafa Shannon Gillen (2018); Shobana Jeyasingh (2018); Tânia Carvalho (2018 e 2020); Eszter Salamon (2019/20); Adam Linder (2021); entre outros.
Diretora de ensaio e intérprete com Trajal Harrell desde 2017.
Criadora e intérprete de violetas (2025); O Elefante No Meio Da Sala (2022); ad aeternum (2020); Burauc'Art (2019); THEY (2015).
Dirige o movimento para Aurora Negra (2023); Gio Lourenço (2022); Paula Diogo (2022); Teatro Griot (2021); Teatro Praga (2021).
É membro fundadora da associação UNA - União Negra das Artes.
Magnum Soares
Magnum Soares (Minas Gerais, Brasil, 1996) é um artista multidisciplinar que atua entre a dança, as artes visuais e o teatro de marionetas. Reside em Portugal há uma década, onde se formou em Dança-Teatro e desenvolve uma pesquisa centrada na fusão entre corpo e matéria. A sua prática transforma materiais recicláveis e recursos não convencionais em movimento, gesto e poesia visual. Como arte-educador, desenvolve projetos de criação com comunidades, aproximando a dança e o teatro de marionetas como instrumentos de imaginação, encontro e transformação coletiva.
É Criador de obras como: O Segredo do Chá (Teatro de Marionetas) 2017, A Caravela desconhecida(Teatro de Marionetas) - 2020 Raizes( Dança Teatro)- 2022, Jacarandá(Teatro de Marionetas) - 2023, ilusão teimosa.mente persistente, com Francisco camacho (Dança)- 2024 e Dominó(Marionetas e dança) - 2025. colaborou com criadores como: Victor Hugo Pontes ,Sílvia Real, Francisco Camacho, Marina Nabais, Madalena Vitorino, Tiago Cadete, Ricardo Campos Freire, Olga Roriz, Leonor Barata dentre outros.
Carlota Lagido
Bailarina, coreógrafa, artista visual
Nasceu em Lisboa e vive no lugar de Alfafar. É bailarina, coreógrafa, figurinista e artista visual. Estudou Desenho na New York Academy of Arts. Tem pós-graduação em Design de Cena pela ESTC. Estudou Dança na Escola Profissional do Ballet Gulbenkian e em Nova Iorque, no Peridance School. Dançou com Meg Stuart, Francisco Camacho e Joana Providência. O seu trabalho como coreógrafa tem características multidisciplinares, cruzando o desenho e o vídeo com a prática performativa. Dos seus trabalhos, destaca: notforgetnotforgive (1999), Monster (Eira, 2009), The importance of nothing (Pogo Teatro, TMM, 2012), Ro.Ger (Temps d'Images, MalaVoadora, 2014), 50 Toneladas (Gaivotas6, Temps d'Images, 2015, DGArtes), Jungle Red (Festival DDD, Bons Sons, TDI, DGArtes, GDA, 2018), MINA (GDA, DGArtes, ORG.I:A, Alkantara, Cumplicidades, S.Luiz, 2020, 2021) e Silvestre (O Lugar do Meio, GDA, Garantir Cultura, 2022).
Faz ilustração científica de pássaros. Expôs no ciclo "Bailarinos e coreógrafos que desenham e pintam", com curadoria de Miguel Moreira (CAAA, Guimarães, 2021), e expôs o trabalho am.or (Galeria da Boavista, 2024, Lx) no evento Demimonde, com curadoria de Vânia Rovisco. Fez ilustração e fotografia para as publicações O Livro das Coisas Breves, de FS Hill (Medula, 2015), e para os números da Flanzine "Boca", "Bowie" e "Fome". Apresentou em 2016, no Festival VAFA, em Macau, o trabalho em vídeo self-portrait on the train no ciclo "Untested Solitude". Atualmente, frequenta o Curso Livre de Desenho da Natureza e Ilustração Científica com Pedro Salgado.
Fundou, em 2022, O Lugar do Meio, associação cultural e ambiental onde mantém programação artística transdisciplinar