Ecossistema.danças.corpos

Ecossistema.danças.corpos Dançar como arte que se abre à divergência. Dançar como práticas de ser que abre corpos.

09/03/2026
ECOSSISTEMA.danças.corposWorkshops/Partilhas de práticas artísticas [ECO.ntros] e Conversas [ECO.trade.stories] Inscriçõ...
09/03/2026

ECOSSISTEMA.danças.corpos
Workshops/Partilhas de práticas artísticas [ECO.ntros] e Conversas [ECO.trade.stories]

Inscrições (entrada livre) através do formulário abaixo ou do email:
[email protected]
https://airtable.com/app7u0cr8yzOvdwUI/pag8Cc9TiGRv9RfTX/form/

Onde?
Espaço da Penha (Travessa do Calado, 26B, 1170-070 Lisboa)

Curadoria de Claudia Galhós e Natacha de Campos
Um programa da Ordem do O

II FIM-DE-SEMANA

14 de março (sábado)
Matéria e Espiritualidade, do Krump a Outras Latitudes da Expressão Coreográfica

16h - Partilha de Prática com Dougie Knight
Krump
O Krump foi criado, nas comunidades negras e latinas de Los Angeles, durante os finais dos anos 90 e início do ano 2000. Surgiu como uma alternativa a uma dura realidade da área de Compton (guerra entre gangs), pós Rodney King, e presente opressão policial, que tornava dançar das poucas soluções sociais encontradas em muitos destes bairros, para abstração da realidade vivida, libertação de energia, expressão religiosa, sentimentos e comemoração da vida, sem julgamentos criando um espaço de apoio mútuo e partilha.
+
18h - conversa com Dougie Knight, Ana Vaz, Ana Borralho & João Galante

15 de março (domingo)
Documental, autobiográfico e ficcional: abrir espaço poético e político na dança

16h - Partilha de Prática com Vânia Doutel Vaz
Tomo o corpo como veículo de comunicação. Construo e proponho o gesto como vitrine ou espelho ou reflexão para quem observa. Moveremos com consciência destes extremos: da viagem sensorial prazerosa à total consciência (e responsabilidade do que dizemos) com o nosso corpo quando o expomos.
+
18h - Conversa com Vânia Doutel Vaz, Magnum Soares, Carlota Lagido

Dougie Knight
Douglas Silva, conhecido artisticamente como Dougie Knight, é um multifacetado artista de 31 anos nascido no Brasil e residente em Lisboa. Iniciou o seu percurso na cultura Hip Hop aos 14 anos e atualmente destaca-se como um dos pioneiros do estilo KRUMP em Portugal, o artista também desempenhou um papel crucial no desenvolvimento desse movimento no Brasil. É um dos fundadores da MOSJAM Associação Cultural e Artística, plataforma para o desenvolvimento das danças de rua e clubbing.
Foi de forma independente e autónoma que deu início à sua trajetória na dança, Dougie enfrentou a escassez de plataformas e referências em Portugal, motivando-o a procurar conhecimento em plataformas virtuais e a estabelecer conexões globais para enriquecer o seu conhecimento sobre a cultura KRUMP, tornando-se discípulo de Girl Tight Eyez, uma precursora do KRUMP na Rússia.
Ao longo dos anos, Dougie consolidou a sua presença na cena da dança em Portugal e contribuiu para o crescimento do estilo KRUMP no país. A sua participação e organização ativa em eventos culturais, workshops e aulas regulares por todo o país, tornaram-no uma referência a nível nacional e internacional no panorama da dança, destaca-se a criação da Knight Fam, em 2009, e posteriormente, em 2018, dá vida a um novo projeto “Knight Fam Projeto” que representou um novo capítulo na sua carreira profissional e na história da dança em Portugal. Mais recentemente, Dougie também expandiu as suas habilidades artísticas para a área da música, apresentando-se numa outra vertente em grandes palcos e festivais em Portugal.
A sua formação profissional foi enriquecida através de colaborações e momentos de aprendizagem com os renomados artistas internacionais, nomeadamente os criadores do estilo KRUMP, Big Mijo e Tight Eyez, ainda dos EUA, as suas maiores referências os artistas Solow e Crush. Também fortemente influenciado pela comunidade de dança francesa, especialmente através da sua vivência ao longo dos anos com os coletivos Real Underground Crew e Madrootz em França.
Na área das danças de rua, o seu trabalho amadureceu ao longo dos anos, devido a uma forte componente de transmissão cultural consciente, refletindo e transformando esta transmissão numa referência para os seus projetos, que foram desenvolvidos ao longo da sua carreira. Foi através de artistas como Henry Link, Buddha Stretch, Popin Pete, membros do mais icónico grupo de dança Hip Hop Elite Force Crew dos EUA, ainda dos EUA, artistas como Brian Green, Vinn Nguyen, Pat Cruz, Anthony Lee. Do continente europeu nas suas referências encontram-se artistas de diferentes países como Physs, Salah, Booboo, Majid, Ben Wichert, Kashmir, Yugson Hawks, entre outros. Dougie Knight participou também como intérprete e coreógrafo em diversos projetos a nível nacional e internacional, como a DYPTIK, uma companhia de dança Hip Hop em França. Destaca-se trabalhos como “Memórias de uma revolução” de Mónica Calle e “Periférico” do artista Alexandre Farto (VHILS).
Apresentou os seus solos em diversos festivais nacionais e internacionais como Festival Paralelo, o nos Açores, ou o festival KRUMP Fest em professor Paris. em Sendo diversas instituições, foi possível para o artista disseminar a sua paixão pela dança principalmente o KRUMP.
O seu currículo a nível de competições é impressionante, com vitórias no território nacional e internacional. Entre os vários títulos de competições: Battle Dance Crew TVI – Knight Fam, Hip Hop International-25 Bridge Mega Crew, Dance Summer Camp Battle-Hip Hop, Esposende Street Battle-Hip Hop, VIKUL-Hip Hop, Puma the Quest Paris, entre outras. Dentro das competições internacionais, um marco em 2020, um dos solos do coreógrafo entre os finalistas do Summer Dance Forever Theater, um dos maiores festivais de danças de rua e clubbing do mundo, em Amesterdão.
Além de bailarino intérprete e coreógrafo, Dougie também mostra uma participação ativa como jurado em diversas competições e organizou uma série de eventos e workshops, destacando-se como uma figura central na promoção e evolução do KRUMP e das danças de rua em Portugal ao longo dos últimos anos.
Podemos afirmar que 2023 é um ano de sucesso para este talentoso artista, em junho de 2023, foi um dos artistas convidados para apresentar uma peça coreográfica no Festival OUKUPA, no TBA, com curadoria de Piny. Também foi um dos convidados do Festival IMINENTE, onde assume a direção artística de uma performance apresentada no Terreiro do Paço, em Setembro de 2023. Em Outubro fez o lançamento do seu mais recente álbum “Até que vc volte”, que também se encontra disponível em todas as plataformas.
Ainda em 2023, e a colher os frutos do seu trabalho ao longo dos anos, surge o convite feito pelo TBA para a apresentação de uma nova peça “KRUMP SESSIONS” - Manifestação da identidade e da sobrevivência coletiva, uma produção da MOSJAM Associação Cultural e Artística com estreia marcada para Janeiro de 2024, esta apresentação tem como objetivo homenagear krumpers nacionais de diferentes gerações, trazendo para o palco do TBA um estilo que geralmente permanece fora dos espaços institucionais.
Dougie Knight personifica compromisso, paixão e contribuição de forma notável para a cena artística e cultural das danças de rua, monstra a capacidade de transcender fronteiras geográficas e culturais para deixar uma marca significativa no cenário internacional da dança e da música.

Ana Vaz
Alegadamente filha de um pescador português e de mãe angolana com carreira desconhecida. Sente que vive a explicar a sua existência mas nem ela própria a entende. Nasceu em Porto Amboim, Angola, a 5 de Julho de 1993. Curiosamente, no mesmo ano em que o single “Show Me Love” de Robin Schulz foi lançado. O seu percurso académico é bastante simples: andou na escola e ficou feliz quando acabou. A jornada profissional ainda mais simples de explicar: BLOOD, SWEAT AND TEARS com muitas amizades pelo caminho. Artista num estado permanente de desequilíbrio. Viaja da dança para a palavra, de animações para videoclips, da coluna de um bar para a parada natalícia, da segurança para o desemprego. De um SIM para milhares de NÃOS. Entre Angola e Portugal, entre o preto e o branco, entre a cinza e o arco-íris, o aqui e o imaginário o passado e um legado. Destaca no seu percurso todas as pessoas que a respeitaram e que had shown their love for her.


Ana Borralho & João Galante
Artistas e diretores artísticos da associação cultural casaBranca e do Festival Verão Azul, em Lagos
Ana Borralho (Lagos, 1972) & João Galante (Luanda, 1968) conheceram-se enquanto estudavam artes plásticas no AR.CO (Lisboa). Como atores/co-criadores trabalharam regularmente com o grupo de teatro OLHO (com o encenador João Garcia Miguel), entre 1992 e 2002.
Desde 2002 trabalham em parceria nos campos da performance-art, dança, instalação, fotografia, som e vídeo. Temas frequentes no seu trabalho: corpo|mente, dentro|fora, emoção|sentimento, eu|outros, privado|público, social|político. Um dos seus últimos trabalhos Atlas leva mais longe estas noções trazendo ao palco 100 pessoas de diversas profissões.
Das peças criadas em conjunto destacam: Mistermissmissmister (2002), I love you (2003), No Body Never Mind 001, 002 e 003 (2004-06), sexyMF(2006), I put a spell on you (2007), Meatphysics (2008), Untitled, Still Life (2009), World of Interiors (2010), Atlas (2011), Linha do Horizonte (2012), Purgatório (2013), Aqui estamos nós (2014) e Só há uma vida, nela quero ter tempo para construir-me e destruir-me (2015), Vão Morrer Longe (2016) e Gatilho da Felicidade (2017).
Borralho e Galante são co-fundadores da banda de não-músicos Jimmie Durham e da associação cultural casaBranca. São também directores artísticos/curadores do festival de artes contemporâneas verão Azul (Lagos+Loulé/Portugal), e co-curadores do extinto festival de música eletrónica Electrolegos (Lagos/Portugal).
Vivem e trabalham em Lisboa e Lagos (Portugal).

Vânia Doutel Vaz
Vânia Doutel Vaz, Setúbal 1985, é intérprete e criadora de dança.
Estudou com a Royal Dance Academy (1990-1998), Escola de Dança do Conservatório Nacional (1995-2003) e Forum Dança (2006); foi membro da Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo (2003/04), Teatro Maria Vitória - Parque Mayer (2006/08), Nederlands Dans Theater (NL, 2008-2010), Cedar Lake Contemporary Ballet (EUA, 2010-1015) e PUNCHDRUNK (EUA, 2015-2018).
Como artista independente colaborou com: artista visual Uri Aran (2015); Richard Siegal (2017/18); Jo Strømgren (2017); assistiu a coreógrafa Shannon Gillen (2018); Shobana Jeyasingh (2018); Tânia Carvalho (2018 e 2020); Eszter Salamon (2019/20); Adam Linder (2021); entre outros.
Diretora de ensaio e intérprete com Trajal Harrell desde 2017.
Criadora e intérprete de violetas (2025); O Elefante No Meio Da Sala (2022); ad aeternum (2020); Burauc'Art (2019); THEY (2015).
Dirige o movimento para Aurora Negra (2023); Gio Lourenço (2022); Paula Diogo (2022); Teatro Griot (2021); Teatro Praga (2021).
É membro fundadora da associação UNA - União Negra das Artes.

Magnum Soares
Magnum Soares (Minas Gerais, Brasil, 1996) é um artista multidisciplinar que atua entre a dança, as artes visuais e o teatro de marionetas. Reside em Portugal há uma década, onde se formou em Dança-Teatro e desenvolve uma pesquisa centrada na fusão entre corpo e matéria. A sua prática transforma materiais recicláveis e recursos não convencionais em movimento, gesto e poesia visual. Como arte-educador, desenvolve projetos de criação com comunidades, aproximando a dança e o teatro de marionetas como instrumentos de imaginação, encontro e transformação coletiva.
É Criador de obras como: O Segredo do Chá (Teatro de Marionetas) 2017, A Caravela desconhecida(Teatro de Marionetas) - 2020 Raizes( Dança Teatro)- 2022, Jacarandá(Teatro de Marionetas) - 2023, ilusão teimosa.mente persistente, com Francisco camacho (Dança)- 2024 e Dominó(Marionetas e dança) - 2025. colaborou com criadores como: Victor Hugo Pontes ,Sílvia Real, Francisco Camacho, Marina Nabais, Madalena Vitorino, Tiago Cadete, Ricardo Campos Freire, Olga Roriz, Leonor Barata dentre outros.

Carlota Lagido
Bailarina, coreógrafa, artista visual
Nasceu em Lisboa e vive no lugar de Alfafar. É bailarina, coreógrafa, figurinista e artista visual. Estudou Desenho na New York Academy of Arts. Tem pós-graduação em Design de Cena pela ESTC. Estudou Dança na Escola Profissional do Ballet Gulbenkian e em Nova Iorque, no Peridance School. Dançou com Meg Stuart, Francisco Camacho e Joana Providência. O seu trabalho como coreógrafa tem características multidisciplinares, cruzando o desenho e o vídeo com a prática performativa. Dos seus trabalhos, destaca: notforgetnotforgive (1999), Monster (Eira, 2009), The importance of nothing (Pogo Teatro, TMM, 2012), Ro.Ger (Temps d'Images, MalaVoadora, 2014), 50 Toneladas (Gaivotas6, Temps d'Images, 2015, DGArtes), Jungle Red (Festival DDD, Bons Sons, TDI, DGArtes, GDA, 2018), MINA (GDA, DGArtes, ORG.I:A, Alkantara, Cumplicidades, S.Luiz, 2020, 2021) e Silvestre (O Lugar do Meio, GDA, Garantir Cultura, 2022).
Faz ilustração científica de pássaros. Expôs no ciclo "Bailarinos e coreógrafos que desenham e pintam", com curadoria de Miguel Moreira (CAAA, Guimarães, 2021), e expôs o trabalho am.or (Galeria da Boavista, 2024, Lx) no evento Demimonde, com curadoria de Vânia Rovisco. Fez ilustração e fotografia para as publicações O Livro das Coisas Breves, de FS Hill (Medula, 2015), e para os números da Flanzine "Boca", "Bowie" e "Fome". Apresentou em 2016, no Festival VAFA, em Macau, o trabalho em vídeo self-portrait on the train no ciclo "Untested Solitude". Atualmente, frequenta o Curso Livre de Desenho da Natureza e Ilustração Científica com Pedro Salgado.
Fundou, em 2022, O Lugar do Meio, associação cultural e ambiental onde mantém programação artística transdisciplinar

Partilhas de práticas artísticas [ECO.ntros] e Conversas [ECO.trade.stories] Entrada livre, com inscrição para as prátic...
26/02/2026

Partilhas de práticas artísticas [ECO.ntros] e Conversas [ECO.trade.stories]

Entrada livre, com inscrição para as práticas em: [email protected] (sujeita à lotação da sala)

*8/03* (domingo)
ECOSSISTEMA.danças.corpos

Corpos em Trânsito e Rituais de Metamorfose do Corpo

Partilha de Prática com Wura Moraes - 16h
+
Conversa com Wura Moraes, Angela Guerreiro, Gaya de Medeiros (conversa) – 18h

Curadoria de Claudia Galhós e Natacha de Campos

Dois primeiros fins-de-semana de março: 7 e 8 de março; 14 e 15 de março de 2026, no Fórum Dança (Lisboa)

1) Partilhas de práticas artísticas de acordo com a singularidade da pessoa artista orientadora (ECO.ntros):
#1 Gio Lourenço (7 de março, das 16h às 17h30)
#2 Wura Moraes (8 de março, das 16h às 17h30)
#3 Dougie Knight (14 de março, das 16h às 17h30)
#4 Vânia Doutel Vaz (15 de março, das 16h às 17h30)

2) Conversas, troca de histórias e perspectivas sobre corpo e dança presenciais (ECO.trade stories):
1.Gio Lourenço, Mélanie Ferreira, André de Campos (7 de março)
2. Wura Moraes, Angela Guerreiro, Gaya de Medeiros (8 de março)
3. Dougie Knight, Ana Vaz, Ana Borralho & João Galante (14 de março)
4. Vânia Doutel Vaz, Magnum Soares, Carlota Lagido (15 de março)

Na II edição do ECOSSISTEMA.danças.corpos prosseguimos no exercício de expandir e interrogar noções de dança e que corpos têm voz. O programa é composto por três momentos: 1) Partilhas de práticas artísticas de acordo com a singularidade da pessoa artista orientadora (ECO.ntros); 2) conversas em que reunimos artistas para quem o corpo é central na sua autoria; de gerações, origens e estéticas distintas (ECO.trade stories); 3) e continuamos a documentação (vídeo e fotografia) da partilha (ECO.arc).

ECOSSISTEMA.danças.corpos nasce da contaminação das práticas, valores e princípios artísticos e éticos que definem o trabalho da Ordem do O, em que as entidades corpos e o que entendemos por danças são organismos complexos, indistintos da natureza, e que se expressam de maneiras e formas radicalmente plurais.

BIOGRAFIAS
Wura Moraes
Dançarina e coreógrafa luso-brasileira, Wura Moraes é licenciada pela Faculdade Angel Vianna (BR), com formação na École des Sables (SN), EDIT (BF), e FAICC (PT).
Na Bahia, com Loke Wolf, desenvolve a pesquisa Autodidança.
Criou o solo CERN e cocriou "Aether - Cruzamento", com o trio Bode Wilson e Ana Rita Xavier.
Foi intérprete para Gil Mac, Dori Nigro, Calixto Neto e Vânia Doutel Vaz.
Em coprodução com o festival DDD, cria os seus mais recentes solos HENDA I XALA e REVERBERAÇÕES, ambas parte seu projeto maior Confluências em homenagem ao seu pai Mário Calixto e ao seu tio Miltércio Santos, ambos dançarinos e coreógrafos.

Ângela Guerreiro
Angela Guerreiro, é mãe, artista independente, mentora de dança, produtora, investigadora, ativista, curadoria de festivais e conferências, terapeuta de movimento de dança e educadora de movimento somático. Licenciada pela Escola Superior de Dança, em Lisboa, mestre em Terapia da Dança e do Movimento, em Heidelberg e formada no programa de Somatic Movement Therapy Training (DE-SMTT), em Nova York. Registada como educadora e terapeuta somática na ISMETA.
Atualmente é estudante de doutoramento no programa “Pós-Colonialismos e Cidadania Global”, CES-Universidade de Coimbra e bolseira da FCT. Foi coreógrafa residente no Kampnagel em Hamburg, apresentando o seu trabalho internacionalmente. Guerreiro colaborou com artistas e companhias como o Showcase Beat Le Mot, Hajusom e Jochen Roller e foi coreógrafa e intérprete convidada de Frank Castorf (Volksbühne Berlin) para a peça FAUST em 2017.
Inicia, dirige e produz o festival DanceKiosk-Hamburg, que na sua última edição, propõe uma instalação de autocaravanas, um contentor e uma sauna, no espaço exterior da galeria Deichtorhallen, onde se viveu e criou arte durante 48 horas. Inicia projetos que convidam as comunidades jovem adulta migrante residente na Alemanha e no continente africano. Destaca os projetos: “DanceKiosk. Goes Island”, projeto em parceria com a comunidade jovem turca-alemã de um bairro especifico em Hamburgo; “Tracing Dance from Addis Ababa to Nairobi and Hamburg”, projeto de investigação e de criação artística com a colaboração da companhia Adugna de Addis Abeba e artistas independentes de Nairobi; “dance beyond borders” – projeto interdisciplinar, financiado pela União Europeia, proporcionando a 10 interpretes residências de criação artística; o projeto “SURVIVING DANCE - Art - Economy – Politics”, convidou artistas e políticos a conversarem sobre as condições “precárias” dos artistas das artes performativas em Hamburgo, levou Guerreiro a obter uma nomeação como “uma das últimas activistas independentes da dança contemporânea”, na revista Tanz Jahrbuch 2011; o projeto “The Live Legacy Project: Correspondences between German Contemporary Dance and the Judson Dance Theater Movement” partilha as práticas e técnicas que surgiram na vanguarda americana dos anos 60 e que migraram para a Alemanha, muitas vezes através das instituições holandesas (School for New Dance Development e a European Dance Development School); A exposição performativa “Me and My White Skeleton” foi sobre a presença de corpos negros na Europa; a curta-metragem “WIR” foi realizada em colaboração com a comunidade jovem adulta migrante de Munique; e o projeto “Terreiro-Laboratório de Rituais”, da associação UNA-União Negra das Artes.
Em Portugal tem colaborado como investigadora e júri em diversos contextos de festivais, conferências, exposições e plataformas de dança. É co-fundadora da ANACA-Associação Natureza Arte Corpo e Alma nas funções de Presidente da Direção. É diretora artística do “Projeto 1952 | Arquivo em Movimento: entre o Bairro e o Museu”, uma iniciativa da PARTIS & Art for Change, financiada pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Fundação “La Caixa”.

www.angelaguerreiro.de | www.dancekiosk-hamburg.de |
https://sharingsarts.jimdosite.com/dance-beyond-borders/ |
http://survivingdance.blogspot.com I http://tanzfonds.de/projekt/dokumentation-2013/the-live-legacy-project/ | http://the-live-legacy-project.com/ | http://thebest-theworst-myeverything.blogspot.de/ | http://tanz-bewegung.de | https://www.bodyiq.berlin/about-us 7 https://www.museus.ulisboa.pt/projeto-1952-arquivo-em-movimento-entre-o-bairro-e-o-museu-1

Gaya de Medeiros
Gaya é bailarina, atriz e encenadora. Já trabalhou com diversas coreógrafas e encenadores em Portugal . No cinema, protagonizou a curta Um Caroço de Abacate, de Ary Zara, premiado em diversos festivais. Criou os espetáculos Atlas da Boca(2021), BAqUE(2022), Pai para Jantar(2023), Cafezinho (2024) e Corre Bebé (2025), que já viajaram por mais de 16 países e 28 cidades. Fundou a BRABA.plataforma que visa apoiar, viabilizar e financiar iniciativas protagonizadas/direcionadas para a comunidade trans e não binária.
A pesquisa de Gaya concentra-se na expansão das narrativas autobiográficas e na tensão entre o corpo, a palavra e o público.

Natacha de Campos
Claudia Galhós

Partilhas de práticas artísticas [ECO.ntros] e Conversas [ECO.trade.stories] Entrada livre, com inscrição para as prátic...
25/02/2026

Partilhas de práticas artísticas [ECO.ntros] e Conversas [ECO.trade.stories]

Entrada livre, com inscrição para as práticas em: [email protected] (sujeita à lotação da sala)

ECOSSISTEMA.danças.corpos

*7/03* (Sábado)
Partilha de prática artística (+ conversa)

Violência e prazer, real e imaginário – a luta também pode ser festa

Gio Lourenço (partilha) – 16h às 17h30
+
Gio Lourenço, Mélanie Ferreira, André de Campos (conversa) – 18h às 19h30

Gio Lourenço (ANG/PT)
Performer e Bailarino. Faz parte do Teatro GRIOT.
Criou “PRETA”, apresentada na 17ª Bienal de Arquitetura de Veneza (2021), como parte do projeto “Space of Others”, no Pavilhão da Holanda. Colaborou com Sofia Berberan em “Memória Botânica”, para o catálogo do Exploratorium, na mesma Bienal. Em 2022, participou como performer-coreógrafo no projeto “Charging Change” de Michelle Eistrup, apresentado na Documenta 15. Também criou, em parceria com Sofia Berberan, a performance “Boca FalaTropa”, em 2022


Mélanie Ferreira
Nasceu na Suíça em 1996. Iniciou os seus estudos em dança em Viseu na Escola de Dança do Lugar Presente, onde frequentou o curso vocacional.
Entre 2014 e 2019 fez a licenciatura e mestrado na Escola Superior de Dança. O seu percurso é marcado pelo contacto com diferentes linguagens, coreógrafos e bailarinos, através de vários workshops, masterclass e intensivos, nomeadamente: AAB (Ballet summer intensive, EUA), Jan Fabre, São Castro e António Cabrita, Tânia Carvalho, Kurt Koegel, Lander Patrick, Juri Konjar, Allan Falieri, Roni Chadash, Paulo Ribeiro, Tobiah Booth-Remmers, Lewis Seivwright, Mathilde Moonier, Flora Detraz, Corinne and Nicholas Petit Rochet, Connor Scott, Cecilia Bengolea, Nádia Beugré, André de Campos, Horácio Macuacua, Erez Zohar, Mónica Calle, Peeping Tom, Tiago Martins, Kensaku Shionara, Transmission Impossible 2024 (convidada para o Festival de Avignon, projeto de Matilde Monnier, mentora Cristina Morales) e Sepideh Khodarahmi.
Integrou vários projetos com diferentes coreógrafos nomeadamente, Madalena Victorino, Francisco Pedro, Diana Niepce, Ana Borralho e João Galante, André Uerba, Lucia Nacht, Sérgio Penna, Daniel Matos, São Castro, Clara Andermatt e João Lucas, Jorge Jácome, Maurícia Neves, Joana de Verona, Diana de Sousa e Kensaku Shinohara, Catarina Miranda. Em 2021 estreia a sua primeira peça, sendo a criadora e intérprete da performance/fotografia Deitamos flores pelo lado de dentro em colaboração com André Alves, após este espetáculo dá início ao seu projeto Dependência Aberta (DA) que é um ciclo de solos interpretados por si, mas criados por artistas à sua escolha. Em 2023 foi nomeada pela SPA para melhor bailarina com a peça Carcaça de Marco da Silva Ferreira e em 2024 também foi nomeada com a peça Coreografia para uma Santificação (DA) de Tiago Vieira.
Em 2026 colabora como intérprete nas peças: Carcaça e F*cking Future (neste último como substituta) de Marco da Silva Ferreira, Durarei por Paz e Nunca por Mal (DA) de Daniel Matos e Abrir Fogo de Ana Sampaio e Maia.

André de Campos
André de Campos, nascido em 1985, Cigano.
Mestrando em Artes cénicas pela FCSH, licenciado em História de Arte pela UAL, graduação em Medicina tradicional Chinesa e Licenciado em Dança Pela Escola Superior de Dança. Performer, ensaiador e Assistente de direção na Companhia Olga Roriz desde 2015. Enquanto performer colaborou com Vera Mantero, João Galante e Ana Borralho, Miguel Moreira, Claúdia Dias, Bruno Alexandre, André Uerba, André E. Teodósio,Diana de Sousa, Teatro do MAR, WB Motion, Bon Bom, Companhia de Dança de Almada, Amalgama Companhia de Dança, Companhia de Dança Contemporânea de Évora, Thiago Granato, Mikhail karikhis, teatro Oficina uzyna uzona, Marco Martins, entre outros. Desenhador de Luz em peças de Be Dias, Filipe Baptista, Helena Baronet, Diogo Melo, Violeta Luz e Gaya de Medeiros. Criador de UNDERDOG, SAPO (considerada uma das melhores peças do ano de 2021, pelo jornal O Expresso), LANÇAMENTO e corpo espiralado - trajetórias do povo Roma (performance conferência). Professor de dança Contemporânea, movimento e improvisação em várias instituições e academias de dança.

Dois primeiros fins-de-semana de março: 7 e 8 de março; 14 e 15 de março de 2026, no Fórum Dança (Lisboa)

1) Partilhas de práticas artísticas de acordo com a singularidade da pessoa artista orientadora (ECO.ntros):
#1 Gio Lourenço (7 de março, das 16h às 17h30)
#2 Wura Morais (8 de março, das 16h às 17h30)
#3 Dougie Knight (14 de março, das 16h às 17h30)
#4 Vânia Doutel Vaz (15 de março, das 16h às 17h30)

2) Conversas, troca de histórias e perspectivas sobre corpo e dança presenciais (ECO.trade stories):
1.Gio Lourenço, Mélanie Ferreira, André de Campos (7 de março)
2. Wura Morais, Angela Guerreiro, Gaya de Medeiros (8 de março)
3. Dougie Knight, Ana Vaz, Ana Borralho & João Galante (14 de março)
4. Vânia Doutel Vaz, Magnum Soares, Carlota Lagido (15 de março)

Na II edição do ECOSSISTEMA.danças.corpos prosseguimos no exercício de expandir e interrogar noções de dança e que corpos têm voz. O programa é composto por três momentos: 1) Partilhas de práticas artísticas de acordo com a singularidade da pessoa artista orientadora (ECO.ntros); 2) conversas em que reunimos artistas para quem o corpo é central na sua autoria; de gerações, origens e estéticas distintas (ECO.trade stories); 3) e continuamos a documentação (vídeo e fotografia) da partilha (ECO.arc).

ECOSSISTEMA.danças.corpos nasce da contaminação das práticas, valores e princípios artísticos e éticos que definem o trabalho da Ordem do O, em que as entidades corpos e o que entendemos por danças são organismos complexos, indistintos da natureza, e que se expressam de maneiras e formas radicalmente plurais.

Curadoria de Claudia Galhós e Natacha Campos

Autoria das fotos:
Gio Lourenço / foto 1 de Hugo Botelho
Mélanie Ferreira de Bruno Simão

Gio Lourenço
Natacha de Campos
Mélanie Ferreira
André De Campos

Partilhas de práticas artísticas [ECO.ntros] e Conversas [ECO.trade.stories] Entrada livre, com inscrição para as prátic...
23/02/2026

Partilhas de práticas artísticas [ECO.ntros] e Conversas [ECO.trade.stories]

Entrada livre, com inscrição para as práticas em: [email protected] (sujeita à lotação da sala)

ECOSSISTEMA.danças.corpos

Dois primeiros fins-de-semana de março: 7 e 8 de março; 14 e 15 de março de 2026, no Fórum Dança (Lisboa)

1) Partilhas de práticas artísticas de acordo com a singularidade da pessoa artista orientadora (ECO.ntros):
#1 Gio Lourenço (7 de março, das 16h às 17h30)
#2 Wura Morais (8 de março, das 16h às 17h30)
#3 Dougie Knight (14 de março, das 16h às 17h30)
#4 Vânia Doutel Vaz (15 de março, das 16h às 17h30)

2) Conversas, troca de histórias e perspectivas sobre corpo e dança presenciais (ECO.trade stories):
1.Gio Lourenço, Mélanie Ferreira, André de Campos (7 de março)
2. Wura Morais, Angela Guerreiro, Gaya de Medeiros (8 de março)
3. Dougie Knight, Ana Vaz, Ana Borralho & João Galante (14 de março)
4. Vânia Doutel Vaz, Magnum Soares, Carlota Lagido (15 de março)

Na II edição do ECOSSISTEMA.danças.corpos prosseguimos no exercício de expandir e interrogar noções de dança e que corpos têm voz. O programa é composto por três momentos: 1) Partilhas de práticas artísticas de acordo com a singularidade da pessoa artista orientadora (ECO.ntros); 2) conversas em que reunimos artistas para quem o corpo é central na sua autoria; de gerações, origens e estéticas distintas (ECO.trade stories); 3) e continuamos a documentação (vídeo e fotografia) da partilha (ECO.arc).

ECOSSISTEMA.danças.corpos nasce da contaminação das práticas, valores e princípios artísticos e éticos que definem o trabalho da Ordem do O, em que as entidades corpos e o que entendemos por danças são organismos complexos, indistintos da natureza, e que se expressam de maneiras e formas radicalmente plurais.

Curadoria de Claudia Galhós e Natacha Campos

Natacha de Campos
Gio Lourenço






ECOSSISTEMA.danças.corpos  #27 e 8 de março; 14 e 15 de março de 2026Espaço da Penha (Fórum Dança) , LisboaGio Lourenço,...
22/02/2026

ECOSSISTEMA.danças.corpos #2

7 e 8 de março; 14 e 15 de março de 2026

Espaço da Penha (Fórum Dança) , Lisboa

Gio Lourenço, Mélanie Ferreira, André de Campos, Wura Morais, Angela Guerreiro, Gaya de Medeiros, Dougie, Ana Vaz, Ana Borralho & João Galante, Vânia Doutel Vaz, Magnum Soares, Carlota Lagido

Na II edição do ECOSSISTEMA.danças.corpos prosseguimos no exercício de expandir e interrogar noções de dança e que corpos têm voz. O programa é composto por três momentos: 1) Partilhas de práticas artísticas de acordo com a singularidade da pessoa artista orientadora (ECO.ntros); 2) conversas em que reunimos artistas para quem o corpo é central na sua autoria; de gerações, origens e estéticas distintas (ECO.trade stories); 3) e continuamos a documentação (vídeo e fotografia) da partilha (ECO.arc).

Dois primeiros fins-de-semana de março: 7 e 8 de março; 14 e 15 de março de 2026, no Fórum Dança (Lisboa)


1) Partilhas de práticas artísticas de acordo com a singularidade da pessoa artista orientadora (ECO.ntros):

#1 Gio Lourenço (7 de março, das 16h às 17h30)
#2 Wura Morais (8 de março, das 16h às 17h30)
#3 Dougie Knight (14 de março, das 16h às 17h30)
#4 Vânia Doutel Vaz (15 de março, das 16h às 17h30)

2) Conversas, troca de histórias e perspectivas sobre corpo e dança presenciais (ECO.trade stories):
1.Gio Lourenço, Mélanie Ferreira, André de Campos (7 de março)
2. Wura Morais, Angela Guerreiro, Gaya de Medeiros (8 de março)
3. Dougie Knight, Ana Vaz, Ana Borralho & João Galante (14 de março)
4. Vânia Doutel Vaz, Magnum Soares, Carlota Lagido (15 de março)

ECOSSISTEMA.danças.corpos nasce da contaminação das práticas, valores e princípios artísticos e éticos que definem o trabalho da Ordem do O, em que as entidades corpos e o que entendemos por danças são organismos complexos, indistintos da natureza, e que se expressam de maneiras e formas radicalmente plurais.

Curadoria de Claudia Galhós e Natacha Campos









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Travessa Do Calado 26-B
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