Somos a Casa dos Afectos Associação de Intervenção Cultural e existimos desde 1999. Dedicamo-nos ao teatro e à poesia porque não sabemos fazer mais nada. (E mesmo que soubéssemos, ainda assim lhes entregaríamos o nosso tempo.) Tem sido com toda a paixão que nos é possível, e às vezes mesmo a que não é, que temos percorrido estes dezassete anos de luta constante que é a produção de arte. Acreditamo
s que a cultura, enquanto factor primordial do entendimento da vida, é a mais maravilhosa das qualidades do percurso humano. Tentamos sempre, tanto no trabalho como na vida, justificar a arte segundo o conceito de comunicação. Por isso nos propomos como fundamental um olhar constante, aberto, disponível e solidário, sobre a condição humana, objecto privilegiado do acto criativo. Nesse sentido, abraçámos a produção de grandes clássicos portugueses, como sejam o Frei Luís de Sousa, Felizmente Há Luar, Auto da Barca do Inferno, mais recentemente o Memorial do Convento e Falar Verdade a Mentir, formámos cumplicidades com a poesia de Pessoa, de Régio, de Sena, de Sá Carneiro, de Camões, do Padre António Vieira e tantos outros, alguns desconhecidos também, cujo contributo para as letras e cultura deste país, e não só, são inultrapassáveis. Percorremos, e continuaremos a percorrer, Portugal de norte a sul. Temos mais de trezentos espectáculos realizados por este país fora, porque temos a profunda convicção de que a cultura é um bem partilhável, com uma atitude pedagógica e profissional. Somos a Casa dos Afectos Associação de Intervenção Cultural. Porque acreditamos que a arte e a cultura têm de ir ter com as pessoas, contem com o melhor de nós. Sejam bem-vindos a esta vossa casa.