Uma formação ao estilo clássico das Grandes Orquestras que o Jazz nos deu a partir do final dos anos 20, nomeadamente pelas mãos de Fletcher Henderson, Benny Goodman, Glenn Miller, Count Basie e Duke Ellington. Este não seria um projeto de concretização simples. Foi criada espontaneamente, sem apoios ou vontade direta do Estado Central, nessa altura. Assim, o apoio e vontade de arranque foi o da A
utarquia de Lagos. Hugo Alves é o fundador do projeto, um trompetista de reconhecido valor Nacional e Internacional, que além de Músico, Diretor Musical e Produtor, detém o Titulo Académico de Professor Especialista em Jazz (Instituto Politécnico do Porto), a par de uma licenciatura em Gestão de Empresas. O Lagos Jazz era já uma Produção sua, que vingou dez anos, e que colocou Lagos no Mapa do Jazz Europeu. A Orquestra de Jazz do Algarve foi desde cedo um projeto com uma clara estratégia definida, assentando em três pilares, ainda hoje fundamentais no desenvolvimento da sua atividade: a Música em Palco, o Serviço Educativo, e a Produção. O projeto, por muitos considerado único a nível nacional cresceu, e cresceu em todas as frentes. É hoje um dos projetos da área musical nacional, que recolhe maiores apoios, fruto da sua atividade reconhecida: detém desde 2006 apoio da Direção Geral das Artes - Ministério da Cultura, atualmente com um apoio sustentado (2018-2021 e 2022), e é apoiada diretamente pela maioria dos 16 Concelhos que compõem o Algarve. Reúne ainda outros apoios privados relevantes, dos quais podemos destacar o Vale de Lobo Resort. A Orquestra de Jazz do Algarve é ainda detentora de todos os reconhecimentos oficiais possíveis: Utilidade Pública, Mecenato Cultural, Declaração de Elevado Interesse Cultural, para citar alguns. A Orquestra de Jazz do Algarve tem sido parceira de várias entidades públicas e privadas, como sejam o Programa 365 Algarve gerido pela Região de Turismo do Algarve, que por exemplo permitiu a Produção, nos anos de 2017 a 2020, do Algarve Jazz Gourmet Moments Festival, o maior evento do género naquela Região desde o Allgarve, que aliava o conceito da gastronomia regional, ao Gourmet e ao Jazz. O percurso destes 16 anos de actividades permitiu recolher um palmarés invejável de renome internacional, tendo acolhido grandes nomes do Jazz Mundial: Tom Harrell, Benny Golson, Silge Nergaard, Rick Margitza, Dena DeRose, Tutu Puoane, Silvia Donati, Max Ionata, Andrej Olenijack, entre muitos outros. Ou ainda, os não menos importantes músicos nacionais ou aqui residentes: Jeff Davis, Michael Lauren, Maria Anadon, Ana Rita Inácio, Kiko Pereira, Sara Miguel, Clara Buser, Mário Delgado ou Desidério Lázaro, Ana Laíns, Cherry, para citar alguns. As listas, de um lado, e de outro, continuariam longamente. A par de todos estes Músicos e Artistas, foram criados e recriados repertórios diversos, que além de estimularem a criação nacional, põem em palco sonoridades que o tempo teima em apagar. Fica assim apresentada esta Orquestra, e a razão porque, apesar de envergar o nome de uma Região na sua designação, a faz de todos nós, e de um País. É no Algarve que foi fundada, é no Algarve que reside, mas não deixa de ser um Bem nacional, em prol da Cultura no nosso País, e sua divulgação. É deste Bem nacional, que achamos que todos devem tirar partido, partido de um trabalho diário e continuou que envolve uma estrutura profissional, com mais de 16 músicos, e cerca de 24 pessoas no seu total e pleno funcionamento. A sustentabilidade desta Orquestra é hoje mantida pelo Apoio incondicional dos Municípios do Algarve, mantendo sede social em Faro, e Residência Artística em Lagoa. É mantida ainda pelo apoio já mencionado da DGArtes e de alguns Privados. Nos últimos anos, a média de ocupação de salas é superior a 92%, com públicos anuais registados de mais de 32 mil pessoas (dados dos Relatórios da DGArtes).