Quando ainda pouca gente pensava a sério em realizações pessoais ou colectivas que levassem o rótulo de liberdade de acção emancipação pessoal e cultural dos trabalhadores portugueses, constituía-se numa empresa em Pevidém, por iniciativa e responsabilidade dos seus colaboradores, apoiados pela Administração, um Grupo Coral,
sob a direcção artística do Maestro Albano Abreu, que viria a dar origem
ao Orfeão Coelima. Coelho Lima que um grupo de empregados, reforçado por uma equipa de coralistas da Póvoa de Varzim e da Banda Musical de Pevidém, resolveu tomar aquela iniciativa. A união de muitos funcionários da empresa ao seu Orfeão bem como o entusiasmo já reinante em redor do futebol e ciclismo, levaram a que volvidos poucos meses, fosse criado um Centro de Alegria no Trabalho, o qual após a elaboração de estatutos oficiais, a tomar a designação que hoje ostenta Centro Cultural e Desportivo da Coelima. O Orfeão conta no seu historial actuações por todo o país, sendo impossível enumerar todas elas. Merece porém referência destacada a sua deslocação a Vigo (Espanha) e a gravação para a RTP em 1974, transmitida várias vezes no programa O Povo e a Música. No arranque da iniciativa para o Encontro de Coros do Norte de Portugal, também o Orfeão Coelima esteve presente, cabendo-lhe a organização do II Encontro, no ano de 1972, o qual redundou em pleno êxito artístico e popular. De sua iniciativa, organiza nas instalações sociais em Pevidém, tardes e noites de verdadeiro convívio e arte, dos quais salientamos os 32 Encontros de Coros, alguns internacionais, em homenagem póstuma a Albano Martins Coelho Lima. O Orfeão Coelima actua regularmente com o seu Grupo Instrumental, Banda de Pevidém e Orquestra de Sopros da Artave. Nestes últimos anos deu concertos nas principais cidades da Galiza, destacando-se em 1994 a solenização da Missa do Peregrino, na imponente Catedral de Santiago de Compostela. Desde 1972 tem como director artístico o Maestro Francisco Ribeiro.