27/07/2026
Num mundo cada vez mais descartável, onde os padrões se impõem, seja na magreza, no estilo ou nos procedimentos de harmonização facial que tornam os rostos semelhantes e lhes retiram identidade, escolho outro caminho.
Procuro o autoral. O meu jeito de ver, de interpretar e de sentir.
O mundo é diverso, e encontrar uma linguagem própria nem sempre é simples. Talvez por isso eu continue a experimentar, a manusear materiais, a desenhar. Sei que o desenho não é o meu maior talento, mas descobri que a criação acontece justamente no fazer.
É nesse processo que nasce a minha primeira coleção cápsula de joias, peças concebidas e executadas inteiramente por mim, sem componentes prontos, sem suportes industrializados, sem atalhos. Cada forma nasce das minhas mãos, com as suas imperfeições, escolhas e intenções.
Acredito que o verdadeiro valor não está na perfeição, mas na presença de quem cria. Nenhuma máquina poderá substituir aquilo que as minhas mãos constroem quando trabalham movidas pelo desejo simples de ser, de estar e de fazer.
No fim, talvez seja isso que eu queira oferecer: não apenas uma joia, mas um fragmento de um olhar único sobre o mundo.