15/09/2026
INSTALAÇÃO "Uma janela para a Liberdade"
Ruben Freitas | 11 a 30 setembro (1)
COLÓQUIO ‘‘Holocausto e (Dis)tra(i)ções: passado, presente e futuro’ | 6ª feira | 18 setembro,18h00 (2)
ENTRADA LIVRE
outras informações - 933 369 136
----------------------
(1) “A Liberdade do Outro Lado da Janela” é uma instalação artística inspirada na história de Anne Frank e, através dela, na memória de todas as vítimas do Holocausto e das pessoas que foram privadas da sua liberdade, da sua identidade e do direito de viver.
A instalação parte da ideia de uma janela como símbolo de fronteira: de um lado, o confinamento, o medo, o silêncio e a impossibilidade de escolher o próprio destino; do outro, a luz, a natureza, o espaço e a liberdade.
No centro da instalação encontra-se uma figura feminina inspirada na presença e na história de Anne Frank, construída através de técnicas mistas e materiais reutilizados. O corpo transforma-se num suporte de memória, incorporando fragmentos de tecidos, páginas, fotografias, documentos, frases, rendas, fios e outros elementos que remetem para a época e para as memórias daqueles que viveram a perseguição n**i.
A figura não pretende ser uma representação realista de Anne Frank, mas antes uma personificação da memória, da juventude interrompida e da esperança.
A janela, colocada no fundo da composição, funciona como elemento visual e emocional central. A luz que atravessa a janela representa aquilo que Anne podia observar, mas que não podia alcançar plenamente: a liberdade.
Ao longo do espaço, fotografias, textos, objetos e malas antigas evocam a ausência, a fuga, a deslocação e as vidas interrompidas. O visitante é convidado a entrar num ambiente inicialmente escuro e silencioso e, progressivamente, aproximar-se da figura central e da luz.
A utilização de materiais reutilizados acrescenta uma segunda dimensão ao conceito. Materiais que tiveram uma vida anterior são transformados numa nova obra, criando uma relação entre reutilização, memória e transformação. Tal como os materiais ganham um novo significado, também as memórias do passado podem ser transformadas em consciência para o presente.
A instalação pretende, assim, criar uma experiência íntima, sensorial e contemplativa, em que a história não é apresentada apenas através da informação, mas através da emoção, do silêncio, da matéria e da luz.
--------------------
(2) COLÓQUIO ‘‘Holocausto e (Dis)tra(i)ções: passado, presente e futuro’
1ª parte
1 - ‘Da importância da História à preservação da Memória “ – palestrante Professor Doutor Paulo Miguel Fagundes de Freitas Rodrigues, licenciado em História e Mestre em História Contemporânea pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É Doutorado em História Contemporânea, pela Universidade da Madeira (15 m)
2 - ‘Escrever contra a banalidade do mal e o fascismo dia a dia’ – palestrante: Professora Doutora Anne Martina Emonts, Doutorada em Estudos Germanísticos pela Universidade da Madeira (15m)
3 - ‘Trauma e vínculo: entre a memória individual e a herança coletiva’ – palestrante: Professora Doutora Alda Portugal, Psicóloga Clínica e Professora na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa (15m)
4 - ‘A relevância do Diário de Anne Frank na construção da memória do Holocausto desde o pós-guerra até à atualidade’ – palestrante: Professor Doutor Luís Pimenta Lopes, Professor de Língua e Cultura Alemã na Universidade da Madeira (15m)
Moderação - jornalista Marta Cília
2ª parte
Intervenção de associações regionais e restante público
• Centro Local de Apoio à integração de Migrantes (CLAIM) / Centro de Comunidades Madeirenses;
• VENECOM (Venezuela);
• Associação Cultural e Recreativa Africana da Madeira;
• Associação PRESENÇA FEMININA.
Fotografia | Diogo Brazão