10/08/2026
Atenção estas fotos não são trabalho meu,mas sim de uma colega neste ramo do artesanato.
A eterna controvérsia "mas o meu filho é João Maria "!
O menino há de ter aliás mais nomes! Da Silva, Carvalho, Oliveira.... e porque não colocar nome completo????
Eu digo o porquê:
1. O silicone é um material nada leve, pelo que convém manter um comprimento no mínimo possível. Aliás existe uma norma europeia que impõe regras para a elaboração deste tipo de artigos. (Deixo os detalhes no final deste texto)
2. Quem vai usar é um bebé, para quem 50g equivalem (digo eu) a um adulto andar com um colar de 2kg ao pescoço.
3. Não é por ter apenas um nome que o prendedor deixa de ser do João Maria, ou da Constança Margarida, ou da Maria Rita.... os bebés terão um objeto próprio para os identificar: chama se cartão de cidadão!
4. Quanto maior o nome, menos espaço para as peças de cor que são as que acabam por dar o estilo ao prendedor, pois o nome não passa de uma série de cubos brancos com letras.
5. Quanto mais comprido o prendedor, maior o risco do mesmo se enrolar à volta do pescoço do bebé. E por isso nasceu a tal norma europeia.
Agora mamãs, avós e tias, pensem lá um bocadinho mais nos vossos rebentos e menos nos vossos caprichos. Um prendedor de chupetas, independentemente do material com que é feito, pode tornar-se num perigo quando a irresponsabilidade dos adultos supera a consciência.
Também sou mãe! Também me coloco no vosso lugar. E em nenhuma das situações os meus interesses são colocados acima dos dos meus filhotes!
Aproveito a oportunidade para chamar a atenção para prendedores supostamente "totalmente em silicone", onde são colocadas pedras e pedrinhas lindas de acrilico que facilmente partem e podem ser ingeridos pelo bebé. Apenas o silicone e a madeira são próprios para o bebé morder, e a madeira vai desgastar se com as marcas das dentadas - isso não acontece com o silicone.
Agora a tal norma que vos falei:
Requisitos Principais da Norma EN 12586
Comprimento máximo: O cordão ou fita não pode exceder 22 cm (excluindo a mola de aperto) para evitar o risco de estrangulamento ou asfixia se a fita se enrolar no pescoço do bebé.
Resistência mecânica: O prendedor tem de ser resistente à tração, não se podendo partir facilmente nem soltar peças pequenas que representem perigo de ingestão.
Ventilação na mola: As molas ou clipes de fixação devem incluir orifícios de ventilação/respiração para reduzir o risco de obstrução das vias aéreas caso sejam engolidos acidentalmente.
Materiais seguros e não tóxicos: É proibido o uso de substâncias nocivas, ftalatos ou metais pesados. As tintas e os materiais devem resistir à saliva e ao suor do bebé.
Ausência de arestas vivas: As peças metálicas ou plásticas não podem ter pontas afiadas ou rebarbas que possam magoar a pele ou rasgar a roupa.
Se também fazes deste tipo de artigos, desafio te a copiar/colar para que haja uma maior consciência nos pedidos que recebemos.