31/08/2026
👉O Teatro das Beiras recebe a Companhia de Teatro de Almada que apresenta a peça "Um adeus mais-que-perfeito" de Peter Handke, com encenação de Teresa Gafeira.
📆 23 de setembro
⌚️21h30
📍Teatro das Beiras - Auditório Fernando Landeira
🎟️ Bilhetes disponíveis no Teatro das Beiras e em https://www.ticketline.pt/evento/companhia-teatro-almada-um-adeus-mais-que-p-107027
📲Reservas: 275 336 163
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A mãe de Peter Handke suicidou-se quando tinha 51 anos. Para tentar lidar com o acontecimento traumático, o escritor austríaco fez o que sabia fazer melhor: escrever. UM ADEUS MAIS-QUE PERFEITO foi escrito durante dois meses no Inverno de 1972 e consiste numa viagem pela história da sua família: a vida dura dos avós no campo; a determinação da mãe em escapar àquele pequeno mundo opressivo; o riso do amor e a desilusão do desamor; um casamento abusivo; a solidão que sentia na casa onde ocupava os seus dias tomando conta dos filhos. A história da mãe de Handke é, ao mesmo tempo, a história da Europa Central: assistiu ao surgimento do nazismo, atravessou a II Guerra Mundial, e viveu a austeridade e o sofrimento que se seguiram.
No espectáculo, dois actores dão voz às inquietações de PETER HANDKE. O texto era originalmente um romance, mas Teresa Gafeira quis imediatamente levá-lo para o palco: “Costuma-se dizer que um texto para funcionar em teatro tem de ter conflito. Aqui existe conflito entre o indivíduo que, à partida, tem condições para ser qualquer coisa, para ter qualquer coisa, para se desenvolver na sua plenitude, e, depois, as circunstâncias anulam-no, começam a afectá-lo, até atingirem neste caso o cérebro e até levarem ao acto do suicídio”, explicou a encenadora. “Neste caso, o conflito é entre uma mulher e as suas circunstâncias”.
Depois de assistir à estreia deste espectáculo, no último Festival de Almada, o crítico espanhol Afonso Becerra escreveu o seguinte: “Handke escreve para atenuar a dor mas, como ele mesmo assinala, não o consegue. Escreve tentando descrever a mãe e aproximar-se dela, mas também não o consegue. Eis a tensão dramática deste texto que não é directamente um texto dramático, mas um romance: a procura da mãe, a aproximação dificílima, a descrição não edulcorada literariamente do terrível e da dor excruciante”.
Ficha artística:
A partir do romance de Peter Handke | Encenação: Teresa Gafeira | Tradução: Carlos Leite (gentilmente cedida pela editora Relógio d’Água) | Adaptação: Pedro Proença | Interpretação: Duarte Guimarães, Pedro Walter | Cenografia e figurinos: Sérgio Loureiro | Desenho de luz: Guilherme Frazão | Música e Desenho de som: Daniel Mendrico | Apoio vocal: Luís Madureira | Vídeo: Lídia Octávia, Daniel Mendrico, Sérgio Loureiro | Operação de luz e som: Daniel Mendrico | Montagem: André Oliveira, João Farraia, Daniel Mendrico, Paulo Horta, Lucas Domingos, Ângelo Basto, Rafael Salles, Luís Tomé | Agradecimento: Lídia Octávia