ART VEINE

ART VEINE Difusão das artes visuais contempôraneas

25/08/2026

ARTVEINE

por outras cartografias

abrir espaços + vozes

deslocar margens

CIRCULAÇÃO

território-fora do esquadro

ser transversal, inconformado, experimental

MERGULHAR NA
5ª DIMENSÃO

PLENITUDE E ARTE NA VEIA

21/05/2026

JARDINS TRANSVERSAIS

É uma obra expandida que inscreve no território a possibilidade de uma contra-aceleração, como ato de resistência à lógica produtivista, afirmando, simultaneamente, a valorização do meio ambiente e a necessidade de reconfigurar a relação entre o humano, a natureza e a cidade.

Trata-se de um projeto que procura dar visibilidade ao que se encontra degradado pelas dinâmicas da obsolescência: a memória vira lixo por entre os corredores plastificados da nossa existência-shopping, onde as
relações se desdobram num campo minado de banalização estrutural.

Este ponto de compreensão cria, de fato, a percepção do esvaziamento, num roteiro truncado cuja narrativa recusa o cinema experimental de Godard e, ainda mais, a fenda de Gordon Matta-Clark, que realizava cortes em estruturas arquitetónica na Nova York degradada na década de 1970, revelando camadas metafóricas embaladas
por interesses do mercado imobiliário.

Os Jardins Transversais se inspiram nas fendas matta-clarkianas.

No dia 16 de maio de 2026 foi inaugurado no Terreiro da Erva, o primeiro Jardim
Transversal da Baixa de Coimbra.

A proposta é criar muitos outros, em espaços degradados, possibilitando,
através das artes visuais contemporâneas, em diálogo com diversas linguagens e dimensões da vida, momentos de beleza, paz, harmonia, reflexões.

PROJETO VENCEDOR DA 7ª EDIÇÃO DO CICLO DE TEATRO E ARTES PERFORMATIVAS - MIMESIS. UMA ATIVAÇÃO URBANA
ANOZERO ÁGORA, INTEGRADO AO PROGRAMA CONVERGENTE DO ANOZERO´26 - BIENAL DE COIMBRA

Idealização e curadoria:
Nelson Ricardo Martins

Pintura Mural:
Felipe Barbosa

Jardim Expandido:
Samir Bichara

Meditação:
Lisiane Mutti

Performance:
António Azenha

Instalação Sonora:
Nelson Ricardo Martins

Filmagem e Produção:
Aline Oliveira

Apoio técnico ao jardim:
Albano Figueiredo e Lilian Walker

Agradecimento Especial:
Carla Gapo



1824

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A exposição "Os Trópicos têm Poros" apresenta a produção recente de  , marcada por uma investigação sensível entre corpo...
21/04/2026

A exposição "Os Trópicos têm Poros" apresenta a produção recente de , marcada por uma investigação sensível entre corpo, matéria e espaço. Sua prática desloca a observação para além do campo científico, propondo modos de percepção que emergem da experiência direta e da relação tátil com o mundo.

Entre o micro e o macro, suas obras instauram tensões entre superfície e profundidade, visível e latente, ativando correspondências entre o corpo e o território. A artista trabalha com linguagens híbridas: pintura, imagem, objeto, movimento e som, construindo um campo expandido onde o gesto e a materialidade tornam-se centrais.

Museu do Observatório Geofísico e Astronómico da Universidade de Coimbra
Curadoria:
Exibição: 18/04/26 a 12/07/26 | 16h às 20h

Criado em 1985, o coletivo Guerrilla Girls nunca falou baixo. Entre estatísticas incômodas, humor ácido e imagens que co...
19/04/2026

Criado em 1985, o coletivo Guerrilla Girls nunca falou baixo. Entre estatísticas incômodas, humor ácido e imagens que colam na memória, suas obras desmontam uma verdade persistente: o sistema da arte reforça as desigualdades do mundo.
Quem aparece? Quem é silenciada? Quem é exposta e em que condições?

Décadas depois, as perguntas seguem urgentes. Se antes era preciso “estar nua para entrar no museu”, hoje mulheres continuam sendo expostas, julgadas e violentadas, agora em escala massiva, nas redes sociais. A lógica não desapareceu: apenas mudou de plataforma.

O que as Guerrilla Girls fizeram e continuam fazendo é transformar indignação em linguagem. Nomear o problema. Torná-lo visível. Ridicularizar o poder. Recusar o silêncio.

Num momento em que a violência contra mulheres cresce de forma alarmante no ambiente digital, a arte volta a ocupar um papel fundamental. Como interrupção. Como confronto.

A coragem das nos lembra que não basta representar é preciso intervir. Toda imagem carrega uma posição política. Se o sistema não muda sozinho, a arte consegue pressionar para que mude.

A luta não é apenas por representação é por transformação. Enquanto houver desigualdade, a arte continuará sendo uma ferramenta de resistência, denúncia e mudança em qualquer lugar do mundo.

Qual artista visual contemporânea te inspira na luta feminista e no combate à violência contra mulheres? Partilha nos comentários, vamos fortalecer essa rede de referências e vozes que provocam mudança.

17/03/2026

Veludo Mais Azul - Desdobramentos

Mostra de videoarte experimental, com curadoria de António Olaio e Nelson Ricardo Martins, realizada no âmbito da XXVIII Semana Cultural da Universidade de Coimbra.

A escolha das(os) artistas participantes deu-se, em sua grande maioria, por meio de uma open call.

Voltada para artistas de língua portuguesa, a mostra reúne 25 obras que têm como pano de fundo a beleza em seus inúmeros desdobramentos.

A primeira exibição da mostra ocorreu na Casa da Esquina, em Coimbra (Portugal), no dia 12 de março de 2026, com um público estimado de 30 pessoas.

A segunda exibição da mostra acontecerá online, no YOUTUBE da ART VEINE, no dia 26 de março de 2026, às 20h30 (Portugal) e 17h30 (Brasil)

Acesse a mostra Veludo Mais Azul, no link da Bio

https://youtu.be/rNA0f5oqJ-c



Para Além Daqui - António OlaioO Brasil conhecerá a obra do artista português António OlaioPrimeira exposição individual...
08/10/2025

Para Além Daqui - António Olaio
O Brasil conhecerá a obra do artista português António Olaio

Primeira exposição individual do artista português António Olaio no Brasil, “Para Além Daqui”, com curadoria de Isabel Portella e Nelson Ricardo Martins, acontecerá na Galeria do Lago, Museu da República, zona sul do Rio de Janeiro.

António Olaio apresentará uma série de pinturas inéditas, inspiradas na biodiversidade do Jardim do Museu da República, em contraste com a agitação urbana das ruas presentes no entorno.

Desta contraposição emergem formas abstratas e insetos inventados que, na hibridez da sua existência, se movimentam pelas telas, em iminente transbordamento para fora do suporte.

Segundo a curadoria, “a série propõe o entrelaçamento fora-dentro, amalgamado a composições orgânicas que se deslocam pelas superfícies.

São naves, engrenagens, sussurros delirantes, insetos-máquinas-insetos. A obra dialoga com a ‘fita de Moebius’, símbolo de infinito, continuidade e ciclos”.

A exposição inaugura no dia 25 de outubro, às 14h:30, com a presença do artista que realizará uma performance no interior da galeria.

“Seeds of Change” de Maria Thereza Alves Artista e ativista brasileira, a artista Maria Thereza Alves(1961)  vive entre ...
07/10/2025

“Seeds of Change” de Maria Thereza Alves

Artista e ativista brasileira, a artista Maria Thereza Alves(1961) vive entre Nápoles e Berlim. Sua obra conecta arte, ecologia e história local, em diálogo com comunidades e especialistas.

Na obra “Seeds of Change”, investiga, há mais de 20 anos, a história oculta das sementes trazidas nos navios coloniais, revelando como a flora de lastro conecta ecologia, comércio marítimo e violência colonial.

O lastro era a terra, areia, pedras ou cascalho usados para equilibrar embarcações, especialmente durante o período colonial, quando os navios viajavam muitas vezes vazios de mercadorias em uma das direções. Esse material era recolhido em um porto e descartado em outro.

No solo usado como lastro, vinham sementes “escondidas”, que germinavam ao serem despejadas em novos territórios.

Assim, plantas consideradas “exóticas” se espalharam pelo mundo, acompanhando as rotas do comércio marítimo — e, junto delas, as histórias de colonização e escravidão.

Fonte: “Seeds of Change”, Vera List Center for Art and Politics, The New School.

Foto 1 :Vista da instalação, Bristol, Reino Unido, 2015. De Seeds of Change, 1999–.
Maria Thereza Alves, Seeds of Change: A Floating Ballast Seed Garden, 2012–16, barcaça, plantas, solo, madeira. Foto: Maria Thereza Alves.

Foto 2: Vista da instalação de Maria Thereza Alves, Seeds of Change: New York – A Botany of Colonization no Vera List Center/Sheila C. Johnson Design Center, The New School, novembro de 2017. Foto de David Sundberg.

🔻🔹🔺Um passeio pelo jardim transversal “A câmera deve ser vista como um instrumento análogo ao olho humano”Dziga VertovO ...
30/06/2025

🔻🔹🔺

Um passeio pelo jardim transversal

“A câmera deve ser vista como um instrumento análogo ao olho humano”
Dziga Vertov

O vídeo constitui-se como linguagem híbrida ao deslocar-se em direção a outros contextos, caracterizando-se, sobretudo, pelo seu potencial experimental, desde a sua origem como meio artístico, na década de 60, através do movimento artístico interdisciplinar Fluxus, tendo a frente artistas como Num June Paik e Wolf Vostell.

“O chão ainda pede por liberdade”, de Lilian Walker, em exposição na LojaZ (rua Adelino Veiga, Coimbra), é uma obra radicalmente experimental, não só por estabelecer uma relação simbólica entre o sólido e o eletrônico-digital, mas também ao operar o sensório com a possibilidade do imprevisível.

Na visceralidade de sua existência orgânica-inorgânica, transforma cotidianamente a sua trama arquitetural, tendo como ponto de partida a irrupção de dois elementos que emergem das profundezas: o corpo da artista e o corpo do suporte.

Fusiona-se, assim, metaforicamente, carne, ossos, veias a dispositivo de raios catódicos, placas, circuitos eletrônicos.

Um outro elemento configura-se como basal na narrativa. Trata-se da obra seminal, nesse contexto, “Plano de Contenção”, que nos remete a ideia de tubo de imagem em conexão com o fora de campo, trazido por memórias associadas às peles cumulativas da cidade.

Essa intervenção escultórica, feita de lixas azuis, foi aplicada pela artista nas grades de uma loja abandonada semanas antes da videoinstalação ser inaugurada na LojaZ, no âmbito da 1ª Trienal dos Espaços Invisíveis.

As obras encontram-se em exposição na rua Adelino Veiga, sendo que a videoinstalação permanece até o dia 06/07 e a instalação à mercê do tempo e da predação humana.

Sugiro que a visita seja pensada através de duas possibilidades temporais. A primeira, partindo da LojaZ, hoje um jardim-em-processo, num traveling flashback, já que um retorno à origem. E a segunda, iniciando-se no núcleo gestacional.

O cinema, sempre o cinema, como arcabouço rizomático do processo.

(curador)

Fotos

Endereço

Rua António Vasconcelos, 29
Coimbra
3000-054

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