15/10/2026
Manuel Trindade D’Assumpção faz esta pintura durante a sua última estadia em Berlim. Em plena maturidade artística, trabalha com rigor as formas e a sua fragmentação, numa estrutura entre abstração e reminiscências cubistas, indissociável da paleta de matizes escuros, pretos, castanhos, cinzentos, em contraste com os azuis e vermelhos da composição central, conseguindo uma composição densa, de intensa força plástica. Pintor em constante questionamento, desiludido com o mundo e com a vida, D’Assumpção viveu vários anos em França, viajou pela Europa, absorveu as novas linguagens plásticas, como o expressionismo, o cubismo ou a abstração geométrica. Movido por um forte misticismo, que projeta na sua pintura, a partir de finais da década de 50 encontra na abstração um campo de transcendência e de fuga da realidade.
Pode encontrar esta obra no Museu Municipal do Crato.
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