Sendo atualmente o mais antigo grupo de teatro amador do Barreiro, e com o estatuto de utilidade pública, o TEB nasceu a 17 de Outubro de 1962, no antigo “Cinema-Ginásio” do Grupo Desportivo da CUF ( hoje Casa da Cultura dos Trabalhadores de Adubos de Portugal ), formado por um grupo de amigos dos quais fazia já parte Graciano Simões, o atual encenador, um homem de rara sensibilidade. Por necessid
ades legais, a Constituição de Associação foi apenas inscrita no Cartório Notarial do Barreiro a 25 de Maio de 1995. O grupo estreou a sua primeira peça em:
1963 – As Velharias de Scapin, de Molière
Seguiram-se outras peças, algumas delas premiadas pelo S.N.I., o que veio a atestar a alta qualidade do grupo:
1965 – A Ratoeira, de Agatha Christie
2º Prémio de Grupo
2º Prémio de Encenação
2º Prémio de Interpretação Masculina
2º Prémio de Interpretação Feminina
2º Diplomas de Honra
1965 – O Segredo da Abelha, de Ricardo Alberty
1966 – Caíram do Céu Três Anjos, de Albert Husson
2º Prémio de Grupo
2º Prémio de Encenação
1º Prémio de Interpretação Masculina
Em 1967 desligado do “Grupo Desportivo”, o TEB passou a trabalhar e a atuar no extinto “Clube 22 de Novembro”. Aí fincou raízes e começou por estrear em:
1967 – Um Homem Só, de Costa Ferreira
Diploma de Honra
1968 – Um Pedido de Casamento e O Aniversário do Banco, de Anton Tchekov
Foi neste ano de 1968 que levou à cena a peça que iria ser o primeiro dos grandes sucessos do grupo:
1968 – João Gabriel Borkman, de Ibsen
1º Prémio de Grupo
1º Prémio de Encenação
Dois 1º Prémios de Interpretação Masculina
1º Prémio de Interpretação Feminina
2º Prémio de Interpretação Feminina
Menções Honrosas a todos os elementos das Fichas Técnica e Artística
Dois anos depois, veio a confirmar-se essa qualidade, com uma peça que, em estreia nacional, veio consagrar o TEB Como um grupo de teatro amador “superior a muitos grupos profissionais”, na opinião dos críticos :
1971 – Forja, de Alves Redol
1º Prémio de Grupo
1º Prémio de Encenação
Dentro desta linha de peças e autores, seguiu-se outra estreia nacional:
1972 – Roberta, de Romeu Correia
2º Prémio de Grupo
2º Prémio de Encenação
A Revolução de 25 de Abril veio dar novas esperanças ao TEB, proporcionando-lhe uma maior abertura na escolha de temas até então proibidos pela Censura. Na euforia do momento, ficou suspensa a peça em que se estava trabalhando, Bodas de Sangue, de Garcia Lorca, já em adiantado trabalho de ensaios e guarda-roupa, procuram-se avidamente novas peças em que se gritasse a exaltação da Liberdade. Após a representação, no natal desse ano de...
1974 – O Segredo da Abelha, de Ricardo Alberty ( reposição )...
..optou-se finalmente por uma peça onde o herói, ausente como personagem mas sempre presente, era Gomes Freire de Andrade, um patriota sacrif**ado aos interesses da Igreja, do Governo e dos Aliados Ingleses. Esta peça subiu à cena, como estreia nacional, em...
1975 – Felizmente há Luar, de Luís de Sttau Monteiro
O TEB viveu então o seu período áureo. Contava, nessa altura, com elementos que pertenciam já ao mundo musical, como Francisco Naia, com outros que ingressaram depois no teatro profissional, como Raquel Mana e Vítor Soares ( seguindo o exemplo de Eduardo Galhos ), ou no campo da poesia como Joaquim Pessoa. O público entretanto, ainda saudoso e empolgado pelo sucesso alcançado, quatro anos antes, com a Forja, de Redol, exigiu a sua reposição, o que se verificou no ano seguinte:
1976 – Forja, de Alves Redol ( 1ª reposição )
Seguiu-se nova estreia nacional, uma peça em que, novamente, o povo era oprimido pelas classes mais altas e poderosas:
1977 – O Fosso, de Jaime Gralheiro
Mas uma tragédia veio enlutar a vida e a fluorescente atividade do TEB logo no inicio do ano seguinte, a 30 de Janeiro, um violento incêndio destruiu completamente o edifício do “clube 22 de Novembro”, onde o TEB trabalhava há já dez anos num ambiente familiar e com umas condições de trabalho que nunca mais viria a ter. O incêndio destruiu o seu já vasto espólio, material elétrico, aparelhagem de som, guarda-roupa, cenários e adereços de todas as peças anteriores, e inclusivamente, da que estava ainda em cena, além de todo um historial cuidadosamente guardado. Mas apesar do rude golpe, o grupo não desistiu. Em instalações provisórias cedidas pela “Comissão de Moradores da Verderena”, para angariação de fundos e para atestar a sua presença, começou por repor em...
1978 – Um Pedido de Casamento e O Aniversário do Banco, de Anton Tchekov (1ª reposição)
Os problemas não tardaram a surgir, por incompatibilidade de horários entre as diversas actividades daquela entidade, e os ensaios frequentes do grupo, procurou-se a cedência de novas instalações, desta vez junto do Sindicato dos Metalúrgicos de Setúbal. Aqui se começou a encenar nova peça, que estreou em...
1979 – Desperta e Canta, de Clifford Odets
O mesmo problema surgiu, e o TEB mudou-se de novo, desta vez para a “Casa da Cultura dos Trabalhadores da Quimigal”. Aqui, com condições cénicas mais adequadas, encenaram-se e levaram-se à cena três peças e uma nova reposição:
1981 – A Canção Dentro do Pão, de Magalhães Júnior
1982 – Forja, de Alves Redol ( 2ª reposição )
1983 – Roupa de Teatro, de Manuel Galich
1984 – Na Terra dos Procópios, de Maria Alberta Meneres
1º Prémio do Concurso de Teatro da APTA
A incompatibilidade de horários veio de novo complicar o trabalho do grupo, que novamente se mudou desta vez para o antigo “Cinema dos Ferroviários”. Aqui, já com algumas dificuldades, Graciano Simões conseguiu ainda encenar e levar à cena mais uma peça:
1987 – As Criadas, de Jean Genet
Depois, foi o cansaço de lutar em espaços esporadicamente cedidos, o abandono progressivo de alguns amadores, desencantados com um trabalho tão dificilmente desenvolvido e apoiado. O edifício do antigo Clube 22 de Novembro, apesar de vários esforços para ser reerguido, esbarrou sempre com forças contrárias. As ruínas ainda lá estão!... E o TEB, que dali mostrara ao Barreiro grandes e belos momentos da sua cultura teatral, caiu num sono letárgico como o da Bela Adormecida, um longo sono de sete anos. Mas o príncipe encantado chegou um dia! Em 1994, um programa da RTP 1, “Pátio da Fama”, veio despertar o amor e as tradições do TEB, um grupo amador que não estava morto mas apenas adormecido. Juntaram-se alguns elementos do grupo, já dispersos, juntaram-se outros, e foram apresentados ao país inteiro, excertos de algumas peças que haviam f**ado na memória de todos. Felizmente Há Luar...Forja...A Canção Dentro do Pão...
Foi o suficiente para o TEB ressurgir com novas forças. Sempre com encenação e orientação de Graciano Simões, começou-se de novo. E, finalmente, em instalações compatíveis que gentilmente foram cedidas por uma das mais antigas Coletividades de Recreio do Barreiro, a “Sociedade Democrática União Barreirense Os Franceses”, foi estreada pelo TEB, em Junho de 1996, uma nova peça:
1996 – As Mulheres Também Perderam a Guerra, de Curzio Malaparte
1998 – Era Uma Vez o Dragão, de Couto Viana
1999 – Restos e Confissão, de Bernardo Santareno
Ainda neste mesmo ano, o TEB foi convidado pelo escritor barreirense Armando Sousa Teixeira, para a encenação e representação de um excerto do seu novo livro “Barreiro, uma história de Trabalho, Resistência e Luta, vol. II.
1999 – Barreiro Resistente, de Armando Sousa Teixeira
2000 – A Ratoeira, de Aghata Christie
2002 - O Aniversário do Banco, de Anton Tchekov
(2ª Reposição)
Inauguração da Oficina de Teatro Mário Pereira
em 27-03-2003
2003 – Um Pedido de Casamento e O Aniversário do Banco, de Anton Tchekov (2ª reposição)
2004 - A Lixeira, de Miguel Barbosa
2005 - O Segredo da Abelha, de Ricardo Albertiy
2006 - A Sogra de Luís XIV, de Georges Feydeau
2007 - O Mosquito ZZZ..., de Orlando Neves
- Casa de Pais, de Fernando Ventura
2008 - No País das Letras, de Lino Patricio
2009 - Os Dois Compartimentos, de Avelino Cunhal
2010 - Uma Freira dos Diabos (Pêssegos em Calda), de Miguel Mihura
- O Telefonema, de Carlos Coutinho
2011 - "Uma noite com Carlos Coutinho" O jantar do comissário e O telefonema, de Carlos Coutinho
- Sogra de Luís XIV, de Georges Feydeau (Reposição)
2012 - É URGENTE O AMOR de Luiz Francisco Rebello
O TEB recebe pela mão do Presidente da Câmara Municipal do Barreiro a medalha de reconhecimento, na Área da Cultura, Artes e Letras.
2013 - Boda dos Pequenos Burgueses, de Bertolt Brecht
2014 - NO REINO D’ EL REI D. PAPÃO I, de José Jorge Letria
- O Telefonema, de Carlos Coutinho
- Sogra de Luís XIV, de Georges Feydeau (Reposição)