20/02/2026
Há lugares que guardam silêncio…
e mesmo em ruínas continuam a contar a nossa história.
A capela do cemitério de Almeida caiu com as chuvas.
Não caiu apenas pedra — caiu um pedaço da nossa memória, da identidade de uma terra e do respeito por quem veio antes de nós.
O património não se perde de um dia para o outro.
Perde-se lentamente… na ausência de cuidado, na falta de manutenção, no adiar das decisões.
Hoje vemos paredes abertas, pedras no chão e abandono.
Mas ainda vemos algo mais: a responsabilidade coletiva de preservar aquilo que é de todos.
Cuidar do património é cuidar das nossas raízes.
É honrar histórias, pessoas e gerações.
Que esta imagem não seja apenas um registo do que caiu…
mas um apelo para que algo se levante.
Celestina Vieira