Baú de Memórias - Espaço cultural

Baú de Memórias - Espaço cultural Espaço cultural da freguesia de Alfeizerão com exposições, workshops e uma biblioteca pública

02/06/2026
Uma memória do fundo do Baú:
23/05/2026

Uma memória do fundo do Baú:

1635 Dezembro, 21 - Petição do Licenciado João Baptista, Vigário de Alfeizerão, por que pede ao Mosteiro um pedaço de terra no Rossio para fazer uma Eira, a qual se lhe deu por apegação [ant. termo jurídico] de pagar dela o foro da terra.

NUM DIA COMO HOJEA 20 de Maio de 1937, em Lisboa, nascia Maria Teresa Horta, poetisa e nascente inebriante de versos Rec...
20/05/2026

NUM DIA COMO HOJE
A 20 de Maio de 1937, em Lisboa, nascia Maria Teresa Horta, poetisa e nascente inebriante de versos
Recordamos alguns, recolhidos do seu livro «Os Anjos», escrito entre 1981 e 1983 (edição da Litexa Portugal, 1983)

---Y---

Quando os anjos
flutuam
sobre as tréguas

naquele segundo
em que se ouve bater
o coração das pedras

---Y---

Queria saber
do destino dos anjos

quando voam
no mar
dos nossos olhos

No céu líquido
dos olhos
das mulheres

---Y---

És um pássaro – digo
És um pássaro

com as p***s
cintilantes
dos teus olhos

---Y---

Não somos violência
Mas o voo

Quando nadamos
De costas pelo vento

Até à foz do tempo
No oceano denso
Da nossa própria voz

---Y---

Poisar um pouco
nos parapeitos
da memória

antes de recomeçar
o voo
de regresso a casa

Com as nossas asas
lúcidas:
trans

Michel Finck, a preparar as telas da próxima exposição 🙂
08/05/2026

Michel Finck, a preparar as telas da próxima exposição 🙂

NUM DIA COMO HOJEA 4 de Maio de 1905, em Mortágua, nascia Branquinho da Fonseca, autor de teatro, ficção e poesia. O seu...
04/05/2026

NUM DIA COMO HOJE
A 4 de Maio de 1905, em Mortágua, nascia Branquinho da Fonseca, autor de teatro, ficção e poesia. O seu trabalho como Conservador do Registo Civil na Nazaré está na origem da sua novela «Mar Santo», onde transparece o conhecimento que adquiriu sobre as gentes da Nazaré, a sua cultura e os seus dramas – no final desta novela mostram-se desenhos criados pelo seu punho sobre as artes da pesca e um mapa da costa próxima à Nazaré que revela uma geografia nascida da vivência e experiência dos pescadores, com os pontos de referência, os pesqueiros e as zonas onde desenvolvia a pesca de arrasto.

“Sol de oiro. Na frente da praia três muralhas de ondas que ninguém podia atravessar. E para lá dessas ondas que saltavam e corriam, em bandos de cavalos brancos, o mar liso como vidro, com aquela cor de pescarejo que não engana: - «Houvesse um portinho de abrigo, um muro que nos defendesse, já a fome era menos. Mas nem uma pedrazinha mexerem… E a gente, quando ganha, paga impostos como os mais». Os pescadores olhavam, calculavam os «rasos», os intervalos das ondas, para ver se dariam tempo, se podiam arriscar… Mas viravam costas, desanimados. Alguns metiam-se para o fundo escuro das tabernas onde ainda tinham crédito, pondo à mão a garrafa que levavam à boca; outros juntavam-se dentro dos barcos em seco nas ruas e nas praças. Raros grupos de mulheres de capa pela cabeça, encostadas às paredes, olhavam o mar, onde, ao longe, passavam os barcos que vinham de qualquer terra do Sul, onde havia uma doca, «um portinho de abrigo».

Branquinho da Fonseca, «Mar Santo», Portugália Editora, Lisboa (1971)

Endereço

Rua 25 De Abril, N. º 116
Alfeizerão
2460-162ALFEIZERÃO

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 10:00 - 17:30
Terça-feira 10:00 - 17:30
Quarta-feira 10:00 - 17:30
Quinta-feira 10:00 - 17:30
Sexta-feira 10:00 - 17:30

Telefone

+351917378429

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