Baú de Memórias - Espaço cultural

Baú de Memórias - Espaço cultural Espaço cultural da freguesia de Alfeizerão com exposições, workshops e uma biblioteca pública

Sobre Adriana Melo, que vai ministrar o Workshop de Introdução à Aguarela, transcrevemos da "Revista Jardins", de que é ...
09/09/2026

Sobre Adriana Melo, que vai ministrar o Workshop de Introdução à Aguarela, transcrevemos da "Revista Jardins", de que é colaboradora, a síntese biográfica sobre a pessoa e a ilustradora. E como contexto , reproduzimos alguns poucos exemplos do seu trabalho.

«Adriana Melo é arquiteta paisagista e ilustradora botânica , nascida no brasil, com uma paixão profunda pelas plantas e pelas histórias que elas contam. Vive entre o Brasil e Portugal e colabora regularmente com a revista Jardins, onde dá vida, com traço delicado e olhar atento, às espécies vegetais que habitam ambos os lados do Atlântico. As suas ilustrações, sempre feitas à mão, celebram a beleza das plantas autóctones e exóticas — já desenhou desde o modesto hipericão-das-serras até à exuberante flor-de-maracujá. Para além da ilustração, Adriana escreve sobre curiosidades botânicas, plantas medicinais e espécies ameaçadas».

Inscrição no Workshop pelos contatos
+351 912 669 613
[email protected]

Abertura da exposição no dia 12 de setembro, sábado, a partir das 11:00 horas                                           ...
25/08/2026

Abertura da exposição no dia 12 de setembro, sábado, a partir das 11:00 horas



Com raízes na Alsácia e residente em Alcobaça, Michel Finck considera-se hoje um português, não apenas nos papéis de identificação - como ele próprio declara: “A minha origem é a Alsácia, mas sinto-me português de coração”.
Após 50 anos de uma carreira apaixonada pela gastronomia, onde tudo se mantém efémero e consumível, quis trabalhar com arte sustentável e que pudesse ser acompanhada por quem se identificasse com ela.
Começou a pintar aos 70 anos e um pouco mais tarde, descobriu a cerâmica Raku, com a qual divide a sua paixão pela pintura.
O Raku tem as suas origens no Japão do século XVI e é uma técnica de cozedura e pós cozedura de peças cerâmicas, que proporciona o vidrado tão característico destas peças.
A acrescida utilização das artes do fogo para se alcançar o resultado final motiva a que se possa afirmar com justiça, que a cerâmica Raku se forma "Sob o Signo do Fogo".

Abertura da exposição no dia 12 de setembro, sábado, a partir das 11:00 horas                                           ...
25/08/2026

Abertura da exposição no dia 12 de setembro, sábado, a partir das 11:00 horas



As obras de Maria da Luz servem-se de variadas técnicas de pintura e privilegiam a natureza, com paisagens e pinturas de animais e plantas; mas em paralelo explora muitas outras áreas e rumos, como a pintura abstrata ou o retrato minimalista de objetos ou detalhes da realidade que nos rodeia.
O título da presente exposição, A Fluidez do Olhar, exprime essa virtude do olhar artístico (e da pintura), criar o seu próprio caminho, a contornar e a incorporar as formas, luzes e matizes com que se depara. Com esse ímpeto, o mundo em volta nunca é inerte, fotográfico, porque o olhar e com ele as mãos, os pincéis ou a espátula, acrescentam e esbatem tons e cores, concedendo espessura, relevo, profundidade – recriando assim o mundo.
A fluidez do olhar só pode nascer da alma, esse "oceano íntimo sem limites" (H. Bergson)

«Mais coisas encontrareis nos bosques do que nos livros; as árvores e as pedras podem fazer-vos ver o que os mestres nun...
20/08/2026

«Mais coisas encontrareis nos bosques do que nos livros; as árvores e as pedras podem fazer-vos ver o que os mestres nunca saberão ensinar-nos. Pensais por acaso que não podereis sugar mel das pedras e azeite da rocha mais dura? Será que as montanhas não destilam doçura?»
(Bernardo de Claraval, Epístola 106)

No dia de S. Bernardo (20-08-26), uma evocação da história lendária da implantação dos primeiros monges cistercienses

Conta Frei Bernardo de Brito que, depois de conquistada Santarém e Lisboa e todas as terras para norte que até então tinham estado nas mãos dos sarracenos, D. Afonso Henriques acompanhou os monges cistercienses que São Bernardo enviara para dar princípio ao Mosteiro.

«Partiu El-Rei D. Afonso e seu irmão D. Pedro pelo caminho de Leiria e daí para Alcobaça onde então não havia sinal nenhum de povoação nem memória de moradores, senão matas bravíssimas e quase impenetráveis pela grande abundância de arvoredo silvestre e discorrendo os religiosos por uma parte e por outra com desejo de acharem o lugar que Nosso Padre São Bernardo lhes indicara e o sítio cercado de dois rios, depois de muito trabalho vieram ter a um vale que agora chamam de Chaqueda e vendo ali algumas confrontações que buscavam, assentaram que ali se desse princípio ao Mosteiro. Desocupou-se um pedaço de terra capaz e limpo de matas e se estenderam nele as cordas e medidas que os monges traziam. No dia seguinte, quando quiseram abrir os fundamentos [fundações] nos lugares das medidas, não se as acharam e todos se entristeceram, mas considerando que seria outro o lugar onde o Senhor fosse servido que se fundasse o Mosteiro, mandaram muitas pessoas por aqueles vales para procurar as medidas e as cordas. El-Rei com os monges se foram ao longo do rio contra a parte do Ocidente e sendo achado quase a meia légua, onde aquele rio se juntava a outro, em uma relva chã coberta de mato raso, acharam as medidas armadas com tão boa ordem e concerto como se as pusera algum oficial primeiro. Tocou El-Rei uma corneta de monte que sempre trazia consigo, para que acudissem todos aqueles que mandara revolver aqueles vales, e quando vieram, acharam o novo modo de maravilha, julgada pela traça e bem acomodada composição qual poderia ser o Mosteiro nascido daquela obra.

«Naquele lugar, depois se limpar o sítio de todo o género de mato, abriu-se os fundamentos de uma igreja no segundo dia de Fevereiro de 1153, a que todos chamaram depois Santa Maria a Velha [hoje a Igreja de Nossa Senhora da Conceição».
(Brito, 1720, 325-326)..



BRITO, Bernardo de - Chronica de Cister : onde se contam as cousas principaes desta ordem, & muytas antiguidades do reyno de Portugal : primeyra parte, 1720, Lisboa Ocidental. Oficina de Pascoal da Silva.

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