Malvada Associação Artística

Malvada Associação Artística Sobre nós
A atividade da Malvada organiza-se por projetos de criação artística, que partem de conceitos, explorados numa abordagem multidimensional. João, S.

Fundada em 2018 por Ana Luena e José Miguel Soares, os responsáveis pelas criações artísticas e direção deste projeto sediado em Évora, a Malvada aposta num território periférico como centro de criação e reflexão artística contemporânea. Apresentação
Fundada em 2018 por Ana Luena e José Miguel Soares, a dupla responsável pelas criações artísticas e direção deste projeto sediado em Évora, a Malvada

aposta num território periférico como centro de criação e reflexão artística contemporânea. A Malvada tem como fim a realização de projetos de criação, envolvendo diferentes áreas artísticas e do conhecimento, frequentemente cruzando disciplinas, como a fotografia, o vídeo, a literatura, o teatro ou a performance. Promove atividades de criação e fruição artísticas com a comunidade, através da sua participação ativa em ações de mediação, serviço educativo, acessibilidade e inclusão social, promovendo uma relação de proximidade entre públicos diversificados e a obra artística. O trabalho em rede é uma das suas orientações, reunindo em equipas heterógeneas, profissionais de Évora e de outras zonas do País, desenvolvendo e apresentando as suas criações neste território e noutras regiões, bem como estabelecendo parcerias com instituições nacionais e internacionais. Os processos criativos são trabalhados por camadas de sobreposição, resultando em atividades e criações que se interligam entre si no âmbito de um mesmo projeto. A multiplicidade das nossas manifestações resultam em espetáculos, instalações, exposições, edições, performances, projetos site specific e objetos artísticos híbridos. As nossas criações são preparadas em residências artísticas imersivas em Évora e no Alentejo, promovendo uma relação aprofundada das equipas com o território. Envolvemos pensadores e especialistas de diferentes setores e áreas do conhecimento, reconhecidos em diferentes meios culturais e académicos, que contribuem para a componente de reflexão e construção de pensamento crítico que caracterizam os projetos da Malvada. Para além da multiplicidade de artistas e profissionais das artes que integram as nossas equipas de criação, temos incluído nos nossos projetos estudantes e alunos finalistas da universidade, trabalhado com comunidades excluídas e com grupos que normalmente estão mais afastados do acesso à fruição artística e produção cultural, apostado na acessibilidade e em ações de mediação articuladas com o ensino formal. Os temas explorados nos projetos da Malvada refletem atuais preocupações da sociedade contemporânea, levando assim o público a identificar-se com os objetos criados. Em toda a nossa atividade a periferia tem sido o nosso centro. Historial
A Malvada Associação Artística, sem fins lucrativos, surgiu do encontro entre José Miguel Soares, fotógrafo, psicólogo, que residiu em Lisboa e em Roma onde trabalhou em projetos autorais e em comunicação durante mais de uma década, e Ana Luena, dramaturga, encenadora, figurinista e cenógrafa, cofundadora e directora do Teatro Bruto durante 20 anos no Porto. Ambos escolheram viver em Évora, cidade onde se conheceram e fundaram a Malvada, que desde 2018, têm assegurado uma atividade continuada, desenvolvendo projetos de criação artística, financiados através de candidaturas e parcerias com entidades. As primeiras criações apresentadas foram Quarto Escuro (2018), a partir do universo de Paula Rego no âmbito do LCC, De onde vens? (2018), uma adaptação do escritor argelino Mohammed Dib, no Fitei/Rivoli Teatro Municipal do Porto e Bonecas (2019/20), uma coprodução do TNSJ, S. Luiz Teatro Municipal de Lisboa e Município de Évora. A Malvada têm desenvolvido projetos de criação artística de cruzamento disciplinar, tais como Revela-me (2020/21), movimento artístico de ativação de territórios periféricos e esquecidos , o primeiro com apoio da República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes, Skholé (2021/22), ciclo de criação de contemplação sobre o ócio, que fez da Antiga Escola Primária dos Canaviais, um pólo de criação e apresentação, com o apoio do Garantir Cultura, e o seu próximo projeto Planta (29022/23), uma coprodução com os Municípios de Évora, de Bragança e de Vila Real, parcerias do Espaço do Tempo e do Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, que teve o apoio da Direção-Geral das Artes, no âmbito do Programa a Projetos - Criação e Edição - Artes Performativas (cruzamento disciplinar). Realizámos várias edições do Laboratório de Criação Cénica (2018/20), um projeto alargado e abrangente de formação, com inscrições abertas a toda a comunidade da cidade, envolvendo-a na criação e apresentação de espectáculos e exposições fotográficas, e duas edições de Quero Fazer Parte desta Cidade, um projeto de reflexão sobre a cidade e o território, que envolve a comunidade em várias dimensões (na pesquisa, como intervenientes e público), valorizando o contato direto com os residentes, intervindo em diferentes zonas da cidade, com a montagem e apresentação de uma intervenção artística site specific, realizadas no âmbito do Festival Artes à Rua. Interessa-nos nestes projetos de atuação e intervenção artística no território: como é que as pessoas vivem, se relacionam com as suas casas, as suas ruas, os seus bairros, a sua cidade, a região e com o mundo. Na área da inclusão social através da arte, desenvolvemos dois projetos artísticos com idosos, na área da fotografia e literatura, respetivamente Topofilias e Vizinhança, incluídos no TRANSFORMA - Programa para uma Cultura Inclusiva do Alentejo Central promovido pela CIMAC, em vários concelhos do Alentejo Central - Alandroal, Évora, Borba, Estremoz, Reguengos de Monsaraz e Vendas Novas, que resultaram em Exposições de retratos e na edição de uma fanzine (2020/22). No âmbito dos nossos projetos de criação, já trabalhamos com grupos como mulheres vítimas de violência doméstica e jovens de um centro de acolhimento, nas áreas da performance e da fotografia. Em todos os projetos de criação artística, a Malvada desenvolve em continuidade ciclos de reflexão e de serviço educativo, com laboratórios e oficinas de formação, ações de mediação com universidades, escolas, associações e grupos da comunidade, temos organizado sessões que promovem a acessibilidade (sessões descontraídas / interpretação em língua gestual portuguesa). A Malvada ocupa a sala da cantina da Antiga Escola Primária dos Canaviais, cedida pela Junta de Freguesia dos Canaviais, onde desenvolve um trabalho continuado com a sua equipa nuclear de produção, organiza as suas residências de criação e promove atividades artísticas e de inclusão com a comunidade. ATIVIDADES REALIZADAS
espetáculo ‘Quarto Escuro’, a partir do universo de Paula Rego, no Teatro Garcia de Resende, 2ª Ed. Laboratório de Criação Cénica (Jan - Abril’18)
espetáculo ‘De onde vens?’ adaptação do romance “Deserto sem saída” do escritor argelino Mohammed Dib, apresentado no Festival FITEi, uma coprodução Rivoli Teatro Municipal do Porto (Jun’18)
‘Por portas travessas’, site specific - projeto Quero Fazer Parte desta Cidade, Festival Artes à Rua Évora (Ago’18)
‘Sem Rosto por Amor’, performance e debate resultante da oficina de criação cénica realizada com mulheres vítimas de violência doméstica, acolhidas na Casa abrigo Ana de Castro Osório, apresentado na Sala Preta do Pólo dos Leões da Escola de Artes da Universidade de Évora (Jan-Mar’19)
Oficina de fotografia encenada, com jovens raparigas do Centro de Acolhimento Temporário, da Associação Chão dos Meninos. (Out’18 a Mar’19)
espetáculo ‘Personas’, em torno do retrato, no Teatro Garcia de Resende, 3ª Ed. Laboratório de Criação Cénica (Jan-Abr’19)
exposição fotografia ‘Personas’, apresentada no Palácio Cadaval (Maio’19)
‘Às Portas da Cidade’, site specific - projeto Quero Fazer Parte desta Cidade, Festival Artes à Rua Évora (Ago’2019)
espetáculo ‘Bonecas​’, apresentado no Porto, em Évora (2019) e seria em Lisboa em Março de 2020, mas foi cancelado por decreto por via da Pandemia (coprodução Teatro Nacional S. Luiz Teatro Municipal de Lisboa, Câmara Municipal de Évora; Apoio Fundação GDA e Montepio Geral).
4.ª Ed. Laboratório de Criação Cénica que inclui Oficina zero (online), Oficina Solo, Laboratório final e Espetáculo (cancelado), Centro Dramático Eborense, Casa do Povo de Canaviais e Antigos Celeiros da EPAC em Évora (Jun’20 a Jan’21)
exposição ‘Retratos de Borba’, projeto de fotografia com seniores Topofilias, Biblioteca Municipal de Borba – Palácio dos Melos (Nov-Dez’21)
exposição ‘Retratos de Estremoz’, projeto de fotografia com seniores Topofilias, Posto de Turismo de Estremoz (Nov-Dez’21)
exposição ‘Retratos de Reguengos’, projeto de fotografia com seniores Topofilias, Galeria de Arte da Igreja de Santiago, Monsaraz (Dez-Jan’22)
exposição Topofilias, Projeto de fotografia com seniores, Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, (Dez-Jan’22)

‘Revela-me’ [Movimento artístico de ativação de territórios periféricos e esquecidos. Projeto transdisciplinar que cruza literatura, fotografia e teatro com outras áreas do conhecimento. É um projeto construído por camadas que se contaminam umas às outras: residência fotográfica FORA DE CAMPO; instalação fotográfica FORA DE CAMPO; CONVERSAS DA PERIFERIA; ato performativo REVELAÇÃO; laboratório de ideias; residências de criação e ensaios; espetáculo REVELA-ME; oficina de contaminação; laboratório de insularidade. Coprodução Municípios de Évora e Castelo Branco. Apoio da República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes. Cofinanciado por Alentejo 2020, Portugal 2020, Fundo Social Europeu - União Europeia (Nov’20 - Set’21)

‘Skholé’, ciclo de contemplação e criação artística sobre o ócio como condição essencial à vida realizado na Antiga Escola Primária dos Canaviais, onde criamos e apresentamos: uma Exposição Demorada no pátio; uma Oficina de Criação Artística c/ crianças; e o tríptico de performances VAGAR - FESTA - SONO, dirigido ao público escolar, familiar, sénior e geral. As performances estão disponíveis para circulação em diferentes contextos programáticos, teatros, escolas e instituições. (Out’21-Jan’22)

ATIVIDADES EM CURSO

Vizinhança - Projecto de Inclusão Social através da Criação Literária e Edição desenvolvido em Évora e Vendas Novas, ao longo de 16 meses, com o público sénior no âmbito do Projeto Intermunicipal de Inclusão pela Cultura, promovido pela CIMAC
Planta (2022/23)


Parcerias, financiamentos e apoios a projetos da Malvada
República Portuguesa - Cultura / Direção-Geral das Artes, Alentejo 2020, Portugal 2020, União Europeia e Fundo Social Europeu, +CO3SO Emprego Empreendedorismo Social, CIMAC, Garantir Cultura República Portuguesa - Ministério da Cultura, Município de Évora, Direção Regional de Cultura do Alentejo, Cine-Teatro Avenida de Castelo Branco, Espaço do Tempo, Teatro-Cine Torres Vedras, Teatro Nacional São João, São Luiz Teatro Municipal de Lisboa, Egeac, Fundação GDA, Rivoli Teatro Municipal do Porto, FITEI, Montepio Geral Associação Mutualista, Município de Vendas Novas, Município Borba, Município de Estremoz, Município de Alandroal, Junta de Freguesia dos Canaviais, Casa do Povo dos Canaviais, Academia Sénior de Estremoz, Academia Sénior de Vendas Novas, Santa Casa da Misericórdia de Alandroal, Município de Velas, Associação Grupo de Teatro luventuti Virtutis, Teatro de Giz, Santa Casa da Misericórdia de Borba, Associação de Surdos de Évora, Associação Chão dos Meninos, Associação Ser Mulher, Palácio Cadaval, City Convenience, Monte das Cobras, Dourado Distribuição, Diana FM

Protocolos de públicos
Associação Académica da Universidade de Évora, Associação Académica da Universidade de Évora, Associação Comercial do Distrito de Évora, Sindicato Democrático dos Professores do Sul, Universidade de Évora.

“Primeiro escutem, por favor, e depois decidam se querem esquecer.”Entre 11 de junho e o final de julho, decorreram desl...
02/09/2026

“Primeiro escutem, por favor, e depois decidam se querem esquecer.”

Entre 11 de junho e o final de julho, decorreram deslocações regulares a Mourão para ensaios de teatro dirigidos por Ana Luena, com a participação da equipa da Malvada e de elementos da Universidade Sénior Cristóvão Mendonça. Estes encontros, realizados no âmbito das residências intensivas do projeto, deram continuidade ao processo de aproximação ao território e ao trabalho com a comunidade.

Os ensaios constituem o trabalho de levantamento das cenas a partir da dramaturgia do texto cénico, explorando a sua construção no espaço, as relações entre as intérpretes e a experimentação cénica da linguagem proposta na encenação. Paralelamente, este processo procura fornecer ferramentas interpretativas às participantes, através do trabalho sobre a palavra, a presença, a escuta, o corpo e a relação em cena, acompanhando a sua integração progressiva na criação.

As cenas trabalhadas integram a criação final de OLVIDAR na Aldeia da Luz, num processo de ensaio que prossegue até ao Dia Aberto e à apresentação da performance-instalação, a 10 de outubro, reunindo a equipa artística e os diferentes participantes da comunidade.
“Os habitantes da LUZ e os habitantes da ÁGUA passam muitas horas a praticar o futuro.”

OLVIDAR na Aldeia da Luz parte da história da transferência da aldeia para refletir sobre memória, esquecimento, casa e futuro. Entre a antiga aldeia submersa e a nova Luz, diferentes gerações cruzam memórias, experiências e desejos. Palavra, imagem, fotografia, vídeo e música ao vivo compõem uma performance-instalação onde esquecer não significa apagar, mas transformar, reorganizar e criar de novo, questionando o que uma comunidade decide guardar, deixar partir e levar consigo para continuar.

“Os visitantes sabem que até a alegria se faz atravessando uma cicatriz.”
In texto original de Filipa Leal

Uma das dimensões mais marcantes das residências de OLVIDAR na Aldeia da Luz, têm sido os encontros, conversas e entrevi...
01/09/2026

Uma das dimensões mais marcantes das residências de OLVIDAR na Aldeia da Luz, têm sido os encontros, conversas e entrevistas com Horácio Sardinha Guerra, a quem chamamos Sr. Horácio, cuja vida se cruza profundamente com o longo processo de transição entre a antiga e a nova aldeia.

O Sr. Horácio acompanhou diferentes fases desse processo: participou no levantamento e medição das casas da antiga aldeia, acompanhou o planeamento e a construção da nova Luz e assumiu um papel de mediação entre a população e a EDIA. Foram anos de reuniões, decisões, negociações e acompanhamento próximo de uma transformação que alterou não apenas o território, mas toda uma forma de viver.

Já a habitar a nova aldeia, e depois da submersão da antiga Luz, essa relação não terminou. Horácio Guerra continuava a percorrer de memória as casas, os edifícios, as ruas que tinham desaparecido. Recordava lugares, formas e inúmeros pormenores. Foi dessa persistência da antiga aldeia na memória e no pensamento que começou a nascer a maquete, inicialmente sem que existisse ainda a perspetiva da obra em que viria a transformar-se.

Durante cerca de dez anos, mergulhou na sua construção, reconstruindo a antiga aldeia casa a casa e detalhe a detalhe. Hoje exposta no Museu da Luz, a maquete resultou de um trabalho persistente de recolha e construção e, nas palavras do próprio, de uma necessidade de preservar e homenagear a memória e a identidade da aldeia onde nasceu.
Horácio Guerra é autodidata e homem de mil e um ofícios. Curioso desde criança, aprendeu diferentes técnicas e saberes, entre eles os de abegão e ferreiro. Começou a vida profissional como barbeiro, foi presidente da Junta de Freguesia, hipnotizador no circo e foi empresário na construção civil, entre muitos outros ofícios, negócios e experiências.

Nesta nova entrevista realizada para OLVIDAR, a maquete tornou-se o ponto de partida para percorrer este longo processo. No diálogo gerado pelas nossas perguntas, o Sr. Horácio foi reconstituindo diferentes momentos, decisões, métodos e pormenores da construção, mas as suas conversas raramente ficam apenas nos acontecimentos. A experiência transforma-se continuamente numa reflexão sobre a memória, o tempo, o comportamento humano e a forma como construímos o mundo que habitamos.
Talvez por isso os encontros com o Sr. Horácio sejam sempre tão intensos. Ao falar da aldeia, da mudança e daquilo que recorda, abre questões que ultrapassam a sua própria história e nos confrontam com aquilo que esquecemos e com aquilo que, mutias vezes, permanece submerso em nós.

A construção da maquete pode ser entendida também nesse movimento entre memória e esquecimento: durante dez anos, Horácio Guerra regressou minuciosamente à antiga aldeia para a reconstruir. Terminada a obra e entregue agora ao olhar dos outros, há também um gesto de passagem. Uma história que deixa de ser apenas sua e passa a poder ser percorrida por quem chega depois.

Parceria EDIA / MUSEU DA LUZ | Produção MALVADA ASSOCIAÇÃO ARTÍSTICA

No dia 24 de julho, a oficina de experimentação artística ESTRADA terminou com um Momento Aberto, assistido por pais, en...
12/08/2026

No dia 24 de julho, a oficina de experimentação artística ESTRADA terminou com um Momento Aberto, assistido por pais, encarregados de educação e familiares das crianças participantes. A oficina realizou-se no âmbito das Oficinas de Férias de Verão do Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida.

O Momento Aberto trouxe as famílias para dentro do universo criado pelas crianças ao longo da oficina, dando a conhecer o processo artístico vivido durante a semana. Numa sequência de cenas e situações criadas e protagonizadas pelo grupo, ganharam forma algumas das ideias, descobertas, personagens, imagens e histórias que foram experimentadas e ensaiadas durante a oficina. A apresentação tornou visível o percurso realizado pelas crianças e a forma como, através do jogo, do teatro e da criação coletiva, foram construindo a sua própria viagem.

A viagem performativa atravessou diferentes territórios: a partida e a mala imaginária, os mapas e caminhos inventados, as caminhadas e os desvios, os encontros com personagens inesperadas, o contacto e o jogo com diferentes línguas estrangeiras e com formas de comunicar para além das palavras, os lugares impossíveis, os postais e o regresso. Ao longo da semana, estes materiais foram criados, desenvolvidos e organizados para a apresentação do Momento Aberto.

No início da sessão, Ana Luena e José Miguel Soares, autores do projeto ESTRADA e responsáveis pela conceção artística da oficina, contextualizaram a proposta e a sua ligação ao processo de criação de ESTRADA, da Malvada em coprodução com a APPACDM de Évora. Inês Minor, que assegurou a orientação regular da oficina ao longo dos cinco dias, falou sobre o processo desenvolvido com o grupo e sobre a forma como as propostas foram ganhando corpo, dando origem a personagens, imagens, ações e pequenas cenas.

Mais do que uma atividade paralela, a oficina integra-se no próprio processo de criação de ESTRADA, constituindo um espaço de diálogo. As ideias, imagens, ações e experiências que emergiram do trabalho com as crianças poderão, direta ou indiretamente, alimentar o processo criativo de ESTRADA, que continuará a desenvolver-se até à apresentação do espetáculo, em novembro, no Salão Central Eborense.

As famílias acompanharam, assim, um percurso construído a partir das descobertas das crianças, num espaço de encontro, experimentação, imaginação e criação partilhada.

No final, ficou a pergunta que atravessou o último dia da oficina e sintetizou todo o percurso: o que mudou depois da viagem?

Participaram na oficina: José Herculano, Clara Mateus, Madalena Duarte, Ana Carlota Borralho, Manuel Rosa, Laura Farinha, Afonso Proença, Beatriz Martins, Maria Luísa Arcanjo, Filipa Xavier, Madalena Amante, Francisco Amante e Mariana Prates. A oficina contou com temas musicais originais de Zé Peps, com o acompanhamento da equipa de produção da Malvada e de Verónica Pires e Miguel Varela, no âmbito da Formação Prática em Contexto de Trabalho do IEFP.

A Malvada agradece o acompanhamento e a colaboração da equipa do Serviço Educativo do Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida sempre presente ao longo da realização da oficina.



Saber mais: https://malvada.art/

Numa sessão dedicada à fotografia e à exploração da imagem, os participantes trabalharam na criação de sequências em sto...
11/08/2026

Numa sessão dedicada à fotografia e à exploração da imagem, os participantes trabalharam na criação de sequências em stop motion, experimentando a construção do movimento a partir de imagens captadas fotograma a fotograma.

A fotografia foi explorada não apenas enquanto imagem fixa, mas como matéria para criar movimento e narrativa. Através da captação sequencial de imagens, as crianças trabalharam a relação entre enquadramento, gesto, tempo e transformação, explorando diferentes possibilidades expressivas da imagem e formas de construção de uma narrativa visual.

O trabalho foi orientado e criado por José Miguel Soares e poderá vir a integrar o espetáculo ESTRADA, contribuindo para o universo visual e artístico que está a ser desenvolvido ao longo deste percurso.

A oficina continua a abrir espaço à experimentação de diferentes linguagens artísticas, cruzando práticas, materiais e formas de expressão. Ao longo deste processo, experimentar e construir fazem parte da própria criação, valorizando-se o contacto com diferentes ferramentas, a descoberta de novas possibilidades expressivas e a participação dos envolvidos nas várias etapas da criação artística.

Saber mais: https://malvada.art/

No dia 19 de maio de 2026, a Malvada realizou a Masterclass Participativa VAIVÉM, integrada na programação da art[EA]wee...
05/08/2026

No dia 19 de maio de 2026, a Malvada realizou a Masterclass Participativa VAIVÉM, integrada na programação da art[EA]week, promovida por ocasião do 17.º aniversário da Escola de Artes da Universidade de Évora.
Dirigida a estudantes da Licenciatura em Teatro, a sessão, realizada no Pólo dos Leões, foi orientada pela encenadora Ana Luena, com a participação das intérpretes Chissangue Afonso e Inês Minor, constituindo um momento de experimentação e contaminação artística, no qual foram testadas e desenvolvidas possibilidades cénicas a partir dos pressupostos do projeto.
A masterclass iniciou-se com a apresentação e contextualização da performance-instalação VAIVÉM, cuja preparação se encontrava já na reta final e que estrearia, enquanto performance, e seria inaugurada, enquanto instalação, a 28 de maio, no Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida.
Seguiu-se a aplicação de dispositivos participativos em torno dos movimentos migratórios, bem como a realização de exercícios de aquecimento de voz e corpo.
A partir da leitura do texto «A Grande Imigração», que estrutura a primeira cena da performance site-specific, foram desenvolvidas improvisações centradas nos seus ritmos e significados. Nestas improvisações, foram introduzidos elementos cénicos, nomeadamente as malas utilizadas na viagem que esteve na origem do projeto e cuja integração na encenação e na composição da primeira cena estava a ser explorada.
Através de exercícios de improvisação e composição, exploraram-se noções de deslocação, viagem, memória, partida e chegada, que constituem o universo conceptual de VAIVÉM.
Os materiais performativos resultantes contribuíram para o desenvolvimento da criação artística, estabelecendo um diálogo entre o processo pedagógico e a construção da performance.
A Malvada agradece à Escola de Artes da Universidade de Évora e a participação dos alunos, Beatriz Estrabauxa, Carolina Areias, Francisco Serafim, José Vitória e Raimundo Benício, pela entrega e contributo para o processo de criação.

A Malvada apresentou o Momento aberto no Auditório da escola Gabriel Pereira, envolvendo os alunos participantes e outra...
04/08/2026

A Malvada apresentou o Momento aberto no Auditório da escola Gabriel Pereira, envolvendo os alunos participantes e outras turmas para assistirem ao resultado da residência de criação colaborativa Enxertia. A apresentação decorreu a 28 de abril de 2026, no âmbito do programa Vidas Ativas 5G (APPACDM-Évora), desenvolvido em parceria com a União de Freguesias do Bacelo e Senhora da Saúde.

Criado e dirigido por Ana Luena & José Miguel Soares, com música de Zé Peps, o processo contou com a participação de Afonso Cruz, Chissangue Afonso e Joana Gancho na orientação de diferentes oficinas. Enxertia propõe um trabalho assente na experimentação e no cruzamento de linguagens artísticas.

O Momento aberto assumiu a forma de uma instalação performativa construída a partir dos materiais desenvolvidos ao longo da residência nas áreas da escrita, fotografia, vídeo, ilustração e performance, refletindo o conceito central do projeto: a criação de um corpo coletivo híbrido, inspirado na prática do enxerto enquanto metáfora de coexistência, interdependência e transformação.

A residência envolveu os alunos da turma do 9.º ano de Oferta de Escola (Escrita Criativa, Expressão Dramática e Música), com mediação e acompanhamento dos professores Fátima Teles, Manuel Dias e Jorge Neves.

A apresentação contou com a presença do representante da União de Freguesias do Bacelo e Senhora da Saúde e de representantes do projeto Vidas Ativas 5G (CLDS-5G), coordenado localmente pela APPACDM-Évora, parceiros que acompanharam o desenvolvimento da residência. Estiveram igualmente presentes professores, alunos do 9.º e do 10.º ano, pais, encarregados de educação e restantes elementos da comunidade escolar, reforçando a dimensão pública, participativa e de partilha que caracteriza o projeto.

Após a apresentação realizou-se uma conversa aberta sobre o processo de criação, proporcionando um espaço de reflexão e partilha em torno das práticas colaborativas, da educação artística e da criação em contexto escolar.

Já teve início, no dia 20 de julho, a oficina de experimentação artística ESTRADA, que cruza teatro, escrita e fotografi...
22/07/2026

Já teve início, no dia 20 de julho, a oficina de experimentação artística ESTRADA, que cruza teatro, escrita e fotografia e integra o programa de Oficinas de Férias de Verão 2026 do Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida.

Concebida como uma extensão laboratorial do processo de ESTRADA, a nova criação da Malvada, a oficina convida um grupo de crianças a explorar a viagem enquanto experiência de transformação, através do cruzamento entre teatro, corpo, escrita, fotografia, som e criação plástica.

Da autoria de Ana Luena & José Miguel Soares, com orientação de Inês Minor e a participação da equipa da Malvada, a oficina integra ainda como referência o universo poético do texto original desenvolvido por Afonso Cruz para o projeto ESTRADA, convocado em algumas das imagens, perguntas e propostas de experimentação.

Ao longo da semana, as crianças percorrem diferentes etapas de uma viagem imaginária. O primeiro dia foi dedicado à partida: à criação de uma mala imaginária, dos primeiros mapas e das perguntas que dão início ao percurso. Seguem-se momentos de exploração do corpo e do espaço, caminhadas, desvios, jogos performativos e experiências de criação que convocam a imaginação e o encontro com o outro.

Nos dias seguintes, desenvolvem-se exercícios de improvisação e criação de personagens, bem como pequenas narrativas, fotografias, desenhos de mapas, bilhetes e postais, composições visuais, paisagens sonoras e outras propostas de criação coletiva.

As atividades vão sendo construídas a partir das ideias e experiências partilhadas pelas crianças. Num processo aberto à experimentação, à colaboração e à liberdade criativa, a oficina privilegia o percurso artístico e as descobertas que vão surgindo ao longo da semana.

No último dia da oficina, sexta-feira, as famílias são convidadas a assistir a um Momento Aberto, uma partilha e apresentação informal do trabalho desenvolvido.

Saber mais: https://malvada.art/

O auditório da Escola Básica Manuel Ferreira Patrício esteve cheio: cerca de 130 pessoas assistiram ao primeiro momento ...
21/07/2026

O auditório da Escola Básica Manuel Ferreira Patrício esteve cheio: cerca de 130 pessoas assistiram ao primeiro momento público do Grupo de Teatro e Criação Artística do Agrupamento, em Évora, no âmbito do projeto ÓCIO. Realizaram-se três apresentações, correspondentes aos grupos de trabalho constituídos na sequência da forte adesão e do elevado número de inscrições. Desenvolvido pela Malvada em parceria com a escola, o projeto envolveu de forma continuada 47 alunos do 3.º ao 9.º ano, organizados em três grupos distintos, orientados por Ana Luena, Chissangue Afonso e Joana Gancho, com música de Zé Peps e criação de Ana Luena e José Miguel Soares.

Realizada no dia 15 de maio de 2026, a sessão assinalou o encerramento da primeira fase do projeto, durante a qual se deu início à criação do Grupo de Teatro e Criação Artística do Agrupamento, e constituiu uma partilha do processo criativo com a comunidade escolar. Este momento não foi concebido como uma apresentação final e fechada, mas como uma abertura do trabalho em curso: um espaço de encontro, experimentação e visibilidade para as descobertas, os ensaios e os materiais construídos coletivamente ao longo do processo.

O Momento Aberto contou com a presença de turmas mediadas, docentes, assistentes operacionais, pais e familiares, bem como de representantes dos parceiros do projeto, reforçando a dimensão pública, comunitária e participativa da iniciativa. A sessão permitiu dar visibilidade às experimentações e aos materiais desenvolvidos durante esta primeira etapa, através da partilha de um trabalho ainda em construção.

Ao longo da primeira fase do projeto realizaram-se sessões de sensibilização, a Oficina Zero e Laboratórios de Criação nas áreas da performance, presença em cena, corpo e criação plástica. Esta etapa permitiu experimentar dinâmicas de grupo, despertar o interesse dos alunos e lançar as bases para a constituição e consolidação do grupo.

Em setembro, o projeto prossegue com a abertura de novas inscrições, dando continuidade ao trabalho já desenvolvido e à implementação do Grupo de Teatro e Criação Artística do Agrupamento, através de sessões regulares até dezembro.
O projeto ÓCIO parte da ideia do ócio enquanto condição essencial à vida, ao pensamento e à criação: um tempo necessário à reflexão e à construção de sentido, hoje frequentemente desvalorizado numa sociedade marcada pela aceleração e pela sobreposição constante entre trabalho, lazer e espaço doméstico.

Recuperando o conceito grego skholé, que está na origem da palavra «escola», o projeto propõe a escola como lugar de criação, fruição artística, diálogo e pensamento crítico. Nas criações desenvolvidas exploram-se temáticas relacionadas com a natureza, os ciclos, os rituais e o sentido de comunidade.

Agradecimento ao público, participantes e parceiros do projeto VAIVÉMA Malvada agradece a todo o público, participantes,...
15/07/2026

Agradecimento ao público, participantes e parceiros do projeto VAIVÉM

A Malvada agradece a todo o público, participantes, parceiros, apoios e equipa que acompanharam e contribuíram para o processo de criação e para a performance-instalação VAIVÉM, tornando este projeto um momento de partilha, encontro e criação artística.

A performance-instalação VAIVÉM foi apresentada no Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida, em Évora, entre 27 de maio e 2 de junho de 2026, através de duas versões cénicas: uma versão diurna, concebida para sessões dirigidas a escolas e instituições, e uma versão noturna, apresentada ao público geral nos dias 28 e 29 de maio. A instalação permaneceu patente ao público de 30 de maio a 12 de julho de 2026.

O processo de criação de VAIVÉM desenvolveu-se ao longo de vários meses, cruzando residências artísticas, processos participativos, investigação e criação em viagem. Através de workshops, entrevistas, leituras, conversas e dispositivos performativos e fotográficos, o projeto envolveu emigrantes portugueses em Bruxelas e Paris, comunidades imigrantes residentes em Évora, estudantes, mediadores e diferentes parceiros nacionais e internacionais.

Todos os materiais desenvolvidos ao longo deste percurso contribuíram diretamente para a construção da performance-instalação apresentada no Jardim Tardoz do Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida.
Com o encerramento da exposição, a Malvada agradece especialmente a todas as pessoas que partilharam as suas experiências, memórias e percursos de migração; a quem participou nas diferentes etapas da criação; a quem assistiu às apresentações e visitou a instalação; e às entidades que acolheram, mediaram e apoiaram o projeto.
"Somos migrantes sem 'e' nem 'i'. O ser humano é feito de caminhos. Somos uma espécie de vaivém."

Endereço

R. Das Cinco Cepas 15
Évora
7005-376

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