Fabio Szwarcwald

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Uma visita no Bondinho () quase ao luar com os professores do Eliezer Max ().Quando essa troca acontece com professores,...
22/04/2026

Uma visita no Bondinho () quase ao luar com os professores do Eliezer Max ().

Quando essa troca acontece com professores, o impacto vai além da visita e se desdobra na forma como esses conteúdos chegam nos alunos, na maneira como a arte passa a ser percebida e discutida dentro de sala.

Atravessar o projeto com esse tipo de escuta e mediação muda a relação com o que está sendo visto. Principalmente quando passa por um curador como Ullisses Carrilho, que conduz o olhar, instiga os debates e, a partir do repertório que traz, cria conexões entre as obras que ampliam a experiência de quem está ali.

E, dessa vez, a visita terminou quase com o Bondinho fechando. Neblina, pouca luz e um outro ritmo de leitura do espaço, que trouxe uma camada a mais para tudo que tinha sido visto ao longo do percurso.

O Fashion Week (), depois de 10 anos, voltou para o Rio de Janeiro para nos proporcionar um evento lindo, com a cara do ...
20/04/2026

O Fashion Week (), depois de 10 anos, voltou para o Rio de Janeiro para nos proporcionar um evento lindo, com a cara do carioca.

Foi um prazer prestigiar o desfile de Isabela Capeto (), uma artista que admiro e tenho um carinho imenso. Ainda mais por ser a primeira vez em que dividiu a criação com a filha, Chica (). Ver que a coleção mantém esse cuidado manual que é tão característico, mas com um olhar mais fresco, trouxe um brilho lindo na apresentação.

E claro que encontros como esse a gente sempre revê grandes amigos e pessoas que temos um super carinho, como Lucas Padilha (), o secretário da Cultura do RJ, e depois me encontrei com o Eduardo Cavaliere (.cavaliere) nosso prefeito.

E pra encerrar a noite, o desfile de Lenny Niemeyer () no Museu do Amanhã, que revisitou os 35 anos da marca. Um fechamento da semana de moda da forma mais elegante e coerente com a trajetória dela.

Entre uma coisa e outra, um respiro.Tenho tentado incluir esses momentos na rotina, ainda mais em períodos com muitas ab...
18/04/2026

Entre uma coisa e outra, um respiro.

Tenho tentado incluir esses momentos na rotina, ainda mais em períodos com muitas aberturas de projetos, exposições e grandes feiras acontecendo.

Às vezes é sobre parar um pouco, ajustar o corpo e desacelerar a cabeça.

Fui na Anita Schwartz () ver “Veludo”, mostra com curadoria do Ullisses Carrilho (), que f**a só até o dia 25 de abril.A...
16/04/2026

Fui na Anita Schwartz () ver “Veludo”, mostra com curadoria do Ullisses Carrilho (), que f**a só até o dia 25 de abril.

A exposição começa no tecido, mas não f**a presa nisso. O olhar vai mudando ao longo do percurso, muito também pela forma como o Ullisses ocupou a galeria. Tem uma mistura de artistas que não são óbvios naquele espaço e isso atravessa a dinâmica da exposição.

Isabela Capeto (), artista plástica com um trabalho também ligado à moda, aparece junto de nomes como Nuno Ramos () e Palatnik, criando uma composição que mantém a discussão viva dentro do espaço. Tem uma energia mais “fresh” e menos previsível, que tanto eu quanto o Marc adoramos.

Algo que também me chamou atenção foi que, logo na entrada, o trabalho do Álvaro Seixas () já cria o clima da exposição. Tem algo mais velado ali, que segura o olhar antes mesmo de entrar no espaço.

A exposição acontece junto com o calendário de moda do Rio, o que amplia ainda mais essa relação entre arte e vestir.

Aproveitem o final de semana e o feriado carioca para passarem por lá 🙂

Passei pelo Paço Imperial () com o Marc para ver as exposições “O que sustenta”, do Marcelo Silveira (), e “Toró”, da Ni...
15/04/2026

Passei pelo Paço Imperial () com o Marc para ver as exposições “O que sustenta”, do Marcelo Silveira (), e “Toró”, da Niura Bellavinha ().

Existe algo no trabalho do Marcelo que desloca o olhar. Um certo desarranjo que, conversando com meu filho, a gente foi entendendo como uma outra forma de organizar as coisas, bem diferente do que normalmente a gente entende como organização.

As madeiras suspensas atravessam o espaço quase como linhas no ar, enquanto os novelos no chão trazem um outro tipo de presença. Algo mais denso e mais próximo de quem está ali. Entre um e outro, o trabalho vai criando um ritmo próprio que desacelera a leitura e você acaba f**ando ali, sem perceber o tempo.

Tem também uma relação interessante com matéria e memória. O que antes era descarte volta como estrutura e passa a sustentar outra narrativa.

E, atravessando tudo isso, o som repetido de “tudo certo” cria uma espécie de ruído que vira uma presença constante e deixa a experiência meio em suspensão.

Ao conferir “Toró”, a sensação é outra. A pintura parece escapar da tela. Tem algo de fluxo e de matéria em movimento, como se tudo estivesse prestes a transbordar. Entre pigmentos, terra, resíduos e outras materialidades, o trabalho cria uma relação muito direta com o corpo e com algo mais ancestral.

Saí com a sensação de ter atravessado duas experiências bem diferentes, cada uma à sua maneira, no seu tempo.

A Nara Roesler completa 50 anos e marca esse momento com uma exposição que reúne obras importantes da sua trajetória.Pas...
13/04/2026

A Nara Roesler completa 50 anos e marca esse momento com uma exposição que reúne obras importantes da sua trajetória.

Passei por lá com a Mariana Iacomo (), acompanhando a curadoria do Moacir dos Anjos (), que traz um recorte de artistas do Nordeste.

A exposição reúne artistas que admiro muito, como Emanuel Araújo, que foi o primeiro trabalho adquirido pela Nara, Marcelo Silveira (), Antonio Dias (-dias-artista), Jonathas de Andrade (), Alberto Pitta () - Artista Plástico, entre outros.

No mesmo espaço da Nara, tive o prazer de ver a exposição individual do Rodolfo Parigi (). Artista que que coleciono há mais de 15 anos e que tenho muita admiração pelo trabalho. Tem pintura ali que parece fotografia, de tão realista. Dá vontade de sair com tudo rs.

No mesmo dia, conheci a Casa Bola (-bola), que ainda não tinha visitado. A experiência já começa na entrada, onde você se sente em meio a algo futurista, quase Jetsons (quem lembra?).

Um projeto do Eduardo Longo, de 1974 a 1979, que hoje reúne mais de 60 obras e cerca de 40 artistas.

No segundo andar, o espaço é todo vazado e abre um outro tipo de relação com as obras. Passam por ali artistas como Tomas Saraceno (), Jarbas Lopes (), Luiz Zerbini (), Daniel Jorge (.jorge_), Vivian Caccuri (), Ivens Machado (/), Sandra Cinto (), Antonio Tarsis (), Zé Patrício (), Tunga (), entre outros.

11/04/2026
06/04/2026

Recebemos no Projeto Maravilha () um grupo de colecionadores e patronos internacionais do Grounds For Sculpture (), de Nova Jersey, que estiveram no Rio por poucos dias e escolheram incluir o projeto nesse circuito de visitação artística.

Foi um encontro importante e com um interesse genuíno pelo que estamos construindo no Parque Bondinho Pão de Açúcar e também pelo trabalho de Anna Bella Geiger e Carlos Vergara.

Passei por dois ateliês recentemente e comecei o percurso pelo trabalho da Maya Dikstein (), explorando os desdobramento...
01/04/2026

Passei por dois ateliês recentemente e comecei o percurso pelo trabalho da Maya Dikstein (), explorando os desdobramentos de um fio que aparece nos cadernos, atravessando o papel em bordados que lembram partituras, além de tapeçarias e esculturas, como se em algum momento deixasse de ser apenas um fio e passasse a existir como corda, como vibração, como som. Fiquei pensando em que ponto isso acontece e como algo tão simples pode carregar essa passagem.

Em “Constelações”, com teclas de piano e uma trama que se constrói no espaço, surgem relações que não estão dadas de forma direta, mas que aparecem na tensão entre os elementos, nos encontros, nos afastamentos, no que se sustenta e no que se solta.

No ateliê do Gustavo Speridião () e do Leandro, a série “Panfleto” pede distância e aproximação. De longe, a imagem se organiza, quase como um manifesto. De perto, se fragmenta e revela outras camadas, outros gestos, outros detalhes que mudam a leitura.

“Despertar a fúria revolucionária” ocupa o espaço e te envolve no percurso, não só pelo tamanho, mas pela forma como exige esse movimento do olhar.

Passei na abertura da exposição da Gabriela Machado () na Maneco Müller () e fiquei um tempo tentando entender de onde v...
31/03/2026

Passei na abertura da exposição da Gabriela Machado () na Maneco Müller () e fiquei um tempo tentando entender de onde vem o gesto no trabalho dela.

Os desenhos parecem acontecer rápido, mas não são apressados. Tem um tempo ali de repetição, de voltar na mesma imagem, de testar até chegar em um ponto que não é exatamente previsível.

A cor entra com força, ocupa o espaço e muda a leitura conforme a gente se aproxima. Nos trabalhos maiores isso f**a ainda mais evidente, como se o mesmo gesto ganhasse outra presença.

Fiquei com a sensação de que a pintura não parte de uma ideia pronta, mas de um processo que vai se construindo enquanto acontece.

A mostra f**a na Maneco Müller : Multiplo Galeria, no Leblon, até 15 de maio.

Tenho uma relação muito próxima com a educação judaica e estar no Encontro de Educação Judaica 2026, ao lado de educador...
28/03/2026

Tenho uma relação muito próxima com a educação judaica e estar no Encontro de Educação Judaica 2026, ao lado de educadores de diferentes regiões do país que dedicam a vida a isso, tem um signif**ado especial pra mim.

A programação começou com a Havdalá, que marcou o início do encontro de forma simbólica, e seguiu com conversas ao longo dos dias que trouxeram reflexões sobre identidade e também temas atuais, como o papel da tecnologia dentro da educação.

Teve também a visita ao Liessin (), que para mim tem um signif**ado especial e reforça como a vivência cultural segue como uma parte importante da educação.

Foi um prazer fazer parte do encontro, principalmente pelo que acontece entre os momentos formais, nas conversas de intervalo, nas trocas e nas ideias que surgem ao longo do caminho.

Gostaria de agradecer pelo convite e aos responsáveis pelo evento, promovido pelo KKL Brasil, pela Agência Judaica, pelo Instituto Golden Tree e pela United, com o apoio da CONIB () e da FIERJ ().

“Pertencer, inspirar, transformar e conectar” foram os eixos do encontro e traduzem bem o que foi vivido ali.

Estudei no Eliezer Max () a vida inteira e hoje recebi um grupo de alunos da escola aqui no Projeto Maravilha (), no Par...
25/03/2026

Estudei no Eliezer Max () a vida inteira e hoje recebi um grupo de alunos da escola aqui no Projeto Maravilha (), no Parque Bondinho Pão de Açúcar (), para ver de perto as obras de Carlos Vergara () e de Anna Bella Geiger ().

Mesmo recebendo mais de 10.000 alunos por ano no projeto, ter esses 40 alunos, que hoje estudam em um lugar que fez parte da minha formação, se conectando com algo que nasceu para aproximar arte e provocar um novo olhar sobre o espaço foi de brilhar os meus olhos.

No percurso, as crianças puderam conhecer mais sobre a fauna e a flora que rodeiam o espaço, além de interagirem com esculturas de grandes artistas vivos, que seguem escrevendo a história da arte no Brasil.

E preciso deixar um agradecimento especial ao nosso educativo, que conduziu tudo com sensibilidade e atenção, criando uma experiência imersiva com as esculturas e trazendo arte e história ao longo do percurso.

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