Fabio Szwarcwald

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Aconteceu um encontro que foi muito especial pra mim, com os alunos do Eliezer Max (Escola Eliezer Max) para uma convers...
17/06/2026

Aconteceu um encontro que foi muito especial pra mim, com os alunos do Eliezer Max (Escola Eliezer Max) para uma conversa com Carlos Vergara (Ateliê Carlos Vergara), ao lado do curador Ulisses Carrilho (Ulisses Carrilho), compartilhando um pouco do processo criativo do artista, das histórias por trás das obras e também da trajetória que construímos juntos no Projeto Maravilha (Projeto Maravilha).

Enquanto acompanhava esse encontro, fiquei pensando que estudei nessa mesma escola quando era criança. Naquela época, um dos meus grandes sonhos era visitar o ateliê de um artista e entender como as obras ganhavam forma. Anos depois, poder ajudar a criar esse tipo de experiência para outras crianças tem um signif**ado muito especial.

E elas não chegaram de mãos vazias. Os alunos produziram trabalhos inspirados no Vergara, apresentaram suas leituras sobre a obra do artista e ainda tiveram a oportunidade de receber a assinatura dele nas pesquisas e desenhos que fizeram.

Existe algo muito bonito quando diferentes gerações se encontram através da arte. De um lado, um artista com décadas de produção e história. Do outro, crianças descobrindo novos caminhos para olhar e criar.

E esse projeto faz parte da Semana de Arte que estou produzindo na Escola Eliezer Max que acontecerá em agosto, que em breve trarei outras novidades deste processo.

Meu agradecimento ao Carlos Vergara pela generosidade de sempre, ao João Vergara (João Vergara) que mobilizou esse acontecimento, ao Ulisses Carrilho pela parceria constante e a toda equipe do Eliezer Max por acreditar na importância desses encontros.

Já fazia um tempo que não voltava a Veneza e foi muito especial estar de volta para conferir a Bienal, mas confesso que ...
15/06/2026

Já fazia um tempo que não voltava a Veneza e foi muito especial estar de volta para conferir a Bienal, mas confesso que não esperava sair dos pavilhões com uma sensação tão curiosa.

Em alguns momentos, eu simplesmente não conseguia absorver mais nada.

Não era falta de interesse e nem de qualidade, pelo contrário, havia trabalhos incríveis por todos os lados. Fora que em Veneza a própria cidade acaba fazendo parte da experiência, pois você sai de uma exposição e continua cercado por arte por todos os lados,

Mas chegou um ponto em que eram tantas obras, vídeos, sons, textos, instalações e discursos acontecendo ao mesmo tempo que comecei a me perguntar se aquilo não dizia tanto sobre o mundo em que vivemos quanto sobre a própria arte.

E me permiti escrever sobre essa experiência, que envolve os trabalhos que mais me marcaram, mas também sobre o excesso de estímulos e essa sensação que me acompanhou durante toda a visita.

A coluna já está no ar e você pode conferir pelo link da bio.

Fui recebido pelo artista e mestre Dalton Paula no Sertão Negro (Sertão Negro), uma escola e ateliê de arte que vai muit...
13/06/2026

Fui recebido pelo artista e mestre Dalton Paula no Sertão Negro (Sertão Negro), uma escola e ateliê de arte que vai muito além do ensino tradicional. Cerâmica, capoeira, práticas de agroecologia, plantação, cozinha, música... e agora também com uma fanfarra e um coral de crianças negras, ocupando o espaço com formação e vida.

Nesse espaço, encontrei um lugar tomado pela biodiversidade. Lagos com carpas, produção de peixe para consumo, árvores frutíferas que alimentam não só as pessoas ligadas ao projetos mas também os animais silvestres. Tudo pensado para sustentar quem vive e cria ali. Banco de sementes, cultivo baseado em saberes tradicionais, alimentação orgânica... realmente um lugar que alimenta o corpo e a mente.

Dalton ainda me levou ao ateliê, e eu me amarro em visitar esses espaços, porque é o lugar mais íntimo de um artista.

Também reencontrei William Maia (William Maia), que foi bolsista em um programa de formação na época em que eu era diretor do Parque Lage. O trabalho dele passa por relações pessoais, sociais e históricas. Tem uma convivência de opostos que me interessa muito. O sagrado e o profano, a dor e a cura aparecem juntos, sem separação.

Foi uma experiência incrível e que me deixou saudade.

Confesso que já visitei muitos artistas ao longo da vida, mas existem alguns encontros que marcam de forma permanente. E...
11/06/2026

Confesso que já visitei muitos artistas ao longo da vida, mas existem alguns encontros que marcam de forma permanente. E nos últimos dias entendi que esse encontro também marcou outras vidas por aqui.

Fiquei impressionado com a repercussão do vídeo e tenho acompanhado muitas das mensagens que vocês enviaram, lido histórias, sugestões e recebido contatos de pessoas interessadas em conhecer melhor o trabalho do Matias.

Quero agradecer especialmente a todos que entenderam que o mais importante aqui é o artista e sua produção.

Também fiquei feliz em ver profissionais, instituições e pessoas com experiência nesse mercado entrando em contato e se colocando à disposição para ajudar. Tenho compartilhado essas conversas com quem pode contribuir para que os próximos passos sejam construídos com responsabilidade e cuidado.

Acredito que a arte tem essa capacidade rara de aproximar pessoas que talvez nunca se encontrassem de outra forma.

E se existe algo que essa história me confirmou, é que o talento do Matias merece ser visto por muito mais gente.

Obrigado por todas as mensagens, pelo carinho e pelo respeito com que vocês receberam essa história.

O meu interesse por arte e a minha paixão por conhecer artistas estão na origem de todos esses projetos. Ao longo dos úl...
09/06/2026

O meu interesse por arte e a minha paixão por conhecer artistas estão na origem de todos esses projetos. Ao longo dos últimos anos, tive a oportunidade de participar de iniciativas que nasceram justamente desse desejo de aproximar pessoas da arte e criar oportunidades para artistas, educadores e profissionais da cultura em diferentes regiões do país.

O Arte nas Estações () surgiu com a proposta de realizar exposições fora do eixo Rio-São Paulo e movimentar uma cadeia inteira de profissionais da cultura. Além dos artistas, educadores, produtores e equipes locais passaram a fazer parte desse projeto e a ganhar visibilidade nacional. Foi assim em Ouro Preto, Conselheiro Lafaiete, Congonhas e Campo Grande.

O Projeto Maravilha () nasceu dessa mesma vontade de criar conexões através da arte. No Parque Bondinho Pão de Açúcar, tivemos a oportunidade de transformar a experiência de visitação por meio do trabalho de artistas fundamentais para a arte brasileira, primeiro com Carlos Vergara () e agora com Anna Bella Geiger ().

E foi justamente da necessidade de conectar diferentes iniciativas, instituições, artistas e territórios que surgiu a A-Ponte (.art), aproximando arte, educação, tecnologia e gestão cultural em projetos que buscam gerar impacto e ampliar o acesso à cultura.

Mas nada disso acontece sozinho. Existe uma equipe enorme por trás de cada projeto, além de artistas, curadores, produtores, educadores, profissionais de comunicação, equipes técnicas, patrocinadores, parceiros institucionais e muitas outras pessoas que fazem tudo acontecer. Tenho a sorte de dividir essa caminhada com pessoas extremamente talentosas, entre elas o curador Ulisses Carrilho (), parceiro importante na construção e no desenvolvimento de muitos desses projetos.

06/06/2026

Uma das visitas que mais me marcou nessa passagem pela Paraíba foi conhecer o artista de 21 anos Mateus Mathias.

Mathias não escuta e não verbaliza. Ele possui um trabalho impressionante e eu tive o privilégio de conhecer isso de perto.

Conversando com sua família, descobri que, quando era mais novo, muitas vezes não havia papel disponível em casa. Então ele desenhava e pintava nas paredes.

O que começou dessa forma acabou transformando a casa inteira. Hoje, cada cômodo, por dentro e por fora, tem a presença do seu trabalho. É impossível entrar ali e não f**ar impressionado com a quantidade de obras e histórias espalhadas por todos os lados.

E foi impressionante ver a união dessa família. O carinho e o incentivo que esses pais deram aos dois filhos fizeram toda a diferença para que esse talento pudesse florescer.

Saio da Paraíba com muitas lembranças, mas essa visita certamente ocupa um lugar especial entre elas.

Cheguei a Guarabira para integrar a curadoria do 7º Festival Internacional de Arte Naif () e já fui recebido com o carin...
01/06/2026

Cheguei a Guarabira para integrar a curadoria do 7º Festival Internacional de Arte Naif () e já fui recebido com o carinho que a cidade tem pelo festival. É bonito ver quando um evento de arte deixa de ser apenas uma programação cultural e passa a fazer parte da vida das pessoas.

Ao longo desses dias, conheci artistas, visitei ateliês, ouvi histórias e encontrei uma produção que merece cada vez mais visibilidade. A Arte Naif ainda ocupa um lugar muito particular dentro do circuito de arte brasileiro.

Também foi muito especial receber uma menção honrosa durante a abertura do festival. Senti como um gesto de carinho e acolhimento dessa cidade que vive a arte de forma tão próxima e verdadeira.

O festival deste ano aconteceu entre o Museu de Arte Popular e o Museu da Imagem e do Som, reunindo artistas que, de diferentes formas, dialogam com uma questão que atravessa nosso tempo: as transformações do clima, as secas, as queimadas, a desertif**ação e os impactos que tudo isso produz na vida das pessoas.

Infelizmente, grande parte desses artistas ainda encontra pouco espaço nas galerias e no circuito tradicional. Por isso, acredito que eventos como esse sejam tão importantes para valorizar a Arte Naif e também para ampliar o olhar sobre a potência da arte popular brasileira.

Obrigado, Adriano Dias (), pelo convite e pela confiança.

Cheguei a Guarabira para integrar a curadoria do 7º Festival Internacional de Arte Naif ()e já fui recebido com o carinh...
30/05/2026

Cheguei a Guarabira para integrar a curadoria do 7º Festival Internacional de Arte Naif ()e já fui recebido com o carinho que a cidade tem pelo festival. É bonito ver quando um evento de arte deixa de ser apenas uma programação cultural e passa a fazer parte da vida das pessoas.

Ao longo desses dias, conheci artistas, visitei ateliês, ouvi histórias e encontrei uma produção que merece cada vez mais visibilidade. A Arte Naif ainda ocupa um lugar muito particular dentro do circuito de arte brasileiro. Muitos desses artistas são autodidatas, constroem suas próprias linguagens e desenvolvem uma produção profundamente conectada ao território onde vivem.

Também foi muito especial receber uma menção honrosa durante a abertura do festival. Mais do que um reconhecimento individual, senti como um gesto de carinho e acolhimento dessa cidade que vive a arte de forma tão próxima e verdadeira.

Uma das visitas que mais me marcou foi à casa de Mateus Mathias. Conhecer seu trabalho de perto, entender a relação da família com sua produção e ver uma casa inteira transformada pela sua obra é algo que certamente vai permanecer na minha memória.

Também foi muito especial ouvir Sérgio Teófilo () falar sobre sua produção e sua relação com o Quilombo Caiana dos Crioulos, em Dona Inês. São trabalhos que carregam histórias, saberes e experiências que não podem ser dissociados da obra.

O festival deste ano aconteceu entre o Museu de Arte Popular e o Museu da Imagem e do Som, reunindo artistas que, de diferentes formas, dialogam com uma questão que atravessa nosso tempo: as transformações do clima, as secas, as queimadas, a desertif**ação e os impactos que tudo isso produz na vida das pessoas.

Infelizmente, grande parte desses artistas ainda encontra pouco espaço nas galerias e no circuito tradicional. Por isso, acredito que eventos como esse sejam tão importantes não apenas para valorizar a Arte Naif, mas para ampliar o olhar sobre a potência da arte popular brasileira.

Obrigado, Adriano Dias (), pelo convite e pela confiança.

Me amarro em visitar ateliê de artista, e gosto ainda mais quando é para encontrar amigos que acompanho e admiro há anos...
25/05/2026

Me amarro em visitar ateliê de artista, e gosto ainda mais quando é para encontrar amigos que acompanho e admiro há anos.

Estive com Bruno Big () e é sempre inspirador entrar no espaço dele. O Bruno já desenvolveu coleção para o Neymar () na época do FC Barcelona, repensou projetos para a Nike e hoje tem trabalhos espalhados pelo mundo entre murais, exposições e colaborações. Toda vez que venho aqui, saio com novas ideias e projetos surgindo das nossas conversas.

E aí f**a a pergunta… ano de Copa, Neymar convocado… será que vem uma nova chuteira assinada pelo Bruno por aí?

Também encontrei meu grande parceiro Raphael Alonso (). Foi a primeira vez visitando o ateliê dele, mas acompanho seu trabalho há muitos anos, desde a época do Parque Lage. O Rapha tem um olhar muito próprio para retratar o Rio, tanto nas cores quanto nos enquadramentos, e isso sempre me chamou atenção.

Estive na casa da Georgiana Rothier e do Bernardo Faria, em São Paulo, para um jantar com os artistas da YBYTU.A residên...
21/05/2026

Estive na casa da Georgiana Rothier e do Bernardo Faria, em São Paulo, para um jantar com os artistas da YBYTU.

A residência que eles construíram parte de uma vontade de estar perto do artista durante o processo. Acompanhar semanalmente, abrir trocas, conectar com outras pessoas e dar suporte para que a pesquisa avance. No final, isso ainda se desdobra em publicação.

Foi muito bom ouvir o relato dos artistas em um momento tão intimo e descontraído. Em especial a Rose Afefé, que já acompanhava por trabalhos como “Terra Afefé”.

Obrigado por abrirem a casa, foi um prazer imenso estar com todos vocês.

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