Ocultu - Observatório Cultural de Moçambique

Ocultu - Observatório Cultural de Moçambique OCULTU, uma associação de pesquisa, produção e divulgação na área cultural para a promoção da diversidade e riqueza da cultura de Moçambique.

Colaboração e cooperação cultural com actores nacionais, regionais, continentais e internacionais. O OCULTU é uma associação moçambicana, sem fins lucrativos registado oficialmente por despacho do Ministério da Justiça datado de 22 de Abril de 2013, cuja missão consiste na pesquisa, produção e divulgação de conhecimentos na área cultural com vista a promover e valorizar a diversidade da cultura d

e Moçambique através da capacitação, colaboração e realização de estudos e de impacto de eventos, instituições e intercâmbios culturais. Também constitui razão de ser do OCULTU a monitoria de políticas, planos e acções culturais nacionais bem como outros instrumentos internacionais no sector cultural. Orientando-se nos princípios de:
• Respeito e valorização da diversidade cultural mundial;
• Diálogo cultural permanente;
• Preservação e uso sustentável dos recursos culturais locais;
• Proteção do património cultural e natural;
• Respeito pelos direitos humanos;
• Preservação e valorização dos valores culturais locais;
• Promoção de igualdade entre homens e mulheres;

O OCULTU perseguirá, nas suas actividades, de entre outros, os seguintes objetivos principais:
• Contribuir para a unidade nacional através da promoção, respeito e conhecimento mútuo, e valorização da diversidade cultural moçambicana;
• Produzir e disponibilizar informação relativa a políticas, programas e projetos culturais, através de publicações regulares de matérias e estatísticas ou através do intercâmbio com diversos atores a nível nacional e internacional;
• Realizar pesquisas que facilitem a mediação cultural da grande diversidade cultural de Moçambique, entendida como um dos pilares para a construção da moçambicanidade (identidade comum);
• Realizar, e/ou participar em pesquisas sobre diversidade cultural, gestão, património e mediação culturais.

Património Cultural Imaterial de salvaguarda urgenteConstam das novas adições à lista do Património Cultural Imaterial q...
06/12/2023

Património Cultural Imaterial de salvaguarda urgente
Constam das novas adições à lista do Património Cultural Imaterial que requerem medidas urgentes de salvaguarda, para além do Mapiko, os seguintes:

Sopro de vidro sírio tradicional - República Árabe da Síria

O sopro de vidro tradicional sírio é a arte de criar objetos de vidro a partir de pedaços de vidro residual. Praticado principalmente em Damasco, caracteriza-se pela utilização de motivos brancos, azuis, verdes e carmesim, além de motivos dourados pintados.

Conhecimentos, métodos e práticas tradicionais relacionados com a olivicultura – Türkiye

O cultivo da oliveira em Türkiye, consiste na enxertia, poda e fertilização de oliveiras selvagens, denominadas delice, e na recolha, colheita e processamento das azeitonas, cujas práticas são transmitidas nas famílias e nas aldeias, promovendo a solidariedade, a cooperação e a harmonia na comunidade, para além de contribuir para os esforços de sustentabilidade ambiental e manutenção da identidade social e cultural, especialmente nas zonas rurais.

O xeedho – Djibuti

Xeedho é um prato que uma sogra dá ao genro para comemorar a primeira semana de casamento da filha. Consiste em um recipiente com pedaços de carne seca de camelo, embrulhado e decorado, sendo posteriormente coberto com tecidos tradicionais que simbolizam o vestuário feminino. Parte integrante das cerimónias de casamento do Djibuti, o ritual de fazer o xeedho é transmitido informalmente de mulheres para meninas e representa um compromisso com a honra da noiva e de sua família.

O Mek Mulung – Malásia

Mek Mulung é um show tradicional malaio que envolve arte performativa, canto e dança. A performance acontece em um celeiro aberto, com espectadores cercando os actores, todos homens, alguns dos quais usando roupas femininas para os papéis femininos. Mek Mulung é transmitido dentro das famílias e através de instituições educacionais, oficinas e festivais. Inicialmente retratado como uma celebração e expressão de agradecimento por uma boa colheita, agora é visto como um meio de promover a interação social e o diálogo.

Técnicas ancestrais e tradicionais para confecção do "Poncho Para'í de 60 listas", da cidade de Piribebuy – Paraguai

O Poncho Piribebuy Para'í de 60 listas é uma veste artesanal paraguaia composta por três partes: o corpo, as franjas e a fajita ou guarda. Cada parte exige diferentes procedimentos artesanais que são realizados em conjunto por mulheres tecelãs, cujas técnicas ancestrais, utilizadas inicialmente pelos povos indígenas, foram transmitidas oralmente de mães para filhas. A peça é um símbolo de unidade e identidade e goza de reconhecimento nacional pelo seu design e originalidade.

Mapiko - Património Cultural Imaterial da UNESCOMapiko, dança tradicional originária de Cabo Delgado, norte de Moçambiqu...
06/12/2023

Mapiko - Património Cultural Imaterial da UNESCO

Mapiko, dança tradicional originária de Cabo Delgado, norte de Moçambique, foi adicionada, no 05 de Dezembro de 2023, à lista do Património Cultural Imaterial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

O anúncio da inscrição do Mapiko teve lugar em Kasane, República de Botswana, onde decorre a 18ª sessão do Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial do UNESCO, tendo como um dos objectivos considerar novas entradas à lista do património cultural imaterial, algumas das quais necessitando de salvaguarda urgente.

A dança Mapiko (Ingoma Ya Mapiko) é uma dança comemorativa praticada pelo povo Makonde de Moçambique. É realizado num espaço onde bailarinos, músicos e público se reúnem para celebrar o tradicional rito de passagem da puberdade à idade adulta. O mapiko é transmitido durante os ritos de iniciação. Simboliza o espírito humano, a harmonia com o cosmos e a luta entre o bem e o mal. É também considerado um meio de restabelecer o equilíbrio entre o masculino e o feminino e transmitir valores, crenças e costumes ancestrais.

Excelentes ofertas formativas!!!!
21/06/2021

Excelentes ofertas formativas!!!!

Oferta formativa de 2º ciclo na área da Cultura no CIES-Iscte - Escola de Sociologia e Políticas Públicas
Candidaturas abertas

Mestrado em Comunicação, Cultura e Tecnologias da Informação
👉 https://www.iscte-iul.pt/curso/13/mestrado-comunicacao-cultura-tecnologias-informacao

Mestrado em Estudos e Gestão da Cultura
👉 https://www.iscte-iul.pt/curso/294/mestrado-estudos-gestao-cultura

Mestrado em Mercados da Arte
👉 https://www.iscte-iul.pt/curso/117/mestrado-mercados-arte

Mestrado em História Moderna e Contemporânea
👉 https://www.iscte-iul.pt/curso/16/mestrado-historia-moderna-contemporanea

+ info sobre oferta formativa de 2º ciclo da Escola de Sociologia e Políticas públicas
👉 https://www.iscte-iul.pt/estudar/mestrados?school=15

O Conselho de Ministros da República de Moçambique aprovou, no dia 25 de Maio de 2021, no decurso da 17.ª Sessão Ordinár...
26/05/2021

O Conselho de Ministros da República de Moçambique aprovou, no dia 25 de Maio de 2021, no decurso da 17.ª Sessão Ordinária, a proposta de Resolução que ratifica a Carta da Renascença Cultural de África, para posterior submissão à Assembleia da República.

A Carta da Renascença Cultural de África, adoptada pelos Chefes de Estados e do Governo da Organização da União Africana (UA) em 2006, estabelece os princípios para a promoção e valorização do Património Cultural em África. É um instrumento jurídico internacional que tem como objectivos, os seguintes:
i. Afirmar a dignidade de homens e mulheres africanos, bem como os fundamentos populares da sua cultura;

ii. Promover a liberdade de expressão e democracia cultural, bem como um ambiente propício para os povos africanos manterem e reforçarem o sentido e a vontade de progresso e desenvolvimento;

iii. Preservar e promover a herança cultural africana, através da sua restituição e reabilitação;

iv. Combater e eliminar todas as formas de alienação, exclusão e de opressão cultural em todas as partes de África;

v. Encorajar a cooperação cultural entre os Estados Membros, com vista ao reforço da unidade africana, através do uso de línguas africanas, bem como encorajar o diálogo entre culturas.

Ideias para Alavancar o Orçamento do Sector da Cultura em Moçambiquei. Introdução1. A União Africana realizou, de 06 a 0...
28/04/2021

Ideias para Alavancar o Orçamento do Sector da Cultura em Moçambique

i. Introdução
1. A União Africana realizou, de 06 a 07 de fevereiro de 2021, a 34ª Conferência Ordinária dos Chefes de Estado e de Governo, em formato virtual por força da situação de saúde global.

2. O lema da sessão, que constitui igualmente o tema para o ano de 2021 para a UA, foi “Artes, Cultura e Património: Alavancas para a Edificação da África que Almejamos”.

3. A decisão para a escolha do tema resultou da proposta de Ibrahim Boubacar Keita, Presidente da República do Mali, apresentada no decurso da 33ª Sessão Ordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana, realizada em Adis Abeba, Etiópia, de 09 a 10 de Fevereiro de 2020.

4. O Presidente da República do Mali havia sido eleito Líder da União Africana para a Promoção das Artes, da Cultura e do Património no Continente em 2019 e fez questão de lembrar a Declaração dos Chefes de Estado e de Governo da União que, em Maio de 2013, durante as celebrações dos 50 anos da criação da Organização da Unidade Africana (OUA)/UA comprometeram-se a prestar maior atenção à importância da cultura, artes e património na prossecução dos objectivos da Agenda 2063 da União Africana.
5. O Ocultu propõe-se trazer algumas ideias sobre o tema e, fundamentalmente, como Moçambique pode responder aos desafios inerentes ao tema do ano da UA.

ii. O tema do ano
6. “Artes, Cultura e Património: Alavancas para a Edificação da África que Almejamos”.

7. A escolha do tema não podia ter sido mais oportuna, pelos seguintes motivos principais: o potencial de contribuição da cultura na agenda africana; o impacto da covid-19 no sector da cultura; a ausência de iniciativas consistentes, em muitos países africanos, para responder a razia que este sector sofre; o fraco investimento público no sector.

8. Na nota conceptual para o tema do ano, a UA :
8.1. Declarou que a riqueza e diversidade do património africano é um bem essencial para traçar o perfil do continente na arena global, bem como para o desenvolvimento sustentável, a integração e a paz em África;

8.2. Reconheceu a importância da promoção da cultura de paz, deste conjunto de valores, atitudes e comportamentos que reflectem o respeito pela vida, pelo ser humano e a sua dignidade, que deve ser divulgado e praticado por todos e cada um dos Estados-membros; e

8.3. Destacou o rico acervo cultural de África, o potencial económico que pode advir da emancipação/valorização das indústrias criativas africanas, a oportunidade de materialização da Enciclopédia Africana e o Projecto do Grande Museu Africano em conformidade com o Projecto sobre o Renascimento Cultural Africano, a valorização das línguas africanas para o processo de ensino, de entre vários.

iii. Principais desafios da implementação do Tema do Ano
9. A Conferência da UA avaliou o ponto de situação da implementação das decisões sobre as artes, cultura e o património em prol de uma melhor protecção e promoção do património cultural e natural africano, a saber:

9.1. A ratificação da Carta para o Renascimento Cultural Africano, aprovada em Janeiro de 2006;

9.2. A atribuição de pelo menos 1% do orçamento nacional dos Estados membros aos sectores da Cultura, Artes e Património até 2030;

9.3. O reforço das estruturas da UA responsáveis pela Cultura, Artes e Património, no âmbito do processo de Reforma Institucional da UA em curso; e

9.4. A mobilização do sector privado africano e dos Estados membros para apoiarem o trabalho do Fundo do Património Mundial Africano (AWHF) para a caracterização, protecção e promoção do património natural e cultural africano.

iv. Moçambique face aos desafios do tema do ano da UA
10. Ratificação da Carta para o Renascimento Cultural Africano, aprovada em Janeiro de 2006:

10.1. Moçambique assinou a Carta, a 04 de Julho de 2013 mas até ao momento ainda não ratificou. Dos 55 países da UA, 34 assinaram a Carta e 14 ratificaram e depositaram a sua ratificação . A Carta só entrará em vigor com ratificação e adesão de ¾ do total dos membros.

10.2. Ratificar a Carta para o Renascimento Cultural Africano, constitui o primeiro sinal prático de compromisso de Moçambique com o tema do ano e, principalmente, de colocar a cultura no centro das prioridades.

10.3. Ratificar a Carta para o Renascimento Cultural Africano, siginifica aceitar e se comprometer a implementar os seus objectivos e princípios, de entre vários, os seguintes:

10.3.1. Promover a liberdade de expressão e democracia cultural, que é indissociável da democracia política e social;

10.3.2. Encorajar a cooperação cultural entre os Estados membros, com vista ao reforço da unidade africana, através do uso de línguas africanas, bem como encorajar o diálogo entre culturas;

10.3.3. Integrar os objectivos culturais nas estratégias de desenvolvimento;

10.3.4. Encorajar a cooperação cultural internacional para uma melhor compreensão entre os povos dentro e fora de África; e

10.3.5. Reforçar o papel da cultura na promoção da paz e da boa governação;

10.4. Propostas de Acções de seguimento

10.4.1. Para a materialização deste desafio, basta que se elabore pelo Ministério da Cultura e Turismo, em coordenação com o Ministério dos Negócios Estrangeiros e outras instituições relevantes, um roteiro para a ratificação da Carta, com um plano de acções, responsabilidades e prazos. Parece-nos uma actividade que depende apenas de agendamento e seguimento.

11. Atribuição de pelo menos 1% do orçamento nacional dos Estados membros ao sectores da Cultura, Artes e Património até 2030.

11.1. Analisamos abaixo, os orçamentos destinados ao sector da Cultura desde o início da presente década (2020 e 2021), que coincide com o novo quinquénio. A análise destes dois primeiros anos, permite visualizar o ponto de partida face ao novo desafio da UA e o caminho a ser percorrido até ao ano de 2030, podendo ser útil para a planificação das acções a serem levadas a cabo.

11.2. É um valor percentual agregado do orçamento do Ministério da Cultura e Turismo, do Instituto Nacional do Turismo (INATUR), da Escola de Artes Visuais, da Biblioteca Nacional, do Instituto Superior de Artes, da Escola Nacional de Dança, da Escola Nacional de Música, do Fundo de Desenvolvimento Artístico e Cultural, do Instituto Nacional de Audio-Visual e Cinema, do Instituto Nacional do Livro e Disco, da Companhia Nacional de Canto e Dança e do Instituto de Investigação Socio-Cultural – ARPAC.

11.3. Destacamos igualmente o orçamento destinado ao Instituto Nacional das Indústrias Culturais e Criativas (INICC, IP) criado por Decreto n.º 23/2019, de 28 de Março , integrando o Instituto Nacional de Audio-Visual e Cinema e o Instituto Nacional do Livro e do Disco, revogados no referido Decreto mas ainda constituindo unidades orçamentais.


11.4. Para o orçamento de Estado para o ano de 2021, apenas 0,16% é destinado ao sector da cultura e turismo, tal como se pode notar na tabela 1. Do orçamento aprovado apenas 0,03% é destinada às indústrias culturais e criativas e 0,04% às províncias.

11.5. Para o orçamento de Estado para o ano de 2020, apenas 0,15% foi destinado ao sector da cultura e turismo, tal como se pode confirmar na tabela 2. Do orçamento aprovado apenas 0,03% é destinada às indústrias culturais e criativas e 0,02 às províncias.

11.6. Propostas de Acções de Seguimento

11.6.1. O Valor alocado ao sector da cultura (0,15% em 2020 e 0,16 em 2021) ainda está aquém do desafio colocado, de pelo menos 1% do valor do orçamento do Estado, até 2030, pelo que um exercício de advocacia para que gradualmente, a partir de 2022 se faça um incremento anual, por forma a se atingir a meta exigida no horizonte temporal definido.

11.6.2. O Ministério da Cultura e Turismo, em coordenação com o Ministério da Economia e Finanças, pode iniciar no próximo ciclo de planificação a definição de metas graduais anuais a serem incrementadas no orçamento do sector da cultura, por forma a caminhar para o alcance do mínimo definido para o sector até 2030.

11.6.3. Igualmente, um tratamento especial deve ser dado no incremento do orçamento atribuído às indústrias culturais, em linha com a prioridade atribuída, não só a nível nacional mas também a nível da UA.

É pelo facto de o Ocultu considerar fundamental a nova postura da UA, expressa na já referida 34ª Conferência Ordinária dos Chefes de Estado e de Governo, realizada em fevereiro passado, que se propôs enquadrar o tema ao contexto moçambicano e propor algumas linhas de actuação das autoridades moçambicanas do sector como forma de alavancar as artes, cultura e património bem como mostrar compromisso com a intenção da UA de “Edificação da África que Almejamos”.

UNESCO:23 DE ABRIL - DIA MUNDIAL DO LIVRO E DOS DIREITOS DO AUTORPOR QUE LER É MAIS IMPORTANTE AGORA DO QUE NUNCA!Durant...
23/04/2021

UNESCO:
23 DE ABRIL - DIA MUNDIAL DO LIVRO E DOS DIREITOS DO AUTOR

POR QUE LER É MAIS IMPORTANTE AGORA DO QUE NUNCA!

Durante o último ano, quando a maioria dos países atravessou períodos de confinamento e as pessoas precisaram limitar o tempo que passam fora de casa, os livros provaram ser ferramentas poderosas para combater o isolamento, reforçar os laços entre as pessoas, expandir nossos horizontes, ao mesmo tempo em que estimulam nossa mente e nossa criatividade. Em alguns países, o número de livros lidos dobrou.

No mês de abril e durante todo o ano, é fundamental reservar um tempo para ler sozinho ou com os filhos. É um momento para celebrar a importância da leitura, fomentar o crescimento das crianças como leitores, assim como promover o amor pela literatura ao longo da vida e a integração no mundo do trabalho.

Pela leitura e pela celebração do Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais, 23 de abril, nós podemos nos abrir para os outros, apesar da distância, e podemos viajar graças à imaginação.

Na preparação para o Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais, a UNESCO incentiva as pessoas a se desafiarem, a explorar novos tópicos, formatos ou gêneros fora do que estão acostumadas. Nosso objetivo é envolver as pessoas na leitura e que se divirtam fazendo isso!

Agora é a oportunidade: como uma celebração do Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais deste ano, a UNESCO criou um “Desafio bookface”:

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=3988586524536489...

As capas dos livros são extremamente importantes e desempenham um papel essencial em nossas decisões de compra. Todos nós somos extremamente críticos em relação às capas. A pandemia também nos lembrou sobre a importância dos livros e da leitura para o conforto e o escapismo, que todos nós tanto precisamos desde o ano passado. Sempre ficamos felizes em ver quando uma obra foi bem apresentada, pois uma boa capa pode promovê-la ou destruí-la.

Junte-se à comunidade de leitores para o “Desafio bookface” do Dia Mundial do Livro!

Nessas circunstâncias, convidamos estudantes, professores e leitores de todo o mundo, bem como a indústria livreira e os serviços de bibliotecas, a testemunhar e a expressar o seu amor pela leitura, participando deste desafio.

Também disponibilizamos materiais para o uso de todos, para ajudar a envolver todas as comunidades de leitores, indivíduos e instituições. Caso você queira imprimi-los e colá-los nas paredes, compartilhá-los nas redes sociais ou publicá-los nos sites, isso ajuda muito! Baixe o nosso kit de recursos de comunicação aqui.

Quanto mais pessoas se envolverem, mais pessoas poderão ser ajudadas.

Subsídios para a Revitalização do Sector da Cultura na SADCi. Introdução1. No dia 12 de Março de 2021, o Conselho de Min...
22/04/2021

Subsídios para a
Revitalização do Sector da Cultura na SADC

i. Introdução

1. No dia 12 de Março de 2021, o Conselho de Ministros (CM) da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) reuniu-se, em formato virtual com o objectivo de avaliar os progressos do exercício económico de 2020/21 e deliberar sobre as perspectivas de 2021/22.

2. A reunião foi dirigida por Moçambique, no caso pela Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação da República de Moçambique, na qualidade de Presidente do CM da SADC, no âmbito da Presidência de Moçambique da SADC, iniciada em Agosto de 2020 com a duração de 12 meses.

3. Uma das grandes deliberações do CM foi a integração do tema sobre revitalização do sector da cultura da SADC, retirado da agenda das prioridades da organização regional em 2007. Nesse contexto, Moçambique propôs o retorno da temática devendo liderar a conceptualização, perspectivas e linhas gerais do que poderá vir a ser o novo programa de cultura da SADC.

ii. A Cultura na SADC

4. A SADC sempre reconheceu o papel central da cultura na integração e cooperação dos seus estados Membros.

5. Guiados pela necessidade de reforçar essa função fundamental e determinante da cultura, os Estados Membros da SADC assinaram, a 14 de Agosto de 2001, em Blantyre (Malawi), o Protocolo sobre Cultura, Informação e Desporto, que entrou em vigor 30 dias depois.

6. As áreas gerais e específicas do Protocolo incluem treinamento, capacitação e pesquisa, mobilização de recursos, formulação de políticas linguísticas, preservação do património cultural, proteção e promoção das indústrias culturais e festivais de arte e cultura, harmonização de legislação sobre direitos de autor, entre outros.

7. F**a evidente, de acordo com os instrumentos jurídicos, o papel que se atribue à cultura na SADC, pese embora a prática mostre o contrário como se pode depreender pela injustificável retirada do programa de cultura das prioridades da região desde 2007.

iii. Pertinência da revitalização do Programa de Cultura da SADC

8. Tendo em conta que a proposta de revitalização do Programa da Cultura da SADC resulta de uma iniciativa de Moçambique, o país deverá liderar este processo, aproveitando a presidência da SADC.

9. Isto implica a elaboração de um documento básico com a fundamentação da pertinência de revitalização de recolocar a cultura na programação da SADC, auscultar os Estados membros e harmonizar posições para uma melhor decisão, tendo em conta o exercício de planificação de acções para 2021-22.

10. Nesse sentido, não nos parece difícil identificar as razões para defender a pertinência da revitalização do programa, tais como:

10.1. A União Africana definiu como tema para o ano de 2021 “Artes, Cultura e Património: Alavancas para a Edificação da África que Almejamos”. A escolha do tema deveu-se à necessidade de reengajar os Estados membros sobre a importância da cultura, artes e património na prossecução dos objectivos da Agenda 2063 da União Africana.

10.2. Mais do que alinhar os Estados membros da SADC aos desafios da UA, dos quais são igualmente membros, revitalizar o programa de cultura também constitui uma obrigação moral para resgatar um dos sectores mais afectados pela pandemia da Covid-19.

10.3. Os desafios lançados aos Estados membros da UA, no âmbito do tema do ano de 2021, tais como o incremento do orçamento do sector da cultura até 2030, requerem também um acompanhamento a nível da SADC e obriga os seus Estados, a nível regional, a uma atenção especial à cultura, o que justifica a revitalização do programa de cultura.

10.4. 2030 constitui igualmente o prazo estabelecimento para o alcance dos 17 objectivos de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas, cujo 11º defende o desenvolvimento de cidades e comunidades sustentáveis a partir dos esforços para proteger e salvaguardar o património cultural do mundo, para além de contribuir para respeitar a convivência num âmbito de tolerância e inclusão de toda a sociedade.

10.5. Portanto, parece-nos mais do que oportuno defender a revitalização da cultura na SADC, no limiar desta década, se bem pelo seu papel, importância que são determinantes mas também por uma questão de coerência de princípios dos Estados membros para com as organizações de que são parte.

iv. Subsídios temáticos para o programa de cultura da SADC

Ainda está em discussão a pertinência da revitalização do sector da cultura na SADC mas nos parece oportuno reflectir sobre possíveis áreas temáticas a serem capitalizadas por Moçambique, sob a liderança do Ministério da Cultura e Turismo, para dinamizar a cultura na SADC. Mais do que defender a revitalização do sector da cultura, urge a reflexão para a tomada de acções no sentido de Moçambique liderar as bases temáticas de um futuro programa de cultura da SADC, as quais podem passar pelas seguintes acções:

11. Desenvolver as Indústrias Culturais e Criativas (ICC), através da implementação da Política das Indústrias Culturais e Criativas, e estratégia da sua implementação aprovada pela Resolução Nº 34/2016 de 12 de Dezembro.

12. Promover a internacionalização das indústrias culturais e criativas moçambicanas.

13. Institucionalizar uma feira regional das ICC, montra não só para a integração da cultura mas também de cooperação cultural regional e internacional. Pode-se ter como base o dia do criador/artista da SADC, que se celebra em todos os Estados membros, a 14 de Outubro desde 1996, ano da sua institucionalização.

14. Aproveitar a revitalização do sector da cultura para hamonizar posições com os Estados membros para a preservação e promoção de património cultural e identidade regional. Por exemplo, manifestações culturais partilhadas entre os Estados membros, podem constituir um bom ponto de partida para programas de trabalho conjunto no sentido de sua inscrição como património cultural da humanidade.

15. Actualizar e adaptar o próprio Protocolo sobre Cultura, Informação e Desporto da SADC pode ser uma acção determinante para revitalizar o sector, para além de ocasião para incluir outras temáticas específicas do sector.

16. Promover programas consistentes de intercâmbio entre agentes culturais da SADC (empresários, estudantes de artes, artistas, entre outros).

17. Sugerir discussões sobre a criação de um centro de interpretação/museu da história da região austral.
Ocultu

DIA MUNDIAL DO LIVRO E DOS DIREITOS DO AUTORMensagem da Sra. Audrey Azoulay,Diretora Geral da UNESCO, por ocasião do Dia...
23/04/2020

DIA MUNDIAL DO LIVRO E DOS DIREITOS DO AUTOR

Mensagem da Sra. Audrey Azoulay,
Diretora Geral da UNESCO, por ocasião do Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais
23 de abril de 2020

Nesse período de incerteza, muitas pessoas recorrem aos livros para superar o confinamento e a preocupação.

De facto, os livros têm essa capacidade única de nos divertir, de nos instruir, de ser ao mesmo tempo o instrumento que serve para sair de si mesmo e encontrar uma autora, um autor, um universo ou uma cultura, e oferecer um tempo para mergulhar mais fundo em si mesmo. Dessa maneira, os livros traçam, página após página, os caminhos a percorrer na intimidade do pensamento humano de todos os tempos e lugares, o que também é chamado de liberdade.

Precisamos de toda a magia dos livros em um momento em que lembremos colectivamente como a literatura todas as outras artes são essenciais para nós.

Ao celebrar os livros, também celebramos os seus autores que nos oferecem esses fragmentos da vida, esses universos, uma janela e uma visão do mundo. Por esse motivo, esta celebração acontece no dia 23 de abril, data de aniversário da morte de William Shakespeare, Miguel de Cervantes e Inca Garcilaso de la Vega, que alimentam nossa imaginação há quatro séculos.

Com eles, também prestamos homenagem a todas as profissões de livros, a edição, a publicação e a tradução, que garantem a difusão de nossa herança literária e permitem que novas criações encontrem um lugar para se expressar e que as ideias circulem.

Essas profissões devem ser protegidas e valorizadas. Isso é ainda mais verdadeiro neste período do COVID-19, que representa um perigo profundo e duradouro para essa economia de encontro, que é a cultura.

Por esse motivo, a UNESCO valoriza o trabalho dos editores, em particular por meio de parcerias estabelecidas com a Federação Internacional de Associações de Bibliotecários e Bibliotecas e a União Internacional de Editores. Para que o poder da leitura seja plenamente exercido e para que todos encontrem refúgio, sonhos, conhecimento e reflexão, é importante ter acesso aos livros. Esse é o significado do compromisso de Kuala Lumpur, que em 23 de abril se torna a Capital Mundial do Livro 2020, em particular graças à sua determinação em promover a alfabetização e o desenvolvimento de uma cultura inclusiva do livro.

Nestes momentos em que a leitura é tão valiosa, nosso compromisso comum com e através da integração na leitura assume todo o seu valor.

Para este Dia Mundial do Livro e do Direito Autoral, convido todos a começarem os livros, virarem as suas páginas e encontrarem neles um ar fresco para o presente e o futuro.

Mensagem disponivel no sítio da internet da UNESCO

O espaço das artes e da cultura na imprensa escrita em Moçambique
11/04/2020

O espaço das artes e da cultura na imprensa escrita em Moçambique

Endereço

Avenida Julius Nyerere, Nº 257
Maputo

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 17:00
Terça-feira 09:00 - 17:00
Quarta-feira 09:00 - 17:00
Quinta-feira 09:00 - 17:00
Sexta-feira 09:00 - 17:00

Telefone

+258841258309

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