Nome: Nyau Galeria & Arte Lda
O nome surge de uma dança oriunda da província de Tete em Moçambique, que representa um ritual praticado desde muitos anos atrás. É associada tambem a uma máscara que é usada no acto da dança. A escolha de um nome artístico moçambicano, refletiu a vontade de promover o conteúdo local, nas vertentes de negócio que pretendemos atacar. Alugamos uma vivenda na Mao Tse Tu
ng e iniciamos as obras de requalificacao para fazer o restaurante no quintal da casa, e fazermos a loja de artes nos compartimentos dentro da casa. Pretendemos fazer uma decoracao rustica e um ambiente aconchegante, onde as pessoas podem fazer o pequeno almoço, almoço, café da tarde e jantar. Uma loja física com produtos de arte moçambicana, dos quais alguns deles iremos levar à consignação. Produtos a ser vendidos - pinturas artisticas (incluindo retratos realísticos), bijutaria, máscaras, fotografias, objectos de decoração (estátuas, vasos, espelhos, candeeiros, molduras, mesinhas, cadeiras, etc), peças em madeira, capulanas, batiques, arte makonde – todos de origem moçambicana; Prentedemos registar a marca Nyau. Pode-se pensar também em comercializar CDs de música e lançamento de livros de autores moçambicanos. Uma loja virtual, com possibilidade de comprar online a partir de qualquer parte do mundo – onde vamos expor os produtos que temos na loja; nesta componente é importante investir-se num website de qualidade com possibilidade de comprar online em qualquer parte do mundo;
iii. Associado à venda dos produtos, oferecemos serviços de decoração (interior e exterior) com móveis e objectos produzidos localmente, de forma a promover o conteúdo local. Um restaurante anexo à loja, com comida moçambicana entre outras, pastelaria e comida saudável. O restaurante, para alem de gerar um rendimento adicional (dado ter boa margem de lucros), pretende-se que sirva de um chamariz para clientes, e para que a Galeria não seja algo monótono. No restaurante pode se convidar artistas para fazer algum programa especial por exemplo. A localização da moradia é um ponto forte, localiza-se a frente do Parque dos Continuadores, estando portanto no centro da cidade e perto do segmento médio/alto (é o que aprecia arte). A capacidade do restaurante é de 40 pessoas
3. Identidade da organização
Missão
Nossa missão é sempre trabalhar para atender à demanda do mercado com qualidade, sempre criando inovações e soluções em nossos produtos, através de diversos artistas e canais de distribuição. Visão
Liderar o mercado de venda de produtos de arte moçambicana, tanto em Moçambique como no exterior; sempre buscando um relacionamento saudável entre clientes, parceiros, meio ambiente, governo e sociedade. Valores
Sempre priorizar a qualidade - Compromisso - Ter um relacionamento de comércio saudável com pessoas, clientes, sociedade, meio ambiente, funcionários e organizações – Superar os resultados esperados - Valorização humana - Melhoria contínua – Sustentabilidade
4. A origem do nome Nyau
Moçambique é caracterizado por uma grande diversidade cultural resultante da miscigenação de vários povos, que ao longo dos séculos aportaram por estas terras. O Nyau é uma das expressões artísticas que corporizam o rico mosaico cultural nacional, sendo simultaneamente uma dança e um ritual. O Nyau é praticado pelo povo Chewa, que se encontra radicado em três países da África Austral, nomeadamente, Moçambique, Malawi e Zâmbia. Em Moçambique esta expressão cultural tem maior concentração dos seus praticantes na Província Central de Tete. Revelando o seu carácter singular, o Nyau extravasa a dimensão de espectáculo que proporciona em virtude dos valores que ele insere nos domínios das artes e das técnicas, da história e da cultura, valores esses transmitidos ao longo dos séculos, por gerações. Aliado ao carácter ritualístico, que se traduz na realização de um conjunto de discursos e práticas rígidas, carregadas de grande simbolismo, esta manifestação comporta outra dimensão de valor ao nível da educação dos jovens, servindo como meio de integração social e ajustamento dos comportamentos dos indivíduos às suas raízes culturais. Em reconhecimento do grande valor histórico e sócio-cultural do Nyau, Moçambique, Malawi e Zâmbia submeteram à UNESCO a candidatura a Património Cultural, tendo sido proclamada a 25 de Novembro de 2005, Obra-Prima do Património Oral e Intangível da Humanidade. Em Moçambique, a proclamação do Nyau e da Timbila, como “Património da Humanidade”, vieram associar-se à Ilha de Moçambique que teve, igualmente, o mais alto reconhecimento e distinção por parte da UNESCO, em 1991. Estes actos elevaram o nome de Moçambique ao mais alto nível no concerto das Nações. Fonte: Livro “Nyau-Gule Wamkulu: Património Oral e Intangível da Humanidade”, Autor Fernado Manjate.
5. Breve descrição da arte moçambicana
Moçambique, é um país localizado no sudeste do Continente Africano, banhado pelo Oceano Índico a leste e que faz fronteira com a Tanzânia ao norte; Malawi e Zâmbia a noroeste; Zimbabwe a oeste e Essuatíni e África do Sul a sudoeste. A capital e maior cidade do país é Maputo, anteriormente chamada de Lourenço Marques, durante o domínio português. Em termos de Cultura, Moçambique é reconhecido pelos seus artistas plásticos: escultores (principalmente da etnia Makonde) e pintores (inclusive em tecido, técnica batik). Artistas como Malangatana, Gemuce, Naguib, Ismael Abdula, Samat e Idasse destacam-se na área de pintura. A música vocal moçambicana também impressiona os visitantes. A timbila chope foi considerada Património Mundial. Os macondes são famosos por suas máscaras e esculturas elaboradas de madeira, que são geralmente usadas em danças tradicionais. Existem dois tipos diferentes de esculturas em madeira: as shetani (espíritos malignos), que são em sua maioria esculpidas em ébano, e as ujamaa, que são esculturas em forma de totem que ilustram rostos realistas de pessoas e de várias figuras. Essas esculturas são geralmente referidas como "árvores genealógicas", porque contam histórias de muitas gerações. Durante os últimos anos do período colonial, a arte moçambicana refletiu a opressão pelo poder colonial e tornou-se símbolo da resistência. Após a independência em 1975, a arte moderna passou para uma nova fase. Os dois artistas moçambicanos contemporâneos mais conhecidos e mais influentes são o pintor Malangatana Ngwenya e o escultor Alberto Chissano. Uma boa parte da arte pós- independência, durante os anos 1980 e 1990, reflete a luta política, a guerra civil, o sofrimento, a fome e a luta.