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Demónios do Pablo [Mix-tape]O Rap é o estilo musical que mais faz uso de frases ditas, gasta papel, e busca fontes (jorn...
09/06/2017

Demónios do Pablo [Mix-tape]

O Rap é o estilo musical que mais faz uso de frases ditas, gasta papel, e busca fontes (jornais, livros, etc.) para a construção de suas letras. Ao imaginar um compilado de músicas enxergamos por consequência a massada que se exige e a frustração em que esses artistas mergulham quando algo não sai bem. Surpreendentemente os rappers conseguem produzir dezenas de obras discográficas e, como Hip-Hop é cultura eles têm como hábito ou costume arranjar vários apelidos para essas obras.

Demónios do Pablo é mix-tape, não apenas por assim ser apelidado pelo autor, mas por também respeitar a formas adoptadas por outros, tais como o abuso de uma linguagem explícita, batidas alheias e estruturas notavelmente desenrascadas ao longo do processo de concepção, fugindo completamente da exigência-padrão de preparação de qualquer trabalho.

Esta mix-tape é inspirada na vida de Pablo Escobar, o maior narcotraficante da história, que além de livros bem vendidos e polémicos ganhou também audiência num seriado de televisão na emissora norte-americana NetFlix. Aos olhos de Vulto, rapper de lá das ruas do Triunfo, Escobar ganha demónios e, pelos vistos os mesmos que o têm atormentado.

Alguém como o jovem rapper Vulto que trabalha como gráfico de segunda a sexta, faz letras de música Rap, joga futebol na praia da Costa do Sol aos domingos, comparado a outro que explode aviões e mata milhares de civis a sangue-frio seria no mínimo um devaneio. Contudo, a vida não tem apenas líricas ou aviões por explodir. Ela carrega os demónios da solidão que nos infesta quando não estamos ao lado de quem amamos ou quando perdemos um familiar; os daqueles momentos em que pensamos ser próximos de alguém ou parte de um grupo social que não entende o funcionamento do motor dos nossos sentimentos.

Esta mix-tape é sua terceira obra do autor, e, foi cozida tal como as duas primeiras nos mesmos moldes, cuspida e finalizada nas máquinas da B.Record, tem cinco (5) faixas e conta com a ajuda dos seus amigos Acunkad, Yugo, Editruz, Mercenário, Nervous e Jheny.

Download: http://www70.zippyshare.com/v/00w2y3rO/file.html

Polana caniçoPolana caniço é um dos mais extensos e mais populosos bairros periféricos da grande cidade de Maputo, local...
05/08/2016

Polana caniço

Polana caniço é um dos mais extensos e mais populosos bairros periféricos da grande cidade de Maputo, localizada no Distrito Municipal Ka Maxakeny (distrito urbano n° 3). É limitada nos seus extremos pelos bairros Maxaquene, Sommerchild, Ferroviário, Triunfo, também pelo mercado Xiquelene e pela Universidade Eduardo Mondlane (UEM) e, é dividida em dois: Polana Caniço “A” e Polana Caniço “B”.

O nome Polana Caniço é associado às casas de caniço construídas nos primeiros anos da independência nacional e, segundo os moradores mais antigos, a edificação destas humildes habitações deve-se ao facto de no regime “Socialista/Marxista” de Samora Machel a terra pertencer ao Povo e a administração responsável pela atribuição de moradias, principalmente nos espaços urbanos competir ao governo, sendo o governo a dar as casas á população, porém as populações precisariam de um lugar de fácil acesso ao local de trabalho, à água potável, energia eléctrica, em fim uma metrópole, daí a construção “provisória” deste bairro de lata, melhor, de caniço pelos próprios moradores.

Ao longo dos anos, novas políticas de atribuição de espaços e de construção de casas foram ganhando lugar e o bairro foi tomando a forma que tem hoje: um hospital geral com o nome do bairro e o Hospital Privado de Maputo; uma esquadra – conhecida como esquadra de Mucoriane; os campos de futebol 7 de Abril, Costa do Sol e Fura-rede; os mercados Xiquelene, Compone, Metical (Xibazaranine), Xincadjuanine (Mercadinho); um campo de golfe; um campo de futebol de praia no interior do clube Matchick-tchik; Escolas como Polana Caniço “A”, Escola Portuguesa, Escola Americana, Escola Polana Caniço “B”, Escola Sansão Mutemba entre outras…. Em fim o bairro está outro!

O bairro está outro e as formas de vida são outras. Temos a taxa de desemprego altíssima a combinar com a pobreza e com as gravidezes precoces que fazem com que os jovens deixem a escola cedo para procurar o auto-sustento, alguns pautando pelo crime da pior espécie: assaltos com recurso à arma branca - os Homens-Katana.

O bairro além de ter acesso a serviços hospitalares e policiamento internos e dos bairros vizinhos a auxiliar ainda passa por dificuldades no toque a essas áreas. Os serviços de saneamento do meio também são defeituosos, ao andar pelas ruas e becos desta periferia são visíveis as águas sujas que os moradores libertam a rua por não terem redes de esgoto ou drenos, sem contar com o impacto das chuvas: além das inundações, há desabamentos.

Falar do bairro Polana Caniço consome estas palavras e muito mais, pois o exercício de ter de escolher o que tocar sem ser injusto, sem ser exagerado e sem deixar aspectos relevantes de lado é deveras complicado. E por falar em aspectos, os mais negativos parecem encher a mesa na hora da selecção, e eu que não acreditava que alguém ia aparecer, nesta altura do campeonato para fazer convites de visita a esta que também é sua zona, eis que Def Line ou simplesmente Def foi tomado por uma ousadia [ou loucura (risos)].

Trata-se de um jovem residente neste bairro, nas proximidades do campo de golfe, que atende também pelo nome de Arnaldo Maole, que pertence a aquela que vou chamar “segunda geração dos rappers nacionais” – a do início da era 2000. Def pertenceu o agrupamento Sistema Móvel, é também associado a B Record e é mentor do projecto Sweet Melody.

Caro leitor/espectador veja o vídeo!

https://www.youtube.com/watch?v=UnwghACR5BQ

Para os amantes de bom som e das Ruas Polana caniço vem aí.

SaudaçõesA família Mercado Informal, vem através deste meio agradecer ao pessoal que directamente e indirectamente contr...
02/11/2015

Saudações
A família Mercado Informal, vem através deste meio agradecer ao pessoal que directamente e indirectamente contribuiu para que o show "Lançamento oficial do FOOTPRINTZ" acontecesse.
Agradecer ao Vulto pelo cartaz; Aos manos do Casa II, ao Mente Negra e ao Lil Brother H pela colaboração.
Ao Mastah Bad, Djippaz, Zicks, Kanino Famelico e Nhez por acompanharem o Alkaponn ao palco.
Ao people que esteve lá (sim, aos poucos).
Ao Dextah Nature por helpar lá no local e a todos que estão involvidos no processo de tornar o Ascendente Bar uma casa de eventos.
Ao Alkaponn por ser o que é e pela força que tem.
Ao Xkribah, o Kaveira e o Proof pelo suporte que deram.
À Live Art que nos apoiou de muitas maneiras.
À BeatZone que esteve a liderar as maquinas..
Ao pessoal que tem partilhado as publicações nas redes sociais e que está a par dos eventos do Mercado Informal...
E por fim aos que fazem do Mercado Informal um organismo com células a surgirem dia pós dia!!!!
Hallaaaaaa

Pela serenidade e carisma CREAM; pelas palavras de quase-poema quase-rua ZICKS DAS RUAS; pela conservadorismo e fúria ao...
29/10/2015

Pela serenidade e carisma CREAM; pelas palavras de quase-poema quase-rua ZICKS DAS RUAS; pela conservadorismo e fúria ao dizer geopoliticamente as "coisas" KANINO FAMELIKO; por levar as ruas ao palco MASTAH BAD....

Vem ao Ascendente Esplanada, no dia 31 de outubro - sábado, pelas 16:30 e conheça o FOOTPRINTZ e o Alkaponn

Alkaponn - biografiaNascido na cidade de Maputo, capital de Moçambique, no Bairro Central, em Junho de 1986, Alkaponn, f...
14/10/2015

Alkaponn - biografia

Nascido na cidade de Maputo, capital de Moçambique, no Bairro Central, em Junho de 1986, Alkaponn, foi opseudónimo que Manuel Sampaio Gingir, filho de José Pereia Sampaio Gingir – antigo combatente das forças de defesa e segurança de Moçambique e Joana Fernando T. Gingir – dona de casa, escolheu como seu “nome de guerra” ou por outra como “a.k.a”, inspirado no mafioso “AlCapone”, de origem italiana que controlou o crime e o tráfico de dr**as nos EUA na segunda metade do século XX, para ser assim chamado, nas ruas do Bairro Central, onde conheceu o HipHop, influenciado por Black Compony em 1997, época que só escutava e não tinha pensado ainda em fazer suas primeiras rimas.
Alkaponn, ao não resistir a influencia de seus amigos e vizinhos envolvidos na “arte de rimar”, como Asmall,Squeezza,DonMc Gpro DRP , FnG e outros,em 2002 conhece o Jypphaz e no mesmo ano engrena no rap game, em 2004 forma o grupo SBS., juntamente com outros jovens do bairro,

SBS hiberna em 2007 mas,Alkaponn decide então procurar outros caminhos onde conhece o produtor Da Page com quem produz seus trabalhos desde 2008 - período em que já residia no Bairro Triunfo, na marginal da Cidade de Maputo e que também começa a fazer suas gravações nos estúdios da Brecord, que acabavam de abrir na altura. Posto isto, em 2011 Alkaponn e Da Page entraram numa corrida renhida para produzir “NoworNever – Mixtape”, sua mixtape de estreia, podendo contar com a colaboração da Brecord nas gravações; Da Page na maioria das instrumentais;algumas instrumentais extrangeiras – como conferem o modelo deste género de colectânea de músicas; alguns coristas e Rappers que fazem parte dos seus ciclos, como parte co-autora das faixas do Cd em questão.

Manuel Gingir ou seja, Alkaponn, tem tido aspirações que puxam para o Soul e Jazz, aspirações essas que são claramente notadas em suas produções actuais, produções que podem ser encontradas no seu disco mais recente: FootPrintz – ou seja, “Pegadas”, titulo que segundo o autor, se deve as novas aspirações supracitadas, seu novo estilo de vida e sua forma actual de ver o mundo, sem esquecer que Manuel Gingir a.k.a. Alkaponn já é pai de um menino de um ano de vida, o Bryan, facto que concorre para o seu “pensar e agir”.
FootPrintz conta com a produção também de Da Page na maioria das instrumentais, HellioBeatz, Twin C,KhanaiBeatz, Muthizwa,Gringo Proofless Mbokoda’sCreations na parte gráfica. As músicas são pouco menos descontraídas que as do NoworNever – Mixtape, são por conseguinte, histórias do quotidiano, contadas na primeira pessoa, assuntos de interesse social e com tendências sentimentalistas, visto que a faixa Hoyo-Hoyo N’dzero e’ dedicada ao filho (Bryan) e tem a participação do mesmo.

Além da Brecord, dos produtores (musicais e design) que tem trabalhado nas suas obras, o autor do antigo NoworNever – Mixtape e do mais recente FootPrintz, tem trabalhado com a plataforma Mercado Informal, que lhe tem oferecido a vantagem de divulgar o seu trabalho através das ferramentas de quem detém.
Mercado Informal, tem portanto, por agendado, a pré-apresentação de FootPrintz e venda de CDs ao preço de 200mt, para o dia 31 de Outubro de 2015, 16:30h, no Ascendente Bar – a redores de Maputo, numa época em que o cenário do HipHop nacional esta sensível e não muito de fácil tratamento, contudo, tanto Alkaponn bem como a equipe de Mercado Informal acreditam na força da cultura e das artes.

Escrito por: Elias Muianga, 13 de Setembro de 2015.

11/10/2015
10/10/2015

Mercado informal, passou de um projecto inserido no contexto Hiphop que visava divulgar música Rap, para uma plataforma que servirá como promotora de eventos de musica-rap entre outras actividades da "cultura de rua".

No passado dia 03 de outubro, as 18 horas, aconteceu um evento de divulgação do álbum do rapper Alkaponn, evento esse que foi interrompido por outro, corte de energia. Posto isto, a equipa do local (Ascendente) responsável pelos eventos ali naquele lugar, sugeriu portanto à equipe responsável pelo evento daquele dia (Mercado Informal) que se fizesse outro show, no dia 31 de outubro, à partir das 16:30, pelo que se atendeu o facto de ter havido um público que afluiu ao local.

A proposta veio como uma luz pra iluminar o problema gigantesco ali patente, contudo, depois de se ter comunicado à todos os que estiveram naquele dia que o evento teria de acontecer no dia 31 de outubro, houve quem tenha dito que nesse dia, o presado rapper Sick Brain, com a sua companhia Brain Events, estariam a preparar um show.

Bem, a intenção de escrever tudo isto, não é de pedir desculpas à ninguém por nada e nem de mostrar a arrogância (porque nem existe), mas de mostrar que o curso natural das coisas, sejam elas do Hiphop ou da vida é assim (ou parecido)...

A sugestão que a equipe do Mercado Informal tem a dar é a de não olharmos mais para o Hiphop como Hobby mas como algo que nos torna profissionais e funcionais, na medida em que se gasta dinheiro para fins relacionados à isto, e que se nos limitarmos em ser lineares, admitindo criar eventos com o consentimento de grupos (elitistas ou não) estaremos nos condenando ao retrocesso.
Tenho dito!

Mercado Informal - As ruas são o palco

07/10/2015

Os rapper devem unir-se para serem tratados condignamente como músicos.

06/10/2015

O show do rapper não aconteceu por falta de energia eléctrica, mas poderá ser realizado no dia 31 de Outubro.

01/10/2015

Artista-ALKAPONN Video-Pavio Curto Mixtape-FootPrintz Producao-BF Estudio-Brecord

28/09/2015

Breve depoimento sobre o show (Hélder Leonel)

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Ruas
Maputo
MAPUTO

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